Dia do Médico CIRURGIÃO ONCOLÓGICO

Saudações aos Colegas de Especialidade!

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De cabeça virada!

De cabeça virada!

Como além de cronista o autor é médico, pode-se concluir ou baixar a ilação de que se trata de um caso de torcicolo ou de um pescoço travado, quase desnucado. Ou como alguns amigos no plantão do Guará Lancheria mirando os transeuntes agoniados com os boletos nas mãos. Vamos por outro caminho – da metáfora, da alegoria alegre como casamento de ex-padre.

Certa feita relatei nessa ‘centúria’ o causo dos “cavalos de Mostardas” que estejam onde estiverem pastam sempre com a cabeça virada para seu torrão arenoso e mui ventoso. E que se largados ou fugidos, voltam para a velha Mostardas. Há animais assim. Há humanos assim. A criatura vira a cabeça e aponta o nariz para alguma coisa ou algo que lhe inebria a mente e até vence a razão. Lembro de um caso em que um sujeito bem casado, com filhos e bom trabalho apaixonou-se por uma dama da noite ou uma flor perfumada de um lupanar. Paixão tórrida, brutal e ensandecida. Abandonou a esposa e filhos e até o cão de estimação. Há quem diga que nem se despediu. Juntou algumas roupas e ganhou a estrada e… talvez tenha virado cantor sertanejo.

Crônicas & Agudas!

Um amigo, certa vez visitando a velha São Borja do Getúlio Vargas e do Jango, me relatou as avassaladoras paixões dos homens da região por castelhanas correntinas (Província de Corrientes). “Eles entornam a cabeça e não há freio que os segure! – dizia-me. Completou: “Largam tudo e até atravessam o rio (rio Uruguai) a nado. Alguns levam somente o cavalo e toda aplata’ que puder amealhar”.

O furor da sexualidade não conhece freio e nem respeita alambrado, ponta de adaga e berro de ‘38. E não é somente com o macho que essas paixões avassaladoras acontecem. Quanta prenda também já abandonou marido, filhos, família por uma face conquistadora, palavras inebriantes e o odor de testosterona. A história está repleta de Julietas e de Romeus, como de messalinas e don juans.

Crônicas & Agudas!

Além do tatame dos lençóis, a cabeça pode e vira pelas mais curiosas e estapafúrdias coisas e situações. Tanto no cotidiano da Silva como um raio parido duma mente frágil. Exemplos? Cabeça virada pelo jogo, corridas de cavalos, rinhas de galo, pela noite e suas penumbras, pela cerveja, amorosamente chamada de ‘loira suada’, pelo futebol com os manos. Pelo ‘smartphone’. As criaturas, como um casal ‘apaixonado’, num jantar, não se falam, pouco se olham, a cabeça torta para a telinha. Diga outros exemplos!

A “cabeça virada” vence qualquer exercício de razão e de bom senso. Um cientista russo chamado Ivan Pavlov em 1904 recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia com seu estudo e demonstração em cães que ao som duma campainha salivavam sem ver ou receber a comida. Há criaturas que salivam mentalmente com a imagem ou a voz de algo que lhes atrai e domina. Assim aconteceu com líderes que levaram milhões de pessoas à morte, destruição e degradação. Seus adeptos entornam a cabeça e “não há Cristo” que lhes faça ver a realidade com a clareza do bom senso.

Crônicas & Agudas!

Consegue observar isso na pandemia? Ou no teu entorno? O equilíbrio entre a razão e a emoção deveria dar o norte à vida com dignidade. Não há ‘mais ou menos grávida’, como não há ‘mais ou menos honrado’. Ano eleitoral! Muitos candidatos trafegam a estrada da imoralidade, do desprezo da ética e sem respeito à família (dos outros). Transformam o parlamento num bordel que paixões canalhas, na prostituição do mandato e na promiscuidade entre seus pares. Lixo atrai moscas. E vermes! O voto é o antibiótico ou a vacina democrática para essa doença que acomete o Brasil. Manter a cabeça torta, virada, torcida para manter ou repetir erros? Nossa responsabilidade! Jamais encarar como problema dos outros – “tô fora dessa, sou isento”. Tolerância zero com corruptos, criminosos e seus asseclas.

2022.07.12 – De cabeça virada – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico. Cirurgião. Escritor

CREMERS 07720

. * .

