“Cadê os Escritores de Viamão”?–Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – 12 Novembro 2019.

 

“ Cadê os Escritores de Viamão”?

F

ui gentilmente inserido, creio que com os melhores propósitos num grupo de WhatsApp, com a finalidade, imagino, de alguma mobilização para a “Feira Literária de Viamão”. Uma amiga me contatou sobre a “Feira”. Assim como outros amigos me indagaram se eu havia sido convidado. E foi nesse grupo, anteriormente citado, que reverberou o brado de “Cadê os escritores de Viamão?” As palavras escritas em tiro de laço tornam difícil a interpretação do leitor sobre o estado anímico, a conjuntura emocional e os propósitos objetivos de quem pronunciou. A sensação inicial, o primeiro sentimento é de cobrança. Cobrança pela falta, pela ausência dos escritores e talvez um sufocamento, uma agonia de ver uma “Feira”, dita literária, sem um número qualificado de escritores reconhecidos e com currículo que assim os classifique e estimule a sua notoriedade. Há escritores com texto qualificado nessa cidade. Há uma entidade literária com uma Presidente com obra literária e reconhecido talento. Há viamonense presidindo a mais ancestral entidade literária do Rio Grande do Sul e também com expressiva obra. A lista alonga-se. Então expresso a minha situação.

Crônicas & Agudas

Sou natural de Viamão, como meus antepassados. Tenho quase meio século de vida médica e serviços prestados a essa cidade, sendo o médico com maior vida profissional continua e ativa. Tive a honra e o privilégio de ser Vereador de Viamão. Escrevo há cerca de 25 anos em jornal, tendo a honra de ter colunas publicadas ininterruptamente, atualmente nesse colosso que é o Jornal Opinião de Viamão. Vou para a terceira obra, livro solo, todos acima de duzentas páginas e o último com quase 400 páginas. Tenho participação literária em várias dezenas de coletâneas. Nesse ano de 2019, venci outro concurso literário, publico o livro solo Trinity (370 páginas) e participo de mais duas coletâneas. Venci diversos concursos literários pelo Brasil e inclusive recebendo premiação internacional. Sou talvez o único e o primeiro escritor viamonense a ter uma crônica lida e enaltecida em sessão do Congresso Nacional do Brasil e inserida em seus anais. Trouxe à luz pessoas e suas vidas que enalteceram nossa terra. Jamais escrevi algo que maculasse pessoas e nossa cidade. Atente-se que não estou me enaltecendo ou, muito menos, diminuindo as obras de outros escritores atuais e passados, mas traço uma pequena mostra desse viamonense, médico, cirurgião e escritor para quem não o conhece.

Cr & Ag

Nunca fui pessoalmente convidado para a “Feira Literária de Viamão”. Essa distinção eu não recebi dos organizadores desses eventos e de nenhuma autoridade responsável. Não entrarei no mérito, como alguns amigos, que de “literatura há controvérsias”. Logo não há que comparecer, levar livros para vender, fazer plateia ou outras versões de “comparecimento” se você não é convidado. Já compareci, certa feita, quando o convite foi à ALVI – Associação Literária de Viamão. Nem isso é feito há bom tempo. Assim me faz lembrar algo atribuído a Nico Fagundes, a lenda. Conta-se que em certa ocasião, depois de um grande evento acontecido numa cidade, o prefeito ou a autoridade gastava o verbo elogiando “sua obra” e jogando confetes e serpentinas no Gaúcho, saiu-se mais ou menos assim: “E sentimos muito a tua falta, a falta do maior tradicionalista e poeta rio-grandense na nossa festa”. Dizem que o Nico não levava de compadre esses tipos e deitou o relho verbal: “Que falta se não me convidaram. Quem entra em festa que não é convidado é guaipeca sem dono…”!

Cr & Ag

Repito, nunca fui convidado. E, havendo algum convite futuro, olhando pelo retrovisor, há que avaliar se o projeto é realmente o que traz no título ou …

Convite: Dia 7 de dezembro – 16 às 18 horas – na EcoFitness Academia, na Praça da Igreja Matriz, confirmando previamente presença com Sra. Clarice (Fone 3485.1800) – lançamento de Trinity, na Trilogia de Crônicas & Agudas. A Saga continua. Veja em http://www.edsonolimpio.com.br – Instagram: edsonolimpios – Facebook: edsonolimpio e Twitter.

