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BRUNA E EDUARDO OLIVEIRA. ESPECIAIS NORA E FILHO.
30 jan 2020 Deixe um comentário
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CAMILA E AIDA BAIRROS. AMIGAS ESPECIAIS
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“Reveião na Praia”!–Parte 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 21 Janeiro 2020.
25 jan 2020 Deixe um comentário
“Reveião na Praia” – Parte 2
Especiais de Verão. Série: Rir ainda não paga imposto!
“Descobri que o salsichão se divide como na multiplicação dos pães. Chegaram os quatro, assim meio de quatro. Nada do Zarolho, que se apartou deles e disse que ia fazer uma consulta no postinho do SUS. Disse que tinha destroncado ou quebrado o dedão do pé. Interessante é que nem mancava. Mas… A sogra maldita de chefa na cozinha botou ordem que nem o Bolsonaro. Cada uma com sua tarefa. E de cara apareceu duas bacias de maionese com pepino, passas de uva, salsinha, muito tomate gaúcho e bem mais. Uma belezura. Não cabeu tudo na geladeira, botaram em sacos plásticos no isopor da cerveja”. Aviso aos intrépidos leitores dessa coluna campeira que o Zecão é muito detalhista, mas fala a verdade. “A Lurdinha, que já tá no quinto marido, foi se arrumar no quarto com o dito cujo. O cara é meio anão das pernas. Coisa estranha – é curto pra baixo e grande pra cima. Já trabalhou de leão de chácara no Bailão do Waldeci. Fez meio baile, mas até trabalhou. E se a nega véia não bate na porta e a sogra maldita não berra, a Lurdinha e o meio anão passavam o reveião trocando as mudas de roupa. E vamo em frente Edinho”!
Crônicas & Agudas
“Alguém botou umas gotas de Rivotril na água da Lurdinha que apagou o pito na rede. Um sucesso. E ficamos ali tirando lascas de carne e multiplicando o salsichão no pão. A fome apertou. Sabe que o trago pode dar uma gastura, assim um vazio por dentro como corno em cadeia. Esqueci de te contar dos foguetes. O Sérginho Balaca é chegado num fogo. Já trabalhou de bequebloque do PT. Heim? Então tá, política não. O Balaca soltando fogos por cima e já encarreirava por baixo. Disse que é achacado de uma tal de farinha de gluti e alergia do leite. Se escutava o griteiro e o foguetório lá pras bandas da concha acústica da Cidreira. O magrão disse que tinha mais povo do que gente indo pra lá. Falou que ia se apresentar o Pedro Ernesto, aquele gremista do futebol, mas que não canta um ovo. Sabe que eu fico meio sentimental nessas datas. Chinchei a nega véia e me abracei bacuris. Até faltou braço, mas o coração se encheu de felicidade. Fui meio bagaça, mas a nega me botou nos trilhos e hoje sou mais caseiro que petiço de sítio. A sogra até que não é ruim demais, é descalibrada dos bofes e destrambelhada das idéias. Passou muito trabalho com o finado, que Deus o tenha e não volte. Bebia uma barbaridade e sovava a mulher dia sim e outro também. Duma feita, tu vais lembrar que estava de plantão, sovou a mulher e os filhos e descadeirou um brigadiano que foi intervir. Chamaram a tropa. Tirou o cassetete de um e lasqueou muita guampa até ser algemado. Índio medonho de violento. Lembra que morreu numa cilada de cancha reta ali em Alvorada? Tomou tiro que tudo que foi jeito e maneira”.
Cr & Ag
“Só mais um tempo Edinho. Pra encurtar o causo. O Zarolho chegou com a melena cheia de areia e com o fecho da bermuda estragado. Deu-se o crime com a guria da Lurdinha. E pintou um arranca rabo de bobeira. Acabaram com a cerveja. Secaram os garrafão de vinho. A cachaça foi toda. Comida nem pra remédio. Foi tudo. E veio o foguetório no céu e na terra. A maionese fermentou no calorão e desandou direto. Um horror. A patente já tava entupida até o gargalo. A fossa transbordou no fim da tarde. E o barro desceu morro abaixo, numa roncalhada de tripa e num tiroteio que dava dó. Boneco encostado nas viaturas chamando o hugo e saltando pedaço de melancia com salsichão. Credo! Faltou papel. Usaram a areia mesmo. Nos salvamos porque a nega fez uma promessa de jejum. Tudo pro SUS. O Zarolho pegou a Kombi e sumiu. Bom, outro dia te conto da domingueira no Quintão. Agora vai que tem cliente te esperando. E abraço na doutora!”
Aviso que trocamos os nomes das criaturas e que qualquer semelhança com fatos passados e futuros não será mera coincidência. É isso aí Zecão!
