Onde dorme o Perigo!
Brasil – Média anual: Violência física – 57,4 mil crianças e adolescentes por ano (2016-2020. Violência sexual – 54,4 mil casos por ano (2017-2021).
Idade mais atingida: Violência física: 10 a 14 anos. Violência sexual: 5 a 9 anos. Sexo das vítimas: Violência física: 53 % meninos. Violência sexual: 77% meninas.
Perfil dos agressores: Violência física: 48% pais, 14% padrastos, 12% outros familiares, 26% outros. Violência sexual: 32% pais, 17% padrastos, 11% outros familiares, 40% outros.
Escolaridade dos agressores: Violência Física: 28% sem instrução, 45% ensino fundamental, 27% ensino médico. Violência sexual: 23% sem instrução, 47% ensino fundamental, 30% ensino médio.
“Há um monstro ao seu lado? Há uma fera insaciável que dorme ao seu lado? Há uma víbora que faz sexo com você?” – Essas perguntas são cruciais no combate e prevenção. É aterrador o panorama da violência contra crianças no Rio Grande do Sul e no Brasil. Certamente esses números são muito, muito maiores. Há uma tendência de sonegar as agressões dentro das casas e das famílias. Assim como das autoridades públicas, que deveriam ser responsáveis, mas escondem a realidade brutal para não mostrarem sua incapacidade e, pior ainda, sua solidariedade com os criminosos de todas as laias e ideologias. E as “Crianças da Ilha de Marajó?”
Proporção dos agressores: Consanguíneos/Padrastos/Companheiros: 33% violência física, 59% violência sexual.
Condenações: Penas de reclusão: Baixo índice, dados inconsistentes. Outras penas: Prestação de serviços à sociedade, medidas socioeducativas.
Diferenças por cor/raça: Maior prevalência: Crianças pretas e pardas – 55% violência física, 62% violência sexual.
Somos a terra da condenação sem crime ou do crime sem condenação? Você responde.
Rio Grande do Sul – Média anual: Violência física: 27 casos por dia (2018-2022). Violência sexual: 1 caso a cada 3 horas (2018-2022). Dados semelhantes ao Brasil.
Outras perguntas que atormentam o Cronista! Se você esbofetear um estuprador, pedófilo, tarado, espancador contumaz, o que é mais provável de acontecer? Você será indiciado e até condenado e a “vítima da sociedade” responderá em liberdade ou em algum tratamento psicológico? Quem dorme, vive e faz sexo com o monstro insaciável, predador maligno de crianças é corresponsável? Nunca notou nada com seus filhos ou suas crianças? Nenhum sinal ou marca, mudança de comportamento?
Impactos psicológicos e Sociais: Traumas psicológicos graves – ansiedade, depressão, baixa autoestima, transtorno do estresse pós-traumático. Dificuldades de desenvolvimento – prejuízos no aprendizado, relacionamentos e saúde mental. Perpetuação da violência – maior risco de se tornarem vítimas ou agressores na vida adulta.
Já escrevi sobre as “crianças desaparecidas” no Brasil, da orientação aos serviços de saúde para que os profissionais observem e relatem anormalidades físicas ou emocionais com crianças. Todos somos responsáveis, principalmente quando se aceita conviver, desviando o olhar das aberrações ou endossando pelo voto ou negligência a doença da criminalidade, sem a vacina da lei fiel à ética, à honra e ao bom senso.
Fonte: Google. Pesquisa e apoio: Crônicas & Agudas by Eds Olimpio
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2024.02.27 – Onde dorme o Perigo! Edson Olimpio Oliveira
Crônicas & Agudas! – Jornal Opinião de Viamão