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E o Cascão fardou e goleou! Eds Olimpio. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 09 julho 2019. 3ª Parte / Final.

 

E o Cascão fardou! E goleou.

3ª Parte – Final

Fantástica solução na crise. Um par de chuteiras sem solado, elásticos por baixo seguravam nos pés. E Cascão, na beira do gramado, aguardava autorização para entrar no jogo. O bandeirinha olhou seus pés e chuteiras. O juiz também. Ninguém lembrou de olhar as chuteiras por baixo. E o jogo virou um fandango e outro dia lhes conto maiores detalhes, mas terminou 9 a 5 para o Tamoio, com direito à volta olímpica. Quando descobriram a trama já era tarde e resolveram sepultar, excluir da história o feito de serem goleados em casa por um jovem amador e de pés descalços. Ah! E com a camiseta número 7 do Colorado por baixo do manto rubro-negro do Tamoio. Para quem não conhecia, assim nasceu a rotina ou a regra do jogador ter as chuteiras examinadas por todos os lados antes de entrar no jogo. Inclusive a sola. Observem!

O jovem! O homem e a lenda! Entre eles sempre há uma dama espreitando. Ela se chama Fatalidade! Bom, vamos continuar revirando a papelada do seu Aldo Cabeleira e ver o que mais encontramos. Outro dia, talvez continuemos!

O frio e o coração!

Será um dos invernos mais congelantes dos últimos tempos. As temperaturas despencam e pessoas e animais sofrem. As doenças cardiovasculares podem aumentar. Pessoas morrem de hipotermia ao relento. O morador de rua ou mendigo está abraçado com seu maior e eterno amigo, o cão, na busca de suportar mais uma ártica noite. Há mendigos que não buscam o amparo dos abrigos para não abandonar o seu cão. E há locais que já organizam canis para que o especial amigo passe a noite e pela manhã vá fazer a costumeira festa ao ser humano que ele escolheu. Colorados e gremistas uniram as bandeiram num feito inédito no congelado Rio Grande. O Gigantinho, templo de esportes e shows, filhote e anexo do Gigante da Beira Rio, abriu seus portões e está acolhendo com cama e banho quente, comida feita na hora e, especialmente, o carinho e o respeito de voluntários e funcionários do Colorado.

Os bons exemplos devem evoluir e disseminar-se. Diz-se que o castelhano River Plate deu o chute inicial. O Gigantinho da Beira Rio e o Estádio Aldo Dapuzzo do SC São Paulo de Rio Grande fizeram coro e mais calor humano e respeito aos mais carentes. O calor vindo dos corações aquece o corpo e a alma!

Corações gelados!

Policiais civis e brigadianos tombam continuamente na defesa da sociedade honesta, que trabalha e sustenta com seu sangue um país gravemente enfermo. Psicotizado pelas ideologias. Viamão sepultou um jovem brigadiano e morreu junto de outro colega alvejado por sniper (sic) do crime organizado. Isso é rotina no cotidiano fatal que acompanha os servidores públicos que estão na ponta da corda (parcos e atrasados salários), na zona de guerra, no front de batalha dessa guerra que o crime organizado dos gabinetes de alto luxo, das estatais e de tantos outros organismos dominados pelo banditismo espraiaram. “Sou uma vítima da sociedade e preciso fazer isso” (roubar, sequestrar, assassinar – leia-se!), dizia o criminoso com a pistola na cabeça do idoso e vítima indefesa. O defensor de criminoso (talvez excetuando a mãe geradora da criatura) são piores, muitas vezes, que o próprio bandido, estuprador e assassino. Há quem acredite que esses corações gelados, ausentes de respeito humano, sejam iguais a você. Concorda?

2019 – 07 – 09 Julho – E o Cascão fardou! E goleou. Final – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – www.edsonolimpio.com.br

Irmãos CR 26Irmãos CR 27

E o Cascão fardou e goleou! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 2ª Parte

 

E o Cascão fardou! E goleou.

