Dia Mundial da SAÚDE MENTAL!

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O Bafo do Mergulhão!

O Bafo do Mergulhão!

Certas estórias pulam gerações, mas vem a furo numa outra. Assim é o caso do Mergulhão. Esse arigó é outra cria da Faxina, como tantas. Apelido recebido do Velho Fraga da Terneira. Aqui invoco a pesquisa histórica dos primos Haroldo e Sílvio Boca. Conhece o Biguá: ave pescadora, penas negras, exímia mergulhadora, dá rasantes sobre planuras de água, pescoço comprido e bico desafiador? Via-se semelhança com o guri que logo barbado se tornou.

Namorador como seminarista novo na colônia. Cabelo ajeitado com Gumex – olha as penas da ave! “E o Bafo, Edinho?” – conto logo. Numa sanga no Pontal dos Abreu, o Mergulhão pescando de caniço de taquara alinhava na barranca mais de 20 jundiás e traíras macanudas. Os companheiros na barraca enxugavam a goela num trago enquanto se lamuriavam das redes e espinheis vazios. Há testemunhas oculares e de trago do fato consumado e quase consumido.

Crônicas & Agudas!

“Nós tapados de mosca e tu tapado de sorte” – falou meu tio. “Dá um bafo aqui na rede e passa um pouco da tua sorte” e o Mergulhão expôs o dente de ouro na porteira do 1001 e bafejou. Manhã seguinte quase buscaram uma junta de bois para tirar a rede da água. Até tainha apareceu, mesmo com a lagoa baixa. A carpeta faz parte das pescarias e caçadas, pois homem sem mulher tem que continuar se desafiando.

Um antigo taxista (de carro de praça) perdia todas as paradas. O Mergulhão picava o charque para o carreteiro enquanto assobiava “tico-tico no fubá”. O taxista de cabeça enorme e olhos saltados rosnou: “Dá um bafo aqui no meu carteado”! – de bate pronto, como um centroavante matador, lá foi um bafo. Um bafão, na verdade, pois cheirava coisas sabidas e mastigadas e muito mal digeridas. O jogo virou e o taxista forrou o poncho, arrematou a eguada, quase comprou a igreja do bispo – nossos velhos ditados (não confunda com velhos deitados!).

Cr & Ag!

E assim começou a vida de bafos do Mergulhão. O Zecão do Jogo do Bicho era testemunha na banca do jogo. Nunca apostava para ele – “Dá revertério”! Mas tirava uma beira das apostas dos amigos com seu bafo. Infelizmente o Bafo não dava a mesma sorte com as gurias. Abria a boca e a criatura largava na pernada. Desenganado pelos dentistas e pelos práticos. Acumulava uma grana legal que logo aplicou com o Zé Paulo da Marga no Banco Agrícola Mercantil (hoje Unibanco).

Era um bafo aqui e outros acolá e a grana vinha redonda e risonha. Econômico como padre na campanha e perseguido pelo bispo. No famoso 7 Facadas, na afamada (mal!) cancha do jogo do osso, era disputado a peso de ouro, chegando a dar empate quando testaram o bafo do Mergulhão para os dois lados. Na cancha reta na Lomba da Tarumã foi corrido a pontaço de adaga, berro de tresoitão e ameaça de “capação”. Gente primitiva. Bruta. Sem “espírito esportivo” alegava. Preservou as bolas e nunca mais pisou em carreiras de cavalos.

Crônicas & Agudas!

Tudo que sobe, uma hora desce. O que vai, pode voltar. O que entra, sai. Sabedoria viamonense. Eis que a Lurdinha Boca de Piano (dentes da cor do teclado, com um de ouro!), neta do velho Eustáquio Lagartixa se achegou no Bafo. “Seria amor ou a conta do banco?” – sacava a turma da Petisqueira do Idalino, pai do Sacão.

Economizou no casório. “Pegou um carro de praça (tio Eninho) e hospedaram-se em Cidreira Beach” – dizia-me o barbeiro sabe-tudo. A soma dos dois atrasos “sescuais” era uma tormenta nos lençóis. Duas semanas e…

Encurtando o causo: voltaram para o Capelão. “E a sorte do Bafo?” – pois é! Sorte ou maldição acabaram nos lençóis com a Lurdinha. Passou a fazer biscates e viver das aplicações do banco e invernando um gadinho no campo do Goulart Pé Grande. Ainda tenho que auscultar o Antoninho Cascalho ou o Valdeci do Bailão para saber o que é verdade ou o que sobrou de lenda urbana. Outro tempo, conto mais!

Beleza. Fui!

Nota do Cronista: Essa crônica foi entregue à redação antes da contagem final da eleição.

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2022.10.04 – Bafo do Mergulhão – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

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O Dedo na Goela! – 27 Setembro 2022.

“O Dedo na Goela!”

Somos seres curiosos por natureza. Numa certa fase da idade, a criança vive no mundo dos “porquês”. Salutar e instigante. Muitos pais sentem-se premiados por um filhote curioso, sendo isso uma das faces da inteligência que brota daquele novo ser. Entretanto – sempre tem o entretanto! – em demasia a quantidade de “por que isso” e “por que aquilo”, os pais ralham com a pequena criatura. Não raro: “Vai brincar e para de tantas perguntas”! Essas manifestações primárias de curiosidade se atenuam, mas caminham pela vida, Veremos que há casos que essa curiosidade pode transmutar-se para um distúrbio.

