A Essência do Problema! edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 16 Abril 2019.

 

A Essência do Problema!

É

 muito arraigada à nossa natureza humana fazer aquilo que a sabedoria do gaúcho, o homem campeiro, apregoa como “comer pela beira do prato” ou “comer pelas bordas”. Observe com agudeza no olhar e rigidez crítica quantas vezes assim fazemos. Principalmente com os maiores problemas ou com as maiores dificuldades. Fica-se tangenciando. Cercando. Empurrando com a barriga. Encarregando o tempo para que as coisas se resolvam ou se ajustem. “É no balanço da carreta que as abóboras ou as melancias se acomodam” – lembra? Quando o tema ou o assunto a ser resolvido pode causar dor ou algum risco, tem-se a tendência em postergar ainda mais. Ou tirar do foco principal e passar para alvos secundários. A vida de um cirurgião de urgência-emergência estará com um rosário de cruzes e uma esteira de sepulturas na sua carreira se não souber e aplicar a melhor solução no menor espaço de tempo. O tempo é inflexível e a morte tem todo o tempo do Universo.

Crônicas & Agudas

Praticamente ninguém está satisfeito com a burocracia da Prefeitura de Viamão. Qualquer serviço se antecede de apreensão e se sucede com revolta e tristeza. Os governos municipais se sucedem em mais de 25 anos e a situação permanece. Como aquela doença que não mata o paciente, mas está ali degradando e infernizando. Jamais generalizo e quem assim entender é por distúrbio somente seu. Há bons funcionários. Conheço vários. Muitos e dedicados que se envolvem em tarefas que não seriam de sua alçada e responsabilidade para auxiliar e resolver problemas que seus colegas não assumem ou estão despreparados. No entanto, verificamos que em outras cidades o serviço público tem melhor qualidade, a informatização é crescente e ativa e o cidadão tem resposta facilitada para seus preitos. A famigerada “articulação política” e a “governabilidade” incha a máquina pública num rodízio fatal de pessoas descompromissadas com o seu trabalho e com quem bota a comida na sua mesa e roupas no seu corpo. Lembrem das “cotas”.

Cr & Ag

E sem essa de que isso é problema geral. Viamão é a nossa casa. Vamos focar no nosso problema, sem escapar e empurrar a bronca para outras paragens. Se assim fizer, vamos descobrir facilmente que temos homens públicos de qualidade inferior de outros lugares? Copiar ou espelhar qualidades é um mérito. Fazer o mesmo com os defeitos é a estupidez sublimada e aperfeiçoada. Poderia citar dezenas de casos de amigos-pacientes, mas veja um bem simples. Roubaram minha Licença de Estacionamento de Idoso. Devo fazer outra. Dona Clarice, minha secretária, informa-se com a EPTV. Devo levar Boletim de Ocorrência da Polícia Civil, documento de identidade e comprovante de residência. “Quanto é taxa a pagar”? – perguntou-lhe Dona Clarice. “Não tem taxa nenhuma”, informou o funcionário da EPTV. Fui pessoalmente com os documentos requeridos no escritório da EPTV, ali nas pestanas da Coopernorte e Campo do Tamoio. A funcionária verificou tudo e exigiu o pagamento da taxa. Aleguei ser informado que não haveria taxa. Conferiu com “superior”. Deu-me uma guia para pagar e perguntei se outra pessoa poderia retirar a Licença. “Sim”! – respondeu.

Cr & Ag

Taxa paga. Telefonou-se para a EPTV. “Vem agora antes que o chefe saia, depois somente na semana que vem”! Foi a Dona Clarice com a minha identidade e a taxa paga na corrida. Para espanto e insatisfação geral e abuso do cidadão: “Onde está o Boletim de Ocorrência e a conta de luz”? – exigiu. “Mas o doutor te mostrou há pouco tempo, uma meia hora”, respondeu. “Ah! Mas tem que trazer de novo”! Incompetência. Mal treinamento ou ausente. Irresponsabilidade. Os adjetivos pejorativos são principalmente para as chefias. Isso em algo ridiculamente simples, se fosse complicado… Um cirurgião responsável não titubeia em afastar anestesistas, instrumentadores, pessoal de enfermagem que colocam em risco ou sem as necessárias condições para a função específica. E a essência do problema tripudia de nós cidadãos e contribuintes. Assim está o Congresso com a reforma da Previdência e tantas outras necessárias para o Brasil pirateado e roubado na sua essência pelos quadrilheiros.

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Cimarrão com Torresmo! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 9 Abril 2019.

 

Chimarrão com Torresmo!

