Enamorados sempre!
Carinhosos, eternamente!
[Meu coração, não sei por quê | Bate feliz quando te vê | E os meus olhos ficam sorrindo | E pelas ruas vão te seguindo | Mas mesmo assim foges de mim] …
Criamos chamadas ou alertas para acordar nossos sentimentos, aflorar emoções já vividas e reverenciadas pelo amor que tamborila em nossos peitos – assim se espelham os dias emotivos para belas ocasiões ou até para completar sinas de pessoas ou grupos. O odor e a audição são desses sentidos que nos inebriam e varam as lonjuras dos tempos. Você caminha por uma rua ou uma praça, está sentado no Uber cumprindo um trajeto de trabalho, talvez numa arquibancada de um campo de futebol com a torcida gritando e a charanga reverberando, súbito aquela música sutil se imiscui e adentra seu corpo, vibra seus sentimentos, ilumina sua alma e lhe remete a algum lugar do tempo e do espaço e talvez aflore uma lágrima tépida em seus olhos.
Nascemos para amar. Vivemos para o amor. Ansiamos nessa jornada para o derradeiro encontro com a vertente que brilha num olhar. Que treme, vibra cada fibra do corpo. Que joga o metabolismo, incendia os hormônios e deflagra uma erupção em cada célula desse templo que nos é ofertado e chamamos de “corpo”. Um sei-lá-não-sei-não atravessa a garganta e a voz tremula e entrecortada se espreme entre as cordas do nosso violino laríngeo.
[Ah, se tu soubesses | Como sou tão carinhoso | E o muito, muito que te quero | E como é sincero o meu amor | Eu sei que tu não fugirias mais de mim] …
Respire! Encontre-se com o talento de Pixinguinha (Alfredo da Rocha Vianna Fº) que nos idos de 1916/1917 criou uma das três músicas mais reverenciadas e tocadas no Brasil – Carinhoso! Depois recebeu a letra de João de Barro. O músico e o poeta singulares abriram o peito para que o amor encontre jardins para florir, perfumar e encantar. Cada um (todos nós!) busca se completar com a outra pessoa. Essa é uma mensagem do Criador com o casal no Éden. Depois com os casais na Arca de Noé. E incontáveis são as passagens que nos remetem para liberar o amor que se engaiola em tantos peitos carentes ou sedentos.
Há como amar realmente outra pessoa se você não se ama? É o amor, como a volta de um bumerangue que nasce no teu coração, passa pelo tambor iluminado que anseias e volta aquecido e resplandecente para ti?
[Vem, vem, vem, vem | Vem sentir o calor dos lábios meus | À procura dos teus | Vem matar esta paixão | Que me devora o coração | E só assim então serei feliz | Bem feliz | Meu coração…] – Carinhoso de Pixinguinha e João de Barro.
Qual o melhor dia dos namorados? Aquele do calendário? Ou aquele que se exercita diariamente, numa palavra, num toque, num olhar, num perfume, numa música, num abraço, num beijo? Talvez somente num pensar. E ancorar os sentimentos vivenciados ou por viver ao pulsar “Do meu coração”, tão “Carinhoso”. Ame com a intensidade do final dos tempos. Jamais postergue! A maravilha e a beleza do cenário está com você agora. Quanto se perde – “E o vento levou”! Jamais tema amar e não ser “ressarcido”. A pureza do amar está em não exigir o galope do tempo, pois ele nascera e brotará no jardim da pessoa amada sendo regado pela tua pureza de sentimentos. Tudo ao seu tempo! Ele, o amor, transcende aos tempos e se perpetua após a vida!
2022.06.14 – Enamorados sempre. Carinhosos, eternamente! – Edson Olimpio Oliveira
Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira
Médico. Cirurgião. Escritor
CREMERS 07720
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Médico Cirurgião Jubilado
Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS
Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS
Associação Médica do RGS – AMRIGS
Associação Médica Brasileira – AMB
Viamão – RS
1971 a 2022 – 51 Anos de Medicina
http://www.edsonolimpio.com.br
Autor dos livros:
Crônicas & Agudas
Crônicas & PontiAgudas
Trinity! A Saga continua.
30 Anos de Jornalismo
Cronista Jornal Opinião de Viamão
jun 16, 2022 @ 13:25:37
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