Pesadelos no Confinamento!
O tempo voa. E com ele está desaparecendo muito do nosso modo de vida. “A culpa é do coronavírus”, dizia alguém na segunda garrafa de vinho. Será? Discorda? Empresas que vendem bebidas alcoólicas estão com dez vezes mais de faturamento. Um incremento assustador e com sequelas pessoais e familiares sem fim. Aumento no consumo de drogas. Desajustes conjugais e familiares graves. Manifestações depressivas e a desesperança que culmina no pior final. A diferença entre o remédio e o veneno está na dose e na indicação de uso – nosso governador e seus especialistas desdenham disso. Nada disso importa realmente para muitas autoridades e seus gurus. Talvez esse seja o nosso destino até o surgimento de uma vacina eficaz e sem danos colaterais contra a peste chinesa. “E as mutações do vírus”? Pergunta alguém oprimido e exausto. Certamente, buscarão novas vacinas para a mesma ou novas pestes. E mais “isolamento social e lockdown”.
Cr & Ag
A gauchada lembra do comunicador Sérgio Zambiasi e seu programa na rádio Farroupilha. Programa que o tornou famoso e o levou ao Senado. Dizia-se à boca larga que “tem que assistir de avental”, tal era o formato do programa – desgraças e sangue. A brutal realidade da vida brasileira. No entanto, Zambiasi não usava seu microfone e fantástica audiência para destruir reputações e o governo criminosamente. Como é feito de porteira aberta grande parte da mídia de alto poder que se serviu do país e de seu povo. A desgraça atrai as pessoas. Veja o número de curiosos e intrometidos que se aglomeram num acidente, inclusive prejudicando a atividade e salvamento pelos agentes públicos – bombeiros, policiais, etc.
Cr & Ag
Alguém indagou com os olhos escancarados: “Se não seria possível que estejam sepultando quem ainda não está bem morto. Nem se pode fazer velório e o caixão vem lacrado. A gente nem sabe se o morto é o nosso parente mesmo. E se trocaram”? Interessante a questão. As pessoas podem confiar plenamente no sistema? Mas certamente é uma angústia e uma dúvida que vai atormentar muitas pessoas e suas famílias para sempre e não somente nos Finados. Questões e incertezas se acotovelam nas mentes das pessoas de senso crítico e que não se empanturram com o noticiário do mal. As manifestações do pânico e suas consequências funestas são escondidas. “Vá para tua casa. Fica em isolamento duas semanas. Se faltar o ar, vai procurar recurso” – você já escutou isso. Qual seria sua reação se algum médico dissesse isso para você ou em relação a alguém que você ama?
Crônicas & Agudas
Numa aparente brincadeira, expõe-se o íntimo de um colega ante outros que rejeitam qualquer tratamento até o último suspiro do enfermo, os poucos medicamentos disponíveis no entendimento de outros médicos, especialistas e autoridades públicas. “Se eu adoecer me aplica tudo que tiver disponível: cloroquina, azitromicina, creolina, naftalina, pantomicina, neomicina, tudo que terminar em ina. Tomo até Cagarol e Nabundol B12”. Brincadeiras com fundo e essência de verdade. Cada pessoa, na sua liberdade individual, deve ser respeitada. Vivemos uma conjuntura ditatorial e abusiva. Observe o exercício do poder imperial de pessoas aboletas nas cadeiras do poder. O absurdo torna-se legal invadindo os direitos básicos da pessoa. Outro amigo me dizia: “Vou no cartório me identificar como indígena assumido. Estão fazendo isso nas cotas para qualquer coisa. Eu assumido como índio, ninguém pode me cobrar nada. Posso até sair derrubando árvores porque sou do povo da floresta e preciso de lenha para minha churrasqueira e lareira. Vai ter uma tropa de ONG me defendendo e nem preciso de máscara ou álcool gel”. O sonhar te traz a esperança. O pesadelo trás o inferno. Quantos estão empolgados em te trazer os piores pesadelos? E ainda pode piorar. E muito!
2020 – 07 – 07 Julho – Pesadelos no Confinamento – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
http://www.edsonolimpio.com.br