Em inúmeros casos a curiosidade evolui para uma atividade profissional. O cientista é um curioso, quantas vezes abraça-se com a compulsividade e não consegue atenuar a sua atividade profissional confrontando com a sua vida pessoal e familiar. A curiosidade, corretamente dirigida, faz parte do arsenal médico que passa pela anamnese e pelo exame físico do paciente para seu melhor diagnóstico e adequado tratamento. A escassez de curiosidade profissional trava ou dificulta o crescimento pessoal e profissional.

Cr & Ag!

Enveredemos pelo jargão policial e observe um interrogatório policial na metade do século passado, no tempo que criminoso não era “uma vítima da sociedade”, nem era candidato ou se elegia e que o policial era alguém que lutava para preservar a lei e a ordem – hoje continuam lutando, mas o resultado é o bandido na rua exercendo a sua “profissão” solto sabe-se bem lá como.

“Dedo na goela” é a analogia de vomitar o que está ruim e estragado “lá dentro”. “Botar para fora” o que não presta, como a sujeira. “Vais vomitar os teus crimes, estuprador!” – conta-se que já foi assim. Ou seria lenda urbana? E os criminosos cumpriam suas penas presos. Dá para acreditar nisso?

Sinta que isso nada mais era do que uma continuidade de pais amorosos que exerciam a disciplina em seus filhos. Quem ama cuida e se importa! E protege. “Onde tu estavas até essa hora, com quem tu estavas, …” Puxão de orelha ou escrever 100 vezes que “vou estudar e nunca mais pego coisas dos outros” era disciplina. Hoje pode ser enquadrado pelos eleitores de marginais e formadores de delinquentes como violência contra o menor, seu conceito de amor é degenerado. E sua disciplina quantas vezes formam mais marginais!

Crônicas & Agudas!

Curiosidade! Jamais confundir com bisbilhotice. Ou indiscrição. Ou, também, intrometer-se na vida alheia em temas ou assuntos que não lhe compete. Quantos não se atentam que o “investigado” não deseja falar sobre aquilo. É seu fórum privado. É parte da sua intimidade. E a intimidade é pessoal e intransferível. A intimidade das novelas da Globo são comparáveis com a minha intimidade? Ou a tua? Há pessoa que não vê problemas em usar roupas que caminha para o traje de chapéu-óculos-e-chinelos de dedo, por exemplo. A sua opção pessoal jamais deveria ser exigência aos demais.

A indiscrição, a bisbilhotice ou o “dedo na goela” vale tanto para a vida familiar, entre amigos ou simplesmente conhecidos como para profissionais. Para tudo na vida e na morte há uma fronteira, um limite, uma borda a ser entendida e respeitada. Se a criatura exerce isso de forma compulsiva, irreflexiva ou até agressiva deve buscar ajuda e tratamento, principalmente quem ultrapassa as raias profissionais ou do razoável. Em tempos de eleição, o voto é pessoal, secreto e intangível, mas deveria ser plenamente comprovado pelo eleitor.

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2022.09.27 – Dedo na Goela – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Dia do MÉDICO DO TRABALHO!

04 Outubro

Reconhecimento.
Respeito.
Gratidão!

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01 Outubro – Dia de Santa Terezinha e Dia do Idoso

01 Outubro

Dia de Santa Terezinha das Rosas

Ou do Menino Jesus!

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Dia do IDOSO

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Mensagem.

Na minha primeira infância, criança muito doente nascida no dia do aniversário da minha mãe *Dora*, recebi diagnósticos de “desenganado” e levado para “morrer em casa”. Cerca de 1 ano e 2 meses antes, meus pais perderam uma filha após seu nascimento no dia do aniversário de meu pai *Aldo*. Minha mãe Dora, apesar do desespero, mas com fé e esperança, me entregou para sua santa de maior devoção – *Santa Terezinha* para que ela me curasse e fosse minha mãe celestial. Isso e bem mais já relatei em crônicas anteriores. Minha mãe cumpriu sua promessa mensal e de datas durante toda sua vida. Que eu mantenha a Gratidão e Reconhecimento!

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Idoso!

Varei a década dos 70 anos, como vários de vocês que me honram com suas presenças, participações e Amizade. E o desejo que os demais vivam em plenitude mirando serem idosos. Somos cerca de 12 a 15 milhões de *brasileiros idosos*. Nosso voto não é obrigatório pela lei tão aviltada pelos supremos togados. Olhe para seus filhos, netos, familiares e amigos (ou simplesmente conhecidos) e *VOTE* por eles. *Nós devemos fazer a diferença para o presente e o futuro*. *É nossa obrigação dar-lhes um mundo melhor!* A nossa idade deve valer para escolhermos dentro da nossa fé, esperança, sabedoria, honra e dignidade!

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico. Cirurgião. Escritor

CREMERS 07720

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Médico Cirurgião Jubilado

Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS

Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS

Associação Médica do RGS – AMRIGS

Associação Médica Brasileira – AMB

Viamão – RS

1971 a 2022 – 51 Anos de Medicina

http://www.edsonolimpio.com.br

Autor dos livros:

Crônicas & Agudas

Crônicas & PontiAgudas

Trinity! A Saga continua.

30 Anos de Jornalismo

Cronista Jornal Opinião de Viamão

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