Caras Amigas e Amigos!
Que os sinos de Natal tenham batido em dueto sinfônico e harmônico com seu coração!
Recebam a penúltima Crônicas & Agudas de 2022. Logo receberão a crônica dessa semana, a derradeira mensagem desse ano.
Renascer & “Remorrer”!
O tempo real é contínuo e inexorável em seu andar, levando e arrastando consigo tudo que a nós sentimos pertencer ou aquilo que ansiamos e devotamos nossos esforços. A humanidade criou o tempo medido. Quanto dura uma vida? Quantificamos o tempo numa estratégia de podermos continuar nossos planos, nossas aspirações e criamos alvos para executar nossas vidas. O dia seguinte que se acompanha do próximo mês e mira para um novo ano permite que nós recriemos nossas trajetórias. Assim é o rio da nossa existência. A água jamais toca a mesma margem e desvia das mesmas pedras, ou cai das mesmas cachoeiras, ou é encurralada por uma represa no mesmo tempo. Somos como a nova água? Somos diferentes a cada tempo?
Cr & Ag!
Esse planeta tão belo nos é dado somente com o amor do Pai e que nos inspira a cuidá-lo e protegê-lo, mas que se renova a cada tempo e persistimos nos incontáveis erros do aprendizado. Como na singela e necessária escola, o aprendizado encaixota-se em frações do tempo pessoal e da humanidade. Atribuir a humanidade individual e coletiva a repetição dos mesmos erros e desvios de acertos, não se justifica e não tem amparo na realidade que nos envolve e, eventualmente, nos atropela.
‘Renascer’ é o princípio da existência. Voltar à vida. Corrigir-se e reabilitar-se. Recuperar forças e energias, renovar-se para novas batalhas e novos direcionamentos. Surgir novamente ou desabrochar outra vez seja no amor entre pessoas, seja perpetuar-se nos filhos e descendentes ou em suas obras e feitos. É continuar existindo e reproduzindo o seu melhor (ou o pior!). Rejuvenescemos, remoçamos, recuperamos energia e vida. O novo ano de um novo tempo nos permite renascer! Sim ou não?
Cr & Ag!
Entretanto, qualquer bipolaridade – preto e branco, positivo e negativo, dia e noite, inverno e verão, bom e mau, macho e fêmea, entre outros – não contempla o vocábulo ‘remorrer’. Não em nosso idioma. Criamos antônimos ou contrários para dentro e para fora, para o passado e para o futuro, para ir e para voltar, amar e odiar, na luz e na escuridão. Se bem me recordo das aulas de português com o professor Edison de Oliveira, o exercício da antonímia não acontece, nem flerta com ‘remorrer’ – morrer novamente. Coisas da língua pátria, armadilhas do nosso idioma? Ou a vida não permite o retrocesso sem muita dor e sofrimento.
Contrário a certas crenças espiritualistas, não evoluímos continuamente em velocidades diferentes. Creio que por nossa opção, retrocedemos. Retroceder, atolar-se nos mesmos erros e descaminhos passados é de nossa responsabilidade. Infelizmente, como no afogado, puxamos outros para o sepulcro profundo das águas turvas. *‘Remorrer’*?
A bela imagem, sensível alegoria de um Noel que nos presenteia a todo final de ano e nos ilumina para um novo e melhor tempo, adornada por uma ceia e uma árvore iluminada também mostra um saco que imaginamos, mas desconhecemos o seu real conteúdo do nosso merecimento.
São algumas reflexões desse veterano médico e cronista, sempre lhes agradecendo a companhia nesse espaço de Crônicas & Agudas e enviando votos de Feliz e abençoado Natal e um Novo Ano com Saúde e as melhores e mais luminosas Realizações. Abraços!
2022.12.20 – Renascer & Remorrer – Edson Olimpio Oliveira
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira
Médico – Cirurgião
Escritor – Jornalismo
CREMERS 07720
Médico e Cirurgião Jubilado
SOCIERGS – Sociedade de Cirurgia Geral do RGS
AMRIGS – Associação Médica do RGS
CREMERS – Conselho Regional de Medicina do RGS
AMB – Associação Médica Brasileira
Autor dos livros:
Crônicas & Agudas
Crônicas & PontiAgudas
Trinity! A Saga continua
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