2019 – 11 – 12 Novembro – “Cadê os Escritores de Viamão” – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

1 Convite 2 - Trinity - Trilogia

Dia Mundial da Prematuridade. 17 Novembro

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AMIGA ESPECIAL. DRA. CNDIDA NEVES. Mdica Pneumologista e Infectologista. AD 76 MedCat.

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DIA MUNDIAL DE COMBATE À DPOC!

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DIA MUNDIAL DE COMBATE À DPOC.

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Dia Mundial do Diabetes. 14 Novembro

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AMIGA ESPECIAL. DRA. BERNADETE KURTZ.

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A Saúde no Tribunal. A Arte de José Perez.

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Alzheimer e Esquecimento – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão. 5 Novembro 2019.

 

Alzheimer e Esquecimento!

V

ocê já tomou ou toma algum “remédio para os nervos”? Se a insônia lhe atormentasse às noites, você tomaria algo para dormir? A população do planeta cresceu assustadoramente. Todos os lugares estão com gente demais. O tempo de vida das pessoas cresceu junto com os enormes avanços científicos. Há poucas décadas, você seria um idoso ou uma idosa aos 40 e poucos anos. Fatalmente estaria velho ou velha. “Largados para o campo de baixo”, no vocabulário gaúcho, comparando com os animais de pouca serventia. Sem ofensa! O aumento populacional e da idade fazem os casos se multiplicarem. Desde haver mais câncer, como mais criminosos. “As pessoas estão mais estressadas”. “O stress está matando”. “A depressão está demais”. Tudo isso e muito mais você conhece e ouviu. Qualquer “remédio de nervos”, do chá caseiro à mais sofisticada droga, tem algo em comum. Todos e para qualquer transtorno buscam o “esquecimento”. Desde o mais simples distúrbio à mais grave doença mental, busca-se “esquecimento”. Esquecer os problemas. Esquecer as dificuldades. Esquecer os desgostos. Esquecer os desvios mentais ou até psicóticos. Esquecer!

Crônicas & Agudas

Alguém toma um tranquilizante, um ansiolítico, um calmante, um “remédio de nervos” para se lembrar das tristezas, das saudades, dos golpes, das desgraças e de todos os tormentos que afligem uma pessoa? As próprias terapias buscam que a pessoa vá desvalorizando, atenuando, diminuindo suas dores. Aprendendo a conviver com elas. Até caírem numa forma de esquecimento. As pessoas descobriram que qualquer desses “remédios” “diminuem a memória”. Não há esquecimento seletivo. Não há como esquecer somente o ruim, o doloroso ou o desagradável. Não há essa droga “inteligente” que tenta apagar somente os incômodos. Vai o joio e vai muito do trigo também. Os casos de Alzheimer e outras demências “do esquecimento” são mais e mais precoces. “A pessoa tem que usar muito o cérebro para evitar” – dizem. Pessoas cultas, ativas, extremamente capazes, médicos e mestres brilhantes são acometidos gravemente. Somam-se justificativas: transgênicos, isquemia, genética, alimentação, falta de exercícios para o corpo e mente, pouca fé e… O rosário é extenso.

Cr & Ag

Órgãos de choque! Uso essa expressão para explicar aos meus pacientes que cada pessoa tem os seus órgãos de choque. Numa hierarquia pessoal e num grau de acometimento individual. O corpo da pessoa “sofrerá o golpe” onde é mais sensível. “Ele partiu meu coração”. “Não consigo engolir isso”. “Minhas costas não suportam essa cruz”. “Ferrou com a minha vida”. A lista é sem fim. Aí surge uma hipertensão, uma dor nas costas, uma alergia, um diabete, uma gastrite, uma doença intestinal, obesidade ou magreza, sempre gripado, insônia… Um câncer! A pessoa gostaria e necessita esquecer a sua dor física e, principalmente, a dor da mente e da alma. “Doutor, me ajuda a tirar essa coisa de mim, quero esquecer e começar uma vida nova”! “Rezo para esquecer tudo isso”! “Mudei de cidade, mas não esqueço”! Olhamos uma pessoa inteligente, bem realizada na vida, mas desconhecemos as dores da sua alma. Aspiramos até ser igual a ela, mas jamais carregar as suas cruzes.

Cr & Ag

No meu entendimento, o esquecimento do “Alzheimer” está intimamente relacionado com a vontade, a necessidade daquela pessoa em esquecer e assim se aliviar de suas dores, dos demônios que a atormentam, dos dramas que a perseguem, dos problemas que não consegue resolver ou insolúveis. O “remédio dos nervos” que o corpo irá cultivar será o esquecimento. Infelizmente do bom e do ruim. Esquecimento. A memória irá sumindo na poeira da estrada da vida. E os problemas deixarão de ser seus, pois seu mundo ficará confinado dentro de si e sua vida do dia a dia será responsabilidade dos outros? Pensemos assim – antes de esquecer!

