Série MULHERES NA MEDICINA!

Obter o Outlook para Android

Namoro Praiano! 2023.01.24

Namoro praiano!

Antes da saraivada de reclamações: praia é Santa Catarina, o gaúcho tem litoral com um ventão Nordeste de encher a boca de areia e depilar os cabelos das pernas de quem ainda possui. Nosso mar tem muito “iodo”, veja as ondas cor de chocolatão e mancham até aço inoxidável. Jamais use calção ou biquini branco, a mancha marrom vai sugerir algo comprometedor. Pois um de nossos “assessores” jornalísticos, o Arigó do Autódromo, estava com todos os boletos da sua vida sexual vencidos e sem muitas chances de colocar a conta em dia – se me entendem.

Tudo começou quando aplicou o fundo de garantia nas meninas da casa da Tia Carmen. Sofreu um empanzinamento de Viagra e quase bateu as botas, por pouco não apitou na curva e não foi para a cidade dos pés juntos, onde ninguém quer entrar e se entrar não pode sair. “Quase entupiu a veia-altéria do relógio, botaram uma penca de molinhas nas veias e passaram o Rotorruter para desentupir os canos” – comentaram entre uma cerveja e outra no boteco Guará.

Crônicas & Agudas!

Comprou umas bermudas, um óculos de polícia rodoviária e outros mequetrefes e foi acampar no rancho do Gringo da fruteira. O Gringo reformou um galinheiro anexo à garagem e fez um quarto para os manos, desde que não entrasse com bandeira do Brasil. Apeou do busão e já enfiou um olhar de peixe morto para cima duma magrona de cabelo vermelho e trancinhas jamaicanas. A magrona botou quase um palmo de língua para fora e lambeu com o piercing o nariz até a metade. O Arigó sentiu uma coceira e uma trepidação dos bons tempos no taquaral do Bailão do Valdeci. Aliviou uns gases por cima e por baixo, depois de duas tossidas.

Engatilhou e foi. “Que tal um picolé garota?” – coisa de veterano, para afiar na chaira. “Picolé pequeninho ou tarugão?” – sacou a criatura. Ainda de bombacha, arrotou: “Dos mais grande, malhor mesmo!” E abriu um sorriso safado. O papo com a mocreia estava animado como vampiro em pescoço novo, como corrupto na Petrobrás. Eis que toca o telefone da criatura: “Tenho hora marcada no trabalho, me dá teu telefone que eu te ligo”. O xiru velho sentiu que agradou e se empinou como bandeira de CTG.

Crônicas & Agudas!

“Não tá morto quem peleia”. “Não podemos se entrega pros homem”. “Panela velha é que faz comida boa”. “Bagual que é bagual não se mixa e abre cancha”. “Mais afiado que navalha Solingen”. “Se vier por cima – se baixemo; se vier por baixo – pulemo, se vier pelo meio – cravemo tudo”. O gaudério se habitua com essa afinação e se “aprepara” para as batalhas no pampa ou nos pelegos e cômoros de areia. Não importando as lagartixas e nem os ratões brancos (tuco-tuco). Já andava afundando a zona da magrona e nada de novo no front. O gordo do picolé já sabia a vida dele e recomendou “10-pachos pro santo”.

Distraído com os pensamentos, chegou a noite. Noite de lua cheia. Noite de passear nas areias, desentocar tuco-tuco, procurar ninho de rinchão, namorar na casinha do salva-vidas e mascar chiclé antibafo. Eis que a magrona aponta na praça com um cachorrinho supositório. Bateu o olho e apurou o passo. Deu até um engasgo para convidar (sem precisar) a criatura para dar uma banda na praia. Disfarçou e enfiou 3 viagras goela abaixo. Coisa de alucinado! E se atracaram num pega e não larga que parecia briga de foice no escuro.

A magrona tinha tatuagens, argolas e brincos em tudo que era lugar. Voava areia que parecia tempestade no deserto. Na hora do “vai ou racha”, “vai que é tua Taffarel” ele chutou o cachorrinho peludo que saiu ganiçando praia a fora. A magrona se atacou das moscas e cortou o barato que saiu caro. Largou o Arigó depenado das roupas e saiu no encalço do cusco. E nunca mais se viram! Nota do Cronista: sofrido relato desse “colega” baseado no seu relato.