E

ntenda-se “articulação política” como o “saudável”(?) “toma-lá-dá-cá”! O resto são firulas e confetes com serpentinas da imprensa. Apesar de tudo, o governo Bolsonaro é o melhor horizonte, o melhor cenário para o Brasil do que seria um Haddad Poste. Eu sou da turma que esperava algo melhor imediatamente (100 dias de governo!), do que ficar armando barraco com a máfia congressista e a mídia comunista. Esperar alguma coisa de útil desse congresso brasileiro de Rodrigo Maia e trupe? É demais. Deveria fazer alguma coisa para atacar de pronto sem depender de “articulação” com o congresso (nem merece M maiúsculo). Mexer nos abusivos impostos como fez Trump que expandiu os empregos como poucas vezes antes se viu. Reduzir a carga tributária num canetaço Bic. Reduzir o ônus das empresas sobre a folha de pagamentos. Na segurança também haveria medidas imediatas de ataque. Não está acontecendo. Estão manietados respondendo cada ataque dos vermes malditos (analogia do filme). “Medida provisória” foi arma de outros governantes. O congresso constituinte fez a Constituição de 1988 agindo em todas as broncas e áreas simultaneamente. Agora talvez levem um ano para cada reforma. Pode? Realmente falta “articulação política” para o bolso de congressistas?

Crônicas & Agudas

(E)Leitores da Avenida dos Açores, a descida do Lago Tarumã, estão eufóricos com os passeios ou calçadas que a Prefeitura está fazendo no “rodo-anel” da ERS 118-ERS 40. Aqui pelo desassistido Centro Histórico os moradores são responsáveis pelas calçadas. Lá no “rodo-anel” parece estar diferente, pois seriam os moradores do resto da cidade que estão pagando a conta dobrado? Mas a turma da Açores tem a esperança que a Prefeitura regularize as péssimas calçadas daquela via (das dúvidas) e até faça as inexistentes que obrigam as pessoas a caminharem pelo leito da rua correndo riscos de atropelamento. Também é um suplício para o salto alto e para os deficientes físicos o ruim piso de basalto no entorno da Prefeitura e Câmara de Vereadores.

Cr & Ag

Há quem diga que o governo municipal está preparando a mesa e a cama para o PT voltar. Petistas esnobam(?!), comparando com o último governo do Alex. Não há unanimidade. A Associação dos Dentistas Anônimos e Assemelhados, com forte ação política e cultural, quer manter a Avenida Bento Gonçalves e a culatra da Prefeitura ruim como está. E por dois motivos. Circular de carro naquela buraqueira infernal faz cair as obturações dos dentes, afrouxar os pivôs e dentaduras – incentivo ao trabalho e emprego. Beleza! Outros dentistas anônimos e assemelhados garantem o seu trabalho bucal por até 6 meses transitando por aquelas ruas, com teste-drive incluso. Inédito seguro buco-dental. Outro estímulo oral-bucal eleitoral. Até rimou.

Cr & Ag

O cronista não é imune ao drama local dos sobreviventes do Brasil bolivariano quando não “esfrugulha” (seria esfrangalha?) o sobe-e-desce local. Busco um alento na tormenta, um muro no tiroteio. Lembrei-me do chimarrão com torresmo. A liturgia do chimarrão vai desde o tipo, ano e modelo da erva, a cuia (grande, pequena, sempre em coração) e a bomba. Água uns 30ºC para molhar a erva e o dobro para sorver o mate amigo. Solito! Ou alegria da troca de beijos com a mulher amada, pela bomba prateada. Ou com amigos numa sessão “terapêutica”. Um belo torresmo feito do matambre com a gordura laminada. Crocante. Perfumado com a banha de porco não transgênico. De mão em mão. Um coração carregando um fluido verde e mágico sendo sorvido e apreciado entre mastigadas de torresmo. Seria uma sugestão para a turma do Bolsonaro, da Prefeitura e do Colorado para achar o trem e os trilhos e fazer a máquina andar. Chimarrão com torresmo e um abraço agora! Depois… Há ameaças de um mata-leão.

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Série Irmãos! Gente como a Gente.

Energia Vital! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 02 de Abril 2019.

 

Energia Vital!

“Quando vamos viajar de novo, hem pai”?

O

 homem, o ser humano é uma criatura gregária, isto é, tende a viver e sobreviver em grupo ou em bando. Todos sabemos disso! É uma característica que nos impulsionou a dominar o planeta. A força do grupo. O poder da matilha. O time que joga junto vence, tem que ser coletivo e articulado, entendemos principalmente quando o nosso time do coração é um amontoado de boas vontades, talentos escassos e resultados sofríveis. As famílias antigas tinham um maior número de membros para aumentar a sua força de trabalho, riqueza e proteção contra as adversidades naturais e contra outros grupos humanos e animais. No entanto, isso não é uma regra geral ou imutável. Observe a colonização americana. O homem colocava sua família numa carroça, outros se ajuntavam em caravanas, e partiam rumo ao desconhecido e ameaçador, o Oeste. Um certo tempo, aquela família se separava do grupo e ia colonizar, cultivar e trabalhar isolada. Esse espírito vital está entranhado naquele povo, na sua origem, e aí está uma das razões da posse e uso de armas de fogo – a sua sobrevivência contra as adversidades. E as piores vêm de outros homens.

