Internacional! *68 Série Meu Sangue é Vermelho – Meu Coração é Colorado!
08 jan 2019 Deixe um comentário
Apelidos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 03 Janeiro 2019.
08 jan 2019 Deixe um comentário
Apelidos!
(ou Alcunha, Epíteto, Codinome, …)
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o longo desses vinte anos de colunas de jornal, primamos pelo bom humor no verão. Já sendo um verdadeiro descarrego ou uma catarse das incontáveis coisas ruins do ano de 2018, que custou a findar. Os apelidos nasceram com as pessoas, ao contrário de muitos que atribuem a sua origem aos gregos ou romanos (sempre eles!). Quando a criatura já não traz do berço algum apelido pessoal ou familiar, logo na escola receberá uma titulação. Geralmente o bullying começa aqui. A criança é um ser arguto e criativo (muitas vezes, cruel!) e gosta, aprecia e se diverte colocando o dedo no ponto fraco e nas feridas dos outros. Aí vem o Bento Sebento, a Lurdinha Quatro Olhos, o Zé Catarro (pálido e com asma) e a fila é enorme. “Se doer ou não gostar aí é que o apelido pega”! Até pega mais. As escolas são fábricas de apelidos. A centenária e sofrida Viamão City nutria apelidos que se perpetuavam. O fulano filho do Nenê Bunda estuda com o Fraga Louco e a Vaca Braba. O atilado e curioso leitor dessa fantástica coluna do Mercosul se indaga sobre o apelido do cronista. O Edson deu origem ao diminutivo Edinho e soma-se do Cabeleira pelo apelido do meu pai. Há outro desde o científico e faculdade.
Crônicas & Agudas
O primeiro dia de bixo na Faculdade trazia a consagração de velhos e novos apelidos. E, hoje, depois de quase meio século de Medicina, muitos colegas são ungidos e conhecidos pela turma com o seu nome de guerra ou apelido. O nome real é muitas vezes esquecido. Lembro que os homens eram cento por cento alcunhados, já as mais belas garotas da Medicina nem sempre. Ali estava o Popeye (pelo tipo físico), o Índio e o Sioux (dois índios), o Ratinho, o Machão, o Soneca, o doutor Fiapo, o Minhoca, o Queijinho, outro Edinho, o Fêmur, e assim a fila andava. No meu recente livro (vem mais!) trago os apelidos e estórias de uma república de estudantes de Medicina e seus codinomes. Estou nessa com honra e louvor. E muita saudade! Infelizmente a vida levou tragicamente um dos colegas por infecção adquirida de um paciente durante cirurgia que o salvou. Outro está sumido. No entanto, o alemão Butikin, querido amigo, continua um médico brilhante e uma pessoa especial.
Cr & Ag
Tenho três primos Sílvio. Um já estaria de bom tamanho. São três: o Boca, o Pinico e o Negrinho ou Tibirro (passarinho). O Pinico faleceu cedo demais, como muito acontece com as pessoas boas. O Boca está sempre por perto e foi levar-me seu caloroso abraço, junto do Pano Terra, seu amado filho, no lançamento de Crônicas & PontiAgudas. O Negrinho, aposentado da Polícia, é irmão do Coisinha e do Carlinho. Que são primos da Maninha, do Guima e do finado Pinico. Ainda primos do Negrão. Saudoso Negrão! E assim as famílias se ilustravam num desenrolar de vida em que as coisas até eram mais leves e mais afetivas. Realmente, o apelido gerado na família ou desde o nascimento traz essa carga de energia amorosa, de um carinho especial. Neto! Sinta o amor de um avô chamando o Lucas ou o Pedro Henrique de Neto. Há muitos diminutivos que acompanham uma vida, apesar do dono crescer muuuuito. Talvez nosso querido Pedrão tenha sido Pedrinho quando aflorou em sua família.
Cr & Ag
Não vertemos aqui e agora os apelidos dos amantes e apaixonados. Entre você e o seu amor, como se chamam? Há ainda uma série de apelidos da suprema intimidade, ali quando o mundo se aconchega no carinho de duas almas intensamente entregues. Estarei atiçando você a recordar e avivar esses sentimentos? Certamente! E você qual o seu apelido? Como lida com ele? Para mim ele já faz parte do genoma. Está lá numa hélice do DNA.
