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As Capivaras do Taim e os Gaúchos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 20 Agosto 2019.
25 ago 2019 Deixe um comentário
As Capivaras do Taim e os Gaúchos!
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s amigos leitores que me honram com a leitura de meus livros e das minhas crônicas no intrépido Jornal Opinião já me comunicaram, várias vezes, da paixão que pactuamos com o Banhado do Taim. A Estação Ecológica do Taim é uma área de banhados e alagadiços com ilusórios 10 mil Ha para conservação da vida silvestre. Situa-se no sul gaúcho em terras das cidades de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar. É cortado pela rodovia BR 471. Uma das minhas crônicas com o Taim, por base em suas magníficas aves, foi lida e distinguida em sessão do Congresso Nacional do Brasil pelo Senador Paulo Paim. Outra como “A travessia do Taim à noite” é relembrada com frequência pelos amigos. Final de semana passada realizei nova passagem por aquele local tão querido por mim e pelo meu falecido Pai Aldo. A estrada BR 471 é elevada no trecho, sendo costeada por dois grandes valos que separam as áreas de juncais, palhas e banhados. Não há mais nenhum veículo estacionado no acostamento da estrada para observar as aves e demais animais. Entregar-se à beleza ímpar de um pôr do sol era algo frequente em quem ali trafegava.
Crônicas & Agudas
Os enormes bandos de aves, muitas migratórias, em encantador alarido e com suas revoadas fazendo nuvens compactas e flutuantes de maravilha sem igual jogava a vida para a arte pincelada com as cores dos artistas naturais. Sempre me atraíram os enormes e graciosos cisnes negros e o vigor dos patos de penacho polar. Os marrecões da Patagônia, uma das mais velozes aves migratórias e que jamais para de bater as asas em voo, refletiam as luzes do firmamento no seu sagrado manto noturno e a crista vermelha realçava os machos. Jacarés se esparravam nas barrancas, piscando os olhos, e recebendo o derradeiro calor do sol antes da noite. E as capivaras? As fêmeas e seus filhotes, os machos empinados como senador da República, muitos em disciplina como de estudantes nas bandas marciais das escolas, alegravam-se numa vida que parece ser um filme do National Geographic.
Cr & Ag
O temor pela segurança nega o direito da pessoa em amar a natureza. Qualquer um pode ser vítima de um criminoso se ali estacionar alguns minutos. O bandido não teme as leis. Sabe da condescendência da autoridade judicial em soltá-lo e dos “direitos humanos” que defendem criminosos e jamais as vítimas. Pôr do sol no Taim novamente? Somente quando isso aqui se assemelhar ao Canadá ou Nova Zelândia, por exemplo. E os animais? Bois e vacas devem fazer turismo na reserva ecológica que tem a Fundação Chico Mendes no nome. Raras são as aves. Rarefeitas. Bandos em revoada? Somente em fotografia. Cantos das aves? Aquilo que é raro ou não existe pode cantar? “E se fosse o dia em que você estava lá”? É comum a safadeza humana exercitar a teoria ou a tese do azar. O posto de saúde e o hospital não estavam funcionando naquele dia – “deu azar”! A “bala perdida” é azar da criatura e culpa da polícia – jamais será responsabilidade total dos criminosos, pois somente o alucinado ou o obsidiado pelo socialismo acredita que a polícia sai dando tiros a torto e a direito, para tudo que é lado, por vontade de “ferir pessoas”.
Cr & Ag
Grupos de capivaras e seus filhotes teimam em sobreviver à agressão humana, devastação ou envenenamento. Sobrevivem às administrações repletas de ideias e escassas de resultados. Muito a ver com nosso Rio Grande do Sul com vários indicadores piores que os piores, mas com marajás e vantagens “legais” como nos paraísos socialistas. Até a população trabalhadora encolheu. Em Santa Catarina aumentou! Lembra o Uruguai com seu êxodo em busca de trabalho. Venezuela ainda não. Por enquanto? Estamos virando as capivaras do Taim? Sobreviventes num Estado que despreza o trabalho e adora os “direitos adquiridos”, corroído e corrompido pela degradação de seu tecido social? Capivaras que ainda se reproduzem numa região envenenada, mas útil e necessária para quem se alimenta dela e da desgraça alheia?
2019 – 08 – 20 Agosto – As Capivaras do Taim e os Gaúchos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
Professor Dr. Milton BERGER. Urologista *Amigos Especiais
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Nosso Mundo Maravilhoso * Série Pererecas
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ATM Associação Turma Médica de 1985 PUC
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O canto do Quero-Quero! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 13 Agosto 2019.