Médico Cirurgião Jubilado

Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS

Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS

Associação Médica do RGS – AMRIGS

Associação Médica Brasileira – AMB

Viamão – RS

1971 a 2022 – 51 Anos de Medicina

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Autor dos livros:

Crônicas & Agudas

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30 Anos de Jornalismo

Cronista Jornal Opinião de Viamão

Mensagem

[ Chove chuva | Chove sem parar | Chove chuva | Chove sem parar | … ! Pois eu vou fazer uma prece | Pra Deus,
Nosso Senhor | Pra chuva parar de molhar | O meu divino amor | … | Que é muito lindo | É mais que o infinito | É puro e belo | Inocente como a flor | … | Por favor chuva ruim | Não molhe mais | O meu amor assim… ] *Chove Chuva – Jorge Ben Jor – 1963*

Bom dia!

Bom sábado!

Bom final de semana!

“A chuva vem lavar os pecados da terra!” – minha mãe Dora.

Dias chuvosos. Incômodo de uns, alegria de outros. Lembro aos veteranos, principalmente, a música Chove chuva e a seguir a crônica semanal – De cabeça virada!

*Deus abençoe e proteja todos nós e nossas pessoas queridas!*

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

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Dia do PROPAGANDISTA FARMACÊUTICO

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Doces & Salgados – Aniversrio! – Edson Olimpio Oliveira

Doces & Salgados – Aniversário!

Outro dia, um amigo muito querido, do alto de seus 85 anos, me disse que “era feliz e não sabia”. Não há nenhum saudosismo exacerbado, há somente um coração que acalenta imagens e sentimentos que lhe deram alegria e ainda externam o seu amor. Há quem lembre mais das coisas ruins, dos momentos de dor e de sofrimento e somente geram maior sofrimento. A sabedoria popular lembra que “quem bate esquece, mas quem apanha lembra sempre”. Melhor é usar outro ditado: “águas passadas não movem o moinho”. Passou. Passou!

Aniversários eram momentos máximos de reunião e de aproximação festiva da família. E de deliciar-se com doces e refrigerantes ou sucos. Não havia essa facilidade de tomar um refrigerante que está ali dentro da geladeira na maioria das famílias. A dona da casa, vezes com algumas auxiliares, dias antes da festa, fazia os preparos e estudava a decoração da casa e do bolo de aniversário. Como criança, os dias não passavam e os presentes tardavam.

Crônicas & Agudas!

Cremes diversos. Sentar na escada e raspar as panelas com as sobras, dividindo com os amigos. Pastéis de carne – não se conhecia outro. Sanduíches que evoluíram após os pães de forma já cortados, aditivados com manteiga de leite de vaca, queijo de casa, presunto ou mortadela e patê de fígado. Pizza de forma com muita, muita sardinha e assada no fogão à lenha. “Enfiadinhos” no palito – salsicha, queijo, pepino, cenoura e fixados num mamão, por exemplo, em bela decoração. Eventual torta fria de galinha desfiada com maionese.

Sagu de vinho tinto com creme (a gosto) de baunilha. Ainda havia o sagu de leite e de laranja. Arroz de leite com coco e leite consensado. Tortas de bolachas com o creme em camadas. Gelatinas. Ambrosia, alguns preferem mais “molhada” e outros “mais empelotada”. Minha querida paciente Alaíde Terra, das bandas de Palmares/Mostardas, sempre me presenteia com ambrosias divinas que me remetem à minha infância.

Crônicas & Agudas!

Doces em calda – goiaba a abóbora. “Não há doce mais doce que o doce de batata doce” – batata doce com coco ou cristalizado, também de abóbora, uma crosta seca externa e úmido no interior. Um pote com balas diversas, muitos devorando as balas de goma inicialmente. Lembrei dos canudinhos de massa com carne moída. Panelinhas de coco, douradas na superfície e molhadinhas ao morder, como as preparadas pela Dona Armeli, mãe do meu amigo Silvano. “E viva a fartura, pois a miséria ninguém atura”, brincava o querido amigo Padre Raphael Ignácio Valle. “Montanha russa” – montanha era óbvio, mas russa? Merengues crocantes ou que ficassem com um “chiclé” no seu íntimo.

O almoço no aniversário geralmente era galinha com arroz. Galinha criada em casa e apartada do terreiro vários dias antes para “se limpar”. Aipim. Batata doce. Saladas. Churrasco já é (ou são) década depois. À tarde, eram as comilanças e a hora do “Parabéns a você”, soprar a velinha, novos abraços e renovação dos votos de saúde. E de cortar e comer aquele bolo que a cada ano ficava mais bonito.

Uma tradição, uma curiosidade que ainda nesses tempos eletrônicos algumas casas mais singelas cultuam – cada visitante levava ao se despedir uma bandeja com doces para serem novamente deliciados em suas casas ou com outros familiares que não estiveram presentes.

Conversava-se muito. Eventualmente música por alguém da família ou amigo. Horas intensas após dias intensos de preparo e todos com sua melhor roupa, cabelos arrumados e cortados, banho tomado e perfumados. Outra coisa fantástica: não se conhecia diferença de cor ou de posses, somente Gremista e Colorado – ali em trégua adocicada.

