Zona de Conforto! – A diferena entre o remdio e o veneno a dose. Edson Olimpio Oliveira. 14 Dezembro 202 1.

Zona de Conforto!

A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.

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Resumindo, zona de conforto é um espaço ou local, ainda uma situação em que a criatura está o melhor possível com o menor risco ou esforço. “Como começou, donde vem isso?” – pergunta-me. Está no Gênesis, na Bíblia Sagrada. Deus pegou do barro (nem de madeira, ferro, ouro ou diamante) e fez o primeiro homem e da sua costela gerou a sua companheira. Habitavam o Jardim do Paraíso.

Os animais falavam – como hoje os pets, ou outros que se elegem e mandam na gente. Fartura de comida – deviam ser vegetarianos, pois não iriam comer os amigos (como é hoje!). Vida calma, sem arrastão, fila no SUS, pandemia, bala perdida-achada, segurança (descuidaram da cobra). Desnecessário porte de arma ou Unimed. Não eram surrupiados por impostos, sem pagar luz, água ou condomínio. Nem gás-olina. A vida frouxa que “todo mundo pediu a Deus” e eles receberam em cota única, sem Enem, nem cota de índio.

Todos sabem a bronca que deu com o perrengue da maçã com agrotóxico do Belzebu. Há quem veja na cobra a primeira sogra da humanidade. Pelo menos, a língua! Que maldade desse povo!

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Crônicas & Agudas

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Daí foram expulsos do Éden. Eva começou a parir com dor em 3 vezes 3 meses de gravidez, coisa que o Adão saltou fora depois de oferecer outras costelas em doação. Observe que o duplo (666) é o número da besta. Sem anestesia, nem Samu ou irmã de caridade. Trabalhar para comer. Defender-se das feras, sendo as piores com duas pernas e sangue envenenado. Estudar e trabalhar para uma vida melhor. Fazer casa ou pagar aluguel. Planejar a aposentadoria e ter um bom emprego e depender menos do Criador.

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Com bom humor vamos dedilhando a acordeona nessa balada da história. Os belos jardins estão no inconsciente coletivo do homem de toda a terra. Cerca-se, casa ou castelo, dos melhores jardins que o poder permite – Jardins Suspensos da Babilônia, dos jardins romanos, jardins japoneses e, passando pelo jardim da Casa da Dinda, em condomínios dourados, chegamos aos jardins naturais (parques, reservas, áreas de encantamento físico e visual). Ilhas paradisíacas ou praias encantadoras. Sempre a busca da ancestral zona de conforto – o Éden ou paraíso pessoal.

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Crônicas & Agudas

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Quer mais do mesmo? Emprego e pouco trabalho. A casta/fatia do funcionalismo público brasileiro que se realiza na admissão e aposentadoria, mas que berra para não trabalhar – a célebre imagem do casaco na guarda da cadeira vazia e a criatura ausente. Jamais generalizo, observa-se Aplica-se à estabilidade no emprego e não à obrigação do resultado do trabalho.

Jogador de futebol, após fechar longos contratos, adoece frequente com “desconforto muscular”. No contrato são profissionais de ponta, no trabalho são garotos/meninos. As intermináveis férias e licenças plenamente remuneradas, mais penduricalhos legais sempre – belas zonas de conforto e ócio fartamente remunerado com a doação de sangue e vida da sociedade que trabalha. Até o local de prostituição é chamado de “zona”, talvez pelo conforto do sexo… (?)

Argh! Haja bom humor!

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Crônicas & Agudas

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Na guerra ou no trabalho, até automutilação para fugir da frente de combate. Muda a máscara, troca o ator, mas a peça é a mesma até com lei Rouanet. Mais num povo e menos no outro. Os pais que acham ser obrigação do governo “educar” e dar o básico à vida de seus filhos. Outra zona de conforto, meio camuflada?

Pois é, o poderoso Aquiles tinha um calcanhar que o matou. A zona de conforto está para o bem e para o mal. Com mérito próprio ou com o mérito sugado dos outros – sequela da maçã envenenada pela serpente? Merecimento e proporcionalidade. Respeito e disciplina.

Lembre-se que o verdadeiro paraíso, seu Éden não está lá fora. Aquele até pode ajudar. Entretanto, somente você (e eu!) construiremos o jardim do paraíso dentro de nós, na nossa alma imortal sem o veneno do egoísmo e do poder corrompido.

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2021.12.14 – Zona de conforto – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

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