18 ago 2019 Deixe um comentário
O canto do Quero-Quero!
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ue o quero-quero é a ave símbolo do Rio Grande do Sul talvez você não saiba, mas que o canto do quero-quero tem toda uma simbologia especial escondendo o local do seu ninho e de seus filhotes de ameaças, certamente, você sabe. “Quando o quero-quero canta para um lado o seu ninho é para o outro”! – Apregoa a sabedoria popular. É um bicho posudo, entonado, peito estufado como um lorde, cheio de razão e olhar que não desfoca de seu alvo. Sempre ligado, ao contrário de muito jogador de futebol que num clique se desliga do jogo. Sempre em casal, como a corda e a caçamba do velho ditado. Os dois são unidos até no maior combate, como fustigar um gavião safado como político da Lava-Jato. Ou algum cachorro bobão, daqueles que correm e perseguem as rodas de um automóvel ou assistem novelas da Globo. Ou ainda, aqueles guris ranhentos que insistem em ameaçar seus filhotes. Os outros bichos da natureza logo reconhecem o poder de combate de uma família de quero-quero. O bicho social, o homem, teima em agredir a vida e quebrar o ciclo vital da existência do planeta.
Crônicas & Agudas
O Dia D foi o exercício humano de cantar para um lado e atacar pelo outro. Durante os preparativos dos aliados, na montagem da sua estratégia de atacar as forças nazistas na Europa com as ações que determinariam o final da Segunda Grande Guerra na Europa, tudo indicava que a invasão seria em determinadas praias e vindo de determinados locais. Os alemães se prepararam e foram surpreendidos com a invasão em outro local bem menos armado. As analogias são as mais diversas e variadas da estratégia do homem em disfarçar, apontar para um lado enquanto o alvo é outro. O lutador de boxe, por exemplo, tem toda a ginga de corpo e o jogo de braços que vai simular um ataque e, por consequência, do adversário um tipo de defesa. Ameaça de direita e bate de esquerda. Ou ao contrário. Observe que as práticas esportivas de competição espelham o espírito da estratégia do quero-quero, a ave que desliza caminhando como um ninja sempre apto ao embate.
Cr & Ag
Os boiadeiros, ao conduzirem suas tropas de gado por regiões infestadas por certos políticos, digo, piranhas e jacarés sempre têm uma estratégia de distração. A carta na manga do boiadeiro é levar com a boiada uns animais em final de carreira, velhos e doentes, sejam bois ou cavalos (há quem tente sogro e sogra), e usá-los para distrair os predadores. Colocam-nos em outro trecho do rio e sangram-nos. Os predadores são atraídos pela Petrobrás (ops!), digo, pelas vítimas enquanto a boiada passa em melhor segurança noutro trecho do rio. O cronista escorregou com a verossimilhança com os políticos e com a Petrobras. Jogavam para torcida com Bolsa Família, faculdades a rodo e muitas outras enganações enquanto a turma se locupletava, roubando sem limite e se apropriando “legalmente” do trabalho do cidadão honesto – vide artistas pela Lei Rouanet, contratos, etc. E nenhum condenado sabia ou via algo suspeito.
Cr & Ag
O pacote Bolsonaro, que o Brasil elegeu, está usando o “canto do quero-quero” enquanto “cães ladram, algumas carruagens passam”. Enquanto certos políticos e a mídia corrupta, amiga de criminosos, bate no Presidente, a equipe de governo (militar conhece estratégia na raiz) vai trabalhando e colocando em prática o trabalho com honestidade. Eficiência sem demagogia. Projetos para a saúde do Brasil e não para a saúde do bolso do corrupto e ladrão. Por mais hackers que contratem, nenhum conseguirá esconder ou escamotear as centenas de bilhões roubados e os dinheiros devolvidos pelos ladrões assumidos. A essência da atividade do parasita é parasitar, do predador é caçar e possuir a sua presa, do câncer é dominar o organismo sadio e possuí-lo, mas a ganância e fúria de posse total, acabam com a vida. Destroem. Matam! A piranha está fazendo a sua natureza, enquanto o ladrão, corrupto, assassino, estuprador, pedófilo e outros seres do mal exercitam a sua vontade e má índole. O “canto” para o bem e para o mal!
2019 – 08 – 13 Agosto – O canto do Quero-Quero – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão







