Reflexões! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 12 Outubro 2021.

 

Reflexões!

[“Para fugir à tristeza | Por buscar esquecimento, | Desejei ser como o vento | Que vai passando sozinho, | Sem repisar um caminho | Sem conhecer paradeiro ! Quis ser nuvem ao pampeiro | Ser a estrela que fulgiu, | Quis ser as águas do rio | Fazendo inveja às areias | Em seu eterno viajar!”]

Esse cronista e médico não escreve para que você me elogie ou caia em graças de louvores por palavras enlaçadas pelas flores da jornada. Busco, agora e sempre, que você se sinta tocado por meus temas e, como agulhas de acupuntura, mexido em seus nervos e disposições. Prefiro que após a leitura, ou num dia tardio, você se conecte com meu texto e ali seja o vertedouro, o nascedouro de alguma observação mais profunda ou de um entendimento que traga luz para seus passos e melhor direção e sentido na sua jornada de vida. Isso nada tem a ver ou sentir com a tal de autoajuda. Tento incitá-lo a conversar com sua alma enquanto escuta os conselhos de seu coração. Para nossa humanidade, nós como pessoas, corpos humanos que carregam uma alma imortal e que receberam uma missão do Criador. Na democracia do Divino temos o “livre arbítrio”, como tiveram os pais bíblicos – Adão e Eva. Errado ou certo é nossa responsabilidade.

[“Um dia cansei de andar | E desejei novamente | Em vez de rio ser barranca, | Em vez de vento, ser moirão, | Em vez de nuvem, semente, | Em vez de estrela, ser chão! | Recém então aprendi | Que muita gente maldiz | Sua sorte – insatisfeita | Por não saber que é feliz.”]

Nas flores da jornada, os espinhos são frequentes e, muitas vezes mesmo, dolorosos. Alguns ferimentos inflamam, outros infeccionam. Minam a integridade do corpo. Turvam a mente. Desacreditam a alma. A infecção pode se espraiar por nossos atos e tantas omissões paridas de um egoísmo inato e alimentadas pelo poder e pelo ódio envernizado pelo ciúme. Certas crônicas necessitam ser lidas e relidas, inclusive pelo autor, as mensagens serão explícitas algumas e subliminares outras. Nossos sentidos são diamantes com lapidação em contínua evolução e aperfeiçoamento. Ao exercitá-los (sentidos) você ganhará mais musculatura para melhor participar e resolver os meandros da vida em sociedade – para os outros e para você.

[“E nunca mais invejei | O destino das estrelas, | Que só enfeitam a noite | Porque o sol não pode vê-las; | As nuvens que submissas, | Vão onde o vento as levar | E o vento que passa triste | Porque não pode voltar.” – Reflexão – é letra da música vencedora com a Calhandra de Ouro da 1ª Califórnia da Canção Nativa em 1971. Autores: Júlio Machado da Silva Filho e Colmar P. Duarte]

A Califórnia e eu completamos 50 anos de jornada, de 1971 a 2021. Se de “médico, poeta e louco cada um tem um pouco”… Oramos e agradecemos pela bela loucura que é buscar o coração, bailar na mente e o cantar do espírito. Aliviar o corpo e iluminar a alma. Missões que se estreitam. Antes, bem antes de serem distantes ou díspares, são potes do mesmo remédio que nas orações, com os joelhos dobrados, agradecemos e pleiteamos energia e sabedoria. Reflexão? Muitas reflexões!

2021 – 10 – 12 Outubro – Reflexões – Edson Olimpio Oliveira

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Bandido bom é bandido preso! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 05 Outubro 2021.

 

Bandido bom é

bandido preso!

Há gente que se magoa, sofre e revolta-se com o título da crônica. No entanto, a voz do sofrimento de almas dilaceradas e famílias eternamente presas na desgraça, preferem aos criminosos o mesmo destino de suas vítimas. No Brasil, violentado pela corrupção epidêmica, o bandido é “uma vítima da sociedade”. – “Precisa entender que sou uma vítima da sociedade e preciso dar de comida pros meus filhos”! – enquanto, com mais dois meliantes, apontavam as pistolas nas cabeças do casal de idosos vítimas de sequestro.

Ano 2002, o desembargador e secretário da justiça do RGS abraça-se em profunda simpatia ao sequestrador que ameaçara de mortes as suas vítimas – seu nome é José Paulo Bisol. Aqui está uma das nascentes da demonização da polícia e a complacência maligna do poder público.

