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A alma vê muito mais longe pela lente das lágrimas do que um telescópio! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 20 Abril 2021.

 

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“A alma vê muito mais longe pelas lentes das lágrimas do

que por um telescópio!” – Autor desconhecido.

 

Lágrimas de alegria. Lágrimas de tristeza. A vida nos põe num grande liquidificador, talvez numa centrífuga, em que somos girados e espremidos. A emoção nos faz humanos e nos extrai um suco, vertido em gotas quentes que saem dos portais da alma – os olhos. As lágrimas nos oferecem um espetáculo humano de felicidade ou de dor. Seriam as lágrimas como “rios que passam em nossas vidas”, parafraseando o samba de Paulinho da Viola?

[… Senti o meu coração apressado / Todo o meu corpo tomado / Minha alegria voltar / Não posso definir aquele azul / Não era do céu, nem era do mar / Foi um rio que passou em minha vida / E meu coração se deixou levar.]

 

Cr & Ag

 

“Estou mais chorão agora. Tenho até um pouco de vergonha de lhe contar isso. Mas me emociono muito mais com as coisas que escuto, com as imagens que vejo na TV. Olho para minha mulher e recordo dos nossos tempos de juventude e ela embalando nossos filhos em seu colo, enquanto eu estava cansado até o dedão do pé. Ela que me deixar dormir, porque amanhã volto a frente de combate. Eu não era assim. Entende?” – entendo.

 Devemos tentar e ser a cada dia um pouco melhor (Santo Agostinho).  Melhores pessoas e profissionais nesse universo em que nos completamos em nossas jornadas de vida – lágrima e suor! Quando esse equilíbrio de emoção e razão se estabelece – evoluímos. “Nem tanto ao céu e nem tanto ao mar” – diz a sabedoria popular.

 

Cr & Ag

 

Um amigo paciente, angustiado por aproximar-se a data da reciclagem dos funcionários de uma reserva/parque ecológico, idade avançada, necessitando do emprego e razão da sua sobrevivência e da família, mas local de alegrias. Devemos usar um tranquilizante ou um ansiolítico moderno para acalmá-lo? Ou entrar nos seus sentimentos e fazer-lhe enxergar pelas lágrimas que brotavam de seus olhos com a possibilidade de perder o trabalho para jovens com “mais preparo”.

Disse-lhe: na entrevista vão perguntar por que você quer o emprego. Perguntarão para todos. Todos terão uma resposta na ponta da língua: “Preciso do salário para viver”. Você não vai dizer isso! Você falará, com sinceridade, sobre tudo de belo que o parque tem – bugios, capivaras, infinidade aves, lobo guará, o perfume e a beleza das flores, as mudanças de estações, o barulho da água e a limpeza dos córregos. Conte-lhes como você sai de casa a tanto tempo, quase toda sua vida, para a sua segunda casa e a felicidade que isso lhe dá.

 

Cr & Ag

 

Conte das belezas que você vê todos os dias e da importância de preservar aos visitantes e para a própria natureza. Fale do amor que você sente pela sua missão. “E o salário?” – vão lhe perguntar, com certeza. “O salário é necessário para sustentar minha família, mas prefiro trabalhar onde eu gosto do que receber salário e fazer algo que não me dá felicidade”, pode responder. Assim é em tudo na vida de cada um.

Devemos amar aquilo que temos ou que nos compete. Sermos gratos por participar e deixar a nossa marca que fomos úteis para nós, nossa família e nosso trabalho. A gratidão é escassa nas relações humanas. Vejo, infelizmente, médicos que não agradecem um “Feliz Aniversário” ou sequer retribuem um “bom dia” ou “boa tarde”, entre outras anomalias.

Há quem ore e peça. Até pede sem parar! Suas lentes não percebem as benesses que a vida, a natureza ou o Criador lhe deu e continua a lhe dar. O trabalho é uma missão, nem sempre o emprego é! Prefere-se o trabalhador que veste a camiseta com amor pelo que faz.

Assim caminha uma humanidade que se abraça por rede social, mas é carente de gratidão e respeito. Por maior o pedestal que a criatura se eleve acima das demais pessoas e da natureza, ele é fixo na terra e não nos céus! E um dia ele tombará!

 

2021 – 04 – 20 Abril – A Alma vê muito mais longe – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

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A Negra Santa! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 13 Abril 2021.