2023.01.24 – Namoro Praiano! Eds Olimpio

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico. Cirurgião. Escritor

CREMERS 07720

. * .

Médico Cirurgião Jubilado

Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS

Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS

Associação Médica do RGS – AMRIGS

Associação Médica Brasileira – AMB

Viamão – RS

1971 a 2022 – 51 Anos de Medicina

http://www.edsonolimpio.com.br

Autor dos livros:

Crônicas & Agudas

Crônicas & PontiAgudas

Trinity! A Saga continua.

30 Anos de Jornalismo

Cronista Jornal Opinião de Viamão

Dia Nacional da Parteira Tradicional! 20 Janeiro

Obter o Outlook para Android

Dia do FARMACÊUTICO! 20 Janeiro

Obter o Outlook para Android

A fuga da rotina! 2023.01.17

A fuga da rotina

– Especial de Verão: humor não tira férias

N

ão vejo a hora de me aposentar e pendurar as chuteiras. Não aguento mais essa rotina do trabalho.” – dizia-me um amigo. As pessoas trabalham a vida inteira mirando chegar aquele momento mágico em que não terá horário para acordar, para refeições, para sair e chegar. Enfim, fazer o que bem entender, fazer o que lhe der na telha. Isso é real, mas é verdadeiro? Ou o nosso inconsciente planeja e deseja algo diferente do que expressamos?

Estamos naquele período do ano em que o gaúcho precisa urgentemente de férias. Há um sentimento coletivo de que as férias no Rio Grande do Sul são de final de dezembro até meio de março. Fora isso, há gaúcho frustrado e querendo comer o fígado de alguém se o obrigarem a férias em qualquer outro período do ano. Parece bobagem? Infelizmente não é.

Cr & Ag

Depois dessa pausa do parágrafo e um novo gole no chimarrão ou na cerveja gelada, convido-o para se perguntar: quero manter a rotina ou fazer o que quiser e quando quiser? Nossas engrenagens interiores nos levam sempre para a rotina. Algum tipo de rotina. Qualquer rotina, mas sempre várias.

Se você é casado ou tem companhia fixa está numa rotina que para alguns é bela e para muitos outros é cruel “enquanto durar”. Mas se a criatura sai de um relacionamento, até pode passar algum tempo à deriva ou no tiroteio, mas invariavelmente quer uma nova companhia e reestabelecer a rotina. Seria a necessidade de menores imprevistos? Conhece-se o bom e a bronca e assim é mais fácil de lidar? Que te parece?

Cr & Ag

Usamos o mesmo caminho para ir e voltar. Gostamos do ‘meu ou nosso’ restaurante. Idem do barzinho e nem se fala do Xis do Gordo. Toma-se a mesma marca de cerveja e “como é que alguém toma isso aí”. Temos um padrão para assar o churrasco. Ops, aí está a palavra-chave – padrão. Repito – padrão. Necessitamos estar num padrão e não no modo aleatório. Até ser aleatório, como trocar de homem ou de mulher todo mês ou final de semana exerce o poder de um padrão. Está eriçado/a? Vamos em frente.

A criatura fica fora do país e quando retorna sente que “quase morri com saudades do feijão com arroz”. Tem criatura que indo residir fora do Rio Grande aprende a tomar chimarrão, usar pilcha, puxar no sotaque, gostar de ser reconhecido como gaúcho e até fazer um curso de danças de fandango. É a coisa mais linda do mundo ver a criatura picotando uma chula. Oigale tchê! E “não se mixemo”!

Cr & Ag

Veja como até os animais não humanos tem um padrão ou estabelecem rotinas em suas existências. Minha gata Neve acampa à beira da minha cama todas as manhãs exigindo que eu fique um tempo passando o pé em seu lombo. E carinhosamente esfrega-se com o corpo e a cabeça. É um ritual gostoso para nós dois. Tendemos a repetir aquilo que gostamos e até repetir os mesmos erros. É o caminho do aprendizado? – Eu não sou uma máquina pra tá sempre repetindo… – tisnava a voz aquela amiga. Somos máquinas sim. As máquinas melhores (ou até piores para certos conceitos) evoluídas da natureza e é justamente o desenvolvimento de rotinas ou de padrões persistindo a necessidade de mudança que nos fez evoluir e sair do marasmo físico e espiritual.