2019 – 01 – 03 Janeiro – Apelidos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão * http://www.edsonolimpio.com.br
Natal na Praia! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Dezembro 2018.
04 jan 2019 Deixe um comentário
Natal na Praia!
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ara o gaudério dos pampas não há verão sem férias. E nem férias sem praia. O gaúcho nasceu no judiciário. “Como assim”? Sim, claro, os juízes podem folgar qualquer época do ano, mas sempre terão o famoso recesso de final de ano. O gaúcho também. Ao contrário dos baianos que tem um mês de trabalho e onze de férias. Então o Natal já é um tira-gosto, um teste drive, uma amostra do tão decantado e sofrido verão do Rio Grande do Leite (novo governador). Quando não sopra feroz o vento Minuano, seu irmão, o vento Nordestão, carrega os praianos com cadeiras e tudo mais. Somam-se chuva e… Frio! Mas é praia e vale tudo. Ou quase. “Sendo de amigo não vale pegar”, diziam o Paulinho da Tarumã.Com um arroto, desses de valentia em boteco perguntando para a galera “quem tem ovo no saco?”, o Carlão do Espigão mandou ver: “mina de amigo meu eu trato como violino, viro a cara e…” Deixa assim. Depois de 1 hora na fila do Nacional, a Lurdinha dos Catarinas da Lomba, veio me dar um Feliz Natal e após os três tradicionais ósculos (matei a vontade de usar esse vocábulo) sacou e atirou: “Edinho do Cabeleira, não gueeento mais a tal de praia natalina. Tô acabada de trabalhar pra aquela horda. Por mais banho que tome, não tiro o cheiro de fritura do couro e dos cabelos que ainda me restam”.
Crônicas & Agudas
“Ainda veraneamos no chalé no Pinhal. Ali na revessa da rodoviária do velho Calisto, depois do banhado. Terminei um bujão de gás em cinco dias. Os filhos trouxeram os maridos e as dita cujas. Essas malditas passam o dia pintando as unhas e falando de Deus e todo mundo e não são capaz de lavar uuum copo, quanto mais cozinhar e limpar… Quando os meus filhos reclamam, elas saem como umas gatas sexy e vão engomar os lençóis. A netalhada até que é legal. O Valdirzinho do Zeca é muito inteligente e ligeiro que nem o avô dele antes das férias forçadas no Jacuí (penitenciária de segurança máxima), O guri pegou uma caixa de sapos no banhado e anunciou pra vender na internet. Disse que é memória rã. Já tá faturando uma grana nesse tal de computador. Lembra do Zeca né? Aquele que tiraste um anzol do dedão do pé. O Zeca se separou da filha do Bento Balaca e se ajuntou com essa tal, que já se veio com mais cinco crias, uma de cada homem, cada mês pinta do cabelo de uma cor e na eleição pintou de vermelho, mas eu dei a letra que se falá do PT aqui em casa eu saio na porrada e boto pra rua”.
Cr & Ag
“A filha mais feia dessa tal cuja trouxe o namorido. Um magrão tatuado e com pirce pra tudo que é lado e buraco. Acho que a coisa sofre de labirintite, tá sempre meio tonto. Ou pode ser da fumaceira nas ventas quando não estão acolherados na barraca no pátio. A feiosa grita como baile de bruxa. Temos três quartinhos no chalé, mais a meia água da garagem e os dois avarandados. Uma noite contei dezessete viventes. Fora as almas penadas que acamparam na casa do lado que tava vazia. Coisa de pobre. O que pobre mais tem é cachorro e parente. Domingo faltou água e luz e pra piorar entupiu a patente. Coisa muito feia. Transbordou a naba. Tinha general nadando de costas e tropeiro com a boiada. Lembra da Terezona cunhada do barbeiro, também apareceu por lá, buscava uns baldes de água no valão do banhado e jogava no vaso. Não desentupiu, mas espalhou a bosta pra tudo que é lado. O fedorão foi fatal. Um casal de quero-quero que acampa por perto bateu em retirada e uma dupla de velhos que mora meio defronte teve que chamar o Samu por intoxicação, desmaios e ameaça de derrame com infarto”.
