Cunhados! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 29 Janeiro 2019.

 

Cunhados!

O

 viamonense somente se agacha para rezar para a padroeira Nossa Senhora da Conceição e não titubeia diante de algum desafio. Pelo menos sendo Fraga ou Oliveira! Não teme alma penada, nem as pernadas do PT. Uma dupla de zagueiros do glorioso Tamoio, o gigante rubro-negro da várzea do colégio Stella Maris fez furor depois da Grande Guerra. Foram alunos da famosa ETA, Escola Técnica de Agricultura, berço do “doutor” Leonel de Moura Brizola, ali onde o Vigário não perde o Passo. Apelidos: Praga de Mãe e Coisa Ruim. O velho Menezes marcou um jogo com churrasqueada para um misto de veteranos do Colorado e a fina flor do Tamoio. Tarugo, o volante, era um quase anão, apelidado de Só passa um. E a zaga não passava nada. Já estava 3 a zero para o Tamoio. O time dos veteranos do Colorado tinha esgotado os reservas por contusões variadas, quando o Negão da Tuca, centroavante matador enxertado no time depois de longa carreira no Presídio do Gasômetro, falou para o nosso zagueiro: “Pô alivia meu, sou teu cunhado. Eu namorei a Rosinha Beija Flor”! E foi aí que a coisa desandou e quem não fugiu com a cachorrada latindo na cola, foi carregado nas viaturas para o Pronto Socorro. Até a Brigada apanhou de “salgar o lombo pra não bichar”. Fotografias na parede do bar Sete Facadas, apesar de borradas de sangue, atestavam o fato. Um dos meus primos delatou que a rapaziada sonhava com a pujança da Rosinha Beija Flor.

Crônicas & Agudas

Estava eu ali na orla do oceano, desentocando tatuíras com o dedão do pé, distraído e tentando tomar meu chimareião. Sim, tomar chimarrão (tinha mais areia na cuia do que erva), com o vento Nordestão arrancando os guarda-sóis, derrubando as cadeiras, a areia chicoteando nas pernas e no lombo (ainda chamam de veraneio!) quando se chegou a Lurdinha do Biscoito, filha do Zé Biscoito e descasada do Ataulfo Dias Carneiro. “Edinho do Cabeleira, sou tua fã assumida. Não perco uma coluna no jornal do Pedrão queridão. Mas para com essa estória de falar de sogras (até nem falo muito!). Quero ver é falar de cunhado. Sei que tu é unha e carne com teu cunhado Geraldo. Isso até é outro departamento. Quero ver é falar de cunhado! Anota aí: “Se cunhado fosse bom não começava com C e U”! Na minha fase de vida já não se envareta mais com quase nada. Mas, ela pegou forte e aí me veio o causo do Coisa Ruim e do Praga de Mãe. O cara deflorou (?) a irmã do outro e não casou. E não adiantou explicar que foi cumprir cana na penitenciária e coisa e tal.

Cr & Ag

Resolvi fazer uma enquete virtual já que estou meio modernoso. “Cunhado não é parente, é encosto”! Berrou com quatro pulmões um amigo fiador do cunhado que não pagou e largou a irmã dele. “Cunhado é como ranho em ponta de dedo, não desgruda e não adianta sacudir”! Contou-me do cunhado que come o seu churrasco e bebe a sua cerveja Polar, ainda traz os oito filhos e a sogra para o final de semana na Pinhal Beach. Comecei a ficar preocupado, só coisas ruins no repertório da pesquisa. Outro largou essa: “Cunhado tinha que pagar para dormir com a irmã da gente”! “Se cunhado fosse bom estava recomendado na Bíblia. Davi não tinha cunhado. Moisés também não. Cristo nem se fala”! Esse meio entendido de religião assim saltou num tiro de laço. Já estava até temendo inquirir sobre cunhado. As respostas vinham como chumbo de matar pato ou como rajada de metralhadora dos assaltantes de banco, aqueles amigos da turma dos direitos humanos e da Rosário.

Cr & Ag

Pô cara, o cara te livrou da tua irmã, agueeenta teus sobrinhos, suportou uma sogra que mal falando é a minha mãe e que Deus a tenha, aguenta de sogro o velho Jorjão da CEEE, sempre de porre e protesto do sindicato na Capital, fica de teu fiador pra comprar essa viatura e ainda consegue dormir nessa zorra toda… O cara é bom demais meu”! Com esse depoimento encerrei o tema de cunhado. E vamos  aproveitar esse verão antes que a Globo acabe com o Brasil.

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Vida 30 - 2017Vida 31 - 2017

Passaporte de Viamão! Parte 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 22 Janeiro 2019.

 

Passaporte de Viamão! 2ª Parte

U

m bairro de Viamão aproveitou a chegada de uns tais açorianos, uns venezuelanos da época, e resolveram pedir divórcio de Viamão. Hoje estão lá tapados de buracos e todo tipo de bronca, mas ainda arrotam: “Sou da Capital”. Grande coisa! A viagem de ônibus para Porto Alegre teve grande desenvolvimento com a chegada de um alemão de Hamburgo Velho, o famoso Seu Hormindo. O viamonense fazia o percurso sabendo que algum dia chegaria ao Porto, que ainda era Alegre. No topo da Lomba do Sabão, o nome descreve o local, havia uma lagoa barrenta onde agora tem um terminal de ônibus que virou quartel da Brigada. Nas suas pestanas (da lagoa) havia o Armazém dos Reis e ali o pessoal tomava um café com bolachas e bolo frito com Malzebier enquanto o motorista e o cobrador colocavam correntes nas rodas do furioso. O bruto descia se ladeando na lomba lisa como sabão. Alguns faziam o percurso a pé em certas épocas de inverno medonho. Imaginem a subida do veículo!