“Somos todos iguais perante a lei!”

Qual lei? A “sábia lei de cotas”, que desconhece o humilde, nos torna diferentes no nascedouro? A venenosa divisão da sociedade em grupos de variadas classificações, em combate renhido e/ou ódio crescente. Veja seu filho ou a sua netinha – você vê neles a responsabilidade de um Pedro Cabral, de um bandeirantes no sertão, de um feudal dono de engenho nos primórdios da ‘fundação ou afundação’ desse Brasil? Em 2015 criaram a tal “audiência de custódia” para “salvaguardar direitos” (dos tortos!) – as lendas ou realidades urbanas povoam nossa mente de mais um instrumento ou mais uma arma para o meliante e seus asseclas se beneficiarem.

“As cadeias são desumanas e estão lotadas”!

Tenha paciência, gradeados já estamos – logo em cadeias. Honestos presos e bandidos mais soltos ainda. Duvida? A química do processo se instala na perda de valores da sociedade que é solapada a todo instante pela mídia que você facilmente identifica. O bandido não teme a lei e a cadeia é para o pé-de-chinelo que não dispõe das chicanas intermináveis dos processos. O graúdo conta com a atenção full-time de honoráveis advogados a peso de ouro e de juízes eficientes e corretos do mais alto galardão. Bandido solto se reproduz geometricamente. É uma ilusão romântica acreditar em humanizar feras. Um querido mestre da Psiquiatria ensinava que o bandido contumaz, como uma compulsão, repetirá crimes indefinidamente. Para esses as situações se justificam e se amparam por “motivos” – vide o sequestro acima.

“Ele vai se recuperar!”

Idealizamos, como cristãos, dar a outra face. E mais outra, ainda. Nosso perdão será a porta da salvação do criminoso – simbolizamos! Segundo o mestre psiquiatra, real recuperação é rara. Aquela pessoa que sob severas circunstâncias cometeu um crime, sua consciência o punirá severamente, além da “lei do homem” e dificilmente incidirá novamente. –“E os que não têm ou negociam com a consciência?” Vamos colocar o dedo em outra ferida brasileira? As autoridades do executivo, legislativo e, absurdamente, do poder judiciário que se concedem benesses além do salário, são criminosos por roubarem o fruto do trabalho dos cidadãos e seus familiares? Esses privilégios maquiavélicos me soam como furto. E quando nos ameaçam é um roubo.

A cadeia é parte da punição e as penas deveriam ser completas para todos os reincidentes. A sua separação das pessoas direitas vem antes da poética recuperação. Toda a fonte pagadora que sustenta a “advocacia que defende os criminosos” deveria ser auditada pela Receita Federal, como nós somos. Tema controverso para quem paga e quem vive do fruto do crime e até da morte de outras pessoas. Ou mudamos nosso entendimento, ou o poder dos algozes e predadores aumentará. Sei que você não é predador, mas será uma vítima real ou potencial sempre?

2021 – 10 – 05 Outubro – Bandido bom é bandido preso – Eds Olimpio

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Mestre, professor e aluno! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 28 Setembro 2021.

 

. .*Mestre, professor e aluno!*

. ._Edson Olimpio Oliveira_

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. .Somos o país do ‘jeitinho’! Acredita-se haver um jeitinho para quase tudo entre o momento do nascimento e a hora da partida – com ou sem despedida. É algo incrustrado na nossa índole, muitas vezes funciona como um vírus em nosso organismo. O jeitinho funcionou positivamente? Ao contrário, é um catalizador, um estimulante, talvez um anabolizante (tão em moda) da malemolência.

. .Confunde-se mestre, professor e aluno. Observe que os melhores mestres e professores são aqueles que persistem e teimam ser eternos alunos. Anseiam e buscam maior evolução, entendimento e crescimento – o aprendizado jamais cessa.

. .Entendo que o mestre está num padrão, numa graduação acima do professor. Ao mestre premia-se uma criatura com saber distinto, amplo, de caráter e dignidade singular, como modelo e inspiração tanto para o conhecimento e a informação, como para a formação e a vida das pessoas.

