Onde senta o Perigo! 2024.03.19

Onde senta o Perigo!

Em crônicas anteriores – “Série Onde mora o Perigo!”, abordei situações em que a balada insegura ronda a criatura, na espreita do melhor momento de atacar. Agora caminhe comigo nessa jornada em que o endeusamento da criatura na cadeira ocupada lhe abre as defesas da punhalada no corpo, na honra, talvez na alma das suas vítimas. Em qualquer atividade humana, a criatura, ela própria, sente-se superior aos reles mortais que “tafoneiam” (N.C.: em círculos como o boi ou o jumento na atafona de farinha). Colocam-se nessa aura e nós, simples humanos, estimulamos e apoiamos. Pior – aplaudimos e até elegemos essas biscas ou “nabas”!

Entramos no Olimpo dos “deuses da verdade”. Na Valhala do destino que devemos acatar. Um exemplo supremo? Uma criatura num supremo exemplo de opiniões e decisões acima de qualquer império da razão ou da lei? A suprema inteligência não artificial está com esses magos negros, príncipes das trevas que bailam ao sabor de seus momentos e “interésses” (lembrando o tio Brizola).

Vamos cutucar o meu ofício? Há médicos que acreditam que a melhor Medicina nasceu quando eles ingressaram na faculdade. A história milenar da medicina ocidental é uma sombra que jamais estudaram e nunca estudarão. Suas soberbas, opiniões e conceitos são inexpugnáveis, como a defesa do médico romano Galeno com a Igreja de anteparo em mais de 1000 anos, por exemplo. Vivemos uma era que não concordar, ter uma opinião e conduta diferente da sumidade aboletada numa entidade médica, num órgão (infeccionado) público é crime contra a humanidade ou à democracia. Pode? A balança da ideologia sempre segrega, afasta e condena “pois várias vezes saiu na mídia”. Há os cultuadores da “medicina baseada nas minhas evidências e dos meus afetos”. Vivemos um período de ditadura pior que os chamados “anos militares de ditadura” ou de Vargas.

Banhados no “ouro dos tolos” aceitamos teses dessas criaturas sentadas em tronos e jamais poderemos pensar diferente? Estamos sobrevivendo a uma nova inquisição? A todo instante há jogados na fogueira da culpa sem provas e das provas sem crimes. Ou se é favorável sexual e espiritualmente, ou se é um inimigo que insiste que a terra é redonda. Será que é mesmo redonda?

Contava um idoso mestre da Medicina a nós guris plenos de sonhos: “Há tuberculosos que querem falar quase tocando lábios com lábios. Isso se explica, também, pela vontade consciente ou não de não ser o único a estar no brete da morte”. No império da Covid aconteceu algo assim? Todos os tratamentos são absolutamente seguros, mesmo experimentais, tribais, da cadeira dourada, da fúria econômica farmacêutica, da ideologia e disputa política? Como a humanidade sobreviveu à peste negra ou bubônica? Como sobrevivemos à gripe espanhola? Como sobrevivemos à lepra e ao estigma da enfermidade mental excluídos do resto da humanidade? Há médicos e Médicos? Há profissionais que têm valor técnico, mas carecem de valores humanos, morais, éticos e espirituais. Há personalidades que aceitam a ‘vampirização pré e pós-Drácula’.

A medicina indiana tem cerca de 6 mil anos. A medicina chinesa mais de 3 mil anos. Alguém desafia a China a provar pelos padrões da medicina ocidental a importância da acupuntura, do chifre de rinoceronte, dos fitoterápicos e de uma preciosa e milenar cultura? Por que não exigir dos chineses a ortodoxia dos testes acadêmicos, duplos-cegos (porque não veem?) e replicação interessada? Aí a resposta é diferente. A cadeira dourada, da pirita ou “ouro dos tolos” pode se transformar num assento de latrina, pois desafiar a China atualmente é uma pegada “pra lá de bruta e feia”.

Pois é, conviver com pessoas sadias(corpo-mente-espírito/moral e ética) permite a elaboração de entendimentos e condutas que em nada deveriam levar ao conflito e à guerra. Em nenhum casamento somos completamente concordantes. Ao contrário, o respeito e o amor humano permitem a jornada juntos, criando raízes, semeando belezas, prosperando, evoluindo e vivendo melhor. Sim ou não?

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2024.03.19 – Onde senta o Perigo! Edson Olimpio Oliveira

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

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