Crônicas & Agudas

Há uma lenda urbana, tida como real, que certo motorista de táxi levava um cliente para Porto Alegre e quando chegou na lagoa encontrou um bagual e uma égua em francos namoros. Parou. Desceu. Extasiado pelo entrevero sexual abagualado! E só continuou a viagem depois do namoro concluído. Os olhos arregalados não cabiam na cabeça do Hélio. Outras viagens de ônibus que marcaram seu tempo eram para o Passo da Areia e Itapuã, às margens da Lagoa dos Patos. Está aí o famoso Valdeci, pai da doutora Varlete, que sabe de várias estórias e causos do local. “E não me deixa mentir sozinho”, como dizia um amigo. A linha de ônibus era afetuosamente chamada de Passo das Éguas e partia ali da sombra da Caixa D’Água. “Passo das Éguas lotado”! “Um passinho à frente, por favor”! E foi do Valdeci o maior complexo de dança e baile que a região já conheceu, o famoso e típico Salão do Valdeci. Churrasco de primeira. A cerveja gelada e gurias fervendo. E o mercado ao lado para umas compras e um rancho do mês. Havia gaudério que arrastava as botas no salão enquanto a “Nega Véia fazia o ranchito”. Que maravilha!

Cr & Ag

Com o tempo, evoluíram três paradas no caminho das praias salgadas: Restaurante Silva (grande Ari do Lino), Restaurante dos Canquerini (meu padrinho seu Osvaldo) e Restaurante no Capivari com “bomba de gasolina”. Era uma novela, uma luta e um desafio chegar a algum deles em certas épocas do ano. Se no melhor verão a viagem levava mais de 4 horas até o Pinhal e depois mais de 1 ou 2 horas pela beira do mar até a Cidreira, com travessia pelos cômoros ou dunas e as ressacas do mar. Várias vezes somente conseguíamos no jipe do seu Aldo com a tração ligada nas quatro rodas, mais a reduzida e muita oração e promessa. Coisa de Rally Paris-Dakar. Hábitos são hábitos. Troca-se de casa, de cavalo e até de mulher, mas não de hábito num tempo em que até padres e freiras tinham hábitos. Um viamonense acampou próximo ao pedágio. Pescava no arroio Alexandrina. Atirava de 12’ nas marrecas e mateava mastigando torresmo feito na barraca enquanto assistia a construção e passavam os novos veículos. Contava que até um “telescóptero” pousou com o “governador no bucho”, que “apeou do animal e tomou um mate comigo e levou umas broas da patroa”.

Cr & Ag

Agora estão construindo um viaduto (falam em viado adulto) na junção da ERS 40 com ERS 118. Vi eu não vi, mas contaram que teve um Fraga acampado ali para assistir a execução da obra durante suas férias e tiveram que trocar a barraca de lugar umas três vezes. Não duvido de nada nessa santa terrinha. Tem coisa que sem contarmos, ou não acreditam ou vira novela na Globo. Talvez seriado no NetFlix. Ou ainda um épico da Record. Tem povo requisitando causos praianos, principalmente com barbeiros envolvidos. Tem tempo!

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Vida 32 - 2017Vida 33 - 2017

Passaporte de Viamão! Parte 1. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas Jornal Opinião de Viamão. 15 Janeiro 2019.

 

Passaporte de Viamão! 1ª Parte

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rasileiros se ilustram e regozijam com seus passaportes estrangeiros. Alemão, italiano, português, britânico e outros tão concorridos (cubano?) e conquistados. “Quero ver é ter passaporte de Viamão”? Isso me aguçou. Como “passaporte de Viamão”? Na verdade, ele queria dizer que viver na Alemanha, na Itália, em Portugal ou na Inglaterra é fácil. Difícil é viver em Viamão City. Entendi assim. E você? Viver no primeiro mundo é uma barbada, a bronca é viver no garrão do Brasil e numa cidade dormitório, violenta e barbárie no dia a dia. Lembrei-me do discurso de amigo Antoninho “Cascalho” Ávila em que alertava ser um “nascido em Viamão, com sucesso lá fora, no Brasil e no mundo, e, por opção, voltar a viver em Viamão”. Esse é de fé! E real. Outro amigo dizia que nas Guerras contra os castelhanos em que o gerente do Império veio se homiziar aqui depois de acuado em Rio Grande, dando origem a Primeira Capital de Todos os Gaúchos ou Riograndenses, poderíamos ter criado os Estados Unidos de Viamão. Anexava o Uruguai, Santa Catarina e o Paraná e teríamos o nosso país. E depois na Revolução Farroupilha o sentimento renasceu. Mas o espírito de Brasil falou mais alto ou a turma já curtia uma boquinha no governo. Para uns ainda somos tipo de “um país basco” dentro do Brasil.

