Na Marca do Pênalti! 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 20 março 2018.

 

Na Marca do Pênalti! 2

 

O

s desafios são diários, num comer para não morrer. Representa que o Prefeito André Pacheco está tentando e fazendo. Sempre será pouco para as necessidades, mas poderá ser muito diante das carências históricas assoladas por mentiras e a desolação ou o deserto de capacidades. Meu vizinho de jornal, o colunista Linguarudo, tem exercitado sua memória e exposto chagas de governos anteriores. Está correto! É necessário para um povo que esquece quem votou na eleição passada ou está camuflado para não ser identificado como eleitor da Dilma Golpe. Sem o banzé ou alarde de “Usina de Asfalto”, como no governo do Ridi, vai recuperando as ruas totalmente degradadas, como no entorno da Praça Júlio de Castilhos, Prefeitura e Câmara de Vereadores e cartão postal da cidade. A paisagem lunar, que derrubava motociclista, revelava que a administração pública deveria viver em algum outro lugar e jamais visitar ou circular em torno da praça principal. Essa face do malfadado descaso se corrigiu com meios-fios bem pintados, ruas recuperadas, melhora da sinalização (creio que as faixas de segurança logo estarão visíveis) e ainda uma pequena atuação da guarda de trânsito municipal.

Crônicas & Agudas

Certa mãe de numerosa prole foi acusada de “relaxada” e pouco arrumar a casa. Respondeu em tiro livre: “Dou banho e nenhum filho meu está de bunda suja!” Quando o problema é crônico e gigantesco, há necessidade de muito serviço e uma conscientização para que se possa evoluir e auxiliar. O mínimo seria cada criatura cuidar do seu próprio rabo e não sujar as ruas e abandonar seus terrenos ao lixo e ao matagal que invade as calçadas. Queremos uma Prefeitura que funcione no ritmo e na cadência da necessidade. Há muito se vê a necessidade de reformular métodos e criar metas de trabalho, produção e meritocracia para os funcionários. Os “Eles” querem a Prefeitura para se aboletar num cargo público sem os compromissos e obrigações da vida liberal. Há bons funcionários atravancados por algumas criaturas que desorganizam a vida do cidadão e contribuinte. Informatizar e reduzir burocracia. Ah! Os bons funcionários não sentirão dodói com a cutucada cidadã, pois relatam constrangimento pela atividade de alguns colegas.

Cr & Ag

O Linguarudo relembra o “171”, a falcatrua da campanha do Ridi e seus acólitos com o famigerado “Hospital Materno Infantil da Ana Jobim”. Essa turma é boa de enganação e de propaganda falsa e do convencimento alegando de que a “culpa é dos outros”. Eu estava ali no olho do furacão. Eu presenciei. Certa vez escrevi nesse luminoso espaço que “se Deus quisesse criaturas de direita ou de esquerda” os teria feito, aí conto com a imaginação do aguçado leitor. No entanto, Lula e seu pessoal martelam anos a fio de que há “eles e nós”. E dividiram as pessoas em grupos de cor, origem, castas e ideologias. E continuaram com a divisão por gênero, sendo acintosa ou “criminosa” a acepção de homem e de mulher. Nem a Bíblia estancou essa hemorragia ideológica de desestruturação do organismo social que falsamente brada por “igualdade”. Mas se resume em destruir as famílias e as estruturas para que das cinzas (ou do lixo) renasça o seu modelo de comunismo. Sabem que fracassará, mas querem se manter divindades acima do caos. Duvida? Ou a Lava Jato nada ensinou?

Gil Ferretti, também conhecido como o esposo da dona Zeli, pregava para ouvidos moucos durante a campanha eleitoral em que fui candidato que “o político está para servir ao povo durante seu mandato e jamais para ser servido”. Eu, como funcionário público e médico, sempre entendi assim também. Infelizmente, a formidável e acurada percepção do senhor Gil Ferretti é a grande e lamentável ausência na vida pública do cidadão brasileiro ungido pelo voto ou protegido pela eternização do cargo.

2018 – 03 – 20 março – Na Marca do Pênalti 2 – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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 P19 - Terror

Na Marca do Pênalti! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 13 março 2018.

 

Na Marca do Pênalti!

 

É

 muito agradável e inusitado caminhar às primeiras horas da manhã indo trabalhar e encontrar o Centro de Viamão City limpo ou sendo escoimado do lixo com o capricho por muitos trabalhadores. A limpeza tão bela quanto necessária tem uma vida curta, pois logo o povo vai-se amontoando nas calçadas, acotovelando-se nas filas de bancos e lotéricas, habitando nas paradas de ônibus ou curtindo as caminhadas de aposentados ou desgarrados em busca de uma melhor saúde física e mental. As hordas de veículos e de ônibus poluidores ainda não trouxeram a sua fuligem e vapores pestilentos. Arrisco uma respiração profunda. Um suspiro ou dois. Convém não abusar também. Após o meio-dia, ao retornar do trabalho, o pessoal da limpeza continua na sua faina incansável limpando para uma parcela de povo que se apresenta como “primitivo”. Sim! Criaturas de todos os naipes, gêneros, cores, modelos e anos de fabricação estão aí dando maus e piores exemplos. Jogam de tudo ao chão. Desde as embalagens de qualquer coisa a qualquer coisa de todas as embalagens. Como quando moças se reuniam às costas da Galeria Zavarize num fumódromo e pilhas de bitucas ou baganas para o tormento dos não adeptos dessa seita.

Crônicas & Agudas.

Viamão é um gigantesco campo de refugiados – sem ofensa! Afora escassos viventes aqui partejados e persistentes na vida local, pois muitos migraram para outras paragens, aqui buscaram refúgio, nova vida, esconderijo, dormitório, trabalho, até ordenha nas tetas públicas e outros afazeres mais na periferia da Capital de um Porto que já foi Alegre. Uns pelo casco se vê o conteúdo. Outros pela farinha se conhece o saco. Ainda pelo trote se conhece a criatura. Não se justifica maus hábitos ou má educação pessoal com os demais habitantes e sobreviventes, no máximo se explica para alguns entendedores que alegam “falta de lixeiras”. Viamão é o município que nasceu certo e com a evolução teve quase tudo para dar errado, principalmente com a enorme extensão territorial (foi o segundo do Rio Grande do Sul) e a diversidade e adversidade de sua gente. Assim como o Passo do Feijó se apartou daqui para o seu benefício, outras áreas deveriam ser livres e respirarem as suas liberdades e vontades sem estarem atreladas e presas a uma Viamão histórica e sofrida na atualidade.

Cr & Ag

Bom para a mãe e bom para os filhos, mas “interesses” impediram a liberdade e a livre decisão dos destinos das imensas populações do Quarto Distrito, por exemplo. Viamão tem mostrado uma face feia e encarquilhada. Abusiva propaganda comercial nos prédios e prédios envelhecidos, muitos com seus proprietários impedidos de melhorar e evoluir pelas normas de “cidade histórica”. Pichações! Novas e recorrentes. Alguém falou que aqui é a terra livre dos pichadores, ninho dessa escória. Como o rótulo de “cidade-dormitório” ajuda a atravancar nossa evolução? A tese do “campo de refugiados” ajuda a entender como somente um deputado foi eleito por Viamão em sua história, pois esse povo continua votando em candidatos de sua terra de origem e na sua desorganização organizada de vila. Seus representantes locais e vereadores, carregam as mesmas ideações e numa arena fatal jogam confetes e serpentinas para candidatos nômades e parasitas.

André Pacheco, foi Vice. André Pacheco é o Prefeito atual e representa ter-se preparado durante anos para o cargo. As ruas centrais, totalmente degradadas pelo asfalto abandonado, estão sendo reparadas também. Merece distinção. – Continua.

2018 – 03 – 13 – Na Marca do Pênalti – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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P18 - XBurger

Lei do Abate! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 06 março 2018.

 

“LEI do ABATE”

 

O

s cúmplices dos direitos humanos dos criminosos entendem e aceitam que estuprar, ferir e matar são inerentes à profissão daquela falange que eles chamam de “excluídos da sociedade”. Acrescenta-se a essa leva aqueles que observamos como tíbios ou idiotais úteis. Depois de um plebiscito em que o Brasil e os brasileiros mantiveram o direito à posse de arma para a defesa do cidadão, de sua família e de seu patrimônio, o ex-presidente Lula, hoje condenado pela Justiça, assinou o fatídico e famigerado Estatuto do Desarmamento – 23 de dezembro de 2003. Naquele cruel e abominável canetaço o senhor Lula, seu partido PT, esquerdistas e associados instituíram a Lei do Abate. Lamentavelmente uma das criaturas que simboliza e ensombrece a vida dos brasileiros honestos e honrados é amplamente reconhecida, a senhora Maria do Rosário (foi enxotada pela família de médica assassinada), como a fiel defensora da criminalidade na ótica dos brasileiros que são caçados e exterminados diariamente pela criminalidade crescente e feroz. Outros estão na mente e nos cartazes de protesto das vítimas dos criminosos nessa guerra onde as pessoas de bem são abatidas.

