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CheveTchê Turbo Interceptor! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 03 Dezembro 2019. Epílogo.

 

CheveTCHÊ Turbo Interceptor!

Epílogo

“O

 final dessa história é reconhecido por uns e tratada como lenda urbana por outros. Vamos em frente e firmes torcendo pelo Espuminha e seu CheveTchê Turbo Interceptor. A freeway já florida de tantos carros. Uma loura num Porsche dá uma nivelada, uma paradinha ao lado do Mustang do magrão. Baixa o vidro e pisca os cílios de quase um palmo. O magrão aperta o botão do seu vidro e encara a supergata. Ela lança um beijinho, que como um petardo inglês esparramou castelhanos nas Malvinas e acelera o Porsche. O magrão sente um arrepio no lombo e uma latejação no playground e aperta o acelerador do Mustang. O animal se empina, ronca alucinado e sai no encalço da bela fêmea. Acelerador cravado até o gargalo. Pé no fundo do fundo. E vão cortando os outros carros num balé assustador. É num vum-vum de tirar o ar. O magrão do Mustang esqueceu do Espuminha, da sua gata, da sogra maldita e dos cunhados malditos e até do pequinês. E pau no Mustangão. E a loira afinava o Porsche zunindo como mamangava na Faxina.

Crônicas & Agudas

Espuminha espumava pelas ventas e trincava os carrinhos de arroxear os beiços. Coisa feia e de dar dó. Sua gata tapou os olhos com a parte de cima do biquíni. A velha maldita gritava ai-ai-ai e ui-ui-ui de encher os fundilhos. Os cunhados abraçados se benziam uma vez em cima da outra. A loira cortava com o Porsche aqui e o magrão cambiava com o Mustang ali. Um-pega-que-te-pego de cinema americano. Um coroa numa camionete D 20 deve ter enfiado os dois pés no freio, travou de soco e se atirou para a macega, saiu abrindo taipa e caindo a geladeira da caçamba. Quando uma mulher atiça, muito macho perde a noção da realidade e abre as ventas, dilatas as pupilas, o coração matraqueia no peito, dentes afiam-se, a adrenalina sobe e a razão escasseia ou foge.

Cr & Ag

A gente, que já tem muitos quilômetros rodados, andando nesse mundão de Deus e sequestrado pelos larápios e corruptos tem algumas coisas para contar e outras para querer relembrar. Esse causo posso lhes garantir, que ver com esses olhos que um dia acreditou em salvador-da-pátria, eu não vi. Mas posso lhes garantir que quem viu e contou ainda toma sua cerveja bem gelada, sua loura suada, e lambe a espuminha dos beiços agora morando numa praia de Santa Catarina entre um camarão e outro no palito. Coisa chique! Uma viatura da Polícia Rodoviária vinha pela faixa contrária da freeway e presenciou o pega-que-te-pego. Abriu a sirene, mas passaram flechados. Só um risco. Ainda firmou a cor vermelha perolizada do CheveTchê Turbo Interceptor. Passou um rádio para outras viaturas!

Cr & Ag

“Urgente! Urgente! Porsche em altíssima velocidade sendo perseguido por um Mustang em desabalada carreira. Uns duzentos por hora. No encalço deles vai um Chevette vermelho buzinando e dando sinal de luz, pedindo passagem pra ultrapassar com uma turma dentro atiçando o motorista”. Era o coitado e desesperado do Espuminha buzinando e sinalizando, pedindo para o magrão do Mustang parar ou, pelo menos, baixar a bola. – E como acabou isso, me perguntam. O Bailão do Valdeci não existe mais. E gata e a tralha da família se mudaram para a fronteira. Espuminha abriu uma mercearia praiana em Santa Catarina. Tá bem de vida. Ainda conserva a relíquia do CheveTchê Turbo Interceptor, vermelho perolizado e com o distintivo do Colorado no capô e quando conta isso, quase ninguém acredita nele. – As testemunhas ainda estão vivas para confirmarem –garanto!”

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CheveTCHÊ Turbo Interceptor! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 26 Novembro 2019. Parte 1.

 

CheveTCHÊ Turbo Interceptor!

