Viamão! Uma história não contada. Conclusão da saga.

Viamão! Uma História Não Revelada!

Final

As palavras do lanceiro negro ribombavam em sua cabeça. Eis que o vento cessa num relance. O céu para de chorar. As nuvens correm para outras paragens. E a lua surge como uma deusa ancestral que arrasta em seu manto uma miríade de estrelas. E o céu se ilumina. As poças d’água reluzem o pulsar do universo. O andarilho sente a luz penetrar por seus olhos. Sente a luz varar seus trapos e vibrar sua pele. Como a circular em seu corpo enfermiço.

O cão lambe amorosamente suas mãos. As chagas e os dedos mutilados ganham luminosidade. Ele olha em direção ao povoado e agradece a um Deus que há muito havia renegado. Um Deus que lhe permitiu estar ali agora e não dormindo em sacos ou pelegos imundos em algum galpão. Seus olhos derramam grossas lágrimas e num choro arrancado do fundo de uma alma que julgava não ter mais, grita por um perdão já concedido pelo Criador. Seus pulmões vibram perdoando a quem mal lhe fez. Então, cai de joelhos. Convulsivamente chora e balbucia nomes e lugares. Súbito, olhando para o espelho d’água, distingue uma forma perfeita. Um homem jovem e sadio. Ali está refletida a imagem daquele que um dia foi ele. E ali ele sente como se uma energia divina saísse de seu coração, irradiando ao seu amigo cão e se espalhando pelo local, pelo povoado e como numa explosão de uma estrela de luz atingisse a todos.

Dia seguinte. Um lanceiro negro vasculha a periferia do povoado. À noite passada, houve uma explosão e, como por um encanto místico, todas as lamparinas, candeeiros e velas apagaram-se e acenderam-se sem que nenhuma mão humana os tocasse. Eis que escuta um uivo. Cavalga em direção aos uivos. Vê o cão do andarilho. O animal está como a lhe chamar. Freia o cavalo num sofrenaço. O cão desaparece entre as poderosas raízes da figueira. Os segundos parecem eternidades. O andarilho está ali morto.

O cão repousa a cabeça no colo do companheiro e num último suspiro, entrega à guarda do corpo a outro amigo. Um homem escaldado nas piores adversidades da vida, com o coração a tamborilar insanamente em seu peito, sente os olhos marejarem e as pernas a tremerem. A mão esquerda do andarilho está colada à rocha e ali deixa uma marca. Como se uma mão em brasa fundisse o granito, marcando, tomando sua posse. Ali o andarilho foi sepultado. E também o seu cão.

Logo a guerra terminou. As pessoas souberam do acontecido. E, por várias gerações, ali brotava um lírio selvagem e uma vertente de água cristalina, como um friso de lágrimas entre as raízes. E aos olhos e sentimentos do mundo, a mão gravada, esculpida, na rocha. Assim foi realmente forjado o nome desse povoado de Viamão, mas que por uma vergonha e culpa que rasgava o espírito dos habitantes, justificou o nome da região por outras maneiras.

Nota do Autor: Viamão – Rio Grande do Sul, minha cidade natal, considerada a primeira (ou segunda – outra controvérsia) capital do Estado tem na origem do seu nome uma fonte de mistérios. Atribuem uns que deriva da visão de rios visíveis do alto da torre da igreja que confluem formando "uma mão". Outra versão seria de uma família rica que residiu no local – os Viamont. Enfim, estórias e histórias são contadas. A verdadeira?

Observação: Esse texto é uma criação original de autoria de Edson Olimpio Silva de Oliveira. Médico, Cirurgião e Escritor. Publicada originalmente no Jornal Opinião de Viamão e no livro Crônicas & Agudas.

2023.12 Dezembro – Viamão! Uma história não revelada. Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas! Jornal Opinião de Viamão

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www.edsonolimpio.org

Dr. Edson Olimpio Silva de Oliveira

Médico. Cirurgião. Escritor

CREMERS 07720

. * .

Médico Cirurgião Jubilado

Sociedade de Cirurgia Geral do Rio Grande do Sul – SOCIGERS

Conselho Regional de Medicina RGS – CREMERS

Associação Médica do RGS – AMRIGS

Associação Médica Brasileira – AMB

Viamão – RS

1971 a 2023 – 52 Anos de Medicina

http://www.edsonolimpio.com.br

Autor dos livros:

Crônicas & Agudas

Crônicas & PontiAgudas

Trinity! A Saga continua.

+30 Anos de Jornalismo

Cronista Jornal Opinião de Viamão

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Viamo! Uma histria no revelada. Parte 1 de 2.

