O Hábito e o Monge!
Em relação ao termo “hábito”, a primeira consideração é pela indumentária, pelas roupas ou adereços que identificam uma ordem religiosa ou militar. Por outro lado, também se relaciona com os costumes, as regras ou os estilos de vida ou de vivência de pessoas ou grupos. O ditado popular do “hábito faz o monge” se contrapõe com “o hábito não faz o monge”.
Em vários idiomas, a expressão se apresenta e é usada. Veremos no “andar dessa carruagem” que “como a mulher de César, não basta ser, tem que parecer”. A anomalia chamada de “politicamente correto”, viral e pandêmica, associa-se a um complexo de distorções da pessoa ao comportamento coletivo ou tribal.
Há inclusive uma demonização “religiosa” da pessoa mais capaz, habilitada nas planícies da vida honesta, privilegiando as curvas e cavernas sombrias da desonestidade e da indisciplina.
Crônicas & Agudas
“O vagabundo ou criminoso é uma vítima da sociedade” – apregoam. “Não tive as mesmas oportunidades” – e não aproveitou as que teve com merecimento. É ruim ser o melhor aluno da classe, pois implica em sofrimento psicológico ao relapso e indisciplinado. Cumprir as obrigações éticas revela ser um “idiota ou pouco esperto” – parece incrível? É “pecado” desejar/ter um carro melhor, vestir-se conforme seu trabalho premia, comer aquilo que seu sangrado dinheiro pode comprar, porque alguém naquela hora está faminto…
Você tem os filhos que pode sustentar com zelo e dignidade, mas “outro pecado grave” é não sustentar os filhos da luxúria, nem que precise tirar o alimento da sua família ou a saúde dos seus.
Crônicas & Agudas
Eis que o modelo, o protótipo a ser seguido e espelhado é o oposto da realidade “normal”. Ou melhor, é a realidade virtual ou por trás do espelho. Veio a moda “vintage” de usar as roupas dos antepassados. Recordo de um outro ditado de época: “A roupas do falecido(a) estão grandes demais para criatura” – em alusão ao ocupar a cadeira ou o posto de novo cônjuge. Isso evoluiu pela destruição da bons hábitos e costumes – a higiene zero do “grunge”. Sujo, fedorento e maltrapilho – até a droga foi glamourizada na TV.
Feio é trabalhar e usar roupas melhores. Incorreto é andar perfumado e de banho tomado. Pecado grave, novamente, e ofensivo aos cidadãos “desprovidos de educação e higiene” elementar.
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Médicas, por exemplo, com as roupas rasgadas, destruídas, de tal situação que seria outro pecado doá-las para os carentes nas campanhas que visam valorizar políticos e grupos de mídia. Ainda não conseguiram “esfarrapar” os militares. Mas os religiosos abandonaram o hábito de vestir e os hábitos de uma vida eclesiástica respeitável. Aviso, sempre, que jamais generalizo, apesar de leitores se empanturrarem, empanzinarem-se com os exemplos degradantes.
Nas últimas décadas aboliram o termo “favela” e o substituíram por “comunidade”. Curioso que as músicas, legados de poesia e de amor, insistiram em conservar o original “favela”. Eis que agora a propaganda na Globo anuncia o “Dia da Favela”. Mas ai de quem se atrever a falar àquela palavra, será expurgado do Insta ou do Face e responderá processos no STF, talvez. “Injúria ou ofensa social grave” e “negacionista”, etc.
Aprendi a espelhar, copiar e seguir os bons caminhos das pessoas honestas, trabalhadoras, cumpridoras de suas obrigações morais e legais e evoluir pelo merecimento à nação e perante Deus. Hábitos! Bons e louváveis hábitos ainda importam?
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2021.11.02 – O Hábito e o Monge – Edson Olimpio Oliveira
Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira
Médico. Cirurgião. Escritor
CREMERS 07720
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Médico Cirurgião Jubilado
Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS
Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS
Associação Médica do RGS – AMRIGS
Associação Médica Brasileira – AMB
Viamão – RS
1971 a 2021 – 50 Anos de Medicina
http://www.edsonolimpio.com.br
Autor dos livros:
Crônicas & Agudas
Crônicas & PontiAgudas
Trinity! A Saga continua.
+ 25 Anos de Jornalismo
Cronista Jornal Opinião de Viamão
nov 04, 2021 @ 19:32:51
Gratidao
nov 09, 2021 @ 15:36:25
Abraços, amigo Ary!