Crônicas & Agudas

Um jovem amigo eventualmente me conta suas viagens. Observo que ele e sua família praticamente sempre estão cercados de outras famílias, como pais, irmãos e amigos. Uma tribo, no melhor sentido. Numa terra hostil à vida, como é o Brasil socialista-dos-direitos-humanos, isso traz a aparente segurança do grupo. A segurança para o que der e vier. Onde estiverem! Em contrapartida, ele sabe das minhas viagens de moto no Brasil e no exterior, que depois de um tempo tribal, fiquei somente com a copiloto. Assim rodamos durante muitos anos por terras absolutamente desconhecidas em que somente um é a segurança do outro – e Deus acima de todos! Ele ouvia e, certamente, tentava digerir as imagens que seus olhos revelavam em brilho. Assim foram anos de encontros e não raras viagens. Esse amigo é surfista. O surfe é o domínio do homem sobre a prancha e a natureza lhe acossando e tentando tirar dela a melhor onda e o melhor surfe. Ele e a prancha. Ele, a prancha e o universo.

Cr & Ag

Certa feita, contou-me que faria as suas férias num país vizinho em região que várias histórias lhe contei. Preparava-se com a esposa e os dois filhos, um de seis e outro de um ano. Não revelava diretamente com palavras, mas uma angústia, uma incerteza varava sua alma. Estaria em terras estranhas e de língua diferente da sua e com a sua esposa e filhos. A viagem foi tudo de bom. Para todos. Todas as dificuldades foram vencidas e o aproveitamento foi ótimo. A família ficou imensamente gratificada com a nova experiência. Eis que outro dia, seu filho de 6 anos perguntou-lhe: “Pai, quando vamos viajar de novo”? A sementinha está ali no coração do filho amado. São vivências únicas que nos remetem ao mais sagrado, mais intenso e mais antigo sentimento do espírito humano. Ele é um pai, um esposo e um homem melhor. Assim como cada um deles nas suas possibilidades, como nas duas crianças.

Cr & Ag

A energia vital que gera uma nova vida vai de dentro para fora. Assim se rompe a casca. Se a energia for externa, única ou predominante aquela vida nascerá com limitações. Assim é toda a forma de vida na natureza. E assim é a família no seu núcleo mais duro e afetivo. Ali se gera a luz que alimenta e ilumina e que propagará para todos os outros membros da família. Até aos mais distantes ou extraviados. Os laços são mais intensos e duradouros. O ferro se torna o mais poderoso aço com a intensidade do fogo e os golpes na têmpera.

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Estripulias! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 26 Março 2019.

 

Estripulias!

H

á quem duvide da veracidade, mas é do amplo conhecimento a presença de espírito e a argúcia do viamonense. Dizia-se somente do nativo da terra, hoje idolatrado como “raiz”, no entanto, testes laboratoriais e nosocomiais revelam que aqueles oriundos de outras paragens assumem o espírito da terra. Escutei me chamarem: “Primo”! Suspeitei pelo timbre de voz que seria o Dálcio Dorneles, que não é primo por sangue, mas é um ótimo primo por opção. Entortei o nariz e mirei a travessia sinistra defronte o banco Itaú. Era um Goulart! Não havia nem sombra de dúvida, vislumbrei a mão e o pé. Pelo tamanho não há questionamento. E largou o berro: “Edinho quando é que tu vais aparecer lá no rancho pra pescar no açude? Já reservei um balaio de goiabas”. Tocou uma sinetinha do desconfiômetro. Rancho e açude eu entendi. Mas e as goiabas? Um balaio de goiabas? Enquanto meus neurônios se enroscavam buscando o entendimento, o primo se achegou num aperto de mãos. Quase engasguei com a bala de gengibre. “Que negócio é esse de goiaba na pescaria”? O primo, como quem apeia do cavalo, se encostou na murada da lancheria Guará e bateu o taco da bota.

Crônicas & Agudas

Como goiaba? Não levava goiaba para fazer doce e chimia? Enquanto colhia as goiabas, não comia umas e atirava outras no açude? Pois é isso aí”! Me explicava enquanto limpava as unhas com a faca prateada. Continuei não entendendo muito bem o esquema e pedi que explicasse melhor. E explicou: “As goiabeiras lá de casa estão quebrando os galhos de tanta goiaba. E parece goiaba transexual (seria transgênica?). Grande. Muito grande. E amadurece da noite pro dia. É num assim e já apodreceu. Na carestia de hoje depois da roubalheira descoberta na Lava Jato, nada se perde e tudo se transforma. Comemos goiaba de tudo que é jeito e maneira. Doce e salgada. Tem vaca que dobrou o leite botando goiaba no trato e…” Atalhei a viagem do primo e lasquei: “Vamos pescar com as goiabas”?

Cr & Ag

Claro Edinho. Ficamos ali na barranca do açude comendo pastel de goiaba enquanto puxamos as traíras e jundiás de mais de 5 kg cada”. Gostei do tamanho dos peixes. “Vamos botar a goiaba no anzol e jogar na água”? O primo cerrou as sobrancelhas e as narinas se arregalaram. “Tá difícil! Vou te explicar bem no trotesito. Abrimos as goiabas. Tiramos os bichos. Pegamos os bichos e iscamos o anzol. Entendeu agora”? Os bichos das goiabas nos anzóis é novidade demais para mim. Explicou mais: “Os bichos são tão grandes como as goiabas. Tamanho de uma ponta de dedo (mostrou o dedo dele – assustador!). O animal é quase cabeludo. O bicho é tão macanudo que quase comeu um sabiá laranjeira. Foi uma briga feia, de perder penas da asa”. E aí? O primo experimentou um animal desses no anzol e trouxe traíras de mais de 5 kg. Vê, de fato eu não vi, mas confio na palavra dele.