Viamão! Uma História Não Revelada!

Parte 1 de 2

Véspera de Natal. A tarde buscava o seu repouso diário em alguma coxilha desses campos sem fim do Rio Grande. O clima estava como o coração de muitos gaúchos – triste, melancólico. Há vários dias que um vento minuano, destemperado para essa época do ano, trazia rajadas de um frio cortante. As árvores perdiam o sorriso de suas flores primaveris. O Rio Grande sofria as mortes de uma guerra medonha em que irmão lutava contra irmão. Sangue derramando sangue fraterno. Novamente, não haveria risos de alegria e muito menos a paz em muitas das casas espalhadas em torno da monumental igreja.

A igreja construída por escravos e portugueses com paredes de tijolos e barro fundidos com as conchas trazidas do oceano há cerca de 100 km ao leste era o testemunho religioso de uma fé cristã. Sua face voltada para o norte como a pedir clemência ao império estabelecido no Rio de Janeiro. No entanto, suas costas viradas para o sul acompanhavam os animais que são fustigados pelo clima inclemente. Campos do Viamão, ou Campos Açorianos, eram nomes dessa região.

Trincheiras abertas no perímetro externo do povoado ainda colecionavam defuntos por sepultar. Mas as maiores e piores trincheiras estavam nos corações. Logo o Minuano, um vento seco, abre passagem para seu irmão o vento sul e, sem alívio, uma garoa açoitava os que ainda ousassem permanecer na rua ou teimassem em estar com as portas de seus comércios abertas. Logo a senhora noite desceu seu véu negro sobre o povoado. Com dificuldade, lampejavam chamas bruxuleantes pelas frestas das pesadas portas e janelas. Algum fogo de chão denunciava o labor de galpões.

Uma figura trôpega e um cão. Um homem? Sim! Um homem e um cão. Seria mais um andarilho? Mendigos com a mente transtornada pelas batalhas farrapas vagavam pela região. Algum espião disfarçado? A criatura andrajosa bateu na primeira porta. Quando o dono atendeu, o candeeiro em sua mão iluminou uma face muito envelhecida e disforme. Deu um passo para trás e segurou o cabo da adaga em sua cintura. O mendigo queria um pouso e com certeza uma comida quente. Mas o homem o escorraçou. Ao que o cão em defesa do amigo, cerrou os dentes e crispou o lombo. O medo, a feiura, a mutilação ou preconceitos obscenos teria isso causado?

O miserável andarilho tentou a casa seguinte. A recepção foi pior, pois um dos filhos do proprietário jogou-lhe os dejetos contidos num penico. Assim continuou, sempre com a mesma acolhida – enxotado. Restava-lhe a igreja. Arrastou seu corpo depauperado escadas acima. Encontrou a porta cerrada. Nem a casa que os homens haviam erguido em homenagem a Deus, o aceitava.

Voltando à rua enlameada, cinco cavaleiros irromperam. Estacando a montaria, o que parecia ser o chefe, ordenou-lhe que desaparecesse ou seria morto. Açoitando o cavalo mergulhou na escuridão chuvosa. Ao erguer os olhos, o andarilho vislumbrou que um dos cavaleiros havia ficado para trás. Era um lanceiro negro. O negro enfiou a mão na mala de garupa e retirou um pão e deu-lhe. Naquele instante em que as mãos do negro e do andarilho seguravam o pão, o lanceiro falou-lhe:

Cristo esteja contigo! – e voltou a acompanhar grupo.

O andarilho e o cão saíram do povoado e não muito longe dali encontraram uma enorme figueira. Buscou abrigo entre as suas raízes. A árvore centenária espalhava longos braços que envolviam uma rocha. Ali ele buscou refúgio da chuva, do vento frio e… de certas pessoas. Dividindo o pão com o fiel amigo, olhava para o céu.

Observação: Esse texto é uma criação original de autoria de Edson Olimpio Silva de Oliveira. Médico, Cirurgião e Escritor. Publicada originalmente no Jornal Opinião de Viamão e no livro Crônicas & Agudas.

2023.12.19 – Viamão! Uma história não revelada. Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas!

Jornal Opinião de Viamão

Viamão! Uma história não revelada.

Crônicas & Agudas by Eds!

Você se pergunta: Qual a origem do nome da cidade de Viamão?

Viamão! A histórica Setembrina dos Farrapos. A Primeira Capital de Todos os Gaúchos. Campos do Viamão e a Rota dos Tropeiros até Sorocaba/SP. A segunda Igreja ⛪️ mais antiga do Rio Grande do Sul. Títulos!