Crônicas & Agudas

Nós cultivamos e aprimoramos hábitos peculiares. Fazemos muito turismo dentro do nosso território. Experimente umas férias na Praia das Pombas ou na Praia de Fora. Confraternize com os bugios, menos à meia-noite quando descem das árvores e fazem guerra de estrume. Não há mosquitos como os nossos. São como beija-flores anabolizados, mas educados e finos. Secam o bico depois de sugar longamente teu sangue na tua camisa e nos restos do pijama. Faça mergulho de profundidade na Lagoa Negra e descubra entre as ossadas alguma adaga de cabo de prata. O Daison, melhor motorista da época dos ônibus da Palmares, levava dezenas de milhares de viamonenses para a orla, para o litoral, pois as praias somente haviam sido inventadas em Santa Catarina. Eram “pequenas” viagens de mais de 4 horas. Os moradores da zona rural colocavam cadeiras e armavam barracas próximas à estrada para verem os ônibus passando. Uma festa! Os ônibus paravam para um descanso do pessoal e deixar esfriar a água fervente do radiador. Os passageiros aproveitavam para tomar um café com leite de vaca e da vaca, aipim e batata doce frita e pães e bolos com torresmo, ovo frito e feijão mexido.

Cr & Ag

Muitas famílias esperavam os ônibus calculando o horário, o tempo, a estação do ano e o motorista. Alguns motoristas eram verdadeiros pilotos de corrida e o caminhão chegava até uns 60 km/h. Incrível! Só vendo. E abanavam. Os passageiros retribuíam com os braços e cabeças para fora das janelas. Em lugares de atoleiros, haviam juntas de bois e algum trator (movido a leite do Cirne?) de plantão. A poeira era tanta que cuspiam pedaços de telha. Contam que mulheres abandonaram tudo por amor a algum motorista ou a um cobrador. Assim como alguma “moça foi desencaminhada” pela paixão avassaladora. E assim muita criança anda pelo mundão de Deus com pais incertos e mal sabidos.

Havia quem levasse caniço e uma lata de minhocas depois que veio a notícia de um passageiro pegar mais de 50 traíras e jundiás no rio Capivari enquanto o motorista e o cobrador consertavam um pneu. O delegado proibiu arma de fogo longa, como espingarda, porque sempre havia algum caçador de marrecas pronto para derrubar umas aves nas Palomas. Tempos diferentes! Hoje derrubam marrecas em qualquer lugar. Pessoal muito solidário na nossa terra. Repartia-se uma farofada de galinha e ninguém passava fome, sede ou frio na viagem.

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Vida 34 - 2017Vida 35 - 2017

Dietas no Verão! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas + PontiAgudas. Jornal Opinião de Viamão. 08 Janeiro 2019.

 

Dietas no Verão!

Série: Com Bom Humor e Leite neles.

V

amos combinar que dieta é sacrifício! Ah, você não acha! Entre na lista do Guiness Book. Mas verão é verão e tem um significado diferente para o gaúcho. Aqui não como é como a Bahia e o Nordeste de verão o ano todo. Aqui nem temos praias, temos litoral ou costa. Nem temos a brisa do mar, somos assolados e açoitados pelo vento Nordestão com ênfase no “ão”. Então, vamos aliviar a bronca, diminuir a carga nos ombros e facilitar os exercícios com garfo, faca e copo. Há cultores do halterocopismo de cerveja à beira mar, à beira de fogo, à beira de qualquer coisa também. Sem beira também. Já no início de dezembro a turma se solidariza no Face e no Whats para a folga iniciar no pré-Natal (sem gravidez, mas com muita transa sexcual, como explica um viamonense da Faxina). E venha comida! E sobremesas! Até embaixo das mesas, pois alguns escamoteiam e se constrangem de soltar a franga e de enfiar o pé na jaca, na melancia e na picanha gooorda.

Crônicas & Agudas

Uma amiga contou-me do marido saído da “Dieta do PT”. Conheço dieta da lua (comer de tudo em todas as luas), dieta do sol (comer de tudo com o sol no lombo), dieta do glúten (comer tudo que é pão), dieta da água (comer de tudo debaixo do chuveiro), dieta do sexo (comer transando, parece redundância!), dieta da proteína (comer tudo que nada, caminha, anda e se arrasta),entre outras centenas. Mas dieta do PT? Explicou-me que a criatura pode comer o de melhor e a mais linda comida que o estrume entope o vaso sanitário (e como custa desentupir!) e se largar nas plantas como adubo – “mata tudo”! E acrescentou depois de uma gargalhada de acordar paciente que tomou Dalmadorm: “Sabe quantas cagadas precisa pra matar uma plantação? Franzi a fronte esperando o golpe. “Di uma! Dilma! Dilma”! E arrematou como o Pelé batendo pênalti: “Só de Lava Jato pra desentupir e escoar a merda toda”!

