Jovem: Vou ir! Velho: Preciso chegar! – Edson Olimpio – Crnicas & Agudas – Jornal Opinio de Viamo – 22 Mar o 2022.

Jovem: “Vou ir!”

Velho: “Preciso chegar!”

Equilíbrio é quando os pratos da balança se nivelam. Na vida – quando os sentimentos que entram e que saem se harmonizam. Somos seres de impulsos, alguns abusivamente impulsivos em detrimento de outros excessivamente milimétricos ou de cautela exacerbada.

Observe um jovem se preparando para uma viagem ao “Fim do Mundo” – Ushuaia. Mochila nas costa, uns pilas na guaiaca, um moletom na cintura e um enorme furor que reverbera na impaciência que o celular está com pouca carga e deve deixar um uhuu à “galera do insta e do face”.

Pule o alambrado e vamos para o veterano da casa ao lado que tem a mesma proposta: Ushuaia – Fim do Mundo. Vários meses de intensos preparativos. São mapas físicos e virtuais, cartões de créditos, várias moedas, seguro saúde, novas repassadas na viatura ( carro ou moto!), roupas de diferentes graus de aquecimento, abrigos para chuva, neve, vento e olho grande. Uma mala de roupas. Outra de ferramentas (“Vá que estrague” o veículo), uma maior com os remédios obrigatórios e aqueles para intercorrências como diarreia ou entupimento. Repelente de mosquito e da “policia caminera” argentina. Distâncias a percorrer entre tais horários. No Booking para hotéis e postos de combustível. O implacável leitor pode ir sugerindo outras “necessidades”.

Crônicas & Agudas

Voltemos para o bailado diário de nós meros mortais esfolados vivos pelo Supremo e pela corrupção escandalosa livre-leve-solta. “Covid é um ram-ram na garganta, uma sacanagem fecharem as festas com esse mar de minas dando mole, principalmente para o ninja dos lençóis” – o jovem afirma. “Se piscar caiu do varal”. O veterano está municiado. “Joga no time do Bolsonaro, mas não libera para evitar confronto”. Vacina e vai e assina (ou não!). Enjaulado em casa, acuado pelo covid, pela sogra, pelo cunhado e, principalmente, pelos boletos que não param de chegar. “Que saudade do carnê e da nota promissória!” “Que saudade de bailar uma vanera de botas peludas no CTG Armada Grande, lá do Primo Nonito Sueiro”. Conta as horas. Mede os dias. Mira no Natal e depois no Carnaval. Cada linha de chegada é um “ufa, ‘mais uma meu’ – tô vivo e peleando”. Sem ofender alguns enchapelados, mas ‘entreaspas’ são meras citações.

Crônicas & Agudas

“Isso é coisa de homem!” – sacudia o dedo indicador a Lurdinha Suvaco de Pelego. Não é verdade. No máximo, deixando de boa, uma meia verdade. Se tem bicho que planeja e quer chegar e não poupa e nem economiza nos detalhes é a mulher. Principalmente as casadas, acuadas pela concorrência da escassez de homens com H, já testados e comprovados. Num relance elas mapeiam as concorrentes e adversárias da mecha do cabelo à unha esmaltada do dedão do pé. Coisa de louco! Como pode? Elas se preparam tanto para cruzar a linha de chegada que vá olhar uma festa de terceira idade, uma excursão, um consultório médico – elas ganham no número e no tempo de duração. Conheço de caso contado que a criatura teve 18 filhos vivos e o marido empacotou (deu os doces, abotou o paletó, foi pra cidade dos pés juntos, apitou na curva) e ela somente não casou de novo pelas ameaças dos filhos de capar os candidatos e colocá-la num asilo com demência erótica senil.

Pois é, a vida está mais incerta que urna eletrônica, insegura como político administrando a Petrobrás e alucinada como castelhano treinando o meu Colorado. “Mas não abaixemo a bombacha de mode a ventar nos grãos” – Arigó da Faxina em sua crepuscular sabedoria.

Vamos equilibrar – ir e chegar. Curtir a ida, a viagem. Chegar bem! E valorizar a meta alcançada.

Fui!

2022.03.22 – Vou ir. Preciso chegar – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

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Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico. Cirurgião. Escritor

CREMERS 07720

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Médico Cirurgião Jubilado

Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS

Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS

Associação Médica do RGS – AMRIGS

Associação Médica Brasileira – AMB

Viamão – RS

1971 a 2021 – 50 Anos de Medicina

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Autor dos livros:

Crônicas & Agudas

Crônicas & PontiAgudas

Trinity! A Saga continua.

+ 25 Anos de Jornalismo

Cronista Jornal Opinião de Viamão

25 Março – Dia do Oficial de Justiça

Reconhecimento.

Respeito.

Gratidão!

Abraço especial no Primo Paulo Ricardo de Oliveira Barreto, Oficial de Justiça.

Robert Koch

[09:08, 24/03/2022] Edson Olimpio Medicina e :

História da Medicina

24 de Março de 1882

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Heinrich Hermann ROBERT KOCH

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Médico, patologista e bacteriologista alemão, anuncia a descoberta da bactéria responsável pela tuberculose, daí o nome de ‘Bacilo de Koch’ ou Mycobacterium tuberculosis.