2ª Parte

E

 foi aí que nasceu o apelido do Gomecito. Apeou do cavalo e boleou a mala de garupa sobre o ombro. O pessoal se fardava ali mesmo no costado do campo, junto de um alambrado de fios de aço. Recebeu a camiseta e um calção do time. Colocou e… A rapaziada estranhando perguntou-lhe: “E as chuteiras”? Não tinha chuteiras. Jamais jogou de chuteiras. Nunca usava calçados. De nenhum tipo. O capataz até levou um sapateiro para lhe fazer um par de botas. Fez! Queixava-se que não dava para usar. Os pés adquiriram a resistência da vida do campeiro. As solas dos pés eram extremamente espessas. Grossas. Tentaram que usasse alguma chuteira emprestada, inclusive um gringo da serra quis dar-lhe as suas. “Ou joga de pés descalços ou não joga”. Joga. E jogou. Fez cinco golos já na primeira metade do jogo. Tiram-lhe para celebrar o rodízio entre os atletas. Entrou nos dez minutos finais no outro time e fez mais dois golos.

clip_image002Sua velocidade e destreza eram incomuns. O chute disputava potência entre a perna direita e a esquerda. “Um canhão”! Talento natural. Logo escalado para um enfrentamento do time principal da ETA e os craques do Tamoio. O juiz era um veterano da arbitragem de Porto Alegre e que depois da quinta cerveja deixava o jogo correr solto. Dedurado pelos adversários que estava sem chuteiras, o juiz não permitiu que entrasse em campo. “Ou bota chuteira, ou não joga”! Berrou espalhando o bigodão. Metade do segundo tempo, um massacre: Tamoio 6 e ETA 1 e de pênalti. A ETA se rebelou e avisou: “Ou entra o Cascão ou saímos de campo”. Entrou o Cascão e o final ficou 8 a 7 para a ETA. E assim o Cascão sem chuteiras jogou e estreou na várzea da “santa terrinha setembrina”. Aqui o Consul do Colorado em Viamão, seu Aldo Cabeleira, lhe deu uma camiseta do Internacional com o número 7. “É do Tesourinha”! Que ele conhecia e amava no Correio do Povo e na galena do velho Zeca Armindo. Gastou a camiseta de tanto usar. Inclusive por baixo dos fardamentos da ETA e eventualmente do Tamoio.

Grenal no Estádio Olímpico. O brilhante Tamoio, o rubro-negro da baixada, convidado para uma preliminar contra veteranos do Grêmio. Era uma turma de assustar e causar respeito. Jogavam a preliminar para empolgar, atiçar a torcida goleando os adversários. Como nunca teve dirigente burro no Tamoio, somente alguns mais inteligentes que os outros, levaram o Gomecito Cascão de arma secreta. E que arma. Como de costume, os veteranos do tricolor saltitavam e afiavam os cascos como cavalo no partidor do prado. Um melhor fardado que o outro. Firulas com a bola. De novo o juiz retirou o Cascão do time – “Sem chuteiras não joga”! A situação estava dramática. Empilhavam golos e tripudiavam “dos índios viamonenses”. Segundo tempo, os jogadores viamonenses estavam de olhos esbugalhados. Contam que o Consul Colorado passou um bilhete para os dirigentes do Tamoio e uma caixa de papelão. Ali estavam um par de chuteiras sem solado.

*A próxima coluna com o final da saga do Cascão. Essa crônica recebeu o troféu máximo no XII Concurso Literário da Casa do Poeta Latino-Americano e FECI.

2019 – 07 – 02 Julho – E Cascão fardou. E goleou – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

Irmãos CR 24Irmãos CR 25

E o Cascão fardou e goleou! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 25 Junho 2019.

 

E o Cascão fardou! E goleou.

*1ª Parte

Esse médico, cirurgião e escritor, que vocês acompanham nesse espaço do Jornal Opinião de Viamão e através de seus livros, coletâneas e espaços na internet, venceu mais um Concurso Literário. Com o Primeiro Lugar na categoria Crônicas e com o título acima será laureado em evento nas dependências do Sport Club Internacional dia 28 de junho. É a terceira vez que esse cronista participa e vence. Seria um tricampeonato? O patrocínio desse XII Concurso é da Casa do Poeta Latino-Americano e da FECI, Fundação de Educação e Cultura do SC Internacional. Apresentaremos a crônica nas próximas colunas.

