Foto de Edson Olimpio Medicina e Cronista

*Febre Oropouche*

**O que é a Febre Oropouche?**

A Febre Oropouche é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido por mosquitos, principalmente o *Culicoides paraensis* (maruim ou mosquito pólvora). Seus sintomas são semelhantes aos da dengue, como febre, dores no corpo, dores de cabeça e fadiga. No entanto, a confirmação do diagnóstico só é possível através de exames laboratoriais.

**Por que está aumentando o número de casos?**

O aumento significativo de casos está relacionado a diversos fatores:

* **Desmatamento e urbanização:** A destruição de habitats naturais e a expansão urbana levam ao contato mais próximo entre humanos e mosquitos transmissores.
*
* **Mudanças climáticas:** O aquecimento global cria condições favoráveis para a proliferação dos mosquitos.
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* **Melhoria na detecção:** A descentralização dos testes e a maior conscientização sobre a doença contribuem para a identificação de mais casos.

**Quais são os riscos?**

Embora a maioria dos casos seja leve, a Febre Oropouche pode causar complicações graves, como:

* **Complicações neurológicas:** Meningite e encefalite.
* **Óbitos:** Embora raros, já foram confirmados casos de morte pela doença.

**Como prevenir?**

As medidas preventivas são semelhantes às da dengue:

* **Combate ao mosquito:** Eliminar criadouros de mosquitos e utilizar repelentes.
* **Proteção individual:** Usar roupas que cubram o corpo e evitar áreas com alta incidência de mosquitos.

**O que fazer em caso de suspeita?**

* **Procurar um médico:** Relatar os sintomas e realizar os exames solicitados.
* **Seguir as orientações médicas:** Seguir o tratamento indicado para aliviar os sintomas.

**Em resumo:**

A Febre Oropouche é uma doença emergente que se tornou um problema de saúde pública no Brasil. A combinação de fatores ambientais, sociais e climáticos tem contribuído para sua disseminação. A prevenção e o controle da doença dependem de ações conjuntas de autoridades de saúde, pesquisadores e da população em geral.

**É fundamental estar atento aos sintomas e buscar orientação médica em caso de suspeita, além de adotar medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito transmissor.**

**Observação:** Este texto tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.

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Pesquisa:
*Crônicas & Agudas by Eds*

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