Emoções! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 04 Maio 2021.

 

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Minhas emoções! Nossas emoções!

 

Quase um ano e meio de pandemia, fomos pealados pela dor da partida e abraçados pela felicidade do retorno da pessoa amada da hospitalização e a fuga da estatística sombria. Em dias que logo se amontoam em semanas e atropelam em meses, vamos cercando a saudade e arrastando o peso daquilo que faltou falar e sentir. E nos atropelos da caminhada ficaram para um tempo que agora não mais nos pertence. Em realidade, despida da idolatria do ego, somente o momento, o tempo do agora nos pertence.

 

[Quando eu estou aqui / Eu vivo esse momento lindo / Olhando pra você / E as mesmas emoções sentindo / São tantas já vividas / São momentos que eu não esqueci / Detalhes de uma vida / Histórias que eu contei aqui] – Emoções de Erasmo Carlos e Roberto Carlos.

 

O coração trepida na estrada da recordação e gotas de orvalho, flambadas no calor da alma apaixonada, rolam nas páginas de nossos olhos. Conhecemos a perda das pessoas que amamos, jamais aceitamos serem levados num supetão de um vírus sinistro, mas que expôs a chaga permanente da saúde negligenciada. Agora é a vida de quem amamos e, num estalo de dedos, estava ao nosso lado, rindo e brincando – tão frágil e ameaçada.

 

[Amigos eu ganhei / Saudades eu senti, partindo / E às vezes eu deixei / Você me ver chorar, sorrindo …] [Sei tudo que o amor / É capaz de me dar / Eu sei já sofri / Mas não deixo de amar…]

[Se chorei ou se sorri / O importante é que emoções eu vivi]

 

O escritor limpa a coivara da nossa existência, planta e replanta as “emoções que eu vivi”. Garimpa a beleza sutil da essência e a exterioriza como a primavera que renasce após o duro e sombrio inverno. O amor da sua vida está dentro de você, somente se reflete na pessoa amada. Essa luz nos remete a um universo singular, especial, único. Há similares, jamais iguais.

 

[São tantas já vividas / São momentos que eu não esqueci / Detalhes de uma vida / Histórias que eu contei aqui] [Mas eu estou aqui / Vivendo esse momento lindo / De frente pra você / E as emoções se repetindo]

 

Não se repreenda demais. Somos seres incompletos. Temos que reviver vidas e existências para corrigir rotas, mudar estratégias, simplificar os sentidos e, principalmente, romper com os grilhões que nos aprisionam no ter mais, desdenhando do ser mais. Abra a porteira do seu coração, você é um ser de amor. Que ama e deve respeitar. Que sua maior propriedade seja o amor, que não se prende num papel, numa escritura ou num anel precioso.

[Em paz com a vida / E o que ela me traz / Na fé que me faz / Otimista demais]

 

Olhe nos olhos do seu amor resgatado dos braços frios do ceifador. O abraço que tardou, agora será regado com as pérolas mais preciosas. Permita-se escutar sua alma e reprogramar sua jornada de vida. As dores passadas são outros vírus, cicatrizes da caminhada, experiências motivadoras. Uma face sulcada por dores vividas são arestas do diamante mais belo – a alma!

 

[Se chorei ou se sorri / O importante é que emoções eu vivi!]

 

A plenitude é divina. Somos seres em evolução pela dor e pelo amor. Somos sobreviventes num tempo que o aleatório nos persegue e um farol nos mostra o melhor caminho entre rochedos e o mar revolto. Olhe para dentro de si. Veja a luz do teu farol. Experimente e renove a centelha divina que te faz uma pessoa com responsabilidade contigo, com teus amores e com a terra que te acolhe. Gratidão! Gratidão é a chave poderosa da porta Felicidade. Nada está completo e terminado, entenda. Recebeu outra oportunidade – emoções redivivas!

 

2021 – 05 – 04 Maio – Emoções – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Saudamos todas as Mães da lista de Amigas de Crônicas & Agudas!

Deus as abençoe e proteja sempre!

Que essa data tão linda e especial nos receba no próximo ano em Abraços e

Beijos sem os riscos da pandemia.

Abraços e Felicidades

Com Saúde e Harmonia!

 

 

 

 

07 de Maio – Dia da Médica Oftalmologista!

Uma arte para sua homenagem como Oftalmologista e Mãe!