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*[Os eternos alunos serão os melhores mestres e professores.]*

. .O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) mostra e escancara um país, uma nação com a formação de suas gerações prejudicadas por uma educação de má qualidade. Estamos no 57º lugar no mundo entre menos de oitenta países avaliados. No entanto, no futebol somos o maior ganhador de Copas do Mundo. Observe que somos o 5º do mundo em Leitura nas escolas de elite, enquanto estamos embarrados no 65º lugar nas escolas públicas.

. .Lê-se pouco e entende-se menos ainda daquilo lido. Entre médicos, que não são “cubanos”, observo uma dificuldade assustadora em ler cerca de dez frases de uma mensagem. Atento que você professor, aluno ou médico que não está nesse perfil, não se melindre pelos outros.

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*[Faço de conta que ensino!] … [Faço de conta que estudo!]*

. .O PISA avalia Leitura, Ciências e Matemática. Há notícias de que no 4º trimestre de 2019 estávamos em 60º em Leitura, 68º em Ciências e 74º em Matemática (blog.lyceum.com.br). Ironizando – a Globo e acólitos estão felizes e eufóricos com a degradação intelectual do brasileiro.

. .Um ditado gaúcho – “o boi aceita a canga porque desconhece a sua força”. Observando o ambiente do entorno das redes sociais e das eminências das artes, música, política e ‘youtubers’, vai continuar lomba abaixo. Desde que ‘um japonês fecundou uma secretária eletrônica e nasceu a calculadora’ os dedos não servem mais para a tabuada – agora são para unhas de silicone e escolher emoji no celular. *Alerto – jamais generalizo!*

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*[Eu trabalho por vocação!] … [Eu trabalho por invocação!]*

. .Eliminou-se a disciplina nas salas de aula e escolas, como a presença e provas. Os maus exemplos vêm de cima – se me entende. Muita ideologia e pouca matemática. Inflaram os currículos com supérfluos, matérias e cadeiras mais pela ‘necessidade’ de criar mais cargos e empregos do que úteis na vida real do cidadão que precisa vencer pelo seu mérito. Nivela-se por baixo. É ruim e pouco saudável ser um aluno dedicado numa turma de alienados.

. .A família pouco exige da escola além de um depósito com comida para sua prole desfigurada do contexto de lar. Filhos de vários pais ausentes convivem num ambiente de mães desnorteadas no tiroteio da sobrevivência. Desagua-se no futuro caótico.

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*[A ponta do iceberg é a visualização do PISA.]*

. .O cronista pincela situações nas linhas acima, isso não é novidade para você que me acompanha. Pois é… PISA não é pizza! Com a pandemia/pandemônio perdemos dois anos ou uma década de educação? Como sair dessa situação? Como emergir desse fosso onde todos os investimentos obrigatórios na educação, evaporam na corrupção, na ideologia e na falta de compromisso dos envolvidos? Apenas algumas luzes da primavera no tema.

. .Incito-o a formar seu entendimento e, assim, agir para ontem. Somente orar é insuficiente. O Criador nos manda fazer aquilo que nos compete – a nossa parte!

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_2021.09.28 – Mestre, professor e aluno – Edson Olimpio Oliveira_

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“Não sei. Não quero saber e tenho raiva de quem sabe!” Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 14 Setembro 2021.

 

“Não sei! Não quero saber e tenho raiva de quem sabe!”

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Vive-se uma situação caótica no Brasil. Veja, por exemplo, a última eleição presidencial – quem perdeu não assumiu, mas governa o país. Quem ganhou, assumiu e não governa o país. Consegue ver assim? Evito crônicas “políticas”.

Há outro Brasil que se foca em algumas imagens e desistiu de ler. Ler significa discutir consigo mesmo sobre o tema proposto ou subentendido. Fala-se no “analfabeto funcional”, uma criatura que vota e elege, lê muito pouco e, geralmente, entende menos. Eu vejo assim em diversos atores do dia a dia, uns ostentam diplomas e cintilantes graus. Esses têm informação relativa, focada, mas desconhecem a busca da sabedoria evolutiva.

A tão ansiada iluminação no budismo e em várias religiões e filosofias é a busca da sabedoria. A escola pode dar (?) informação, mas e a formação do caráter e da personalidade? Nos tempos atuais… Pé de abóbora não produz melancia! E vice-versa.

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Crônicas & Agudas!

Para evoluir leva-se tempo e muito esforço. Jamais sorte! Sorte é tirar a nota mínima no Enem, entrar por cota e fazer discurso pela igualdade. Igualdade se ancora no mérito. Legiões se graduam nas escolas e universidades do Brasil, mas se você avaliar a qualidade dos que saem e dos que ensinam, assombre-se. É sinistro!

Aqui está o fosso que separa as pessoas – há os que negam tudo que não lhes agrada. Outros que aceitam tudo que venha de seus “bezerros de ouro” (vide Moisés no deserto). O roto quer andar com o rasgado. O traficante necessita do viciado. O ladrão precisa da vítima, da sua complacência, da sua negação – “estuprou, mas não engravidou”!

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Cr & Ag!

O processo de adulteração social foi lento e gradativo, mas depois da porta arrombada, “aproveita e goza” (deputada?). Fazem a religiosidade sem Deus e seus valores. Usam Deus como ponte de poder e dominação. Abandonam à Luz e a Verdade. Inomináveis ofensas a Cristo, vindas de criaturas vis e malignas, certos que o cristão não reage como o muçulmano ofendido. Persistem – há quem lhes proteja e incentive, dando Ibope e elegendo.

A escória eleita e reeleita espelha muito do íntimo de seus eleitores. O viciado gostaria do seu traficante eleito para lhe fornecer as drogas que anseia. É similar? O ladrão, o larápio assumido, abre as portas para outros executarem o melhor ofício que conhecem – a ladroagem, a corrupção, o escárnio ao trabalhador que trabalha.

Na filosofia de Sodoma e Gomorra – se todas as mulheres forem prostitutas, erradas seriam as direitas, honestas, decentes, íntegras mães e companheiras. Está certo isso?

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Crônicas & Agudas!

A maioria dos eleitores de Bolsonaro não o querem para genro, marido ou irmão, mas votaram e apoiaram uma mudança do Brasil canceroso da ética, da moral e da persistência de seus defeitos e vícios. O Mensalão e a Lava-Jato colocaram na praça pública a podridão, a libertinagem moral e econômica, mostrou os donos das castas e os castrados.

Que o Brasil vou deixar para meus descendentes?” Esse 7 de setembro de 2021 colocou nas ruas do país um povo verde-amarelo, da pátria brasileira honesta e abençoada pelo merecimento de seus cidadãos. Que o eleito governe e deixe de ser um esfaqueado sobrevivo submetido aos vapores tóxicos de ministros do STF e de congressistas. Foi muita trovoada e pouca chuva. Algum ventinho aqui e uns flatos acolá.

A carta do Presidente buscando a pacificação é uma mera alegoria para uns, para outros um gesto de grandeza. Para os adversários e donos do Brasil – o Presidente ajoelhou, capitulou, arriou a bandeira. Imaginar sua reeleição é apostar na continuidade de eleito sem governar ou alguém imagina que esses ministros mudarão suas atitudes ou serão defenestrados por um raio divino?

Espero que logo ali você e eu discordem dessa crônica. Que eu possa reescrever melhores sentimentos. Deus ajuda o Brasil (chamada de Pátria do Evangelho), mas nós fazemos o necessário, aquilo que nos compete? Ou somos belos e fugazes como as flores do ipê amarelo nos dias da Independência do Brasil?

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2021 – 09 – 14 Setembro – Não sei. Não quero saber e tenho raiva de quem sabe – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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2021 – Viamão – 280 Anos

 

. *2021*

. *VIAMÃO*

. *A Primeira Capital de TODOS os Gaúchos!*

. 280 Anos de História.

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. *Carregamos com orgulho e amor esse adesivo representando nossa terra. Foram 30 anos de viagens, colando e distribuindo no Brasil e no exterior – a Cledi, eu e a Morgana (nome de nossas motos).*

Viamão - 2021

Estender a Mão! – mensagm do autor.

 

. Estender a Mão!

. Coluna Crônicas & Agudas – 30 Agosto 2021

. Jornal Opinião de Viamão

. Compartilho com Vocês: nossa iniciativa de homenagear a Medicina e sua Especialidades, profissionais da Saúde, várias outras profissões e datas significativas tem sido copiada e adaptada por vários organismos e entidades. Com o apoio da Sra. Bete, secretária da Sociedade de Cirurgia do RS, nossas mensagens chegam a vários setores da entidade e a partir desse ano a AMRIGS passou a seguir nossa saga em homenagens às especialidades médicas.