O batismo com o nome ‘Tuberculose’ (Tísica, Peste Branca ou a Doença dos Poetas e Escritores) foi em 1839 por Johann Lukas Schoenlein.

Koch também foi o descobridor do Bacillus anthracis, causador da doença Carbúnculo.

Postulados de Koch: inicialmente formulados por Friedrich Jakob HENLE e adaptados por Koch: 1- o agente responsável deve ser encontrado em todos os casos da doença; 2- ser cultivado em cultura pura; 3- provocar a doença ao ser inoculado num animal de experiência; 4- poder ser isolado desses animais e cultivado em cultura pura. Persistem usados na Microbiologia.

_”Doença dos Poetas”! http://www.fundacaoataulphodepaiva.com.br/blog/tuberculose-do-suplicio-a-inspiracao-literaria-2/ – importante para sua maior compreensão.

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Apoio:

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Algumas informações para estimular ao leitor e estudioso em sua busca de mais conhecimentos.

[09:14, 24/03/2022] Edson Olimpio Medicina e : Daí ser hoje: Dia Mundial de Combate à Tuberculose!

Dia Mundial da Poesia! 21 de Março

A quem nos traz Luz, Amor e encantamento…

“Velho Tutu”! – Arthur Jos Gattino – Edson Olimpio Oliveira – Crnicas & Agudas – Jornal Opinio de Vi amo – 22 de Maro de 2022.

“Velho Tutu!” – Arthur José Gattino.

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Há histórias e estórias. Várias se transformam em lendas urbanas ou rurais e com o distanciamento na estrada inexorável do tempo, as testemunhas oculares cumprem seu papel na época e logo estarão num outro plano existencial. Nos últimos 30 anos, nesse púlpito de jornalismo, relatei diversas histórias e causos. Inclusive há quem aproveitou e sem relatar a primeira fonte, a vertente original, sem saber separar o conto da realidade, usam com “lendas de Viamão”. Como se não tivessem autor definido e incontestável.

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A velha Viamão Setembrina dos Farrapos, carecia de médicos e de um hospital. Saúde praticada por farmacêuticos, práticos dentistas e homeopatas. Quando a doença encaroçava e a “coisa ficava preta”, enfermo mal mas sem encarreirar na “bossoroca” (momentos finais), buscavam-se atendimentos com os mais afamados médicos e hospitais na capital de Porto Alegre.

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Crônicas & Agudas!

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No cerne de uma tradicional e respeitada família viamonense está o “Velho Tutu”. Apelido carinhoso e eivado do maior respeito e admiração pelo afeto, cuidados e dedicação com seus enfermos. Recebi esse relato pelo meu pai Aldo ‘Cabeleira’ Oliveira. Um adendo aos desprevenidos da realidade – a espiritualidade é estudada nas universidades, tema de congressos, como em Cardiologia, exercitada por médicos e demais oficiais de saúde.

O “Velho Tutu” possuía essas habilidades especiais que são geridas com respeito e dedicação por aqueles que não conseguiram cursar uma universidade. Tratava seus enfermos com homeopatias e sempre orientava a manter seus tratamentos médicos.

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Crônicas & Agudas!

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Uma criança enferma já havia trilhado os médicos de Viamão. A família gastara o que tinha e aquilo que outros familiares e amigos auxiliaram. A melhora não apontava no horizonte sombrio. Seu corpinho definhava. Os diagnósticos se entremeavam numa trança sem pontas. A família jamais poupou esforços. Eis que um dia aconteceu algo que sempre se chamou assim ao enfermo “incurável” – estava “desenganado”! Ao “desenganado” restava se recolher ao seio de sua família, cercar-se de orações, promessas, missas e tudo o mais que pudesse trazer algum conforto na desesperança quase geral. Contou-me que o “Velho Tutu” jamais desistiu e afundava a estrada medicando e amparando a criança. Dias e noites – ali estava ele!

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Crônicas & Agudas!

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À noite, tum-tum-tum – alguém batia à porta da casa do “Velho Tutu”. Acendeu-se um candeeiro e foi atender. Talvez mais algum doente buscando seu tratamento, pensaram. Era um homem bem vestido, de avental branco e idade avançada. Logo viram que não era de Viamão. Educadamente solicitou ingresso na casa. Concedido, sentou-se numa cadeira à mesa. Outros familiares achegaram-se. O homem disse ser um médico já falecido e que clinicara em algum estado do nordeste do Brasil. Estupefatos, todos se apertavam no costado do “Velho Tutu”. O homem continuava_: – Nós observamos seu trabalho a muito tempo. Sabemos da angústia da família e dos que o tratam. Sou encarregado de te auxiliar no tratamento e a criança ficará curada. _Conversaram pela madrugada. Quase ao raiar do sol, o médico despediu-se, varou a porta e no jardim começou a elevar-se ao céu, acenou se despedindo e desapareceu. As orientações foram executadas e a criança curou-se plenamente e o próprio enfermo, já adulto, contava o fato.