E a real origem do nome da Cidade?

Em dois capítulos, em duas épicas Crônicas, desvendarei esse mistério.

Aguarde!

Viamão! Uma História não Revelada.

É Natal! por Lúcia Barcelos

É NATAL

É Natal…
De súbito,
tudo parece
excessivamente
festivo e iluminado!

Com um olhar
mais apurado,
percebemos
novas cores!…
E muito brilho!…

Afinal, é Natal…
Deus mandou
seu próprio filho,
quando a
Grande Estrela
da Anunciação,
passou a luzir
na escuridão…

O menino nasceu…
E como uma
Flor do Bem,
Ele cresceu,
com gestos
de amor e piedade.

Peregrinou
pela cidade,
pela vida…
Pelos campos…

O seu olhar transmitia
todos os encantos…
E seus cantos,
eram orações,
cuja beleza,
mantinha acesa
a chama da fé,
no mais íntimo
dos corações!

Porque a sua voz
era plena de Poesia!
E nas palavras,
Ele trazia
promessas de paz
e de eternidade!

Num misto
de sabedoria
e humildade,
Ele falava de um Reino
que ninguém
conhecia!

É Natal…
Porém, nem tudo
é festa e alegria,
porque, às vezes,
até parece,
que o povo esquece
do aniversariante!

E é desconcertante
o Natal,
quando a ganância
comercial,
rouba da infância
o seu verdadeiro
sentido.

Pois no Natal
entristecido
de cada criança
na extrema pobreza,
na mesa,
falta até o pão…

Imagina, então,
como esperar
brinquedos!?…
Fogos? Festança?

É Natal …
Todos os olhos
se voltam
ao Papai Noel…

Por que não falam
do Papai do Céu,
que nas vitrines
não está exposto?

E não haveria
desgosto…
Só o bem triunfaria…
Não incitariam
a guerra
sobre a face da Terra…

Não existiria
o fantasma do medo…
Nenhuma sombra
do mal…
E nenhuma criança
sofreria por não
ganhar um brinquedo
no dia do Natal!

Lúcia Barcelos

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Natal 2023

É Natal! Meu Natal!
Teu Natal!
Nosso Natal!

Que seja Natal para todos!

Pegadas na Areia!

"Uma noite eu tive um sonho. Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro do Senhor.

Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiantes da minha vida.

Isso aborreceu-me realmente e perguntei então ao Senhor:

‘Senhor, tu me disseste que, uma vez que eu resolvi te seguir, tu andarias sempre comigo todo o caminho. Mas notei que durante as maiores tribulações do meu viver havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo por que nas horas em que mais necessitava de ti tu me deixastes.’

O Senhor respondeu:

‘Meu precioso filho, eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento. Quando viste na areia apenas um par de pegadas era exatamente aí que *Eu te carreguei nos meus braços*!

*Feliz Natal!

Edson Olimpio Oliveira
Cledi Cunha de Oliveira
Crônicas & Agudas!

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Mensagem de Natal!

*É Natal!* *É Natal!*
*É Natal!*

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Mensagem de Natal!

*É Natal!*

O Natal não é somente festas. Comigo é assim.

O meu Natal me revela momentos de tristeza. Saudades de galopear meu coração. Minha mãe Dora, meu pai Aldo, minha irmã Shirley, familiares e amigos vem em imagens, sonhos e lembranças inesquecíveis.

Lágrimas vertem dos meus olhos. Entretanto, a Luz da Criança transmuta, repassa, continua e deve se elevar nos seus descendentes.

Reconhecimento pelo seu legado digno. Respeito pelos seus ensinamentos. Gratidão eterna por me acolher e amar.

Pais! José e Maria!
Pais! Aldo e Dora!
Meus e nossos pais.
Minhas reflexões transformam lambadas de tristeza em maior motivação de seguir a Jornada com a certeza que somos passageiros nesse mundo, mas eternos no Amor de Jesus Cristo! Alegria!

*É Natal!*

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Vi a Mão! 1

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Mensagem de Natal!

É Natal!

Viva e deixe Viver!

A Batalha de Verdun em solo francês foi das mais terríveis e sangrentas. Milhares de mortos. Milhares mutilados física e mentalmente.

Uma guerra não é somente com aviões bombardeiros e caças, artilharia e tanques de guerra. Concorda?

Meu Brasil morre diariamente numa guerra de caótica educação, saúde precária, segurança pública deformada, justiça ⚖️ cada dia mais distante da Constituição e longe da liberdade…

Natal é reflexão e mudança real com Cristo!

Cada um faça a sua parte, aquilo que lhe compete e venha por Mim ao Pai!

Eu posso e devo fazer melhor!

Saúde Social! Importante como a Saúde Física, Mental e Espiritual!

É Natal!

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A Motivação e os Guris Lixeiros! 2023.12.12

A Motivação e os Guris Lixeiros!

Trocamos a roupagem exterior, conforme o modismo consumista e necessário, para a geração de renda e emprego num mundão atolado de tanta gente e consumido pelo interior das pessoas que pouco(?) mudou desde as épocas de Nabucodonosor ou de Ramsés II. A depressão virou palanque de realidades sombrias e enfermidades do corpo e da alma. Há legiões que buscam o estímulo medicamentoso, das drogas, dos energéticos e das coisas ditas ‘naturais’. Tem gente ficando escura de tantas térmicas de café e chimarrão ao dia. Outros estão com as ventas obstruídas pelo ‘talco’ sinistro. Pouco adianta altos ganhos, polpudas contas bancárias, consumo livre, moradas climatizadas com mordomias mil, ambiente profissional paradisíaco e segue nessa balada que o atilado leitor complementa.

Imagine alguns dias sem o recolhimento do lixo das casas e das cidades. Pensa no odor e nas supremas pragas além das conhecidas e amplamente identificadas e diagnosticadas. Ratazanas de atormentar pitbull. Vermes e moscas. Geralmente os vermes predadores se organizam em territórios e luas, além de um cortejo de seguranças e são territoriais.

Crônicas & Agudas!

Observe que se garimpa garis entre idosos, no mínimo veteranos desiludidos com a vida. Parcas aposentadorias, que não sustentam o pão de cada dia e jamais poderão aspirar vinhos e champanhas do Planalto, o “Kobe beef dos bois wagyu” e as lagostas ‘big-size’, maiores que alguns cães. São tristes, mas fazem o trabalho com afinco e dedicação limpando as ruas daquilo que a má educação suja abusada e repetidamente suja.

E os “guris lixeiros” dos caminhões? Esses são de outra raça, de outra estirpe, de outro patamar, outro mundo e merecem estudos reais, antropológicos, neuropsiquiátricos, sociológicos e outras ‘verbes’ que o Paradoxal da Silva explica e complica. Tire um tempo para observar um mundo que não está nas lentes da mídia safada ou nos empresários descobridores de ‘talentos’. Inverno e verão. Frio e calor. Noite e dia. Chuva e enxurrada. Natal e Páscoa. Geralmente dois ou três jovens (de meia idade ou veterano não aguentam!) pendurados na traseira de um caminhão contêiner de lixo, motor ligado e andando. Não há onde sentar ou descansar. É no pau mesmo, na adrenalina pura – entende?

Crônicas & Agudas!

Bermuda e sucata de tênis, geralmente recolhido no lixo. O motorista do caminhão tem uma grade para cumprir. Os “guris lixeiros” se alternam correndo em ambos os lados das ruas que a ‘catrefa’ desova de qualquer jeito, geralmente longe de sua casa e nas lixeiras dos outros. Cantam músicas fragmentadas. Assoviam imitando pássaros ou se comunicando num código do tipo “vai que é tua”. O frio e a chuva açoitando mais que chicote de supremo-ministro, correndo para todos os lados. Se você está ali sob a marquise do seu edifício, dão “boa noite aí tio!”

Vou bater no jogador de futebol (bata em outros similares). Salários de 100 mil reais é “merreca”. Para jogar futebol são “garotos, meninos, moleques”, chamados pelo jornalismo imbecilizado. Entretanto para disputarem salários de ditador, são “profissionais”. Esse mesmo jornalismo ‘especializado’ reclama que o “técnico não sabe motivar”, repito para seu e meu espanto: motivar! Jogam, trabalham mal, displicentes, desligados, pouco empenho, até uma clara vagabundagem em campo e nos treinamentos – jamais generalizo, mas são fáceis de identificar e separar o joio. “Falta motivação” até numa criatura que ganha mais de 2 milhões livres de impostos ao mês, além de outras vantagens.

Mao Tsé Tung botava os professores e outros profissionais e fazer trabalhos agrícolas e de lixeiros, inclusive no estrume humano para adubo. Na contabilidade, eliminou uns 60 milhões de chineses com a revolução de maoísta. É isso que queremos? É disso que precisamos? Conhece alguém com falta de motivação? Alguém aboletado num serviço complicando a vida e o trabalho dos outros – “serviço enfadonho, mesmice, rotina”?

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2023.12.12 – A Motivação e os Guris Lixeiros! Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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