Cr & Ag

O tio Cirne usou leite num trator e saiu manteiga na descarga e o bruto atravessou toda a fazenda da Pimenta à noite. Um Fraga gaudério e dos bofes azedos atolou a carreta com duas juntas de boi no fundão da fazenda Boa Vista. Um boizão rosilho das guampas tortas inventou de dar uma rabada na cara do Fraga que fez cair a aguilhada. O homem largou três socos na testa do boi e o bicho berrou e se ajoelhou. Ele aceitou o pedido de perdão do boi e desatolou a carreta. Há testemunhas do ocorrido, infelizmente já foram tropear nos campos do além. Eu já não duvido de quase nada. Antanho, um famoso comerciante viamonense namorou todo um carnaval com a moça mais bonita dos bailes. Venceu a disputa com os outros homens e, sem os entretantos, se prepararam para o ato derradeiro. Eis que a moça tirou a fantasia e… nem lhes conto mais nada. Um antigo delegado de polícia, sabendo o sucedido, largou: “Com aquilo precisava de porte de arma de guerra”! Viamão! E tem muito mais.

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Da Série -  -  Irmãos! Gente como a Gente.

Feminicídio! Outras abordagens. Parte 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 19 Março 2019.

 

“Feminicídio”

Outras abordagens.

Parte 2

Bússola Moral.

A

 liberação da sexualidade feminina com o advento da pílula anticoncepcional derrubou a paliçada do território do macho. “Pai por aceitação, mãe por convicção”! Sempre com exceções, mas a mãe sabia quem era o pai de seu filho. Ao homem cabia a aceitação da paternidade e a confiança na mulher esposa ou companheira. Assim as semelhanças físicas dos filhos ao pai eram exigências fundamentais até. Havia a ruptura do matrimônio caso a noiva não fosse virgem e culminava o lençol com o sangue do defloramento (termo do fundo do baú) era exposto com glória e louvor. Persiste em sociedades de outras etnias. A sociedade era e ainda é primordialmente machista. E para muitas fêmeas é importante que assim seja para sua conveniência ou benefício. A figura do pai protetor associava-se a dos irmãos, principalmente do irmão mais velho (representativo da autoridade do pai) isso produzia uma regulação, um freio nos excessos do homem para com sua mulher. O anticoncepcional oral, livre e irrestrito, alargou o território (campos de caça para muitas) da sexualidade feminina e não somente as mulheres investidas de grande autoridade e poder (como Catarina, a Grande, da Rússia) se tornaram predadoras sexuais.

Crônicas & Agudas

Doenças venéreas. Ou doenças transmitidas pela relação sexual sempre existiram e dizimaram legiões de homens e mulheres. A explosão da AIDS revelou um guerrilheiro mortal – o vírus do HIV. O aumento, o recrudescimento dessas enfermidades estão na mesmo corrente de um aumento exponencial da população do planeta, sua constante migração dentro e fora de seus países e liberdade deformada em libertinagem para muitos. A cosmética deixou de ser privilégio da realeza e o culto à beleza dos corpos cavalgou nessa onda. As grossas camadas de roupas, saias e vestidos, que defendiam contra o mau odor, o fedor dos corpos e de suas secreções, buscaram roupas mais leves e com mais exposição do físico e chamariz libidinoso. Mais corpo, mais sexo. Mais sexo, mais poder. Também maior disputa, maior violência e suas consequências.

Cr & Ag

Um general vaticinou: “Generais e exércitos tombaram e continuarão tombando sendo reféns de uma vagina”. Outra pérola: “Atrás de um grande homem há uma grande mulher”! O movimento feminista indigna-se e berra: “Ao lado, ao lado”! Não entendem que não havia menosprezo unicamente e sim reconhecimento ao mérito e ao poder de uma mulher que nas sombras, por trás das cortinas, nas batalhas dos lençóis, fazia aquele homem poderoso atender e seguir a sua vontade, desejo ou aspiração sutil. A sutileza é uma qualidade que o feminismo tratou com desdém e classificou de fracas aquelas que a usavam. Há estatísticas que morrem quatro vezes mais homens do que mulheres na violência. A violência contra a criança é maior que a soma de muitas aberrações contra seres humanos. Daí que para muitas observações, se corre o risco de privilegiar e focar demais em quem pode se defender e se desprezar, relegar a um plano inferior quem não pode se defender adequadamente.

Cr & Ag

Há uns 20 anos, numa escola da periferia de Porto Alegre, investigou-se adolescentes sobre “o que quer ser quando crescer”? Você está sentado ou bem apoiado? As respostas de muitas garotas adolescentes: “Ser a cachorra do traficante”! Cachorra também é cadela, mas aqui é a mulher, a garota do traficante. O cara com poder sobre os demais. O cara que pode ter qualquer mulher, mas está “afim dela”. E ela terá filhos com o traficante. Mas subentende-se o lado pejorativo de “cachorra”? Será propriedade do chefe, mas por sua vontade e liberdade vai relacionar-se com quem quiser e puder. Como é a família dessas garotas? Há pai e mãe? Qual a educação do lar? Continua.

