É NATAL
É Natal…
De súbito,
tudo parece
excessivamente
festivo e iluminado!
Com um olhar
mais apurado,
percebemos
novas cores!…
E muito brilho!…
Afinal, é Natal…
Deus mandou
seu próprio filho,
quando a
Grande Estrela
da Anunciação,
passou a luzir
na escuridão…
O menino nasceu…
E como uma
Flor do Bem,
Ele cresceu,
com gestos
de amor e piedade.
Peregrinou
pela cidade,
pela vida…
Pelos campos…
O seu olhar transmitia
todos os encantos…
E seus cantos,
eram orações,
cuja beleza,
mantinha acesa
a chama da fé,
no mais íntimo
dos corações!
Porque a sua voz
era plena de Poesia!
E nas palavras,
Ele trazia
promessas de paz
e de eternidade!
Num misto
de sabedoria
e humildade,
Ele falava de um Reino
que ninguém
conhecia!
É Natal…
Porém, nem tudo
é festa e alegria,
porque, às vezes,
até parece,
que o povo esquece
do aniversariante!
E é desconcertante
o Natal,
quando a ganância
comercial,
rouba da infância
o seu verdadeiro
sentido.
Pois no Natal
entristecido
de cada criança
na extrema pobreza,
na mesa,
falta até o pão…
Imagina, então,
como esperar
brinquedos!?…
Fogos? Festança?
É Natal …
Todos os olhos
se voltam
ao Papai Noel…
Por que não falam
do Papai do Céu,
que nas vitrines
não está exposto?
E não haveria
desgosto…
Só o bem triunfaria…
Não incitariam
a guerra
sobre a face da Terra…
Não existiria
o fantasma do medo…
Nenhuma sombra
do mal…
E nenhuma criança
sofreria por não
ganhar um brinquedo
no dia do Natal!
Lúcia Barcelos
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