Crônicas. Contos. Literatura. Jornalismo. Imagens e datas significativas.
09 jul 2021 Deixe um comentário
Reconhecimento.
Respeito.
Gratidão!

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08 jul 2021 Deixe um comentário
Outras Reflexões e Recuerdos dos 70!
“Meu Médico. Meu Amigo!” Nas derradeiras luzes do século passado recebi o convite do presidente de partido, que seria o candidato a prefeito, para concorrer como vereador. O desafio lançado de que “coloque em prática tuas ideias e desejos pela tua cidade”. Realizei um périplo, consultei lideranças e pessoas que me conheciam, assim como minhas origens familiares viamonenses. Curiosamente, como se orquestrado, surgia a expressão inicial. Meu amigo e idealizador gráfico da campanha, Gilson Silva, carimbou-a. Está aí até hoje, do início de conversa, ao abraço, às mensagens de felicitações, enfim, em quase tudo.
E foi também com o Gilson que me iniciei nas artes gráficas que hoje ilustram meus livros, séries e demais usos. Esse pendor artístico é familiar. Minha irmã Shirley vertia sua genialidade da música à pintura, da culinária à mãe exemplar – contagiante e única! Peguei um fragmento desse DNA da minha irmã.
Crônicas & Agudas!
Espiritualidade! Em crônicas e livros estão as vertentes cristãs da minha família. Meus pacientes recebem uma oração ao Espírito Santo há mais de 40 anos e as bênçãos colhidas são incontáveis. Já revelei como uma criança desenganada pela melhor Medicina de Porto Alegre foi entregue para Santa Terezinha e teve a sua cura, agora completa 70 anos.
Tenho raízes no Catolicismo Romano. Tive o privilégio da amizade e ser médico do Padre Jesuíta Rafael Ignácio Valle, discípulo do Padre Reus e que entronizou Nossa Senhora Medianeira como Padroeira do Rio Grande do Sul, hoje sepultado na Basílica de Santa Maria. Um santo homem!
Pacientes de consultório e cirúrgicos me buscavam e se tornavam amigos especiais sendo de todas as vertentes religiosas e filosóficas e assim convivi e fui aceito com carinho e respeito mútuo – sempre!
O caro amigo e Professor Dr. Antônio Veiga participou dessa abertura ampla do entendimento da espiritualidade que continuamos a cultivar e semear com muito amor e respeito.
Crônicas & Agudas!
Medicina! Sou o médico com maior tempo de vida profissional contínua aqui na Primeira Capital de Todos os Gaúchos. Um jovem no segundo ano de Medicina teve as portas do hospital de Viamão abertas pelo Dr. Wenceslau Vieira.
A vida médica cultiva exemplos de professores e de colegas. Encruzilhadas técnicas e éticas surgem a todo tempo. Muito marcaram a minha trajetória. Uma gratidão imensa ao Professor Dr. Carlos Cléber Alves Nunes, entre tantos, mas que esteve comigo como mestre, amigo, defensor ferrenho e pessoa de inigualável valor. Nas alegrias, os amigos vicejam. Nas grandes adversidades da Medicina e da pessoa, contei com o Professor Cléber “Bactéria” Nunes e o Dr. Eduardo Lopes.
Há muitos amigos a destacar sempre, mas eles estão em outras crônicas e textos e habitam o panteão do meu coração.
Crônicas & Agudas!
Patchwork! Somos o resultado desses retalhos ajustados e costurados formando uma colcha ou uma vestimenta bela e outras nem tanto. Estamos, continuamente, agregando e cosendo esse tecido que é a nossa alma imortal. Feliz em galgar essa idade, evoluí com os amigos e com a família, em ser útil (sempre com novos pacientes) aos outros e a si mesmo.
Deus permita a correção de rotas e sentir o perfume da flor sem temer em demasia ou esconder seus espinhos. Viver e ser feliz, espraiar a saúde e a felicidade com a graça do Criador e o toque do Médico dos Médicos e seus Mestres de Luz.
Durante grande parte dessa existência, intuía que o limite seria pelas franjas dos 50 anos de idade. Ou intuí errado ou o Homem me quer aqui para continuar. Isso é a Vida e a Medicina! A Gratidão é muito mais minha do que de você que me acompanha na jornada.
Obrigado e que Deus abençoe e proteja todos nós e possamos entender e aceitar seus desígnios!