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Irmãos 14Irmãos 15Irmãos 16

Feminicídio! Outras abordagens. Parte 1.

 

“Feminicídio”: outras abordagens!

Parte 1.

F

eminicídio ou femicídio são neologismos que ainda não estão contemplados no Dicionário Houaiss e que a uns quatro anos estão na boca do povo e no gargarejo da imprensa. Há uma generalização em tratar todas as violências contra a mulher com esse termo “feminicídio” que se tornou lei especial em 2014. Entendo que todo homem realizado, no mais amplo sentido, tem uma mulher em estado de amor consigo. Entendo que toda a mulher realizada, no mais amplo sentido, tem um homem em estado de amor consigo. Creio que estamos numa fase de transição na sociedade brasileira. Esses períodos de transição não ocorrem simultaneamente, ao mesmo tempo, em outros países, em outras sociedades e até em todas as famílias. A generalização é a alcoviteira da estupidez, quem entende tudo como uma generalização ou carece de discernimento, é dotado de miopia mental-espiritual ou prende-se à má intenção e ao fomento da desgraça dos outros. Daí que o cronista, escritor e médico por quase meio século tentará estimular ao leitor que observe, analise, perscrute outros ângulos do tema e não fique no marasmo, na “zika” do “especialista” entrevistado pela grande mídia.

Crônicas & Agudas

Os idosos de hoje, jovens de ontem, entendem com experiência vivida de que uma semente é plantada, fica encubada, germina, cresce e frutifica. Assim se processava a relação afetiva. Geralmente se conhecia a criatura pretendida há um bom tempo. A menina se preparava para ser mulher, esposa e mãe. Essa eram tarefas normais e indiscutíveis, mesmo querendo e tendo um prosseguimento na formação escolar e profissional. Existia uma situação de início, de aproximação, o namoro. Muito se namorava com os olhos, com sorrisos e mímicas. Havia irmãos que vigiavam, atentos a qualquer deslize ou apressamento. Muitos namoros eram oficializados com a anuência da família. Esse período de incubação rodava com o tempo. Se a evolução fosse satisfatória para todos, havia o primeiro compromisso formal e material – o noivado com aliança e pompa. Paulatinamente as intimidades eram compreensivas. Eis que chegava ao derradeiro momento de “começar uma nova família pela lei de Deus e dos homens” – o casamento!

Cr & Ag

Em muitos milhares de anos assim se sucedia em todos os horizontes da Terra – namoro, noivado e casamento. Casamentos eram instituições para durarem por toda a existência terrena. Não estamos discutindo ou apregoando contra ou a favor da verdade e da necessidade individual, estamos historiando e semeando entendimentos baseados em evidências. Desde os tempos das cavernas, dos dinossauros, a fêmea selecionava o melhor macho para pai de seus filhos, melhor caçador, melhor provedor dela e da família e que gerará filhos semelhantes a ele. Isso é da evolução humana e animal. Assim também o macho elegia a melhor fêmea, seios fartos para amamentar, ancas e bacia larga para ter muitos filhos, que trabalhasse muito e pouco se lastimasse. A beleza seria secundária para ambos os sexos. As aptidões de sobrevivência eram primordiais.

Cr & Ag

Tenha a paciência de evoluir conosco no tema e sentirá as diferenças entre causa e efeito, entre vítimas e “vítimas”. Aqui você verá que mulheres defensoras de criminosos, assassinos e estupradores são as mesmas que dizem “defender os direitos das mulheres”. Você desconfiará das autoridades lenientes, complacentes e cúmplices reais da criminalidade serem “defensoras das mulheres”. Devemos aprender com erros e acertos e minimizar riscos e tristezas.

2019 – 03 – 12 Março – “Feminicídio”: outras abordagens. Parte 1 – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

Irmãos 17Irmãos 18Irmãos 19

Compaixão e Entendimento! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 26 Fevereiro 2019.

 

Compaixão e Entendimento!

A

 formação da moral católica, particularmente, manda “dar a outra face”. Os criminosos sequestram você e seu familiar. Vocês estão com as pistolas em suas cabeças sendo ameaçados de morte a todo o instante e por qualquer motivo. Eis que um deles diz: “Sou uma vítima da sociedade, não tive as oportunidades que vocês tiveram e tenho três filhos para dar comida”. Discurso de filme dos canalhas que tem uma rainha eleita e bem conhecida. Apropriam-se violentamente das tuas coisas que foram fruto do teu trabalho e de uma vida de esforço. Afinal esse é o “trabalho e profissão” deles. Policiais e demais cidadãos são assassinados e vítimas de toda espécie de violência diariamente. Criminosos alvejam crianças e geralmente jovens em confrontos com a lei e a culpa é jogada na polícia “truculenta”. Agentes da lei surgem na imprensa libertando criminosos pelos mais esfarrapados motivos “legais e humanitários”. Esses agentes da lei soltam as feras assassinas no meio da população indefesa para cometerem novos crimes. Para um mau delegado, promotor de justiça ou juiz não há boas leis para o cidadão honesto? Há leis favoráveis aos criminosos.

Crônicas & Agudas

Você que ainda não sofreu a violência dos criminosos está fora da nossa realidade. Você que é defensor de criminoso está com seu tempo contado, pois logo ali eles estarão com você, familiares ou amigos. Isso não é praga ou desejo, é a sombra cruel do Brasil. Num terrível confronto da polícia com criminosos no Rio de Janeiro, cerca de treze criminosos tombaram pela força da lei. Jornalistas cúmplices de criminosos trazem “especialistas” em segurança que sempre são contra a polícia – uma rotina. Alguns aos berros de “escândalo – treze membros da comunidade assassinados pela polícia e nenhum policial morto”. Deviam executar a regra dos 10? Para cada “membro da comunidade morto” (entenda: criminoso) deveriam morrer 10 policiais?

Cr & Ag

Devemos ter compaixão com qualquer ser vivo, mas que se busque o entendimento. Tudo que a Venezuela está sofrendo e esses milhões de refugiados foram forjados por atitude ou negligência deles próprios. Eles cavaram suas sepulturas quando se entregaram de corpo e alma ao chavismo-comunismo. Quantos que perderam seus privilégios tiveram que fugir com a roupa do corpo antes de serem executados pelos seus antigos aliados? E quantos brasileiros que você conhece queriam tudo isso para o Brasil? Eles estão e continuam minando esse imenso corpo doente, gravemente enfermo, que é o Brasil. Nada do que foi apurado pela lei ou pelo “mea culpa” de criminosos convictos serve para que mudem. O entendimento jamais passa pela sua percepção para uma mudança de rota? Um nordestino, baiano, falou que o Nordeste é como “uma grande âncora que não permite a esse navio Brasil navegar com liberdade”, por exemplo. Jamais generalizo!

Cr & Ag

Esse cronista busca que o seu leitor seja diferenciado e busque o seu entendimento e tenha capacidade de arguir, discutir e remodelar a sua vida. Corrigindo rotas. Aperfeiçoando sua vida e sendo mais feliz. E possibilitando a felicidades dos outros. A felicidade também é “contagiosa”. Agora é época de carnaval – “folia de momo, liberação geral, tudo pode”. Ou não? Pessoas adotam comportamentos de risco. Alto risco. Noticiário da TV mostrava três jovens médicas que viajaram juntas de sua cidade para “curtir total” no Rio de Janeiro. E realmente já se entregavam a ansiada “liberdade”. Esse tipo de conduta logo ali estará nas páginas da “violência contra a mulher”. Algumas com adesivos – Não. É Não! Entre numa selva e diga para as feras – “Não me ataque e nem me devore. Me respeite”! Funcionará? Quando saem do mundo virtual do Facebook e assemelhados, a segurança vira uma fantasia carnavalesca.

2019 – 02 – 26 Fevereiro – Compaixão e Entendimento – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Sementes de Amor! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 19 Fevereiro 2019.

 

Sementes de Amor!

O que o amor faz? O sentimento é o ato ou efeito de sentir as emoções e quando se trata de amor entre namorados, às vezes, toma uma evolução chegando a paixão, o que seria a entrega de si para o outro ser. O coração humano é considerado a sede dos sentimentos, das emoções, da consciência. O coração está muito presente quando tratamos do amor na busca do seu par, assim como em todo o corpo humano através da corrente sanguínea. Todas as emoções penetram no corpo humano através da visão, da audição e do tato, e como resultado da análise de todos os sentimentos emitidos pelo coração para o cérebro, este decidirá a parceira ou o parceiro. Quando, na escolha de seu par, se submeteu a todas essas emoções, terá como resultado encontrado o grande amor de sua vida. Viver com o seu par na plenitude do amor significa para a vida de ambos a alegria, prazer, saúde, longevidade. Assim não haverá separação, nem desarmonia, viverão uma vida futura sublime. Isto é o que o amor faz”.

Crônicas & Agudas

Nas caminhadas pelo Centro Histórico de Viamão, com amigas e amigos trocamos abraços e conversamos sobre um pouco de tudo. O texto acima em destaque é de autoria do Engenheiro Agrônomo Gil Ferretti. E conversando com esse caro viamonense, abriu seu coração iluminando facetas de seu amor “pela mais bela mulher que poderia conhecer, minha amada Zeli”. A “dona Zeli dos Flores”, “da Ferragem Cacique”, faleceu precocemente por “uma malsucedida cirurgia”. Gil falou-me da sua infância e juventude na Fazenda Dalmolin na Estância Grande, sua formação escolar e “da Zeli”. Um relacionamento amoroso e pleno de respeito por mais de sessenta anos com “muito trabalho e com os frutos do nosso trabalho e dos nossos filhos” (Cony e Francisco Gil). Uma lágrima insistia em marejar seus olhos, mas logo reagia na emoção do amor por sua esposa e vertia a gratidão pela vida que tiveram.