Espuminha curtia uma vanera dançando de pé trocado em trote de rodopio pelo Salão do Valdeci, no Passo da Areia. A prenda deu uma sungada no vestido sacudiu as pipocas alojadas nas rendas e jogou o braço pelo pescoço do moço. A calça Lee estreitou e ficou pequena de tanta emoção. Se aprumou e chamou a guria num bate queixo que alumiou o dente de ouro. A sogra, distraída num pastel com guaraná, cansou de suspirar na esperança de algum desgarrado encostar no seu armário. Moço afeito aos namoros nas barrancas da Varzinha, puxou a guria para dar uns bordejos e pegar um ar fresco nas sombras dos cinamomos. Mas as sombras estavam ocupadas e alguns cinamomos chegavam a balançar e cair as folhas de tanto agito. E nem era outono ainda. Espuminha andava pelo meio das viaturas estacionadas e eis que a guria perdeu parte da atração. Estacionada uma máquina com os cromados relampeando no luar de desentocar rinchão a pauladas e buscar ninho de tuco-tuco. Uma viatura gaúcha até no nome – CheveTchê! Vermelho colorado perolizado. Seu time de adoração num baita distintivo no capô do motor. Tala larga. Faixas laterais rasgando a base das portas – Turbo Interceptor! Loucura meu. Total mesmo. Faixas nos vidros fumê – Chevetchê e em letras manuscritas menores – Vianda. Carro para levar comida. Boia. Quase que o coração lhe saiu pela boca. Podia perder a gata, mas iria ganhar a máquina. Esbaforido sacou o microfone da mão do cantor e perguntou quem era o dono da viatura.

Crônicas & Agudas

Que houve com o meu carro”? – Gritou um Foguinho atracado num galeto numa mão e uma ceva na outra. Espuminha sacou: “Tô contigo e não abro”! O Foguinho e ninguém entendeu aquilo. Menos ainda a gata que saltitava em seu rastro. “Pô meu, tô comprando teu carro. Bota preço que é tudo comigo”. Abriu um clarão no salão. Como o pessoal viu que não era briga, tocou o baile com mais força. E o gaiteiro esgoelou a acordeona. Ah! O apelido Espuminha vem do hábito e gosto de empinar uma ceva gelada e ficar aquela “espuminha no bigode” que ele passava a língua e dizia – “O bom é a espuminha”! Pegou a alcunha. Saltaram para o estacionamento e foi aí que começou o negócio. E foi aí que acabou também. Entregou uma ponta de gado, herança da avó. Uma égua prenha. Uma charrete e secou as reservas da Caixa. Carro dos sonhos. O Brasil vivia o sonho do Collor com os carros importados e o pesadelo pelo sequestro, um mês depois, das poupanças dos brasileiros. Tudo que importava era desfilar em Ipanema. Até com a futura sogra, a gata e a nave.

Cr & Ag

Aqui começa a lenda urbana que poucos sabem a origem. Espuminha acomodou a gata, dois cunhados, a sogra e o cachorro pequinês no CheveTchê Turbo Interceptor para curtir o feriadão na casa de um primo de sexto grau em Tramandaí. Coisa fina. Tramandaí é pra gente do andar de cima e Quintão, Cidreira era pra turma “comum”. Pegou a freeway. E deitou o cabelo. Vidros abertos, pois a velha era muito frouxa das pregas e soltava gases que o pequinês acuava de tristeza. Os cunhados, meio ruins dos neurônios, comendo cachorro-quente e derramando a mostarda e o “qué-que-chupe”. Ali pela altura da Glorinha, a nave tossiu, engasgou e fumaceou. Levou para o acostamento entre as pragas e desaforos da “futura” sogra e gremista. Ainda pode e vai piorar. Aplicou os primeiros e últimos socorros na viatura. O Turbo apagou e o Interceptor mijou para trás. “Colorado excomungado”! Era o mínimo que escutava da maldita. O sol de verão fazia o Atacama parecer frescor de shopping. Nem uma garrafinha de água. O suor escorria da nuca ao rego e lavrava perna a baixo. Um horror.

Eis que um dos cunhados começo a botar os guisados e as salsichas pra fora, chamando o hugo. A gata rezava pra padroeira das namoradas ferradas. Então para um carrão importado e baixa um loiro alto com óculos de aviador ou de político. Coisa de gente chique. Se compadeceu do pequinês e propôs rebocar a viatura até o pedágio de Osório. Levou o cusco para o ar condicionado do Mustang e rebocou o CheveTchê mais que envergonhado. Atenção: continua na próxima coluna. Aguarde o desfecho dessa epopeia de um Colorado viamonense e sua nave”.

