Feminicídio! Outras abordagens. Parte 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 19 Março 2019.

 

“Feminicídio”

Outras abordagens.

Parte 2

Bússola Moral.

A

 liberação da sexualidade feminina com o advento da pílula anticoncepcional derrubou a paliçada do território do macho. “Pai por aceitação, mãe por convicção”! Sempre com exceções, mas a mãe sabia quem era o pai de seu filho. Ao homem cabia a aceitação da paternidade e a confiança na mulher esposa ou companheira. Assim as semelhanças físicas dos filhos ao pai eram exigências fundamentais até. Havia a ruptura do matrimônio caso a noiva não fosse virgem e culminava o lençol com o sangue do defloramento (termo do fundo do baú) era exposto com glória e louvor. Persiste em sociedades de outras etnias. A sociedade era e ainda é primordialmente machista. E para muitas fêmeas é importante que assim seja para sua conveniência ou benefício. A figura do pai protetor associava-se a dos irmãos, principalmente do irmão mais velho (representativo da autoridade do pai) isso produzia uma regulação, um freio nos excessos do homem para com sua mulher. O anticoncepcional oral, livre e irrestrito, alargou o território (campos de caça para muitas) da sexualidade feminina e não somente as mulheres investidas de grande autoridade e poder (como Catarina, a Grande, da Rússia) se tornaram predadoras sexuais.

Crônicas & Agudas

Doenças venéreas. Ou doenças transmitidas pela relação sexual sempre existiram e dizimaram legiões de homens e mulheres. A explosão da AIDS revelou um guerrilheiro mortal – o vírus do HIV. O aumento, o recrudescimento dessas enfermidades estão na mesmo corrente de um aumento exponencial da população do planeta, sua constante migração dentro e fora de seus países e liberdade deformada em libertinagem para muitos. A cosmética deixou de ser privilégio da realeza e o culto à beleza dos corpos cavalgou nessa onda. As grossas camadas de roupas, saias e vestidos, que defendiam contra o mau odor, o fedor dos corpos e de suas secreções, buscaram roupas mais leves e com mais exposição do físico e chamariz libidinoso. Mais corpo, mais sexo. Mais sexo, mais poder. Também maior disputa, maior violência e suas consequências.

Cr & Ag

Um general vaticinou: “Generais e exércitos tombaram e continuarão tombando sendo reféns de uma vagina”. Outra pérola: “Atrás de um grande homem há uma grande mulher”! O movimento feminista indigna-se e berra: “Ao lado, ao lado”! Não entendem que não havia menosprezo unicamente e sim reconhecimento ao mérito e ao poder de uma mulher que nas sombras, por trás das cortinas, nas batalhas dos lençóis, fazia aquele homem poderoso atender e seguir a sua vontade, desejo ou aspiração sutil. A sutileza é uma qualidade que o feminismo tratou com desdém e classificou de fracas aquelas que a usavam. Há estatísticas que morrem quatro vezes mais homens do que mulheres na violência. A violência contra a criança é maior que a soma de muitas aberrações contra seres humanos. Daí que para muitas observações, se corre o risco de privilegiar e focar demais em quem pode se defender e se desprezar, relegar a um plano inferior quem não pode se defender adequadamente.

Cr & Ag

Há uns 20 anos, numa escola da periferia de Porto Alegre, investigou-se adolescentes sobre “o que quer ser quando crescer”? Você está sentado ou bem apoiado? As respostas de muitas garotas adolescentes: “Ser a cachorra do traficante”! Cachorra também é cadela, mas aqui é a mulher, a garota do traficante. O cara com poder sobre os demais. O cara que pode ter qualquer mulher, mas está “afim dela”. E ela terá filhos com o traficante. Mas subentende-se o lado pejorativo de “cachorra”? Será propriedade do chefe, mas por sua vontade e liberdade vai relacionar-se com quem quiser e puder. Como é a família dessas garotas? Há pai e mãe? Qual a educação do lar? Continua.

2019 – 03 – 19 Março – Feminicídio – outras abordagens. Parte 2 – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

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