Dízimo e Boleto!

Dízimo e Boleto!

O uso (e abuso) do termo ‘boleto’ é recente e cavalga um dos modismos digitais e similares nesses dias de muito consumo e pouca felicidade. Na extremidade oposta está o termo dízimo que carrega de uma série de obrigações pessoais às manifestações religiosas. Essa crônica não pretende analisar a balança já existente e, muitas vezes, consolidada. Acompanhe-me nessa travessia e sinta outras nuances.

Acredita-se que consumir traz felicidade. Mesmo transitória. Alguma zona de conforto ao corpo e uma massagem no ego. É como dizer entonado: “Tenho 1 milhão de amigos e seguidores”. Pagadores de boleto e muitos dizimistas tem perseguidores. Pagam-se boletos desde coisas essenciais como água e luz, vestuário e comida, e… (diga você!).

Cria-se uma roda viva de fim anunciado e mortal ao bolso e à dignidade – a indústria do boleto! Há a metamorfose de transformar os boletos em pagamentos pelo cartão de crédito fomentado por várias empresas e familiares que vampirizam principalmente aos idosos usando a chantagem dos dois “C” – Cerasa e coração.

Crônicas & Agudas

Em todos os povos, certamente copiado de outros animais, guarda-se uma reserva técnica (comida, armas, água, amigos, etc) para os momentos de crise. Outros para o matrimônio, tanto para o dote da mulher, como para o homem oferecer cavalos e gado ao pai da pretendida. Em resumo, são poupanças. Diversas, mas poupanças em que o aplicador mira em si mesmo e na sua caminhada de vida – o futuro. Depender de si muito mais do que depender dos outros.

Japoneses foram singulares em poupar como nação. Outros povos, perdulários por vocação. Fortalece-se a crença aos seus devotos e obsidiados que o político safado e ladrão será o pai abençoado com teu voto ou boleto virtual, benzido pelo tribunal, colocado na privada eletrônica e após puxada a descarga, o larápio boa-praça reinará absoluto e impávido.

Crônicas & Agudas

Reserve uma parcela do seu sangue (suor, trabalho, lágrimas e alegria) semanal e mensal e coloque numa conta bancária que seja fácil aplicar e complicado de retirar – não aceite talão de cheque, cartão de crédito, pix, etc. Para muitos é necessário ter uma meta – a meta/missão mais sólida é a casa própria e o local de trabalho próprio aos não empregados. Ou o segundo imóvel para suplementar a renda na doença e na aposentadoria.

Há uma lenda persa ou árabe que o diabo nos incutiu o sentimento que somos eternos e que posse e poder trazem felicidade e harmonia. Amigos budistas veem a Luz (iluminação), a Sabedoria como o caminho da felicidade pessoal e social.

Crônicas & Agudas

Emergir da boiada. Fazer a diferença e ser diferente no universo da vida. Aplique um dízimo em você. Pague um boleto para você. Olhe para sua família. Você é o responsável ou deposita esse boleto/dízimo ao governante de plantão ou ao místico da vez? Joio e o trigo! Aplique no trigo bem mais que tentar recuperar o joio.

Razão e emoção! Equilíbrio e jamais um súdito ou devoto tanto da razão única como da emoção suprema. 2022 é um número, um propósito, uma meta, um futuro. Você é velho quando a maioria dos seus amigos e contemporâneos está morto. Você é um guerreiro na busca da Luz quando é responsável pelos seus atos e pelo seu momento – o agora.

O jornalista para Thomas Edison: “Todo esse tempo e mais de 1.500 experiências erradas para agora ter a lâmpada…” Respondeu-lhe Edison: “Descobri mais de 1.500 maneiras que não funcionaram e outros não precisarão tentar e descobri uma correta que outros poderão repetir”. Você é o único soberano da sua vida! Para o bem ou para os descaminhos. Decida-se e viva!

2022.01.11 – Dízimo e Boleto – Edson Olimpio Oliveira

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Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

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