Reflexões!
[“Para fugir à tristeza | Por buscar esquecimento, | Desejei ser como o vento | Que vai passando sozinho, | Sem repisar um caminho | Sem conhecer paradeiro ! Quis ser nuvem ao pampeiro | Ser a estrela que fulgiu, | Quis ser as águas do rio | Fazendo inveja às areias | Em seu eterno viajar!”]
Esse cronista e médico não escreve para que você me elogie ou caia em graças de louvores por palavras enlaçadas pelas flores da jornada. Busco, agora e sempre, que você se sinta tocado por meus temas e, como agulhas de acupuntura, mexido em seus nervos e disposições. Prefiro que após a leitura, ou num dia tardio, você se conecte com meu texto e ali seja o vertedouro, o nascedouro de alguma observação mais profunda ou de um entendimento que traga luz para seus passos e melhor direção e sentido na sua jornada de vida. Isso nada tem a ver ou sentir com a tal de autoajuda. Tento incitá-lo a conversar com sua alma enquanto escuta os conselhos de seu coração. Para nossa humanidade, nós como pessoas, corpos humanos que carregam uma alma imortal e que receberam uma missão do Criador. Na democracia do Divino temos o “livre arbítrio”, como tiveram os pais bíblicos – Adão e Eva. Errado ou certo é nossa responsabilidade.
[“Um dia cansei de andar | E desejei novamente | Em vez de rio ser barranca, | Em vez de vento, ser moirão, | Em vez de nuvem, semente, | Em vez de estrela, ser chão! | Recém então aprendi | Que muita gente maldiz | Sua sorte – insatisfeita | Por não saber que é feliz.”]
Nas flores da jornada, os espinhos são frequentes e, muitas vezes mesmo, dolorosos. Alguns ferimentos inflamam, outros infeccionam. Minam a integridade do corpo. Turvam a mente. Desacreditam a alma. A infecção pode se espraiar por nossos atos e tantas omissões paridas de um egoísmo inato e alimentadas pelo poder e pelo ódio envernizado pelo ciúme. Certas crônicas necessitam ser lidas e relidas, inclusive pelo autor, as mensagens serão explícitas algumas e subliminares outras. Nossos sentidos são diamantes com lapidação em contínua evolução e aperfeiçoamento. Ao exercitá-los (sentidos) você ganhará mais musculatura para melhor participar e resolver os meandros da vida em sociedade – para os outros e para você.
[“E nunca mais invejei | O destino das estrelas, | Que só enfeitam a noite | Porque o sol não pode vê-las; | As nuvens que submissas, | Vão onde o vento as levar | E o vento que passa triste | Porque não pode voltar.” – Reflexão – é letra da música vencedora com a Calhandra de Ouro da 1ª Califórnia da Canção Nativa em 1971. Autores: Júlio Machado da Silva Filho e Colmar P. Duarte]
A Califórnia e eu completamos 50 anos de jornada, de 1971 a 2021. Se de “médico, poeta e louco cada um tem um pouco”… Oramos e agradecemos pela bela loucura que é buscar o coração, bailar na mente e o cantar do espírito. Aliviar o corpo e iluminar a alma. Missões que se estreitam. Antes, bem antes de serem distantes ou díspares, são potes do mesmo remédio que nas orações, com os joelhos dobrados, agradecemos e pleiteamos energia e sabedoria. Reflexão? Muitas reflexões!
2021 – 10 – 12 Outubro – Reflexões – Edson Olimpio Oliveira
Crônicas & Agudas | Jornal Opinião de Viamão