2021 – 07 – 06 Julho – Outras Reflexões e Recuerdos dos 70 Parte 2 – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
05 jul 2021 Deixe um comentário
Algumas reflexões e recuerdos dos 70!
Se tenta! Setenta. 7.0 ou 70. Não faz meu perfil ser pródigo em comemorações natalícias, desde o falecimento da minha mãe Dora, aos 49 anos de idade. Nasci no dia de seu aniversário. Outra irmã que me antecedeu, nasceu no dia do aniversário do meu pai e ela faleceu após o nascimento. Meu pai Aldo, no seu aniversário, buscava a solidão dos campos e das várzeas, dos rios ou do mar – seu tempo e seu coração em reflexão e oração silenciosa.
Creio que herdei esse traço. Nesse ano e meio de pandemia com as sombras da dor e da morte pairando sobre todos nós, fugi do arcabouço, da rotina das crônicas em que o bom humor sempre teve lugar cativo e público fiel e votante/e-leitor.
O leitor, interagindo com o cronista, compartilha suas emoções, seus sentimentos e seus momentos. Alguns sentem a palavra que toca, outros a frase que sensibiliza, aqueles que mergulham no todo/mensagem e se refletem. “E os indiferentes?” – para esses faltou sensibilidade e olho clínico do escritor e a realidade da impossibilidade dos 100%.
Crônicas & Agudas!
Nessa lavoura ou semear de frases, emoções e sentimentos, cada amigo e amiga colhe e espalha a semente que lhe toca e sensibiliza sua alma. Durante bom tempo enviava crônicas para a Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio e aqui em Viamão ao Correio Rural. A cada publicação, novas reflexões e busca de evolução e entendimento. Precisava de uma casa que me abrigasse, que não fosse somente um pouso passageiro, como um fugaz pernoite.
Amigos tentaram me colocar no Correio Rural, que na época era o mais antigo jornal local – sem sucesso! Entretanto fiquei feliz quando abriram suas páginas para meu irmão, parceiro de trabalho e vida – Dr. Eduardo Lopes.
Tudo tem um tempo de acontecer e um horizonte mais amplo por vir. Logo o Professor Pedro “Pedrão” Negeliskii me levou para seu jornal, com integral apoio e a mais sólida liberdade que um escritor poderia ter. Assim estamos juntos mirando passar dos 30 anos de jornalismo e companheirismo. Que as décadas se somem para todos nós!
Crônicas & Agudas!
Escrevia e guardava. Com o alvorecer dos computadores, fui um dos primeiros médicos a informatizar o consultório – tempos da ancestral linguagem DOS. Guardava meus textos em disquetes frágeis e descobri com dor que aquilo e os HD perdiam-se nas formatações, vírus de bruços e de lado, discos “voadores”, etc. O jovem se sentia como um cão brincando com a cauda.
Já médico, com o jornal, as publicações se perenizavam. E o resto? Foi-se! Aceitei o desafio de concursos literários e coletâneas. O escritor sempre veleja contra o vento da insegurança, da sua aceitação pelos leitores, disciplina e perseverança buscam o talento arredio. Venci concursos literários e inclusive fui premiado com viagem e estadia ao exterior com a esposa. O caroço, o âmago é competir consigo. É testar sua capacidade de ser aceito.
Meu pai Aldo era exímio versejador, que os imprimia e publicava narrando os eventos da cidade. Minha mãe Dora uma especial contadora de estórias. E evoluí com a amizade e o apoio do Dr. Luiz Alberto Soares, médico-escritor-historiador-coronel do Exército brasileiro-líder nacional dos médicos escritores – Amigo!
Crônicas & Agudas!
“De médico, poeta e louco, cada um tem um pouco!” A sabedoria popular flutua no mar do entendimento pessoal e naufraga quando o horizonte é escasso. Outra: “Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro”! Não propriamente “poeta” – cronista, escritor, faiscar a linguagem do coração, o garimpar da alma… E “louco”? Escape, saia do pejorativo – demente ou insano. Sinta como apaixonado e pleno de amor pelo que faz em sua jornada de vida. Reflito-me nas demais citações.
E cada um na sua jornada, que conflui, converge e ilumina a todos, vamos viajar, navegar, singrar alguns horizontes em que tive a honra e o privilégio de estar com vocês como amigo e médico e principalmente como pessoa.
2021 – 06 – 29 de Junho – Reflexões e Recuerdos dos 70 Parte 1 – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão