Namorados! Eternamente Enamorados. – Edson Olimpio 2023.06.13

Namorados!

Eternamente Enamorados.

O homem compartilha a sua vida, cria espaços, acomoda em nichos, embala para presente e esquece tantas divisões. Criamos datas especiais. Desdenhamos o amor e a gratidão fora das datas, mas acalentamos sombras e raivas todos os dias. Ou seriam momentos? Músicas nos incitam, estimulam, liberam perfumes e lembranças. Sorrimos e choramos. Vertem fontes de momentos inesquecíveis. Os boleros são assim! Lembre-se de alguns – Bésame mucho, Perfídia, El Reloje, La Barca, Nosotros, Com los anos que me quedan, entre outros. Mas o ‘pai de todos’ é o Bolero de Ravel. Conta-se ser executado a cada dez minutos em algum recanto do planeta. Trepida corações e músculos, exprime ardor e sensualidade. Composto por Joseph Maurice Ravel (1875-1937), francês de mãe basca, a pedido da bailarina Ida Rubinstein, estreando no Ballet da Ópera de Paris em 1928. Não possui letra original.

Num surto de ousadia e destemor o cronista ousa colocar uma letra enquanto o sorve com delícia com o talento de André Rieu.

No compasso do bolero | Eu te sinto em cada nota | Teu olhar me hipnotiza | Tua boca me provoca | Como uma onda que me envolve | Como uma chama que me toca!

Tantas vezes precisamos de algum empurrão para cair nos braços amados. Num mundo que clama pela solidão das redes virtuais, das amizades sem amigos reais, das belezas fugidias e das palavras lustrosas e ocas, ansiamos pela nossa natureza primordial do toque, do calor de uma mão, do frescor do sopro de afeto e vida. Ainda flertamos? Raros. Desconhece-se a beleza de fazer a corte, namoricar, transitar agrados em olhares que se encontram.

No crescendo do bolero | Eu te abraço com ardor | Teu perfume me inebria | Tua pele me devora | Como um vulcão que explode | Como um leão que ruge!

A natureza nos impele. Nossos hormônios se alvorotam e despem-se de guloseimas amorosas e anseiam que dois sejam um. Que um encerre dois num terremoto articulado e a vida, como se parasse, para olhar e apreciar os enamorados, continuasse a sinfonia de Ravel.

No clímax do bolero | Eu te beijo com paixão | Teu gemido me extasia | Tua alma me fascina | Como um raio que cintila | Como uma estrela que brilha!

O bolero cresce desde um toque de dedo no piano e vai acrescentando instrumentos e seus sons peculiares e magníficos na mais fantástica matemática e linguagem universal de uma pauta de cinco linhas e simples sete letras. Numa combinação que leva ao êxtase anunciado e desejado. Somos seres de amor. Ansiamos por amor. Necessitamos da Luz do Amor e jamais a solidão nos satisfaz ou completa.

A final do bolero | Eu te tenho em meu coração | Como uma flor que desabrocha | Como um sonho que se realiza | Teu sorriso me ilumina | Tua vida me completa!

Saúde é equilíbrio e harmonia de corpo, mente e espírito. O Amor começa dentro de mim e somente assim outra pessoa o receberá e voltará grandioso para mim. Saúde é o Amor vertido do pensamento ao terno abraço, com a chama do Criador de todos nós em nos iluminar e aquecer. Tenha Saúde – Ame e seja Amado. Namorados. Eternamente Enamorados!

2023.06.13 – Namorados. Eternamente Enamorados. Edson Olimpio

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