2020 – 01 – 21 Janeiro – Reveião na Praia 2– Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
“Reveião na praia”! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 14 Janeiro 2020. Parte 1.
25 jan 2020 Deixe um comentário
“Reveião na Praia” – Parte 1
Especiais de Verão. Série: Rir ainda não paga imposto!
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O |
calor era tanto que soldou as solas dos meus sapatos no asfalto da travessia defronte o Itaú. Eu devia ter estranhado os chinelos de dedo grudados na meleca preta e os “busão Viamão-lotado” cruzando, como quem sapateia na desgraça alheia. A eterna falta de água (não confundir com falta de égua!) aqui no Centro histórico requer uma nova revolução. Meu amigo Zecão do CTG Ferrado e Firme nos Tocos propôs reunir os primos dos Oliveira, uma falange dos Fragas e alguns agregados de última hora e enfiar os cavalos na Corsan. A criatura, já desidratada, delira e pode partir pro “atraque”. O Zecão se acalmou depois de 2 litros de água mineral batizada com várias “loiras bem suadas” (cerveja!). Ainda devorou um X Patrola. Depois dessa empreitada, “Edinho de Deus fui passar o reveião com a nega velha e as crias na casa do cunhado na Cidreira”. “Eu nem devia, mas vou te contar, pois ainda tô meio empanturrado com a comilança e desnorteado com o festere”. “Sabe que a nega é boa de panela uma barbaridade, cozinha e come como só ela. Tem dia que nem sobra pros cuscos. Mas vamo reto que nem tripa de cobra, tu já tá olhando a hora”. E começou a novela!
Crônicas & Agudas
“Na chegada atolei o Corsa Turbo no areial, mas sou um homem aprevenido. Saquei da pá, mandei a criançada apeiá e a nega velha tirar os tapetes do Corsa Turbo. Só aí já aliviei quase duzentos quilos. A nega vai começar o regime depois do Carnaval. De que ano eu não sei. Cavei nas rodas da frente e o meu cunhado cavou nas rodas de trás – pra que eu não sei. Botei os tapetes. Engatei uma primeira e só no choro saí do areial. Tinha ratão tuco-tuco só de mirão nos cômoros. Atropelei uma plantação de lagartixa. Ah se o Ibama desconfia! Isso era mais ou menos o meio da tarde. Baixamos a muamba e fui fazer um chimarrão. Levei água de garrafão. O cunhado só tem água de poço. Salobra uma barbaridade. Ficamos ali escorando uns tijolos e lavando os espetos, sabe como é a ferrugem? E chegava viatura. De quatro e de duas rodas. E se atolavam e a turma desatolava no um-dois. Nem chegava no três. Gente de tudo que é naipe e indumentária, da bombacha ao sarongue. O que começou a me preocupar era a quantidade de boca pra comer e o de fiofó pra esvaziar. Baixava isopor com refri e cerveja. E a carne? E o frango? Peru não entra em festa de grosso.
Cr & Ag
Uma turma se arredou para uma pelada aditivada com melancia, uva e muita cerveja. O Zequinha da Odessa foi o goleador – um golo no adversário sem camisa e quatro contra seu time. Pois é Edinho! A pelada terminou com num pega da mina do Zarolho com a filha da Lurdinha, aquela da Faxina. A guria é assanhada uma barbaridade, igual a mãe. Tá sempre no cio e foi tirar uma ficha com o Zarolho. O Zarolho é abagualado, jogando de sunguinha, e seu deu o pega com a rapariga. Puxão de cabelo. Dedo no olho. Voadora e rasteira. Pedalada. Ah! Isso aí, o churra começou a cheirar e a fumaça parecia incêndio na Amazônia. Lenha verde e carvão molhado. O Pedrinho Borracheiro fez as contas na ponta dos dedos – 19 criaturas humanas e 6 cachorros, fora alguma cadela. E soltou o berro – Vai faltar carne! Minha sogra, que não é cheirar com pouca venta, sacudiu as cascas de pão do colo. Cuspiu as sementes de melancia nos guaipecas e berrou: Vamo aumenta a maionese e algum infeliz dos meus genros vai comprar mais umas galinhas e costelas. A Lurdinha viu a indireta da velha, mas recuou. A velha é de faca na bota.
Cr& Ag
Ninguém se coçou. Tirar uns pilas dessa turma é coisa feia. Depois de uma vaquinha com o entusiasmo de “se não der, não come”, saíram uns quatro a pezito no más. O magrão tatuado e com pierci até na arruela foi comandando a turma. Cada um com duas latas de Skol, cerveja de chinelo. Senti que ia dar errado. O Zarolho, de última hora, berrou: Tô junto e não abro! Senti maldade”. – Continua na próxima coluna a novela do Zecão.
2020 – 01 – 14 Janeiro – Reveião na Praia 1 – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão







