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Dr. Adolfo BEZERRA DE MENEZES Cavalcanti.
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29 Agosto – Aniversário de nascimento.
O Médico dos Pobres
Kardec do Brasil
Reconhecimento. Respeito. Gratidão!
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Indiferença! – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 17 Agosto 2021.
21 ago 2021 1 comentário
Indiferença!
[…Já não se morre de velhice | nem de acidente | nem de doença, mas, Senhor, só de indiferença.] – Cecília Meireles
Há vários pilares que mantém um relacionamento. Alguns mais e outros menos importantes na concepção pessoal da criatura. De longa data, nas homenagens e efemérides, uso a tríade ‘Reconhecimento. Respeito. Gratidão!”
Mas o vírus mais pernicioso, a enfermidade mais maligna e mortal, a ferrugem mais cruel, está embarcada nessa nau chamada de ‘indiferença’. Num casal, aguenta-se, suporta-se muitas coisas. Para muitos, até a vida hostil e agressiva. Jamais o homem ou a mulher aceitará a indiferença do seu companheiro, esposo ou amante.
Ao indiferente, ser morno é uma eventualidade e até um sofrimento, pois terá que sair ou expor-se dessa casinha que construiu somente para si.
[O que me assusta não são os gritos e as ações das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas.] – Martin Luther King
Na empresa, do colegiado ao time de futebol, a indiferença de qualquer ator será o fracasso do empreendimento. Inclua-se a indiferença do consumidor ao torcedor. Transite seu pensamento na indiferença do eleitor e do cidadão ‘trabalhador que trabalha’ quanto ao caos moral e ético do seu país.
A pandemia exige uma reavaliação no uso do tempo. Mais do que nunca, o tempo é vida. Essa vida será boa ou ruim, na medida de cada pessoa. Há relações em que um dos membros é uma Itaipu trabalhando e do outro lado é como acender um fósforo – me entende? É um direito da pessoa não estar a fim de você, mas é uma obrigação sua avaliar e decidir se vale continuar vivendo num purgatório. Ou expiando num limbo, por quem não te quer!
[O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença…] – Érico Veríssimo
O ser humano é gregário por natureza. Buscamos o contato e a proximidade de outras pessoas. Somos tribais desde o alvorecer dos tempos. O grupo ou a matilha (gang ou partido político) carrega a sensação de força, proteção e poder. Em qualquer legião há anjos e demônios, bons e maus, ainda assim buscamos sair das sombras, caminhar na luz e… Amar! Necessitamos e ansiamos ser amados.
O amor é terapêutico nessa enfermidade – a indiferença. O amor cativa, aproxima e encanta, tenta repelir o hálito acre da indiferença. Aquele homem chega em casa diariamente, recebe um beijo e um abraço à porta, seu banho e roupas limpas o esperam. E o perfume está no balcão. A mesa está servida. Come. Farta-se. Até algum estrepitoso arroto. Cerveja numa mão e controle remoto na outra. Sofá esperando com as almofadas bem dispostas. A vida passa e seus olhos se arregalam nalgumas fêmeas da rua ou na vida de outrem.
[Antes de errar, antes de ser indiferente com alguém, antes simplesmente de dizer adeus, certifique-se que não quererás voltar depois, porque erros machucam, a indiferença distancia as pessoas e há coisas que nunca mais voltam a ser como antes.] – Augusto Branco
Um casal. Um cenário comum? O reconhecimento desaparece na “obrigação”. A gratidão esmaece e logo se ausenta. O respeito dormirá em algum lençol estranho. Essa crônica é um libelo, jamais uma punhalada de revolta.
Ainda nos setenta (se tenta!) evoluir e aperfeiçoar nesse tempo que temos.
Viver com luz e calor, colocar a alma na ação, pulsar o coração no trabalho, no grupo, na família e, principalmente, com quem se importa contigo e você faz a diferença na sua vida. E ela na sua!
2021 – 08 – 17 Agosto – Indiferença – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão