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Baterias no Fim! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 19 Novembro 2019.

Baterias no Fim!

A

no de rescaldo. Fim de ano. Um país dividido pela ideologia e pela roubalheira. Uma terra entregue aos eflúvios, humores e maus odores de uma suprema corte de justiça, onde a maioria tem o desejo e o poder de piorar, estragar, arruinar ainda mais aquilo que já está ruim. Um país colapsado, infectado e exaurido. Milhares na fila de espera de uma brecha para abandonar o barco e buscar a alegria de trabalhar e prover a sua família em outra pátria, diferente da que nasceu. Uma mídia feroz e vingativa que não se basta em mostrar aquilo que entende como defeito nos novos administradores, mas deseja o extermínio físico de seus alvos odiados, como arrasar o que ainda resta do país. Entretanto, um lento e progressivo alvorecer vem despontando. Fímbrias de luz, tênues radiações luminosas iluminam a pátria-malamada-Brasil e as sombras se escamoteiam sob o manto imperial de togas de odiosos ministros. E a terra gaúcha? Há hordas que agora choram sobre o leite derramado. Rio Grande dos mais cruéis impostos brasileiros e o do mais denso cipoal e armadilhas que conceberam para que os empregos sejam partejados e nasçam do esforço supremo de audaciosos empresários. Somos uma terra tão peculiar, tão estranha ou tão bizarra que há religiosos dizendo professar Cristo, mas defendem Belzebu com unhas e dentes afiados, além de língua venenosa.

Crônicas & Agudas

E nós que trabalhamos e sustentamos a zorra quase total? Extenuados. Cansados. Física e mentalmente. Desanimados? Jamais. Há que lutar sempre, pois perseverar e demonstrar coragem que estimule outros a desafiarem os vírus e bactérias, promover a desinfecção progressiva e plantar algo melhor para o futuro dessa cidade, desse Estado (de coisas) e dessa Pátria Amada Brasil. Estamos anemiados. Alguns somente liberam “miados”, a voz está rouca de orar e gritar. Uma amiga, muito religiosa, quase gastou as contas do seu terço na solidão da sua caverna ancestral, seu lar. Incitava-me a fazer o mesmo. Concordo parcialmente. Não creio que orações sem ação explícita e contínua surtam efeito rapidamente ou isoladamente. Deus abriu o mar para os israelitas escaparem das tropas do faraó. Deu-lhes o caminho de resgatar a sua pátria. No entanto, se desviaram e transformaram esforço e fé em algo ruim. Cada um tem que fazer a sua parte e um pouco mais. Sempre!

Cr & Ag

Um tradicional empresário viamonense alega estar há quase seis anos tentando liberar seu empreendimento. Como Viamão é uma “cidade extremamente rica e a oferta de vagas de trabalho supera os candidatos”, compreende-se que as “aprovações” fiquem ao sabor do tempo e ao humor de quem julga. Há uma crença de que se esse empresário fosse de outra cidade ou de outro Estado, seu pleito seria rapidamente atendido, pois os filhos naturais e os de coração da terra viamonense são desprezados ou relegados. “Estou cansado meu doutor, as baterias estão acabando” – dizia-me com a face contrita. “Tive mais de vinte empregados, hoje estou eu, a mulher, os dois filhos e dois sobrinhos. Encolhi. Fechei a padaria e o açougue. E reduzi tudo. E tá cada vez mais difícil. Tô sem foças. A bateria tá no fim”! – outro amigo paciente demonstrava sua opressão.

Cr & Ag

Na coluna passada abri o descaso da administração pública com escritores na “Feira Literária”. Diversos, muitos mesmo, trouxeram seu repúdio à situação e solidalizaram-se conosco. Em tempos de energias alternativas, até estocar o vento planejaram, veículos elétricos, a raios que os partam, pilhas alcalinas (tipo omeprazol das pilhas), ventiladores gigantes no litoral, pré e pós sal, e outros eteceteras e tal, ainda uns são carburados (com carburador) outros tomam injeção eletrônica e surfam nas redes sociais para atenuar e distrair o “esprito” tão sofrido e extenuado.

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A Natureza de cada um.

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AMIGOS ESPECIAIS. DILETE E FILHO

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