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. São Vocês que me acompanham os “responsáveis” por pequenas mudanças que estão ocorrendo. Há outras. Várias. Recebo muitas mensagens sobre os temas que abordamos, assim como sugestões e histórias pessoais que compartilham comigo e de outras pessoas, fora dessa lista, que vocês encaminham nossas crônicas (& agudas!). Elas se sentem tocadas.

. Para receber em “roupa de festa” com imagens as nossas mensagens, envie seu nome completo para 51 9 86 06 07 48 – meu consultório.

. . Saúde! A Esperança de dias muito melhores está no nosso horizonte.

. . Lutar sempre. Desistir jamais. Fé e Disciplina!

. . do Edson Olimpio

Estender a Mão! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 30 Agosto 2021.

 

Estender a Mão!

Aguce a sua memória e comigo recordemos do teto da Capela Sistina, no Vaticano, com o afresco tão célebre quanto sagrado do gênio Michelangelo. Deus cercado pelos anjos estende seu braço direito e a ponta de seu dedo indicador busca os dedos do homem. Ou seria o contrário? A mão do homem buscando a salvação ou o perdão do Pai. Desconhecemos as reais intenções e sentimentos do autor, mas fica a imagem das mãos estendidas.

A Bíblia Sagrada contempla várias passagens sobre “estender a mão”. A sacralização do ato acompanha uns e persegue outros. Estender a mão é partilhar, é oferecer seu apoio, ajudar e ter compaixão. “De qualquer jeito?” – a mão estendida sem o fechamento agressivo do punho, antecipando ou oferecendo combate, defesa ou agressão. Tão dramático quanto cruel poderá ser “negar o braço amigo” e “recolher a mão”.

Crônicas & Agudas

É a mãe amorosa com a mão estendida abraçando seu filho; a avó enviando beijos a netinha num abano de amor que enxota as nuvens cinzentas da saudade; do noivo ao pegar a mão de sua amada e num altar erguido em seus corações lhe transmite o amor que alimentado e cuidado irá florescer toda a jornada; a namorada com a mão estendida no rosto de seu amado e com a suavidade da pluma de uma ave do paraíso afasta surpresos cravos e tumefatas espinhas; talvez uma singela mão espalmada sobre os supercílios e mirar no horizonte aquele vulto, que seus olhos idosos encantam-se em identificar – sua companheira de uma vida que no balanço das sacolas traz do mercadinho alimentos para o corpo e a alma. Todavia, aos erros dando “mão à palmatória”!

Crônicas & Agudas

Para muitas pessoas a vida é um circo e ali naquele anfiteatro de luzes e sombras, de música e risos, de sustos e de gargalhadas, seremos apresentadores, domadores, mágicos… Trapezistas? Ou somente retaguarda no espetáculo, nem plateia e nem ator, simplesmente os ‘peludos’ – trabalhadores humildes, que sem eles as coisas jamais acontecem.

A mão estendida do trapezista assemelha-se as mãos de Michelangelo? A tempo e no segundo fatal as mãos se encontram e impedem a queda, que seria fatídica sem a rede. Recordo assim a música Chão de Estrelas de Orestes Barbosa e Silvio Caldas na voz do gaúcho Nelson Gonçalves:

“[Minha vida era um palco iluminado | Eu vivia vestido de doirado | Palhaço das perdidas ilusões | Cheio dos guizos falsos da alegria ! Andei cantando minha fantasia | Entre palmas febris dos corações…]”

Crônicas & Agudas

“Estender a mão ao próximo”, geralmente facilita se o “próximo” estiver distante. Por vezes, bem distante mesmo. A mão do médico que examina/trata e do cirurgião que corrige; a mão do bombeiro que puxa a vítima da fumaça sufocante e do fogo que tudo consome; do salva-vidas que arranca das correntezas e dos perigos da água que afoga a criatura que se debate antevendo a vida que faltará; braços estendidos num abraço amoroso e protetor seja do gari ao poderoso entre os homens.

Ansiamos e necessitamos que braços estendidos, mãos amigas nos acolham, confortem e, talvez, salvem nossas vidas. Entretanto, a maioria das criaturas esquece de renovar a atitude num agradecimento ou até numa prece silenciosa no altar do coração pleno de gratidão.