Cr & Ag

Em tempos de relacionamentos fugazes, amores tão intensos quantos transitórios, sente que poderia estimular aos jovens a que cultivassem um amor e uma relação bem mais perene. Creio que assim surgiu a sua ideia de imprimir textos motivacionais. Eu entendo como “Sementes de Amor”. A motivação que surgiu pela Agronomia aos oito anos de idade num fundo de campo rural, cresce e vive no coração desse homem tarimbado nas lides dos vegetais, de como plantar e de como colher e suas inter-relações com a humanidade. Agora o Engenheiro Agrônomo Gil busca plantar sementes de amor nos corações das pessoas para que essas sementes desabrochem, cresçam e frutifiquem num ciclo permanente – ecologia do amor. Um homem que está transformando a falta física de sua amada companheira e esposa em algo nobre e substancialmente divino.

Cr & Ag

No entanto, o generoso Gil teme que alguma pessoa possa entender erroneamente a sua mensagem. Não é impossível! Vivemos no Brasil dos absurdos extremados (redundância?), em que um humilde olhar significa um desacato ou uma agressão. Há que ter cuidados, mas prosseguir nesse caminho, persistir nessa jornada, martelar nesse prego numa parede dura, pois alguém será tocado. Quando a Luz te toca, você muda. Depende de você. Depende da vontade e da persistência de cada um de nós. Assim é essa coluna de jornal. A fossa ética, o esgoto moral de significativa parcela de brasileiros é responsabilidade pessoal e familiar. Gestos e atitudes desprovidas de qualquer benefício pessoal são infrequentes. “O que o amor faz” é o título da mensagem que recebi do Gil Ferretti. O título diz tudo! A imensa dor da perda da pessoa tão amada é transformada pelo amor e semeada com mais Amor.

2019 – 02 – 19 Fevereiro – Sementes de Amor – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Os Prazos do Bom Senso! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 12 Fevereiro 2019.

 

Os Prazos do Bom Senso!

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m 40 anos de vida cirúrgica, a sala de cirurgia, o bloco cirúrgico, a sala de recuperação anestésica e cirúrgica, os quartos de internação dos pacientes e a ala de cuidados intensivos se tornam uma parte do corpo e da mente. Mesmo durante o sono, o espírito navega, viaja e trabalha. Quantas vezes acordava em profusa sudorese com preocupações e, várias vezes, com premonições. Nos tempos de telefonia mais difícil, mesmo estando dormindo em casa e não ser dia de plantão, saia na madrugada para examinar meus pacientes. Isso também acontecia com meu irmão, doutor Eduardo Lopes. E não raras vezes, sem qualquer aviso prévio e nenhuma combinação, nós nos encontrávamos no estacionamento ou sempre ao lado do leito do nosso paciente. E incontáveis vezes por chamados da enfermagem ou por ser plantonista ao lado de pacientes de outros médicos. Critérios e protocolos nos acompanharam desde a formação universitária e na intensa atividade da Residência de Cirurgia. O cirurgião deve conhecer as curvas do tempo e as suas implicações na saúde e na cura do seu paciente e jamais deve abrir espaço para que o despreparado, até bem-intencionado, supere suas convicções calcadas numa experiência sua e da sabedoria dos bons livros.

Crônicas & Agudas

As visitas médicas devem obedecer ao rito do hospital, mas também e principalmente devem ser em horários imprevisíveis para a enfermagem, o paciente e a família e amigos. O bom desconfiado se antecipa a desgraça. De nada adiantará orações, promessas ou reza braba se cada um não cumprir a sua obrigação. Isso é da Bíblia! Com muita frequência o próprio paciente faz coisas indevidas e despropositadas que comprometerão a sua saúde e o resultado ansiado do tratamento. Sempre busquei que a família elegesse um representante e responsável pelo paciente e jamais ficar vários derrapando em opiniões e capotando nas curvas de abusos e más ou distorcidas informações de vários “bem-intencionados”. Aquele familiar que nunca se oferece, que nem visita aos pais será o mais agressivo e exigente e brigão com aquele irmão amoroso e dedicado. Uma dúzia de filhos, uns dois ou três serão qualificados. Dificilmente os pais concordarão com isso de seus filhos, apesar do íntimo sofrimento. Pessoas importantes ou de destaque sofrerão uma visitação abusiva que deve ser controlada e restringida pelo zelo ao enfermo. “Acampamentos” no quarto com fumantes no banheiro é comum.

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As mulheres poderão ter facilidade maior em digladiar-se com o tempo. Afinal a gravidez, essa benção divina somente a elas pertence. Com toda a evolução e as maravilhas da atual Medicina que conta com os mais fantásticos recursos, até impensáveis a poucas décadas ou anos, jamais se conseguiu uma gravidez completa e normal de uns dois meses, por exemplo. Nem qualquer encurtamento dentro da normalidade para abreviar a mulher e o seu amado filho dessa longa e árdua jornada de 40 semanas ou 9 meses. Assim é a vida. Assim é a Medicina. O bom médico e o melhor cirurgião convivem com esses prazos sendo esgrimidos em sua mente e desafiados ao bom senso. Depois de uma cirurgia que envolve intestinos, de um abdômen aberto tudo vai girar no tempo certo. Há um tempo para reiniciar os movimentos intestinais e aí começar a ingesta gradativa e inteligente. Cada tecido suturado tem um tempo próprio de cicatrização e evolução. “A pele é diferente da tripa! O osso é diferente do bofe”!