Especialistas em repetições, hábeis em evoluir padrões ao sentirem esgotar-se aquela atividade tendem a buscar, a mirar e a criar novas rotinas e novos padrões aperfeiçoados pela tentativa, mesclando acertos e erros.

Outro amigo, uma mistura de místico e humorista, alega ser compatível com sua fibra de São Jorge – “matar dragões e tentar escapar do Lula, já que não pode se ‘mocozá’ em Paris ou na Flórida, vai salgar o lombo no Farol da Solidão e desentocar ratão tuco-tuco à paulada e procurar ninho de rinchão nas noites sem luar”. Esse é viamonense raiz, criado guacho no Passo das Éguas e bailando vanerão de pé trocado no Salão do Valdeci.

&

&

2023.01.17 – A fuga da rotina – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

Uma viagem ao litoral! 2023.01.10

Uma viagem ao litoral

– Especial de Verão: humor não tira férias

E

stava um amigo sonhando em voz alta: – Verão, sol, praia, tangas, mais tangas, cerveja gelada…! – eis que outro interrompeu e arrematou irônico e de primeira, tipo centroavante matador: – E garotões malhados! – acredito que o malhado deve ser no aspecto musculoso e não na aparência de dálmata. Como há gosto e desgosto para tudo, segue o baile, digo, a crônica. Há quem prefira a decrepitude da idosa Cidreira às praias de muvuca como Quintão ou ao charme e à riqueza dos condomínios de Capão e Xangri-lá. Talvez a soberba de Torres. Há contentamentos para todos. Mas para chegar ao destino turístico e tão ansiado há que vencer e sobreviver às estradas gaúchas.

Cr & Ag

Um gordinho de calça corsário e camiseta tricolor com a barriga teimando em fugir, suando às bicas, latinha de cerveja na mão e brabo como corno novo ou onça traída desacatou: – Agora que já mijaram, peidaram à vontade, podem embarcar. E tu aí velha (sogra) se vomitar de novo te deixo a pé na estrada. E sem cara feia, porque aqui quem paga tudo sou eu. – e embarcaram na viatura, um Monza Barcelona “turbo-interceptor” e adesivado com som pancadão de acordar defunto. O frentista do Ipiranga não sabia se ria ou chorava, mas diz ser “comum isso”. E convenhamos que gordinho tricolor de corsário com cerveja na mão e brabo tem que respeitar e deixar passar, pois ele vai ferrar alguém. Só é bronca e da pior!

Cr & Ag

Se há coisas que ninguém pode queixar-se é da falta de restaurantes nesta ERS 040. A galera abusa, tem criatura que encosta às 11,30 h e até às 15 h continua “mandando baixar mais um entrecot no capricho e outro pão com alho”. A tranqueira na estrada é irmã da indigestão e tem gente que no Capivari encosta a viatura no posto e manda passar “um jato d’água dentro – é que a sogra velha foi soltar um punzinho e desceu o barro. Um desarranjo mermão de juntar mosca varejeira!” Tem viagem arrastando umas quatro horas dentro do veículo. E essas criaturas com os braços pendurados para fora, não é para sentir brisa do mar coisa nenhuma, é o fedor do interior sem ar condicionado.

E tem os motoqueiros kamikazes. Passam numa velocidade de deixar o Rubinho Barrichelo de boca aberta babando. “Deitam o cabelo” na gíria da raça. Muitos deitam o cabelo, as costelas, a barriga, as pernas e outros deitam tanto que não levantam mais. E levam junto de contrapeso a caronista de sapatinho plataforma, bermudas, óculos escuros e bolsinha à tiracolo. Talvez elas sirvam para testemunhar para São Pedro que o namoradito é um “cara legal, mas meio destrambelhado da moranga”. Quando não tem ‘talco’ nas ventas ou ‘fumando’ de capacete aberto.

Cr & Ag

Crônicas & Agudas entrevistou um surfista que saiu de “PoA meu” num Chevette e chegou no Pinhal de Kombi e sem a prancha. Com os olhos lacrimejantes e vermelhos de tanta fumaça que não era da poluição da estrada, contou seu drama. Depois de uma centena de “pô cara, sacou meu, bah e baaaah, pega leve meu” descobrimos que ele não tem nem ideia da sua prancha. E nem da “gatinha com a mochila”. Há informações que a viram entrar na cabine dupla de um coroa com jeitão de pecuarista ou arrozeiro. Outros juram que viram a criatura surfando no Lago da Tarumã com um vereador de caiaque. Aguardamos confirmações ou desmentidos. (Colaboração do repórter eventual e sempre candidato eleitoral o famoso Arigó do Centro)

&

&

&

&

2023.01.10 – Uma viagem ao litoral – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

Papagaios de Gravata! – 2023.01.03

Papagaios de Gravata!