Cr & Ag

Observando uma fila nos bufês livres dá para ter uma mostra que se largar um gaúcho no rio cheio de piranha e “cocodrilos” em pleno verão, o gaúcho come os bichos e faz caipirinha da água. Só castelhano come mais que um gaúcho. Sai da frente e protege a retaguarda. Essa é a época em que a fortinha (jamais gordinha) de tamanho 56 escolhe um biquíni 44. “Essa confecção tá toda errada”! Argumenta para outra fortinha e vendedora (de ilusões). “Ninguém é de ferro”! Gargareja com um copo de cerveja numa mão e um toradão de costela 12 horas na outra o Jorjão da Estalagem. Um vereador quis organizar uma competição entre as regiões de Viamão City. Tarumã vs Lomba. Itapuã vs Águas Claras. Santa Izabel contra Capão da Porteira. Busca paitrocinador.

Cr & Ag

Numa preliminar no CTG Ferrado até as Guampas, ali onde o Minuano desemboca na Lagoa da Perdição, naquela zona perdida entre Itapuã, Restinga e Belém Velho, o Bento Bagual demoliu quatro traseiros, duas paletas de Angus com cruza de zebu, seis galinhas de angola e sem gola e arrematou comendo as duas porcas do Gedeão Manco. Isso até a turma do “deixa disso”, “sossega leão”, “segura o home”, chamar a Brigada para apartar a comilança. Coisa muito feia. Dizem, contam (vê de verdade eu não vi, me contaram!) que juntou urubu na ossada espalhada nos gravatás. O gaúcho, principalmente, o viamonense é um peleador. Tanto de garfo e faca, como nos pelegos. As estórias são muitas.

Daí vem a lenda de que o mui famoso e manhoso Saint Hilaire, ao cruzar pelos Campos do Viamão, declarou: “Aqui só tem sobrevivente”!

2019 – 01 – 08 Janeiro – Dietas no Verão – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Vida 36 - 2017Vida 37 - 2007

Apelidos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 03 Janeiro 2019.

 

Apelidos!

(ou Alcunha, Epíteto, Codinome, …)

A

o longo desses vinte anos de colunas de jornal, primamos pelo bom humor no verão. Já sendo um verdadeiro descarrego ou uma catarse das incontáveis coisas ruins do ano de 2018, que custou a findar. Os apelidos nasceram com as pessoas, ao contrário de muitos que atribuem a sua origem aos gregos ou romanos (sempre eles!). Quando a criatura já não traz do berço algum apelido pessoal ou familiar, logo na escola receberá uma titulação. Geralmente o bullying começa aqui. A criança é um ser arguto e criativo (muitas vezes, cruel!) e gosta, aprecia e se diverte colocando o dedo no ponto fraco e nas feridas dos outros. Aí vem o Bento Sebento, a Lurdinha Quatro Olhos, o Zé Catarro (pálido e com asma) e a fila é enorme. “Se doer ou não gostar aí é que o apelido pega”! Até pega mais. As escolas são fábricas de apelidos. A centenária e sofrida Viamão City nutria apelidos que se perpetuavam. O fulano filho do Nenê Bunda estuda com o Fraga Louco e a Vaca Braba. O atilado e curioso leitor dessa fantástica coluna do Mercosul se indaga sobre o apelido do cronista. O Edson deu origem ao diminutivo Edinho e soma-se do Cabeleira pelo apelido do meu pai. Há outro desde o científico e faculdade.

Crônicas & Agudas

O primeiro dia de bixo na Faculdade trazia a consagração de velhos e novos apelidos. E, hoje, depois de quase meio século de Medicina, muitos colegas são ungidos e conhecidos pela turma com o seu nome de guerra ou apelido. O nome real é muitas vezes esquecido. Lembro que os homens eram cento por cento alcunhados, já as mais belas garotas da Medicina nem sempre. Ali estava o Popeye (pelo tipo físico), o Índio e o Sioux (dois índios), o Ratinho, o Machão, o Soneca, o doutor Fiapo, o Minhoca, o Queijinho, outro Edinho, o Fêmur, e assim a fila andava. No meu recente livro (vem mais!) trago os apelidos e estórias de uma república de estudantes de Medicina e seus codinomes. Estou nessa com honra e louvor. E muita saudade! Infelizmente a vida levou tragicamente um dos colegas por infecção adquirida de um paciente durante cirurgia que o salvou. Outro está sumido. No entanto, o alemão Butikin, querido amigo, continua um médico brilhante e uma pessoa especial.

Cr & Ag

Tenho três primos Sílvio. Um já estaria de bom tamanho. São três: o Boca, o Pinico e o Negrinho ou Tibirro (passarinho). O Pinico faleceu cedo demais, como muito acontece com as pessoas boas. O Boca está sempre por perto e foi levar-me seu caloroso abraço, junto do Pano Terra, seu amado filho, no lançamento de Crônicas & PontiAgudas. O Negrinho, aposentado da Polícia, é irmão do Coisinha e do Carlinho. Que são primos da Maninha, do Guima e do finado Pinico. Ainda primos do Negrão. Saudoso Negrão! E assim as famílias se ilustravam num desenrolar de vida em que as coisas até eram mais leves e mais afetivas. Realmente, o apelido gerado na família ou desde o nascimento traz essa carga de energia amorosa, de um carinho especial. Neto! Sinta o amor de um avô chamando o Lucas ou o Pedro Henrique de Neto. Há muitos diminutivos que acompanham uma vida, apesar do dono crescer muuuuito. Talvez nosso querido Pedrão tenha sido Pedrinho quando aflorou em sua família.