Crônicas & Agudas

O cineasta Spielberg trouxe a pintura de Michelangelo e, com sua peculiar genialidade, no filme ET – o extraterrestre tocaram-se os braços estendidos do garoto e da criatura, mãos com seus dedos se tocando e a luz sendo feita. O braço estendido e o toque de luz. Seria essa a maior mensagem camuflada no gesto singelo?

Ouso lhe perguntar: já estendeu seu braço hoje? Já acariciou? Qual a sua motivação e como fez? Claro que aceito a pergunta de volta! Abraço, Você!

2021 – 08 – 30 Agosto – Estender a mão – Eds Olimpio

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Pandemia - 1 - 2021.05.18

Avô ou AvóHumanos 1Irmãos CR 34Irmãos CR 42Irmãos CR 43Mãos 12 - 2017

Indiferença! – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 17 Agosto 2021.

 

Indiferença!

[…Já não se morre de velhice | nem de acidente | nem de doença, mas, Senhor, só de indiferença.] – Cecília Meireles

Há vários pilares que mantém um relacionamento. Alguns mais e outros menos importantes na concepção pessoal da criatura. De longa data, nas homenagens e efemérides, uso a tríade ‘Reconhecimento. Respeito. Gratidão!”

Mas o vírus mais pernicioso, a enfermidade mais maligna e mortal, a ferrugem mais cruel, está embarcada nessa nau chamada de ‘indiferença’. Num casal, aguenta-se, suporta-se muitas coisas. Para muitos, até a vida hostil e agressiva. Jamais o homem ou a mulher aceitará a indiferença do seu companheiro, esposo ou amante.

Ao indiferente, ser morno é uma eventualidade e até um sofrimento, pois terá que sair ou expor-se dessa casinha que construiu somente para si.

[O que me assusta não são os gritos e as ações das pessoas más, mas a indiferença e o silêncio das pessoas boas.] – Martin Luther King

Na empresa, do colegiado ao time de futebol, a indiferença de qualquer ator será o fracasso do empreendimento. Inclua-se a indiferença do consumidor ao torcedor. Transite seu pensamento na indiferença do eleitor e do cidadão ‘trabalhador que trabalha’ quanto ao caos moral e ético do seu país.

A pandemia exige uma reavaliação no uso do tempo. Mais do que nunca, o tempo é vida. Essa vida será boa ou ruim, na medida de cada pessoa. Há relações em que um dos membros é uma Itaipu trabalhando e do outro lado é como acender um fósforo – me entende? É um direito da pessoa não estar a fim de você, mas é uma obrigação sua avaliar e decidir se vale continuar vivendo num purgatório. Ou expiando num limbo, por quem não te quer!

[O amor está mais perto do ódio do que a gente geralmente supõe. São o verso e o reverso da mesma moeda de paixão. O oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença…] – Érico Veríssimo

O ser humano é gregário por natureza. Buscamos o contato e a proximidade de outras pessoas. Somos tribais desde o alvorecer dos tempos. O grupo ou a matilha (gang ou partido político) carrega a sensação de força, proteção e poder. Em qualquer legião há anjos e demônios, bons e maus, ainda assim buscamos sair das sombras, caminhar na luz e… Amar! Necessitamos e ansiamos ser amados.

O amor é terapêutico nessa enfermidade – a indiferença. O amor cativa, aproxima e encanta, tenta repelir o hálito acre da indiferença. Aquele homem chega em casa diariamente, recebe um beijo e um abraço à porta, seu banho e roupas limpas o esperam. E o perfume está no balcão. A mesa está servida. Come. Farta-se. Até algum estrepitoso arroto. Cerveja numa mão e controle remoto na outra. Sofá esperando com as almofadas bem dispostas. A vida passa e seus olhos se arregalam nalgumas fêmeas da rua ou na vida de outrem.

[Antes de errar, antes de ser indiferente com alguém, antes simplesmente de dizer adeus, certifique-se que não quererás voltar depois, porque erros machucam, a indiferença distancia as pessoas e há coisas que nunca mais voltam a ser como antes.] – Augusto Branco

Um casal. Um cenário comum? O reconhecimento desaparece na “obrigação”. A gratidão esmaece e logo se ausenta. O respeito dormirá em algum lençol estranho. Essa crônica é um libelo, jamais uma punhalada de revolta.