“A Dieniffer com dois F quase perdeu a cria vomitando de tanto fedor. A Terezona se rendeu e estorou uma hérnia dupla, na coluna e na virilha. Pra encurtar o causo: terminaram com as minhas Polar (cerveja), comeram as costelas minga, quebraram as camas e rasgaram as redes e nem contei da cachorrada pet que levaram. Mas a fila anda, Edinho, e a caixa tá te chamando. Dá um abraço na doutora que consertou meu piano (dentadura)”. E o saco do Noel? Pergunto outra hora.
2018 – 12 – 27 Dezembro – Natal na Praia – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
Balanço & Balaço! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 18 Dezembro 2018.
02 jan 2019 Deixe um comentário
Balanço & Balaço!
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eleza! Preparando o balanço dos feitos e dos desfeitos de 2018? Para muitos foi um ano de energia pesada. Para outros, se avizinha uma luz no final do túnel. “Águas passadas não movem o moinho” diz um velho ditado na língua e na boca do povo. Podem não mover novamente a roda do moinho, mas nos ensinam muito da “água, do moinho” e de tantas outras coisas. Sobrevivemos! Infelizmente esse não é o destino de quase 70 mil brasileiros assassinados na violência desenfreada e protegida pelo jornalismo amigo de bandido e de políticos que tem bandidos pet. Infelizmente não é o destino de outros 70 mil óbitos nas estradas (ruins e péssimas) no Brasil, logo nos primeiros dias do acidente. Assim se multiplicam os estupros de todo o tipo, do religioso ao armado. João de Deus movia legiões em busca de cura e alívio e agora está atolado no lodo pútrido. Outra figura que se considera e seus acólitos como uma divindade, continua condenado e preso em Curitiba e seu poste é derrotado nas eleições do candidato esfaqueado, sem dinheiro, sem espaço na mídia e alvejado dia e noite pelos amigos do Lula. Os balaços e balanços do Brasil da ditadura socialista. E a saúde?
Crônicas & Agudas.
Viamão é chamada de a Terra do Desgosto e da Insatisfação. Como que você nunca escutou essa alcunha? Primeiro, saia dos shoppings do Portinho Alegre e Triste e depois venha andar pelos nossos buracos, pichações, falta de policiamento, trânsito em transe, motoristas de fórmula um, curiosidades e idiossincrasias. A primeira solução seria emancipar o quarto distrito, do Seminário até a Lomba do Sabão. Um novo município seria melhor para todos, inclusive e principalmente para os políticos. Ah, não pode! Então o voto distrital absoluto, para que cada comunidade escolhe e cobre do seu “bendito” eleito.
Cr & Ag
Essa cronista lançou o segundo livro da saga Crônicas & Agudas. Agora o seu mano Crônicas & PontiAgudas em que somamos à seleção de colunas, textos de humor e motociclismo e outros inéditos. Uma nova versão com a singular poetisa viamonense Lúcia Barcelos, presidente da ALVI, que tece poesias que conversam e bailam com várias crônicas. Ineditismo na literatura? A conhecida advogada viamonense Dra. Varlete Caetano tem sua crônica em homenagem ao seu pai Valdeci Caetano, ilustre viamonense, distinguida nas suas páginas. Em concorrido tempo de autógrafos, os amigos e amigas foram encantados com o som de magistral violino, delícias gourmet no Restaurante Só Comes e especial encontro. Somam-se várias encomendas de livros para leitura pessoal como para presentear amigos e clientes especiais. Ou como informou um amigo: “vou mandar um livro para fulano que não gosta muito de mim”. Agora gostará muito mais, certamente. Uma noite de encantamento e felicidade.
Cr & Ag
Outra bela festa aconteceu na residência do caro Pedrão Negeliskii, com seus familiares e seus confrades da Confraria do Lago da Tarumã. O emérito e eterno presidente Antoninho “Cascalho” Ávila agrega uma aura de alegria e correta hospitalidade ao grupo. Grande grupo! Conversa alegre e solta entremeada pela gaita e o gogó do Jairinho Nunes. Fui um convidado especial. “Mais especial” nos sentimos no carinho e respeito dos amigos.
Um Feliz Natal, um abençoado Ano Novo e um abraço de Gratidão por me permitirem participar das suas jornadas de vida.
2018 – 12 – 18 Dezembro – Balanço & Balaço – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