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Freio de mão puxado! Eds Olimpio. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Abril 2021.

 

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27

Abril 2021

 

Crônicas  &  Agudas

Jornal Opinião de Viamão

 

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“Freio de mão puxado!”

 

Apetece ao cronista desdobrar, escarafunchar essas expressões populares do dia a dia. As pessoas, ao curso dos séculos, vasculham como águias o Olimpio e seus deuses gregos com seus mitos e estórias pungentes. Longe de ser uma águia, talvez uma humilde abelha que pousa aqui e ali, de flor em flor, colhendo seu néctar, ou seja, seus ensinamentos pintados em alegorias.

 

Eu aprendi a dirigir, inicialmente um jipe, com meu pai Aldo. Muitos passam por escolas de direção com um aprofundamento das técnicas, mas ao contrário dos pais que ensinam a dirigir o carro da vida. Creio ser esse o mais importante veículo, nosso corpo e arcabouço provisório de nossa alma.

 

Freio de mão ou de estacionamento” é o complemento ao freio no pedal ou ao reduzir as marchas do veículo (freio a motor). Com frequência, ao tentar por em marcha o jipe, eu esquecia de desligar o freio de mão. Num tranco, o jipe apagava o motor e, às vezes, complicava “afogando” (inundando) o carburador – coisa nem tão antiga!

 

Crônicas & Agudas

 

Seu Aldo me falava que na vida as coisas também são assim. A pessoa quer arrancar e tocar a sua vida, mas esquece do “freio de mão puxado”. É mais fácil atribuir aos outros a falta de lembrança ou ingerência do que ver aquilo que lhe faltou realizar. Quer um bom emprego, mas não se prepara o suficiente. Quer entrar numa universidade, mas desperdiça seu tempo em supérfluos, impedindo de chegar à vitória.

 

A simbologia do “freio de mão puxado” é imensa. Encontre outras comigo! “Vou tirar o feriado e o final de semana para dormir” – e não vai executar o pendente? Quem dorme 8 horas/dia, dorme 1/3 do dia. Em 50 anos de vidas terá dormido uns 20 anos. Seria a vida curta ou dormimos demais? Conta-se que Napoleão Bonaparte dormia até 3 horas por dia, quando não estava em combate. O tempo de sono decresce, diminui na genialidade ou nos singulares. Qual é o seu suficiente sono? Com equilíbrio – sem excessos ou faltas.

 

Cr & Ag

 

A criatura passa por diversos relacionamentos. Muitos vão se fechando, se bloqueando, principalmente aqueles que se entregou “de corpo e alma”. Ou “mergulhou de cabeça”! Talvez o medo do insucesso ou dos percalços afetivos cobre essa conta. Faz uma relação com o “freio de mão puxado”. “Não vou me entregar para não sofrer” – essa água nunca vai ferver, será sempre morna e até “inodora e insípida”.

 

Há a situação de apostar carreira com cavalo manco – se me entende. É da vida e do livre arbítrio. O medo de amar produz o desamor ou o afeto truncado, uma indigestão afetiva – os maus gases denunciam uma relação que não fica e nem vai. Entre San Juan e Mendoza – outra expressão do seu Aldo. O “gato escaldado tem medo de água fria”, mas jamais poderá fugir eternamente do banho ou da chuva. Muito menos da sede.

 

Crônicas & Agudas

 

Há médicos que atendem mal seus pacientes “porque o SUS ou o convênio paga mal”. Quem é mal profissional com uns será com todos os outros, pois nem a cor da moeda ou seu peso condecora o safado.

 

Associe em qualquer profissão – do gari ao ditador do STF, do operador de pá de concha ao prefeito ou governador. Esses são os piores “freios de mão, pé e motor” associados para o mal da pessoa, do cidadão e da população.

 

Fazer bem feito seria como fazer somente uma vez ou o melhor que sabemos ser possível – a nossa consciência é o toque divino. Seria sua “ausência” demoníaco?

 

Amar para ser amado. Respeitar para ser respeitado. Faça ao outro aquilo que queres para ti e teus familiares. Fazer bem feito! Viver com intensidade. Não desprezo a cautela de estar com o “freio de mão puxado” em certos momentos ou tempos de percurso – “pirão quente se come pelas bordas”. E aí?