2019 – 11 – 05 Novembro – Alzheimer e Esquecimento – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

A Medicina já foi assim 7A Medicina já foi assim 8

A História de cada um – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão. 29 outubro 2019.

 

A História de cada um!

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li no sagrado campo entre as quatro paredes de um consultório médico, onde o paciente abre seu coração e expõe a sua alma para aquele médico que ele julga e acredita que deva ser merecedor de conhecer a sua face mais sombria e que possa auxiliá-lo ou, pelo menos, amenizar a carga e o peso das suas dores… Ele, esse paciente, é agora na sua vida pessoal e profissional um pastor cristão. “Nem sempre foi assim” – disse com a fronte escavada em ondas de suor. “Pensa aí doutor numa pessoa ruim, maligna. Desde a infância. Cresci na maldade, no crime. Desconhecia a piedade com os outros. Via nos outros a causa das minhas desgraças e um ódio me comia por dentro”. – Continuava. “Cresci assim. No meio do pior banditismo. Fiz de tudo. Depois de adulto, tudo piorou. Ou matava ou morria. E pra lhe encurtar a história, peguei cadeia e lá mandei muitos se acertarem com o chifrudo. Até que um dia, uns caras de religião que vinham pregar na penitenciária, vieram falar comigo. Claro que achei que poderia levar alguma vantagem. Mas as palavras deles, a atitude, quem eles foram antes de estar ali e que voltavam para a penitenciária por dever e amor humano e, de repente, parece que meio que acordei de um sono. De um pesadelo. E tudo de ruim que eu tinha feito e ainda fazia. Quanta gente que eu desgracei. Até aqueles que um dia poderiam se recuperar. Nunca mais usei ou senti vontade de qualquer droga. Como os outros tinham muito medo de mim e os chefes me respeitavam, me isolei e lia dia e noite tudo que eles me deixavam. Sentia dentro de mim que eu poderia começar a escrever outra história de vida pra mim e pra outros como eu”.

Crônicas & Agudas

Tempos depois foi transferido para outra prisão. Sua fama lhe acompanhava, como o temor que infundia nos demais criminosos. Quando conseguiu sua precária liberdade, buscou os evangélicos que havia conhecido. Com eles, estudou e trabalhou. Fez toda a educação básica e foi à universidade enquanto continuava a formação pastoral. “As coisas se encaixavam na minha nova vida” – falou. “Parecia que tudo estava me esperando” – completou. Tornou-se um pastor de homens, principalmente de seres degradados que permitem o toque da Luz em seus corpos e almas e queiram realmente reescrever a sua história de vida. Viajou e pregou fora do Brasil. Foi estudar em Israel. Há bons anos que não tenho notícias dele ou da sua família, mas creio que de algum lugar ele está motivando e auxiliando pessoas a mudarem suas histórias.

Cr & Ag

E o lado das sombras? E o lado do pântano fétido? É o lado daqueles que tem plena consciência da sua situação, da desgraça que impingem aos outros, do mal que espalham por suas bocas, gestos e atitudes. Não somos santos ou iluminados. Bem longe disso! Entretanto quando se adquire a percepção, o entendimento e não se busca uma correção de rota, um melhor caminho nas tantas encruzilhadas da vida, quando se posterga os objetivos saudáveis para seu corpo e sua alma e para as outras pessoas, a história jamais será bem escrita, iluminada e motivo de orgulho sincero para sua família e amigos. Tropeçamos. E muito. Muitas vezes. E o objetivo ou as metas que colocamos na nossa história de vida?

Cr & Ag

 Criminosos assumidos e outros empedernidos em aceitar a verdade podem achar algum juiz, algum tribunal, alguma suprema corte com vários membros putrefatos que abonarão sua “inocência” até que o recurso final caia nas mãos do Criador. Lado de lá e lado de cá. Lado das sombras e lado da luz. Há quem não queira sair das sombras, mas não há iluminado que queira voltar ao lado negro da força. O bem e o mal! Assim se resume a realidade no planeta. Poder e servidão (dos outros). Amor versus ódio. O tempo de cada pessoa chega, assim como há um ponto sem retorno. Um ponto sem volta. Nenhuma chance de encontrar algum atalho ou desvio. A minha história. A sua história! Qual será?

2019 – 10 – 29 outubro – A História de cada um – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

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