Cr & Ag

Não vertemos aqui e agora os apelidos dos amantes e apaixonados. Entre você e o seu amor, como se chamam? Há ainda uma série de apelidos da suprema intimidade, ali quando o mundo se aconchega no carinho de duas almas intensamente entregues. Estarei atiçando você a recordar e avivar esses sentimentos? Certamente! E você qual o seu apelido? Como lida com ele? Para mim ele já faz parte do genoma. Está lá numa hélice do DNA.

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Vida 38 - 2017Vida 39 - 2017

Natal na Praia! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Dezembro 2018.

 

Natal na Praia!

P

ara o gaudério dos pampas não há verão sem férias. E nem férias sem praia. O gaúcho nasceu no judiciário. “Como assim”? Sim, claro, os juízes podem folgar qualquer época do ano, mas sempre terão o famoso recesso de final de ano. O gaúcho também. Ao contrário dos baianos que tem um mês de trabalho e onze de férias. Então o Natal já é um tira-gosto, um teste drive, uma amostra do tão decantado e sofrido verão do Rio Grande do Leite (novo governador). Quando não sopra feroz o vento Minuano, seu irmão, o vento Nordestão, carrega os praianos com cadeiras e tudo mais. Somam-se chuva e… Frio! Mas é praia e vale tudo. Ou quase. “Sendo de amigo não vale pegar”, diziam o Paulinho da Tarumã.Com um arroto, desses de valentia em boteco perguntando para a galera “quem tem ovo no saco?”, o Carlão do Espigão mandou ver: “mina de amigo meu eu trato como violino, viro a cara e…” Deixa assim. Depois de 1 hora na fila do Nacional, a Lurdinha dos Catarinas da Lomba, veio me dar um Feliz Natal e após os três tradicionais ósculos (matei a vontade de usar esse vocábulo) sacou e atirou: “Edinho do Cabeleira, não gueeento mais a tal de praia natalina. Tô acabada de trabalhar pra aquela horda. Por mais banho que tome, não tiro o cheiro de fritura do couro e dos cabelos que ainda me restam”.

Crônicas & Agudas

“Ainda veraneamos no chalé no Pinhal. Ali na revessa da rodoviária do velho Calisto, depois do banhado. Terminei um bujão de gás em cinco dias. Os filhos trouxeram os maridos e as dita cujas. Essas malditas passam o dia pintando as unhas e falando de Deus e todo mundo e não são capaz de lavar uuum copo, quanto mais cozinhar e limpar… Quando os meus filhos reclamam, elas saem como umas gatas sexy e vão engomar os lençóis. A netalhada até que é legal. O Valdirzinho do Zeca é muito inteligente e ligeiro que nem o avô dele antes das férias forçadas no Jacuí (penitenciária de segurança máxima), O guri pegou uma caixa de sapos no banhado e anunciou pra vender na internet. Disse que é memória rã. Já tá faturando uma grana nesse tal de computador. Lembra do Zeca né? Aquele que tiraste um anzol do dedão do pé. O Zeca se separou da filha do Bento Balaca e se ajuntou com essa tal, que já se veio com mais cinco crias, uma de cada homem, cada mês pinta do cabelo de uma cor e na eleição pintou de vermelho, mas eu dei a letra que se falá do PT aqui em casa eu saio na porrada e boto pra rua”.

Cr & Ag

“A filha mais feia dessa tal cuja trouxe o namorido. Um magrão tatuado e com pirce pra tudo que é lado e buraco. Acho que a coisa sofre de labirintite, tá sempre meio tonto. Ou pode ser da fumaceira nas ventas quando não estão acolherados na barraca no pátio. A feiosa grita como baile de bruxa. Temos três quartinhos no chalé, mais a meia água da garagem e os dois avarandados. Uma noite contei dezessete viventes. Fora as almas penadas que acamparam na casa do lado que tava vazia. Coisa de pobre. O que pobre mais tem é cachorro e parente. Domingo faltou água e luz e pra piorar entupiu a patente. Coisa muito feia. Transbordou a naba. Tinha general nadando de costas e tropeiro com a boiada. Lembra da Terezona cunhada do barbeiro, também apareceu por lá, buscava uns baldes de água no valão do banhado e jogava no vaso. Não desentupiu, mas espalhou a bosta pra tudo que é lado. O fedorão foi fatal. Um casal de quero-quero que acampa por perto bateu em retirada e uma dupla de velhos que mora meio defronte teve que chamar o Samu por intoxicação, desmaios e ameaça de derrame com infarto”.

“A Dieniffer com dois F quase perdeu a cria vomitando de tanto fedor. A Terezona se rendeu e estorou uma hérnia dupla, na coluna e na virilha. Pra encurtar o causo: terminaram com as minhas Polar (cerveja), comeram as costelas minga, quebraram as camas e rasgaram as redes e nem contei da cachorrada pet que levaram. Mas a fila anda, Edinho, e a caixa tá te chamando. Dá um abraço na doutora que consertou meu piano (dentadura)”. E o saco do Noel? Pergunto outra hora.

