Yoga!

*Ioga e saúde: benefícios destacados pela literatura recente*

*Petra Kittner*

*16 de setembro de 2024*

A prática regular do ioga parece estar associada à redução significativa do estresse, ansiedade e depressão. Isso é particularmente relevante em um momento no qual as doenças mentais estão em ascensão no mundo.

Além dos efeitos na psique, o ioga também traz benefícios físicos: melhora a flexibilidade, a força e o tônus muscular, bem como equilíbrio, o que pode ser especialmente vantajoso para os idosos. Além disso, estudos mostram que pode ajudar a diminuir a pressão arterial e aliviar a dor crônica.

*História e fundamentos do ioga*

A primeira menção ao ioga é encontrada nos Vedas, os escritos sagrados mais antigos da Índia, que datam de cerca de 1.500 a 500 anos antes de Cristo. A prática evoluiu ao longo dos milênios, influenciada por diferentes correntes filosóficas e religiosas, como o hinduísmo, o budismo e o jainismo.

O ioga abrange uma ampla gama de práticas físicas, mentais e espirituais que visam harmonizar corpo e mente. As formas mais comuns incluem as posições físicas (asanas), as técnicas de respiração (pranayama) e a meditação (dhyana).

*Exemplos dos efeitos fisiológicos do ioga*

Estudos recentes indicam que o ioga traz vários benefícios à saúde, inclusive melhorias na saúde cardiovascular, na respiração e na função pulmonar.

Um estudo de 2022, publicado no Journal of the American Heart Association, mostrou que a prática pode ser uma estratégia eficaz para a rápida redução da pressão arterial. Uma metanálise do mesmo ano apontou que existem evidências a favor do ioga como terapia complementar no tratamento da asma leve a moderada.

*Exemplos dos efeitos psicológicos do ioga*

O ioga tem se mostrado eficaz na melhoria da saúde mental, com estudos indicando seu papel importante na redução do estresse, no controle da ansiedade e no tratamento da depressão.

Em um estudo de 2023, publicado no periódico Journal of Clinical Psychology, os participantes que faziam ioga regularmente apresentaram níveis de estresse significativamente mais baixos e melhor capacidade de lidar com a ansiedade. Os autores atribuíram esses efeitos positivos à combinação de exercícios físicos, controle da respiração e meditação, que atuam em conjunto no sistema nervoso autônomo.

Um estudo controlado randomizado feito em 2020 examinou os efeitos do ioga nos sinais e sintomas depressivos de adultos. Os participantes que fizeram sessões regulares de ioga durante um período de 12 semanas apresentaram uma redução significativa desses sinais e sintomas, sugerindo que a atividade pode ser eficaz como terapia complementar para a depressão.

Este ano, um estudo comparou a eficácia do kundalini yoga com o treinamento da memória em idosas com declínio cognitivo subjetivo e fatores de risco cerebrovascular. Após 24 semanas, o kundalini yoga mostrou melhora significativa do declínio cognitivo subjetivo e diminuiu os marcadores inflamatórios em comparação com o treinamento. Os desfechos indicam benefícios clínicos e fisiológicos dessa modalidade de ioga graças ao seu efeito anti-inflamatório.

*Ioga na doença crônica*

O ioga se revelou um tratamento complementar eficaz para várias doenças crônicas, como diabetes mellitus e artrite reumatoide.

Uma metanálise de 2023 encontrou forte correlação entre a prática e a melhora do controle glicêmico nos pacientes com diabetes tipo 2. A média de redução geral da hemoglobina glicada (HbA1c) e da glicemia de jejum foi clinicamente significativa.

Outro estudo de 2023 mostrou que os pacientes com artrite reumatoide que praticaram ioga por oito semanas apresentaram uma redução significativa da sua pontuação DAS28, bem como melhora dos marcadores epigenéticos e inflamatórios. Os resultados sugerem que o ioga pode influenciar positivamente o sistema imunitário na artrite reumatoide, promovendo a remissão molecular e restaurando a tolerância imunitária.

*Ioga e o cérebro: perspectivas neurofisiológicas*

Os efeitos do ioga no cérebro e no sistema nervoso têm sido amplamente estudados. Em um artigo de revisão de 2019, os autores concluíram que a medida pode mitigar os processos de degradação neurodegenerativa.

Os exames de imagem, em particular, mostraram que o ioga tem efeitos significativos em certas regiões cerebrais importantes para a regulação emocional e a função cognitiva. Assim, a prática regular parece aumentar a massa cinzenta no córtex pré-frontal, o que está associado à melhora do controle cognitivo e da regulação emocional.

Além das mudanças estruturais, o ioga também parece ter efeitos na conectividade funcional cerebral, particularmente na chamada rede de modo padrão. Essa rede, que se ativa em estado de repouso, está relacionada à autorreflexão e aos processos internos do pensamento. Alterações em sua atividade e conectividade por meio do ioga podem promover maior estabilidade emocional e diminuição dos níveis de estresse.

*Como o ioga altera o processo inflamatório?*

O ioga também promove saúde, diminuindo os marcadores inflamatórios. Estudos mostraram que sua prática regular pode reduzir os níveis da proteína C reativa e outras citocinas pró-inflamatórias. Esses efeitos também podem explicar os benefícios do ioga em doenças inflamatórias crônicas, como a artrite reumatoide.

Em uma revisão mais limitada feita em 2022, o autor concluiu que, em geral, há cada vez mais evidências dos efeitos das práticas de ioga na modulação dos marcadores inflamatórios. Estes marcadores são a IL 1β, a IL 6, o FNT α, o INF γ, a proteína C reativa e hormônios como o cortisol.

Da mesma forma, uma revisão sistemática de estudos sobre os efeitos do ioga nos marcadores inflamatórios descobriu que essa prática pode ser uma intervenção viável para diminuir o processo inflamatório em várias doenças crônicas. Outra metanálise concluiu que o ioga pode fortalecer a função imunitária tanto dos pacientes com diferentes doenças quanto de adultos saudáveis.

O conhecimento atual indica que a atividade pode influenciar positivamente diferentes doenças mediadas pelo sistema imunitário e doenças inflamatórias, promovendo a modulação negativa dos marcadores pró-inflamatórios e aumentando os marcadores anti-inflamatórios.

*Integração na prática clínica diária*

O ioga se encaixa facilmente nos planos de tratamento existentes e pode ser usado como uma terapia complementar para doenças crônicas, como lombalgia, artrite e até mesmo na reabilitação após um evento cardiovascular. Para pacientes com redução da mobilidade, existem modalidades específicas que podem ser realizadas na posição sentada ou em decúbito.

No entanto, os pacientes são orientados a praticar ioga sob a supervisão de professores qualificados, para que os exercícios sejam realizados de forma correta e segura, evitando lesões. Isso permite ainda a personalização da técnica, visando atender necessidades especiais.

É importante também avaliar criteriosamente opções e riscos, especialmente para aqueles com problemas graves na coluna vertebral, lesões agudas ou certas doenças cardiovasculares.

Este artigo foi traduzido da Univadis.de usando várias ferramentas editoriais, inclusive a IA, como parte do processo. O conteúdo foi revisado pela equipe editorial antes da publicação.

*Fonte: MedScape*

*Apoio: Crônicas & Agudas by Eds Olimpio*

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