 

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13 Abril

2021

 

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de VM

 

 

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A Negra Santa!

 

Preocupa-me a crescente divisão das pessoas. Nunca presenciei alguém ser agredido por ser negro, índio ou… Sinto que essa agressividade se exacerbou quando “nós e eles” tornou-se pregão do senhor Lula. E para mim e todos com quem convivi ou convivo – todas as vidas importam! E muito. Dos avós, somente convivi com a dona Adiles, minha avó materna, que residiam aqui no Centro histórico de Viamão, à rua Dois de Novembro, a poucos metros do Cemitério.

Um grande terreno que aos fundos se abria para uma travessa defronte onde hoje é o portão principal do campo santo. Ali morava uma mulher considerada a melhor lavadeira de roupas “finas” da cidade – a Negra Santa! Não recordo seu nome completo. Viúva com um único filho – o Léo, que por muitos anos foi motorista de ônibus da cidade. Uma pequena casa de madeira marrom, tábuas verticais com mata-juntas, alta do solo, suspensa por pilaretes. Eu gostava de olhar lá embaixo para chamar algum cão ou um gato.

 

Crônicas & Agudas

 

Janelas com cortininhas floreadas. Assoalho de madeira escovado ao extremo. Fogão à lenha, sempre com braseiro cintilando. Um paneleiro que riscava coriscos de luz ao brilhar com sol nascente. Um belo gramado nos fundos. Apesar da beleza, não era para brincar e nem os bichos iam naquele gramado. As melhores roupas das senhoras, as fatiotas (ternos) dos homens ou os enxovais de casamento era lavados em bacias diversas e postos a quarar à sombra no gramado.

O perfume do anil na crônica da Negra dos Sonhos alavancou, novamente as memórias da Santa. As “bonecas de anil” – alguns diziam “bonecras”! Pedras azuladas enroladas num tecido poroso adicionadas à água. Um velho ferro recebia as brasas vivas na sua “barriga” e com ele, ela dava os vincos perfeitos. Operação de alto risco, pois frequentemente outras lavadeiras deixavam o ferro queimar ou marcar os tecidos. As roupas da dona Santa eram enaltecidas e identificadas pelo seu cuidado e capricho.

 

Crônicas & Agudas

 

O neto da Adiles e o filho da Dorinha e do Aldo Cabeleira sempre foi uma parte desse universo que ia até as margens do Arroio Mendanha – hoje seria reduto quilombola. Sentado num banco comendo “coisas boas (bolos, doces, roscas) da Santa” e a vendo passar a roupa com o ferro de braseiro, as mãos sofridas de juntas grossas a aspergir água no caminho do ferro.

Outra de suas habilidades que fez fama: exímia para limpar “caças” de todos os naipes e tipos – jacaré, gambás, perus, marrecos, tatus, capivaras e o que lhe trouxessem. Devolvia as peças “sem as catingas” dentro de bacias cobertas por uma toalha alva de saca de farinha de trigo. A extrema limpeza de sua casa jamais iria revelar tão difícil arte, fazendo-a única na comunidade viamonense.

 

Crônicas & Agudas

 

Meus dois anos iniciais de faculdade foi em Pelotas. Novo vestibular me trouxe para a Católica de Porto Alegre. No início do 3º ano iniciei acompanhando os médicos veteranos no Hospital de Caridade com a bênção do seu Diretor, Dr. Wenceslau da Rocha Vieira.

Pois foi com a Santa, num desses dias em sua casa que fiz o meu primeiro diagnóstico de Insuficiência Cardíaca Congestiva (“doença do coração grande”). Insisti em levá-la ao Dr. Wenceslau, mas “não posso pagar, vou no posto”.

Alma nobre, o Dr. Wenceslau atendeu-a e me deixou no compromisso de acompanhá-la. Jamais lhe cobrou um centavo. A benção que tive de conviver com pessoas nobres e participar de suas vidas.

A querida Negra Santa, amiga da minha mãe e da minha avó, um coração tão grande que talvez não tenha conseguido abarcar todas as criaturas a sua volta.

Trouxe a sua pureza ao espírito de quem com ela conviveu.

Há que agradecer! E muito.

 

 

2021 – 04 – 13 Abril – Negra Santa – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

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Imagem da Série “Ele está junto de Nós!”

 

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