2018 – 12 – 27 Dezembro – Natal na Praia – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Vida 40 - 2017Vida 41 - 2017

Balanço & Balaço! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 18 Dezembro 2018.

 

Balanço & Balaço!

 

B

eleza! Preparando o balanço dos feitos e dos desfeitos de 2018? Para muitos foi um ano de energia pesada. Para outros, se avizinha uma luz no final do túnel. “Águas passadas não movem o moinho” diz um velho ditado na língua e na boca do povo. Podem não mover novamente a roda do moinho, mas nos ensinam muito da “água, do moinho” e de tantas outras coisas. Sobrevivemos! Infelizmente esse não é o destino de quase 70 mil brasileiros assassinados na violência desenfreada e protegida pelo jornalismo amigo de bandido e de políticos que tem bandidos pet. Infelizmente não é o destino de outros 70 mil óbitos nas estradas (ruins e péssimas) no Brasil, logo nos primeiros dias do acidente. Assim se multiplicam os estupros de todo o tipo, do religioso ao armado. João de Deus movia legiões em busca de cura e alívio e agora está atolado no lodo pútrido. Outra figura que se considera e seus acólitos como uma divindade, continua condenado e preso em Curitiba e seu poste é derrotado nas eleições do candidato esfaqueado, sem dinheiro, sem espaço na mídia e alvejado dia e noite pelos amigos do Lula. Os balaços e balanços do Brasil da ditadura socialista. E a saúde?

Crônicas & Agudas.

Viamão é chamada de a Terra do Desgosto e da Insatisfação. Como que você nunca escutou essa alcunha? Primeiro, saia dos shoppings do Portinho Alegre e Triste e depois venha andar pelos nossos buracos, pichações, falta de policiamento, trânsito em transe, motoristas de fórmula um, curiosidades e idiossincrasias. A primeira solução seria emancipar o quarto distrito, do Seminário até a Lomba do Sabão. Um novo município seria melhor para todos, inclusive e principalmente para os políticos. Ah, não pode! Então o voto distrital absoluto, para que cada comunidade escolhe e cobre do seu “bendito” eleito.

Cr & Ag

Essa cronista lançou o segundo livro da saga Crônicas & Agudas. Agora o seu mano Crônicas & PontiAgudas em que somamos à seleção de colunas, textos de humor e motociclismo e outros inéditos. Uma nova versão com a singular poetisa viamonense Lúcia Barcelos, presidente da ALVI, que tece poesias que conversam e bailam com várias crônicas. Ineditismo na literatura? A conhecida advogada viamonense Dra. Varlete Caetano tem sua crônica em homenagem ao seu pai Valdeci Caetano, ilustre viamonense, distinguida nas suas páginas. Em concorrido tempo de autógrafos, os amigos e amigas foram encantados com o som de magistral violino, delícias gourmet no Restaurante Só Comes e especial encontro. Somam-se várias encomendas de livros para leitura pessoal como para presentear amigos e clientes especiais. Ou como informou um amigo: “vou mandar um livro para fulano que não gosta muito de mim”. Agora gostará muito mais, certamente. Uma noite de encantamento e felicidade.

Cr & Ag

Outra bela festa aconteceu na residência do caro Pedrão Negeliskii, com seus familiares e seus confrades da Confraria do Lago da Tarumã. O emérito e eterno presidente Antoninho “Cascalho” Ávila agrega uma aura de alegria e correta hospitalidade ao grupo. Grande grupo! Conversa alegre e solta entremeada pela gaita e o gogó do Jairinho Nunes. Fui um convidado especial. “Mais especial” nos sentimos no carinho e respeito dos amigos.

Um Feliz Natal, um abençoado Ano Novo e um abraço de Gratidão por me permitirem participar das suas jornadas de vida.

2018 – 12 – 18 Dezembro – Balanço & Balaço – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Vida 42 - 2017Vida 43 - 2017 - Pai SempreVida 44 - 2017 - Pais

Dedo na Goela! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 11 Dezembro 2018.

 

Dedo na Goela!

 

L

embra-lhe o que o título de “dedo na goela”? Essa é uma das utilidades e finalidades do cronista – instigar! Navegar em sua mente. Velejar ao sopro do vento de suas ideias. Encontrar porto de ancoragem para seus sentimentos e descarregar a carga de entendimento. De compreensão e aprimoramento da pessoa. “É muita pretensão”! – Disse-me um amigo, que como você pode estar sinalizando num triscar de dentes. “Muita gente não sabe o que significa muitas palavras”! – Realmente pode e acontece. Isso também está no cerne da literatura, da escrita mais simples e até do regionalismo, em que expressões e palavras abraçam significados diferentes. Um amigo propagandista da indústria farmacêutica, depois de adquirir o primeiro livro da saga Crônicas & Agudas, disse-me que abriu numa certa página pelo título esboçado no índice. Na leitura encontrou duas palavras que o obrigou a buscar o dicionário. Do alto de sua formação universitária e dois títulos posteriores disse-me seu pensamento daquele momento: “Esse livro é dos bons e vale a pena ler”. Sou gratificado com essas demonstrações de que a caminhada atinge e toca.