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Se o paciente ou seu responsável não aceitam ou não acreditam nas condutas e critérios do médico cirurgião, esse deve liberá-los para que busquem outro de sua vontade. Bolsonaro passou mais de 7 horas na cirurgia de reconstituição do trânsito intestinal e não somente a prosaica e reles “retirada de bolsa”. E após 48 horas estava com gabinete montado atendendo e despachando. Um despropósito! Tem tudo para complicar e dar errado. Está dando! Os prazos e o bom senso não acompanharam aquele que recebeu uma “bênção divina” salvo da morte iminente do homicida e da egrégora pútrida de ódio de seus adversários e nem aos médicos responsáveis.

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Vida 26 - 2017Vida 27 - 2017

Comer com os Olhos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 05 Fevereiro 2019.

 

Comer com os Olhos!

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pregoa-se que a refeição começa com os olhos visualizando, vislumbrando e idealizando o comer. Principalmente o comer bem! Os nossos sentidos são armas e aptidões desenvolvidos com a nossa evolução nesse grão de areia no universo, a Terra. O olfato seria o primeiro sentido desenvolvido. Depois seria a audição. Nesse mesmo caminho evolucionário o homem vem gradativamente desativando, diminuindo, subtraindo suas capacidades e seus sentidos que nos levaram de caça a caçadores. Voltemos ao esplendor de luzes e cores que os olhos nos permitem enriquecer a cena e a nossa vida. Observe, aprecie e sinta os lampejos no olhar de uma criança visualizando um doce ou algum alimento. Certa película de cinema, nos remete a uma criança andrajosa e faminta que caminhando perdida numa calçada de uma grande metrópole (Nova Iorque?) estanca numa parede de vidro de um belo restaurante e ali na mesa um casal é lautamente servido. Ao se depararem com aquela criança, levantam-se e buscam-na para à mesa causando estranheza aos demais cliente do estabelecimento. Os olhares são magníficos, como o ato e a mensagem.

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Assim, para muitos, os bufês são contraindicados pela enorme quantidade e variedade de opções saborosas. “Vou comer isso e aquilo, mas como não sou de ferro, vou experimentar A, B, C e… D”. Salivamos com o aroma, com o cheiro de algum ou de vários alimentos. Babamos, às vezes, quando estão ao nosso alcance, particularmente ao alcance da nossa boca. Logo imagens se colocam em nossa mente com as associações que aquele alimento ou aquela refeição nos traz. São célebres as experiências com os cães de Pavlov com o som, faltaram as avaliações visuais. Desconhecemos os meandros da mente canina, mas a mente humana habilita-se a infindável número de conexões vividas ou a viver. A nossa imaginação não tem nenhum limite além daquele que cada um de nós tenta estabelecer. Quantos teatralizam aquilo que a janela da alma, os olhos, vislumbram, desde o singelo mastigar e apreciar os sabores e a textura, à faca cortando a gordura da picanha e abrindo sua carne suculenta e pedrinhas de sal cintilantes, como minúsculas estrelas num manto rubro?

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Especialmente as mulheres sentem-se atraídas como as mariposas numa lâmpada em noite de verão quando individualizam a mesa ou a parte do bufê de doces. Essas criaturas maravilhosas tornam-se mais, muito mais doces. E belas! Sintam a satisfação de uma mulher numa tarde qualquer, sentada à mesa, com uma generosa fatia de torta. As duas se olham longamente. Somente a mais bela suspira. Sinta a alegria, o poder e certamente a felicidade daquele momento doce. O olhar feminino é apto a destrinchar quase tudo de outra mulher em momentos de segundos. Talvez milésimos! A primeira garfada e os olhos se reviram como aleluia-aleluia e varrem o entorno de uma fêmea alfa. Poderosa. Talvez como o macho guerreiro sentia ao matar um leão. O depois, peso e sobrepeso, dieta, low carb e outras restrições ficarão para o depois.

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Os olhos são máquinas vorazes. Algumas “mal traçadas linhas” acima cutuquei a mulher que devora a outra com os olhos. Evitemos os intestinos da psicologia aplicada e o excesso de metáforas e analogias, mas devorar e comer com os olhos vai bem além da simples e saborosa ingesta de alimentos. O arguto leitor de Crônicas & Agudas está afinando o carburador da sua mente com uma formidável série de lembranças e planos futuros onde comer com os olhos vai bem além de uma costela gorda com farinha, maionese e uma salada multicolorida. Assim, o amor platônico travará batalhas ou conviverá com o amor que nos ejetou das cavernas. Exceto para muitos, eles saíram das cavernas, mas as cavernas não saíram deles.

2019 – 02 – 05 Fevereiro – Comer com os Olhos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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