O Supremo Templo da Perdição!
O Dia mais Escuro.
Nossas rugas faciais seriam as ravinas abertas pelas lágrimas que verteram de nossos olhos e rolaram num tropel de sentimentos encadeados, agrupados ou, algumas vezes, amontoados? O passado conhecido e destrinchado por nós é o gabarito das provas do dia a dia, também é a bússola que nos guiará no futuro. Calcula-se que ¼ dos sobreviventes no planeta estejam com manifestações depressivas, por volta de 2 bilhões de pessoas. Certa feita um espiritualista (budista!) marcou que até 30% das pessoas querem evoluir, melhorar, aprimorar-se nas melhores qualidades, enfim, no seu entendimento, desejam iluminar-se. Entretanto uma parcela restante é fera ou pior.
A minha geração desconhece outro período da história brasileira em que, abertamente, o crime compensa, elege e cria religião com o respaldo dos magos supremos encastelados num Templo onde os discordantes ou, simplesmente, alvos de uma sanha maligna são caçados. Os beneficiários de hoje, deveriam sentir-se como bajuladores e instrumentos descartáveis se os mestres desejarem. Não obedeçam a sua batuta ou chicote e a punição virá. O exercício ativo da impunidade, reforça a crueldade inata.
Você e eu, nós somos somente pagadores de tributos aos magos negros do Supremo Templo e a sua corte. O brasileiro diz que “Deus não joga, mas fiscaliza”! Conhece esse velho ditado (velho deitado?)? A sensação que temos (muitos!) é que há um certo tempo Deus diminuiu ou parou de fiscalizar. Talvez fosse um novo dilúvio a solução para a humanidade? Parece que se depender do homem sobrevivente, um dia será afogado pela escória crescente e encastelada, martelando e destruindo.
Num 19 de maio de 1780, na região entre os E.U.A. e o Canadá, aconteceu algo que até nossos dias não encontra uma explicação definitiva. Uma manhã que se anunciava luminosa, foi tisnando o céu, sombras gigantes se atropelavam nas florestas e cidades, invadindo as casas e logo o dia se tornou noite. Não uma noite comum, com estrelas e uma lua para os enamorados. Um verdadeiro breu absorvia pessoas e tudo a sua volta. As pessoas buscavam abrigo com alguma luz, abandonando as ruas e os trabalhos. Em vários locais, reinou o pânico – seria o final dos tempos, o dia final? As horas se arrastavam e a escuridão aumentava. Igrejas, templos lotavam em prece desesperada. Outros se reuniam em família e aguardavam a morte, o juízo final. No início o sol ficou vermelho sangue, como a lua na outra noite. As estrelas sumiram do horizonte. Ellen Gould White, cofundadora dos Adventista de 7º Dia atribui o evento como sendo “bíblico”.
Isso perdurou até a noite seguinte, quando começou a melhorar, dissipar-se a escuridão. Esse acontecimento ficou na história como o Dia Escuro (The Dark Day). Impossível ser um eclipse. Universidade de Harvard documentou a escuridão, como outros, e variando de grau ou intensidade. Na falta de uma explicação real, atribuiu-se a um gigantesco incêndio no Canadá com a fuligem e a fumaça cobrindo o céu. Muitos ainda atribuem a uma mensagem divina o sucedido. A maioria resolveu aproveitar todo o possível enquanto ainda “é possível” e liberar-se do sagrado do corpo e do espírito.
Observa alguma similaridade com os tempos atuais? Trago, nessas últimas crônicas, episódios reais e situações que, apesar do desconhecimento, estão aí para alguma serventia, ensinamento, alerta e mudança de curso. Sim ou não?
Dia 8 de janeiro de 2023 é o dia mais escuro do Brasil pós-guerra mundial. Crianças, idosos, mulheres sim/também, acreditavam numa réstia de democracia e na Mão Amiga do Exército brasileiro, mas encontrou o Braço Forte do Exército, como em Canudos, Bahia, em 1897. Onde aqueles brasileiros que não morreram pelo intenso bombardeio ao humilde arraial de Antônio Conselheiro, foram degolados. Curiosamente o nome “favela”, que se espraiou pelo Brasil, veio de uma planta espinhenta dos morros de Canudos onde colocaram os canhões para assassinar brasileiros. Conheça a história real e não se permita iludir! Isso é história! Realidade.
2023.06.27 – O Supremo Templo da Perdição. O Dia Escuro! Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira
Médico. Cirurgião. Escritor
CREMERS 07720
. * .
Médico Cirurgião Jubilado
Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS
Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS
Associação Médica do RGS – AMRIGS
Associação Médica Brasileira – AMB
Viamão – RS
1971 a 2023 – 52 Anos de Medicina
Autor dos livros:
Crônicas & Agudas
Crônicas & PontiAgudas
Trinity! A Saga continua.
+30 Anos de Jornalismo
Cronista Jornal Opinião de Viamão