O “hábito faz o monge”, de largo uso na sabedoria popular, revela o respeito exarado pelas vestimentas e seus adornos. As profissões se notabilizaram e são reconhecidos os seus membros pelas suas indumentárias. Como o médico e seu jaleco branco, alguns com o estetoscópio pendurado ao pescoço, participa dessa imensa série. Tanto para o bem como para o mal – os “poderosos” magos negros com sua roupagem preta-morte. Houve um tempo em que a roupa branca era sinal de luto, mas a entronização do poder mortal ou do desenlace fatal refletiu-se no preto.

“E a gravata?” – Pois aí está outra nuance nesse espraiado universo. Diz outra curiosa expressão que “eu respeito homem de gravata”. A gravata sem os esbaforidos desenhos e cores lisérgicas, a gravata formal é, muito além de chique, status diferenciado e graus acima do vivente “normal”. Assim a gravata empresta ou doa doses de respeitabilidade e fulgor de responsabilidade. Como a mulher de César (o imperador romano) – “Não basta ser, tem que parecer”.

Cr & Ag!

A imprensa nacional, principalmente a televisiva, traz seus apresentadores de gravata numa tentativa, muitas vezes frustrada, de espelhar respeito e sabedoria – como os “especialistas e professores” dando as mais “abalizadas e definitivas” opiniões de um saber que absolutamente não têm.

O jornalista que ao mencionar o jogador de futebol brasileiro que conseguiu passaporte italiano para facilitar sua profissão na Europa – “Sua dupla personalidade abrirá portas…” Talvez de alguma clínica psiquiátrica ou de um hospício estrangeiro. “Dupla nacionalidade”, criatura!

Outro jornalista com pompa falando sobre a enfermidade grave do rei Pelé – “O rei luta para se recuperar de um câncer no colo do útero…”. Seria ofensivo ou grosseria se não exteriorizasse tanta ignorância. Esse é um dos incontáveis frutos podres gerados pelas ‘ruimversidades’ brasileiras, a continuação ou um dos tentáculos da escola de péssima qualidade que ausenta professores e semeia doutrinadores e está na rabeira das avaliações mundiais do ensino.

Crônicas & Agudas! – “Todo poder emana do povo!”

“Estado Democrático de Direito” – escuta-se essa expressão várias e contínuas vezes. Todo dia. Dia todo. Papagaios de gravata, sacodem suas plumagens e num gargarejo expelem esse supremo eco que legitima qualquer aberração contra o cidadão honesto e que não encontra guarida legal, além da interpretação pessoal da jurisprudência na Pasárgada. É como na estória do rei nu, despido, em que a plebe da ginástica de alongamento escrotal, faz e repete o seu “rei”. E andam pelados, mas com pompa. Raciocínio e educação escassa, entretanto há devoção e submissão com o ponteiro no vermelho do excesso no mostrador do relógio dos abusos.

Defender aquilo que não entende é comum. Defender aquilo que entende, mas que lhe trará vantagens e benefícios em que a ética se escafedeu? Como você julga isso? São “vítimas da sociedade e do rei da Pasárgada”? Identifique e aponte outros “papagaios de gravata” e seus poleiros.

Bom e venturoso 2023!

&

&

2023.01.03 – Papagaios de Gravata – Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico. Cirurgião. Escritor

CREMERS 07720

. * .

Médico Cirurgião Jubilado

Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS

Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS

Associação Médica do RGS – AMRIGS

Associação Médica Brasileira – AMB

Viamão – RS

1971 a 2022 – 51 Anos de Medicina

http://www.edsonolimpio.com.br

Autor dos livros:

Crônicas & Agudas

Crônicas & PontiAgudas

Trinity! A Saga continua.

30 Anos de Jornalismo

Cronista Jornal Opinião de Viamão

Dia do MÉDICO SANITARISTA!

Obter o Outlook para Android