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Complacência!
O médico, durante a sua formação, aprende e trabalha com a noção de órgãos e estruturas do corpo que executam constantemente a ‘complacência’. Assim é a distensibilidade do coração, dos vasos sanguíneos, dos genitais, entre outros. Há situações em que a complacência degenera – imagine aquela borracha ou elástico que “cansou”! – e temos, por exemplo, um coração fraco, dilatado, insuficiente para sua tarefa.
A pessoa veleja numa fome de ar, o fôlego encurta, o travesseiro fica muito baixo, levanta-se do leito após um sono inicial. Isso galopa na direção dos esforços, desde os mais simples serem extenuantes. Logo suas pernas engrossam e o inchume (edema) lhe possui inundando o corpo enfermo. A insuficiência cardíaca já deixou o palácio do coração e agride todo o corpo.
Assim constata-se que complacência tem limite. Tem um tempo de normalidade. Tem um grau de aceitação antes da degeneração evolutiva e fatal.
Crônicas & Agudas!
Semana passada, lembrei que mais de 80% das chamadas ao número 192 SAMU são trotes. Onde termina o universo da brincadeira e inicia o território sombrio da criminalidade? Brincadeira com risco de morte ou sequelas graves para outras pessoas que não possam ser socorridas a tempo? Assim acontece com as chamadas de bombeiros e organizações policiais.
A complacência sinistra, a permissibilidade inicia dentro da casa do jovem pichador, parasitas sociais e eternos ocupantes de bancos escolares. Isso perambula em todas as classes sociais – sem distanciamento. Agrava-se nos mais abonados e com tendências à imunidade, que a posição familiar ou econômica compra e paga.
Embora o coitadismo seja um esporte nacional com as cores e as músicas mascaradas e incitadas por ideologias.
O cronista jamais generaliza, mas o arguto leitor deve identificar onde estão os focos infecciosos e nefastos da sociedade.
Crônicas & Agudas!
Somos a pátria amada Brasil da criminalidade impune, julgada ou não, ainda se arvora de juízes, censores impolutos no lodaçal ético e moral que eles próprios consolidam. E quantos deles recebem os votos cívicos (ou cínicos?) repetidamente?
A desordem mora, mina os lares e a mente das pessoas ao curso dos anos e do endeusamento da mídia aditivada pelo dinheiro que falta à saúde, os salários surrupiados do trabalhador (que trabalha!) pelas mais variadas alegorias e tramoias (legais!). Quanto desse cancro nacional prolifera e se dissemina pela justiça, que habita algum universo paralelo e distante da realidade dos cidadãos honestos?
Há quem veja no judiciário espelhado em ministros do maior tribunal a neoplasia mãe. E você?
Crônicas & Agudas!
O mesmo jornalismo lacraia exige ação das polícias, mas joga o policial às hienas quando ele atua na defesa do cidadão e da sociedade. Esse mesmo facínora platinado exige que o cidadão não defenda sua vida, sua família ou sua propriedade. O criminoso é “um doente e vítima da sociedade”, passa pelo religioso pedófilo ao banco incentivador, viaja ao estuprador e falanges de bandidos por ação direta e pela complacência de um povo que o farol se perde na névoa cruel da impunidade orquestrada. E até endeusada.
Podemos esperar incontáveis reencarnações, dar a face ilimitadas vezes ou perder a honra para manter a vida? Pergunto, novamente, há tratamento precoce, inicial, profilaxia ou vacina para essa “pandemia” ou vamos nos arrastar no brete para o tubo ou para a marreta fatal?
O cronista gostaria de dissecar e iluminar seus leitores com outros temas, mas como ficar dissociado das aberrações e monstruosidades do cotidiano? Mais de 400 mil mulheres são estupradas em “anos normais” e com o isolamento social imposto? Quantas? E as crianças? E as legiões de criminosos liberados pelo judiciário para prosseguir e sanha de crimes onde são especialistas contumazes?
Sofremos com a peste chinesa – alguém duvida a origem do vírus? – e esquecemos os milhares de lares e vidas destruídas pelo crime, pelas drogas, pela impunidade, pela eterna falta de leitos hospitalares, pela corrupção absolvida e estimulada…
Você decide!
2021 – 06 – 22 Junho – Complacência – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
Nota do Cronista.
Nesse 23 de junho de 2021, completei
meus 70 anos de idade.
Entendo que é mais uma bênção de Deus para mim,
numa jornada de vida que já é longa e pretendo que seja
muito mais. Principalmente enquanto sou útil como
Médico, para meus amigos e amigas,
para minha família e para eu próprio.
Agradeço as mensagens e sentimentos tão belos que recebi.
Muito obrigado e que Deus abençoe
e proteja sempre todos nós e nossa Pátria!




