Impunidade! Teu nome é Brasil?

Impunidade!

Teu nome é Brasil?

Em verso e prosa, a maioria cantarola que o Brasil é a “terra do futebol”. Nosso futebol sempre encantou pela beleza cênica, pela arte incomparável de seus jogadores que um drible vertia lágrimas ou ondas de riso e palmas. Entretanto perdemos o pouco da objetividade que tínhamos e sepultamos a glória do Pelé de todos os tempos e aqui no garrão cascudo da Pátria de um Falcão ou de um Ronaldinho.

Acostumamos com o parasitismo nos e dos clubes de futebol, a paixão novamente vence a razão. Se dentro das quatro linhas do gramado e no perímetro dos lençóis suados tudo vale pelo amor, o brasileiro aceita e elege aquilo que é o seu espelho. É a sua imagem refletida nos seus sabores e dissabores. Competência e merecimento são desprezíveis e não há nenhum latejar da consciência nas biscas e nas excrecências que nos dirigem, guardam e governam.

Crônicas & Agudas!

Brincar, gozar com o outro, tirar sarro, ou qualquer outra dessas pregações deveria se lastrear e encarar pelo respeito à pessoa. Se humana é bem melhor! Um criminoso acobertado pelo poder sinistro da turba arremessa a pedra que fere dentro do ônibus um jogador de futebol. Observe o arguto leitor que isso é um fato repetido em todas as suas variantes.

A pedra aqui é a bala contra um ônibus de eleitores ou políticos. É o mesmo ônibus incendiado pelos criminosos em algum tipo de “protesto”, ou algum alucinado imagina incendiar um ônibus lotado de pessoas para protestar contra qualquer coisa? “Ah, mas foi ato de torcedor adversário!” – memória obtusa, Torcedores (criminosos) invadem e agridem pessoas de seus próprios times.

Crônicas & Agudas!

A impunidade começa na complacência dos pais que permitem e apoiam diferentemente o filho homem em detrimento da filha menina. Um tribunal que julga pela cor e ideologia, remete àquela semente plantada lá naquele lar de elite ou no casebre. Um lar se ergue nos exemplos de seus membros, na história de seus ancestrais e caminha pelas escolhas que fizeram durante suas provas.

Não desejo que você concorde comigo, incito que você abra seu coração e gerencie com a sua razão. Qualquer povo de qualquer nação ou época é a continuação de seus lares e das pessoas que neles foram forjados. Nas últimas décadas temos aperfeiçoado a arte de formar e nutrir tudo aquilo que qualquer desavisado sabe que vai dar errado. E dá!

Crônicas & Agudas!

“Um dia Deus vai colocar o dedo na tua moleira!” – antiga sabedoria popular. “Moleira” é a fontanela em Medicina, i.é, região do crânio onde a armadura óssea ainda não fechou completamente, sendo área de risco nas crianças. Observe que que cada criatura que deseja evoluir e fazer a sua terra, pátria, nação, povo crescer precisa colocar o dedo em sua moleira. O município é a casa do eleitor, o país é o seu quintal (modifique, se desejar!) suas escolhas refletem onde? Indague-se!

Muito dessa escória nominada que nos governa e, principalmente, nos desgoverna está aí porque foram colocados e confirmados por alguém. O Divino Espírito Santo não os desceu dos céus. Aquilo que iniciou num lar, passou pelas péssimas escolas e piores universidades, forneceu conhecimento, aperfeiçoou monstruosidades – o Google seria uma estrada mais curta – e… Caráter?

A impunidade de um criminoso se condecora, ganha garbo e mesuras com uma caneta de ministro. Lá na base, na ponta da corda, tem a autoridade policial e o jornalismo do coitadismo e das “vítimas da sociedade”. Atores desse teatro macabro que nenhum dinheiro é suficiente para sustentar, nem quando a morte varre suas entranhas de país e as verbas eleitorais persistem. Do futebol, do lar, da delegacia, da política, …

A lista é longa! Dedo na moleira e assumir a responsabilidade! O indiferente é tão culpado quanto o resultado das más escolhas “dos outros”.

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*2022.04.12 – Impunidade – Teu nome é Brasil – Edson Olimpio Oliveira*

*Crônicas & Agudas*

*Jornal Opinião de Viamão*

www.edsonolimpio.com.br

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