Ainda nos setenta (se tenta!) evoluir e aperfeiçoar nesse tempo que temos.

Viver com luz e calor, colocar a alma na ação, pulsar o coração no trabalho, no grupo, na família e, principalmente, com quem se importa contigo e você faz a diferença na sua vida. E ela na sua!

2021 – 08 – 17 Agosto – Indiferença – Eds Olimpio

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Indiferença - 2021.08.14CherokeeCherokee - Sabedoria - Indiferença

Felicidade! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 10 Agosto 2021.

 

Felicidade!

[Felicidade foi-se embora | E a saudade no meu peito ainda mora | E é por isso que eu gosto lá de fora | Porque eu sei que a falsidade não vigora |…] Composição do gênio Lupicínio Rodrigues.

‘Não há mal que sempre dure ou felicidade que sempre perdure’! A felicidade é um estado do espírito, uma sincronia do coração que pulsa no frescor da brisa de um abraço, de um beijo, de uma palavra que incentiva ou que consola, de um olhar que ilumina, de uma tarde ou de um alvorecer com as aves singrando na pauta do firmamento… Tua felicidade. Minha felicidade.

A felicidade não se acha num pote qualquer, num número de sorte, num cargo escalado pelas costas do mundo, num rio de dinheiro, nem no poder sobre os outros. Onde você crê estar a sua felicidade? Primeiro, comungue comigo, a felicidade não é um bem permanente e jamais hereditário. Sim, por mais agruras que você aceite e intente viver, jamais aliviará as costas da cruz das tuas pessoas muito amadas.

[… | A minha casa fica lá detrás do mundo | Onde eu vou num segundo quando começo a cantar | O pensamento parece uma coisa à toa | Mas como é que a gente voa quando começa a pensar!…]

O filho que nasce perfeito e abre o pulmão – “Cheguei!”. Os noivos que se prometem amor, num amor que não possui e verte risos na alegria e na dor. A plantinha teimosa, resiliente, que teima erguer-se no cimento entre as placas de sólido basalto e experimenta lançar suas flores róseas e eu aguardo o sabiá do papo-vermelho bailar a sua volta, para me ajoelhar em gratidão e aspirar seu delicado perfume.

Suportando, todos nós, a estranheza dos mascarados e temerosos da vida que troteiam em marcha batida. Do ritual do mate, do chimarrão cevado no capricho pelo carinho que logo estará nos lábios do seu amor e num doce abraço de dedos se tocarem e os olhos encandecidos vazarem gotas do orvalho da alma.

[… | Felicidade foi-se embora | E a saudade no meu peito ainda mora | E é por isso que eu gosto lá de fora | Por eu sei que a falsidade não vigora | …]

A felicidade não marca hora, insiste em rejeitar a agenda, entretanto, caminha junto de nós. Ela ausculta o tamborilar ou o batuque agoniado do coração, jamais deixando de flertar com ele e estarem abraçados sentados a beira mar, numa barranca de rio, num saquinho de pipocas no cinema, brotando nas páginas de um livro ou se extasiando com um pensamento lido, sentido e refletido.

Ela, a felicidade, está na luta brava, no dever cumprido até do compromisso não assumido. Ela aterrissa e decola e até se cola ao nosso peito, enquanto permitimos.

[… | Na minha casa tem um cavalo tordilho | Que é irmão do que é filho daquele que o Juca tem | E quando pego o meu pingo e encilho | Corro mais que limpa trilho e chego na frente do trem] – Concluindo “Felicidade” de Lupicínio Rodrigues.

Tocar uma motocicleta ao alvorecer, no perfume de um novo dia e ao passar por uma casinha beira-de-estrada, com a fumaça bailando ao sair da chaminé e o aroma do café penetrando no capacete e se esgueirando pelas narinas. A felicidade de estar vivo num universo feito para nos acolher e encantar.

Do topo da coxilha conversar com a Vênus Celeste, como os antigos assírios, e vê-la puxando o rebanho cintilante, uma miríade iluminada e pulsante enquanto o manto negro da noite vem cobrindo o mundo. A vida que nunca cessa, num ciclo de passagens para a alma imortal dada pelo Criador de todas as coisas para a nossa felicidade.

Toquei até aqui esse sentimento, essa trilha de felicidades, agora é você que continue essa balada da sua felicidade e dos seus entendimentos sobre ela e a vida.