2022.07.05 – Doces & Salgados – Aniversário! – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

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Trinity! A Saga continua.

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Cronista Jornal Opinião de Viamão

O seguro morreu de velho! – Mas morreu.

“O seguro morreu de velho!” Mas morreu.

Expressões ou frases singelas de nossa língua expressam um universo, uma miríade de sentimentos, sabedoria e ensinamentos, nesse espectro estão os ditados populares – com bom humor digo para não confundir “velhos ditados” com “velhos deitados”. Várias crônicas, muitas pepitas de ouro, alguns diamantes brilham em nossos olhos.

Vivemos num tempo em que a visão da crescente maioria das pessoas é tubular, como visualizar o mundo através de um canudo. Assim é a tela do celular, que ocupa tempo demasiado plantando ou colhendo qualquer coisa útil ou muito fútil. Isso é parte da nossa evolução como pessoas e sociedade.

“Devagar se vai longe! E nessa mesma balada: “No trotezito do cavalo se vai muito longe, mas no tiro de cancha reta, pode-se matar o pingo(cavalo) ou o cavaleiro”. Cautela! Pensar antes de agir. Há uma tradicional recomendação: “Conte até 10! Se não for suficiente, conte novamente”. Mas jamais contar excessivamente, indefinidamente.

Crônicas & Agudas!

Cautela é precaução ou prudência. “Não vai morrer na véspera como o peru e a ovelha!” – sendo a véspera entendida como do Natal ou do Ano Novo com a tradicional ceia com peru ou com carne de ovelha. Aqui no garrão meio encardido do Brasil é nossa tradição. ‘O afobado come frio e o abobado come se queimando’ – em nova versão para o incauto. Fazer com capricho, avaliando cada passo, entendendo cada etapa, aprimorando na seguinte e evoluindo sempre.

A Bíblia Sagrada assim nos ensina com Deus criando o mundo – Genesis. Em qualquer obra, como uma simples casa – escolher um bom local, preparar o terreno, as fundações sólidas, paredes no prumo, telhado protetor, ambientes bem definidos e distribuídos, entre outros cuidados de planejamento e execução. E aprender com os erros próprios. E dos alheios.

Crônicas & Agudas!

O título também no remete e avisa que há um desenlace inexorável para tudo e para todos. Mas com bom “resguardo e uma canja de galinha” vamos cultuando e semeando o nosso melhor. Sim, aos indiferentes (insosso, insípido, inodoro, “não fede e nem cheira”) resta a vala comum da história. Os malignos até serão cultuados, colhidos na alma sombria de seus acólitos e propagados virulentamente.

Não espere que o “balanço da carreta arrume as abóboras”. ‘Quanto mais eu trabalho mais a sorte me procura e encontra’ – continuamos nesse bailado, nessa ioga ou fisioterapia de corpo e mente. Faça do teu corpo a tua igreja ou o teu templo. E da tua mente o portal luminoso de teu espírito imortal! – concorda?

Crônicas & Agudas!

Ser prudente é “não enfiar os pés pelas mãos; ou as mãos pelos pés”. Ter cautela é não percorrer os extremos e nem se embalar na rede do descompromisso ou nutrir-se no sopão da procrastinação. “Devagar e sempre!” “Toca firme aí, meu irmão!” Vivências e experiências para “não embarcar em canoa furada”, “nem pegar o leão pelo rabo”. Muito menos “o touro pelos chifres!” Jamais esquecendo que “o mingau e o pirão quente se come pelas beiradas” e nem “se palita os dentes com a ponta da adaga.”

A criatura segura se garante, “calça o pé no toco” e “nem tem medo da coisa feia”. Muito menos “arria a bombacha ou escapa um caldinho perna abaixo numa peleia, mesmo se danada de feia”.

E assim o cronista vai floreando a acordeona no sotaque das palavras e no emaranhado do dicionário, embaralhando palavras e mensagens, deixando o bom humor fluir e o coração batucar ao ritmo do Brasileirinho.

Nossa língua é rica e poderosa no amálgama da imensa diversidade desse povo de um peito sem fronteiras. Daí ser invadido pelas falanges do ódio, da corrupção, da injustiça e da vagabundagem carimbada nas urnas. Se “não tá morto quem peleia”, dizia um gato no meio de cinco pitbull, seja cauteloso, muito seguro e jamais acredite que aquilo que não presta, vai se santificar com o teu voto. Ou o meu!

2022.06.28 – “O seguro morreu de velho!” Mas morreu. – Edson Olimpio

Crônicas & Agudas!

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