 

U

m futebolista do passado, de nome Sarno, escreveu um livro chamado de “Futebol, a Dança do Diabo”. Conta a sua história dentro das quatro linhas do gramado, a sua vida de vestiário, concentrações e as mirabolantes passagens de vários atletas e muitos craques do futebol do passado. Aqui em Viamão City, a Primeira Capital de Todos os Gaúchos, apreciamos  ao extremo oposto ao título do Sarno. Temos: Futebol, o Bailado dos Anjos. E foi nos idos finais da década de 1950, após o Brasil calçar o seu primeiro título mundial nos gramados lamacentos da Suécia que isso aconteceu. E aviso, não saberemos separar a lenda da história, nem o homem do mito.

Contam que seu pai o trouxe na garupa do cavalo vindo trabalhar na enorme fazenda do doutor Breno Caldas, dono do Correio do Povo e da Rádio Guaíba de Porto Alegre. O garoto comprido como esperança de pobre destacava-se pelo porte e altura em razão dos outros jovens da fazenda. Cresceu no trabalho com o gado e aprendeu com o pai a lida da monta e da doma dos mais bravios cavalos da fazenda. Não era muito afeiçoado com as letras e nem com os cadernos e a professora da escolinha tentou, mas não conseguiu encaminhá-lo pela trilha do estudo. Seus livros eram o campo aberto, a natureza, as pescarias nos alagados do Rio Gravataí e o amor aos cavalos. O tempo para o homem campeiro tem a velocidade do vento Minuano nas quebradas dos capões de mato. E logo o garoto mudou de voz, um bigode ralo e uma barbicha decoravam a sua face queimada, tostada do sol e do vento. Cabelos lisos, pele ocre e olhos de uma tonalidade verdosa contrastavam e teciam indagações aos curiosos. Contam que seu pai, certa feita, disse que sua mãe tinha sangue de índia castelhana e havia morrido do parto e por desavenças com a família, tomou do filho e se bandeou para os campos do Viamão. Tudo por achar o nome do lugar muito estranho. A doma era feita da vitória do homem sobre o cavalo. Mesmo costelas partidas e pernas quebradas. Descadeirados escoravam-se no balcão da bodega na Estância Grande. Relho e esporas rasgando a carne do bagual. Os dois sangravam – o animal e o homem. Sempre havia um vencedor e um perdedor. Seu pai era Gomez e ao jovem chamavam de Gomecito. Tinha uma técnica ímpar de doma na região. Levava o cavalo para dentro do banhado e lá os dois se estranhavam um tempo, mas com os aguapés se enrolando nas pernas e nos cascos, de alguma forma se entendiam e assim montado a pelo corriam pela várzea. Contam que alguns cavalos da fazenda iam para carreiras famosas, como as de Carazinho, terra do doutor Leonel de Moura Brizola, domados e adestrados por Gomecito e seu pai.

Todo o homem tem uma “fraqueza” ou uma especial afeição para o trabalho e o  lazer. Gomecito eram a bola e os cavalos. As habilidades no futebol de várzea que eram naturais nele e outros tentavam em intermináveis treinos e não conseguiam. Alunos da famosa E.T.A., Escola Técnica de Agricultura, que visitavam com professores a fazenda e ali se aperfeiçoavam nas futuras profissões, descobriram-no. A ETA tinha um campo de futebol e ali vários talentos surgiram. Muitos engrossaram o esquadrão do glorioso Tamoio Futebol Clube, do Centro histórico de Viamão. * Continua na próxima coluna!

2019 – 06 – 25 Junho – E o Cascão fardou. E goleou – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Ivone Lourdes Rocha da Silveira * Amiga

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Paulo Jorge Fagundes * Amigo

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LANI E ANOR SILVEIRA * Amigos

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Nonito Sueiro * Amigo de Crônicas e PontiAgudas

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Marli Gama * Professora

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