2021 – 08 – 10 Agosto – Felicidade – Eds Olimpio

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Felicidade - 2021.08.10Idosos - Capa 1Irmãos - Crianças como as nossas Crianças - Capa 1

Felicidade! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 10 Agosto 2021.

 

Felicidade!

[Felicidade foi-se embora | E a saudade no meu peito ainda mora | E é por isso que eu gosto lá de fora | Porque eu sei que a falsidade não vigora |…] Composição do gênio Lupicínio Rodrigues.

‘Não há mal que sempre dure ou felicidade que sempre perdure’! A felicidade é um estado do espírito, uma sincronia do coração que pulsa no frescor da brisa de um abraço, de um beijo, de uma palavra que incentiva ou que consola, de um olhar que ilumina, de uma tarde ou de um alvorecer com as aves singrando na pauta do firmamento… Tua felicidade. Minha felicidade.

A felicidade não se acha num pote qualquer, num número de sorte, num cargo escalado pelas costas do mundo, num rio de dinheiro, nem no poder sobre os outros. Onde você crê estar a sua felicidade? Primeiro, comungue comigo, a felicidade não é um bem permanente e jamais hereditário. Sim, por mais agruras que você aceite e intente viver, jamais aliviará as costas da cruz das tuas pessoas muito amadas.

[… | A minha casa fica lá detrás do mundo | Onde eu vou num segundo quando começo a cantar | O pensamento parece uma coisa à toa | Mas como é que a gente voa quando começa a pensar!…]

O filho que nasce perfeito e abre o pulmão – “Cheguei!”. Os noivos que se prometem amor, num amor que não possui e verte risos na alegria e na dor. A plantinha teimosa, resiliente, que teima erguer-se no cimento entre as placas de sólido basalto e experimenta lançar suas flores róseas e eu aguardo o sabiá do papo-vermelho bailar a sua volta, para me ajoelhar em gratidão e aspirar seu delicado perfume.

Suportando, todos nós, a estranheza dos mascarados e temerosos da vida que troteiam em marcha batida. Do ritual do mate, do chimarrão cevado no capricho pelo carinho que logo estará nos lábios do seu amor e num doce abraço de dedos se tocarem e os olhos encandecidos vazarem gotas do orvalho da alma.

[… | Felicidade foi-se embora | E a saudade no meu peito ainda mora | E é por isso que eu gosto lá de fora | Por eu sei que a falsidade não vigora | …]

A felicidade não marca hora, insiste em rejeitar a agenda, entretanto, caminha junto de nós. Ela ausculta o tamborilar ou o batuque agoniado do coração, jamais deixando de flertar com ele e estarem abraçados sentados a beira mar, numa barranca de rio, num saquinho de pipocas no cinema, brotando nas páginas de um livro ou se extasiando com um pensamento lido, sentido e refletido.

Ela, a felicidade, está na luta brava, no dever cumprido até do compromisso não assumido. Ela aterrissa e decola e até se cola ao nosso peito, enquanto permitimos.

[… | Na minha casa tem um cavalo tordilho | Que é irmão do que é filho daquele que o Juca tem | E quando pego o meu pingo e encilho | Corro mais que limpa trilho e chego na frente do trem] – Concluindo “Felicidade” de Lupicínio Rodrigues.

Tocar uma motocicleta ao alvorecer, no perfume de um novo dia e ao passar por uma casinha beira-de-estrada, com a fumaça bailando ao sair da chaminé e o aroma do café penetrando no capacete e se esgueirando pelas narinas. A felicidade de estar vivo num universo feito para nos acolher e encantar.

Do topo da coxilha conversar com a Vênus Celeste, como os antigos assírios, e vê-la puxando o rebanho cintilante, uma miríade iluminada e pulsante enquanto o manto negro da noite vem cobrindo o mundo.

A vida que nunca cessa, num ciclo de passagens para a alma imortal dada pelo Criador de todas as coisas para a nossa felicidade.

Toquei até aqui esse sentimento, essa trilha de felicidades, agora é você que continue essa balada da sua felicidade e dos seus entendimentos sobre ela e a vida.

2021 – 08 – 10 Agosto – Felicidade – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas- Jornal Opinião de Viamão

www.edsonolimpio.com.br

Felicidade - 2021.08.10Idosos - Capa 1

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