Crônicas & Agudas

Há pessoas que falam e falam muito. Até “falam pelas tripas do diabo”. A nossa língua classifica-os como “prolixos”. “Pelo desdobre da palavra”, usando uma artimanha do gaúcho para entender uma palavra nova, encontra-se “pro” e “lixo”. Ruim, não é. Mas cabe a pergunta se quem fala exageradamente, copiosamente, abusivamente não manda muito do que fala “pro lixo”? Em tempos de Lava Jato as criaturas são levadas a revelar as entranhas do crime organizado que desgraça esse país. Na gíria se usa “enfiar o dedo na goela” até a criatura “vomitar” o que sabe. Botar para fora. Expelir o que fez ou aquilo que sabe. Há quem não sabe, não viu e jamais fez nada de errado. Essa semana um cidadão brasileiro, advogado de profissão e mérito, num voo, manifestou “sua vergonha” com o Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro (há quem chame de “sinistro”) Lewandovski. Eis que o senhor Lewandovski deu-lhe “ordem de prisão” e teve todo o desenrolar com a Polícia Federal. A “vergonha” é o dedo na goela desse herói nacional. Como a maioria de nós que está engasgada e quase vomitando com alguns ministros daquela corte.

Cr & Ag

No entanto, nenhuma vergonha no ministro e de alguns de seus pares. Há quem nos trate, brasileiros que trabalham com honestidade e pagando os mais abusivos impostos, como um submundo de alguma pocilga humana. Como trataram os cristãos na Roma cruel, os escravos nos porões e os brasileiros morrendo na busca da saúde real e necessária. A mesma saúde que os poderosos, sem precisar buscar e ansiar, recebem num Hospital Sírio Libanês com todas as mordomias dos poderosos. Metáforas são poderosas, mas jamais se comparam os sentimentos dos espezinhados. Mas cuidado, pois são usadas para o bem e para o mal.

Cr & Ag

É a mulher que coloca o “dedo na goela” e o artista começa a cantar como cardeal de boteco. É a manicure, curiosa como sogra, que põe o “dedo na goela” e, enquanto escaramuça nas unhas da cliente, vai desnudando toda a sua vida e sabendo de suas intimidades. Saber como e quando colocar um “dedo na goela” já é uma arte e um ofício. Assim como se controlar e não revelar seus sentimentos e vivências. Dizia um veterano: “Nem dedo na goela e nem empalado eu conto”! Será?

2018 – 12 – 11 Dezembro – Dedo na Goela – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

Amizade 2 - 2017Inter 11 -  Predator Colorado - 2017Mãos 8 - 2017

Novos & Usados! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 04 Dezembro 2018.

 

Novos & Usados!

O

s velhos anúncios classificados dos jornais anunciavam os veículos à venda com algumas chamadas especiais e atraentes: “Carro de médico com 5600 km”; “Corcel II de professora com cheiro de zero e estepe nunca rodou”; “Santana de juiz com ar condicionado e tudo do melhor com 7.200 km – uma pechincha”! E o baile continuava nessa balada. Quase todos os meus amigos que compram veículos usados ou seminovos são os felizes descobridores de pedras preciosas que todos buscam, mas somente eles as encontram. Essa arte da eructação ou do popular arroto se presta para muitos que somente adquirem carros novos. E somente querem os novos – zero km! “Gostos não se discutem”, diz um velho deitado. E os desgostos? E os dissabores? Numa dessas noites zapeando pelos canais da TV, tropeando a programação, defrontei-me com uma pesquisa sobre os “conteúdos” encontrados nos carros usados e nos carros de estacionamento por valetes ou manobristas. E fizeram um pente fino, desses de enxotar piolhos, uma pericial criminal. Quase!

Crônicas & Agudas

Sabe aquela meleca do nariz que alguns fazem bolinhas e engolem como o treinador da seleção alemã de futebol? Quilos entre os bancos e nas frestas que os aspiradores não alcançam. E melecas e secreções de todos os tipos, talvez até de alienígenas. Sêmen é frequente e alguns carros devem deixar os motéis com inveja do volume. Restos de unhas com e sem micoses. Restos de roupas íntimas (cuecas e calcinhas destruídas?), camisinhas e absorventes íntimos como contêineres de papel higiênico aderidos com colas mais poderosas que a Super Bonder. Está assustado? E sangue! Num carro, talvez de algum vampiro, parecia ter sido esquartejado algumas criaturas, “muito sangue”. E tudo isso antes do holocausto zumbi, o Walking Dead! Fiquei imaginando as roupas de brechós e coisas do gênero. Ok, você acredita que aquelas roupas e indumentárias estão esterilizadas como jalecos de UTI neonatal? Então certamente você votou em salafrários “inocentes”. Alguns países têm floridos negócios de vestuários de ex-combatentes de guerras. Além daquilo que não se vê, como o espírito ou a energia daquele que a usou, vestiu e suas ações, tem essa materialidade bizarra. Assustadora!