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Corações plenos de humanidade, assim se fazia Medicina e assim se cuidava de enfermos. Nesses tempos ardilosos, com uma pandemia de vírus e de escassez de dignidade e amor, enfermos sucumbem, outros não são tratados por um falso zelo de cunho ideológico, para muitos resta o desamor e a desesperança!

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Médico e Cronista: aqui abraço meu caro amigo de infância Artur Gattino, neto do “Velho Tutu”, Vereador de Viamão por 16 anos e funcionário destacado da Assembleia Legislativa do RGS.

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2022.03.15 – O “Velho Tutu” – Edson Olimpio

Crônicas & Agudas

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Certezas & Expectativas!

Certeza & Expectativa!

Molda-se uma vida, trabalham-se os passos da caminhada buscando certezas e colhendo-se expectativas. Ensina a sabedoria popular que a única certeza que teremos após abrir os olhos e soltar o berro (Buááá!) ao mundo que nos recebe é de que, em algum dia (que seja bem distante!), todos irão juntar-se ao pó ou às cinzas primordiais. Concorda?

O eu interior renega-se a essa situação – observe os ladrões da República e sua “imortalidade”. Seria uma situação desencorajadora, alheia à nossa vontade ou de uma insegurança maior que acreditar em ministros do STF. Essa rebeldia é necessária muitas vezes, pois no rumo contrário iremos bater contra o “Paredón” e alvejados pela desilusão, além de contaminados pelo vírus da depressão.

Aqui, novamente e sempre, o cronista incita e desafia a autopsiar, escarafunchar situações e momentos enfrentados e peleados.

Crônicas & Agudas!

Sem querer mergulhar no tremedal, no atoleiro da incerteza, que logo estará de braços dados com a dor e a desgraça, busco situar a capacidade pessoal em transformar, regenerar a expectativa em algo mais objetivo e que você se conscientizará daquilo que depende de si próprio ou daquilo que espera dos outros.

Mas eu tenho muita fé que tudo vai dar certo e será só vitória, pois Deus me ajuda”. – dizia-me um amigo. Pela religiosidade, Deus sempre ajuda e até melhor, Ele não atrapalha! “Dar certo e vitória” não se expressam por uma sequência matemática de resultado exato e não aleatório e que envolve muitas variáveis e diversas alternativas. Como: ‘você não tem a mesma energia e disposição todas as horas de todos os dias’.

O universo é vibracional e tudo muda a todo instante. “Tenho fé” já é um aditivo excelente em qualquer enfrentamento ou batalha, mas observe que a fé pode ser a ‘esperança’ (lembra da caixa de Pandora) revestida, vestida, com a roupagem da expectativa com religiosidade.

Cr & Ag!

Colombo, Cabral ou o velho Américo Vespúcio embarcaram em caravelas e jogaram-se no oceano buscando “mares nunca dantes navegados”, terras e especiarias. Resumo: riqueza e glória, se possível juntas. Tinham certeza? Tinham expectativas? Com certeza tinham expectativas e se armaram de todos os instrumentos e artefatos que auxiliassem a realizar seus desideratos.

Coragem é conviver com o medo. Respeitar o medo sem deixá-lo te possuir. Armstrong tinha certeza que caminharia o solo lunar? A angústia lhe acompanhou desde a juventude quando se via um homem entre as estrelas e buscou seu sonho que era o sonho de toda a humanidade. Sem a certeza do foguete levá-los à estratosfera, acertar na Lua e todo o ‘etc’ que você conhece.

A certeza é embriagante, cultiva a engenharia dos castelos no ar, relativiza as dificuldades e torna os desafios meros atributos da jornada. Grandes certezas, maiores desastres. Lembrando: “O Titanic jamais afundará!” – O mundo escutou e leu. E o que aconteceu?

Crônicas & Agudas!

Você que me acompanha (ou persegue!) já criou uma enciclopédia, um Google de alternativas e de situações que passam pelo seu bisturi mental. Talvez as maiores expectativas transformadas em “certezas” estejam no amor. As relações são pratos cheios, bufês de investimentos, núpcias dadivosas e cinematográficas, planos repletos de paraísos oníricos.

Quanto maior a festa, mais curta é a beleza e a sintonia real. E olhe que Deus ajuda, mas não dá para abrir um Mar Vermelho todo mês. Ou ano! Apesar de todo amor ser doloroso (ou não?), prepare-se para a tormenta se queres viver dias luminosos.

Luvas, máscaras, álcool não oral, distanciamento, vacinas, remédios e segue o rosário bem intencionado (outra expectativa) de semeaduras almejando a saúde ou o menor dos danos à vida. As “certezas” são meros borrifos estatísticos apontados para o objetivado ou expectativas dentro do “pensamento positivo”?

Como sente as tuas expectativas e as tuas certezas?

Em tempo: 08 de março é o Dia da Mulher! Abrace-a e beije-a!

2022.03.08 – Certeza & Expectativa – Edson Olimpio

Crônicas & Agudas

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