 

2021 – 04 – 27 Abril – Freio de mão puxado – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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ANIVERSÁRIO 🎂! Ítalo Severgini Andrades

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A alma vê muito mais longe pela lente das lágrimas do que um telescópio! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 20 Abril 2021.

 

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“A alma vê muito mais longe pelas lentes das lágrimas do

que por um telescópio!” – Autor desconhecido.

 

Lágrimas de alegria. Lágrimas de tristeza. A vida nos põe num grande liquidificador, talvez numa centrífuga, em que somos girados e espremidos. A emoção nos faz humanos e nos extrai um suco, vertido em gotas quentes que saem dos portais da alma – os olhos. As lágrimas nos oferecem um espetáculo humano de felicidade ou de dor. Seriam as lágrimas como “rios que passam em nossas vidas”, parafraseando o samba de Paulinho da Viola?

[… Senti o meu coração apressado / Todo o meu corpo tomado / Minha alegria voltar / Não posso definir aquele azul / Não era do céu, nem era do mar / Foi um rio que passou em minha vida / E meu coração se deixou levar.]

 

Cr & Ag

 

“Estou mais chorão agora. Tenho até um pouco de vergonha de lhe contar isso. Mas me emociono muito mais com as coisas que escuto, com as imagens que vejo na TV. Olho para minha mulher e recordo dos nossos tempos de juventude e ela embalando nossos filhos em seu colo, enquanto eu estava cansado até o dedão do pé. Ela que me deixar dormir, porque amanhã volto a frente de combate. Eu não era assim. Entende?” – entendo.

 Devemos tentar e ser a cada dia um pouco melhor (Santo Agostinho).  Melhores pessoas e profissionais nesse universo em que nos completamos em nossas jornadas de vida – lágrima e suor! Quando esse equilíbrio de emoção e razão se estabelece – evoluímos. “Nem tanto ao céu e nem tanto ao mar” – diz a sabedoria popular.

 

Cr & Ag

 

Um amigo paciente, angustiado por aproximar-se a data da reciclagem dos funcionários de uma reserva/parque ecológico, idade avançada, necessitando do emprego e razão da sua sobrevivência e da família, mas local de alegrias. Devemos usar um tranquilizante ou um ansiolítico moderno para acalmá-lo? Ou entrar nos seus sentimentos e fazer-lhe enxergar pelas lágrimas que brotavam de seus olhos com a possibilidade de perder o trabalho para jovens com “mais preparo”.

Disse-lhe: na entrevista vão perguntar por que você quer o emprego. Perguntarão para todos. Todos terão uma resposta na ponta da língua: “Preciso do salário para viver”. Você não vai dizer isso! Você falará, com sinceridade, sobre tudo de belo que o parque tem – bugios, capivaras, infinidade aves, lobo guará, o perfume e a beleza das flores, as mudanças de estações, o barulho da água e a limpeza dos córregos. Conte-lhes como você sai de casa a tanto tempo, quase toda sua vida, para a sua segunda casa e a felicidade que isso lhe dá.

 

Cr & Ag

 

Conte das belezas que você vê todos os dias e da importância de preservar aos visitantes e para a própria natureza. Fale do amor que você sente pela sua missão. “E o salário?” – vão lhe perguntar, com certeza. “O salário é necessário para sustentar minha família, mas prefiro trabalhar onde eu gosto do que receber salário e fazer algo que não me dá felicidade”, pode responder. Assim é em tudo na vida de cada um.

Devemos amar aquilo que temos ou que nos compete. Sermos gratos por participar e deixar a nossa marca que fomos úteis para nós, nossa família e nosso trabalho. A gratidão é escassa nas relações humanas. Vejo, infelizmente, médicos que não agradecem um “Feliz Aniversário” ou sequer retribuem um “bom dia” ou “boa tarde”, entre outras anomalias.

Há quem ore e peça. Até pede sem parar! Suas lentes não percebem as benesses que a vida, a natureza ou o Criador lhe deu e continua a lhe dar. O trabalho é uma missão, nem sempre o emprego é! Prefere-se o trabalhador que veste a camiseta com amor pelo que faz.

Assim caminha uma humanidade que se abraça por rede social, mas é carente de gratidão e respeito. Por maior o pedestal que a criatura se eleve acima das demais pessoas e da natureza, ele é fixo na terra e não nos céus! E um dia ele tombará!

 

2021 – 04 – 20 Abril – A Alma vê muito mais longe – Eds Olimpio

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