Cr & Ag

Certos povos, como foi aqui no Brasil das “mãos rápidas” e do “pezão governador”, casamentos eram anulados por defloramento antes das núpcias, virgindade não comprovada, não atestada ou coisas do gênero e grau. Agora são imputados como sequelas do machismo. Mulheres, nesse mundo cínico, ainda são mortas com pedradas ou outras modalidades cruéis se o marido alega ausência da integridade do hímen. E o lençol com o sangue das núpcias é orgulhosamente exposto à comunidade como prova de pureza. O tempo e os orifícios do corpo humano perderam encanto, religiosidade e mística e, principalmente, a aura da dignidade e do respeito. Buraco na camada de ozônio, agrotóxicos nos alimentos, destruição do meio que já é menos de ¼ do ambiente, poluição mental, ladroagem viral e institucionalizada, gênero além da aula não dada de português leva a criatura a situações limítrofes e esquizofrênicas. O zapear nos defronta com outras “civilizações” adstringentes, sufocantes e permissivas para uns. Eis que uma veterana em idade e, certamente, nas lides dos lençóis externa sua predileção e seleção por homens jovens “zerados” no sexo ou no máximo “seminovos” e “nada de sapato muito usado e até torto”.

Estranho? Inaudito? Conta-se que mulheres poderosas na sua época, cevavam machos jovens para seu deleite sexual, como nas míticas amazonas. Seria a lei do velho Lavoisier – “nada se cria e tudo se transforma” aplica nas “empoderadas” e nas “mexeu com uma, mexeu com todas”? Ou nas “#ele não”? “sei lá, não sei não”, parodiando a letra musical. Uma amiga diz: “não confundir empoderada com empoleirada”. Esse é o mundo em que sobrevivemos.

2018 – 12 – 04 Dezembro – Novos & Usados – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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 Mãos 12 - 2017

Bolsa Família vs Mais Médicos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Novembro 2018.

 

Bolsa Família X Mais Médicos!

Não se pode exigir do povão o discernimento de analisar fatos consumados (e provas consumidas!) ou situações que a grande mídia aborda ao seu sabor e cor. No entanto, caberia ao jornalista, ao analista político ou a alguma autoridade flutuante na maionese geral, uma mente com maior entendimento e melhor percepção, mas a dita socialização das universidades e da escola lúdica (desprovida de mérito) ejeta levas de criaturas carentes intelectualmente. É a teratologia educacional. Como na advocacia há o exame de ordem, milhares não conseguem o registro na OAB. “A OAB estará vigilante no governo de Bolsonaro”! – circula. Compreende-se que durante os anos de falcatruas, ladroagem, Mensalão, Petrolão, Lava Jato, esses mesmo vigilantes deviam estar veraneando em Varadero, Cuba? Esses mesmos vigilantes aceitariam que advogados cubanos, sem os protocolos legais e exames da ordem recebessem carta branca para atuarem nos cartórios e fóruns do Brasil? Pelo excesso de processos judiciais, não necessitariam de juízes cubanos para agilizar? E assim, engenheiros, enfermeiros e demais profissionais que arduamente receberam a graduação e a legalização de suas profissões e diplomas, jamais numa canetada de uma “ex-presidenta”, num de seus discursos confusos.

Crônicas & Agudas

A Brasília socialista incrementou o Bolsa Família à sua subversão, espoliação e submissão dos humildes como resultado planejado. Há quem diga: “as pessoas não poderão viver sem o Bolsa Família”. Como as Prefeituras viviam sem o “Mais Médicos”? Denunciou-se que médicos estavam sendo despedidos, demitidos de Prefeituras que adotaram os cubanos, intitulados e sem provas reais de serem médicos. O cabresto do Bolsa Família é similar aos Mais Médicos. As Prefeituras e Câmaras de Vereadores de muitas regiões derivaram o dinheiro público que deveria ser usado na saúde das pessoas para outras finalidades “necessárias”. O astuto leitor imagina alguma? Pensou CCs – cargos de confiança? Certamente, nenhum dinheiro público foi mal aplicado ou parou no bolso sem fundo da corrupção, pois todos são honestos até a prescrição do delito e depois “muito mais honestos ainda”.

Cr & Ag

Observem a safadeza daqueles Secretários de Saúde e de Prefeitos que alegam “que as pessoas ficarão desassistidas e fecharão postos de saúde” e que “a Prefeitura não dispõe de recursos para custear a saúde”. Entretanto, há recursos para outras coisas menos perfumadas em muitos locais. Uma certeza: muitos prefeitos e vereadores são incompetentes para tratar com responsabilidade e mérito as necessidades do povo e de seus eleitores. Mas competentes para tratarem das suas “necessidades”. Essa fatídica transferência de responsabilidade e de culpa vem de longe – “a culpa é dos outros”. Se as prefeituras têm dificuldades, se os orçamentos públicos não permitem que todos comam da pizza com igualdade, nas nossas casas e no nosso trabalho temos que nos organizar, priorizar despesas e usar o dinheiro com parcimônia e bom senso. E o dinheiro público?

Cr & Ag

Há o incitamento contra os médicos como culpados do descalabro da saúde brasileira. Os anos de petismo abriram mais faculdades de Medicina do que durante toda a história do Brasil e temos mais faculdades que a China e os E.U.A. Qualidade jamais lhes importou. Esses “socialistas” buscam o Hospital Sírio Libanês enquanto o povo fica com os cubanos. E foi Cuba que rompeu unilateralmente e sem aviso prévio seu contrato! É isso aí amigos e amigas, não se deixem iludir mais e novamente.

2018 – 11 – 27 Novembro – Bolsa Família X Mais Médicos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão.

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