Crônicas & Agudas

Policiais tombam e morrem o tempo todo pelos criminosos muito melhor armados deixando suas famílias no sofrimento. Eles desconhecem a simpatia dos “direitos humanos”, talvez de algum jornalista que sempre interpõe algum “mas” ou um “porém”, justificando desemprego, falta de escolas e outras manipulações para “explicar”. Morrem mais de 60.000 brasileiros por ano pela violência, comparando com os 58.000 americanos nos longos anos sangrentos da Guerra do Vietnam. Populações são dominadas pelo crime organizado que desorganiza a vida normal das pessoas de bem. Revelam que cerca de 30% da energia elétrica do Rio de Janeiro estaria no poder do crime e o Estado nada recolhe desse consumo. O coitadismo é crescente e artistas e aboletados pelas tetas públicas se solidarizam com o banditismo e com os “movimentos sociais” (talvez os movimentos das balas matando crianças até dentro dos úteros maternos; movimentos das “balas perdidas” que encontram facilmente suas vítimas, etc) inerentes ao crime. Vídeos pululam na internet com as agressões sofridas pelos jovens soldados do exército brasileiro em patrulha às ruas, numa tentativa satânica de produzir alguma reação do jovem militar ou de plantar algum defunto útil.

Cr & Ag

Bandidos circulam livremente a pé ou em veículos com armamento de guerra. Descarregam suas metralhadoras e fuzis em festas e bailes funk ou simplesmente por prazer ou em demonstração de poder. O estado de guerra é simplesmente notório e absoluto nessas regiões. No entanto, nenhum ultimato com tempo para a completa entrega das armas é realizado. A sociedade esperaria que atiradores de elite das forças policiais e armadas eliminassem fisicamente cada portador dessas armas ilegais e assassinas ou assim não é em qualquer cenário de guerra? Alguém ousa duvidar que na Coreia do Norte, em Cuba ou na Venezuela eles não seriam imediatamente contidos? Essa seria a “versão cidadã” da Lei do Abate? Agora imaginem o jornalismo identificado como contrário a Lava-Jato documentando algum assassino sendo tirado de ação num confronto com a lei e a ordem. Se até colocar algemas em bandidos cria uma comoção e um clamor absurdo. Os assaltos a bancos com reféns e barricadas com escudos humanos é prática quase diária e ficaremos aguardando poetas e seresteiros, “escolas cidadãs”, justiça eficiente e rápida na defesa da sociedade como na defesa de seus privilégios “legais”, fim do limite de 30 anos de prisão, progressão de regime, visita sexual e das vantagens ao criminoso, enfim que o criminoso tema a polícia e as leis? O resto? Balela e fantasia para o agora!

2018 – 03 – 06 março – Lei do Abate – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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P17 - Granada

Pealos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 27 Fevereiro 2018.

 

Pealos!

 

A

lgum iluminado cravou que o “Rio Grande é a pátria a cavalo” e talvez nenhum estado dessa falsa federação use tanto o termo “pealar” e seus derivados como o gaúcho. T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse, ensina que o “gaúcho é um ente universal como a atmosfera, sofre com alguns buracos de ozônio, mas cresce e lança seu laço em todos os horizontes”. Pealar é envolver com o laço, é laçar nas suas mais incontáveis formas e versões. E esse linguajar despojado e afetuoso traz um coração pealado para o campo da nossa vida. Os pealos da paixão são os mais fortes e duradouros, muitos se transformam no amor mais ofegante ou sublime, outros são estrelas no manto negro do firmamento e trazem a sua luz pulsante num ritmo similar à batucada do coração. Uma princesa encantada nos joga seu laço luminoso ou num tiro de boleadeiras nos envolve num aconchegante abraço e o perfume cria nome, identidade e memória.

Crônicas & Agudas

Creio que na origem do termo está a simbologia dos pés envolvidos pela corda, pelo tirante de couro ou qualquer outro. Pegar pelos pés! Pé-a-lar! Pelo desdobramento da palavra, apurando essa sinfonia, se pega pelos pés e termina num lar. Isso é real. Inclusive entre o homem e o animal. Os primeiros habitantes do pampa desconheciam o cavalo que aqui desceu dos navios espanhóis, mas conheciam e eram exímios na arte da caça e da guerra com as boleadeiras. Os potros bravios e devoradores das longas distâncias dessa terra acossada pelas intempéries e sedenta de sangue e de combates eram capturados depois de derrubados pela boleadeira dum braço charrua. O charrua levava o cavalo para um banhado e atolado na água e no barro até a paleta ali era pacificado e aceitava o homem como seu companheiro e foram os melhores cavaleiros, os mais exímios que a história recusa reconhecer. O pealo que fundiu dois seres. O charrua foi exterminado pelos espanhóis e pelos portugueses, mas o cavalo ainda sente o pealo do amor do homem.

Cr & Ag

Ansiamos, almejamos, desejamos ser pealados? Todos nós! Algum tipo de pealo nos aguarda e por ele estamos sempre à espreita. Pelo bem e pelo mal. Como sempre e como em tudo nessa vida sofrida. Feche os olhos um tempo! Pense nos pealos que a vida lhe deu. Tanto naqueles que o derrubou e achou que não iria mais se levantar, se erguer e continuar, como sendo ardentemente pealado por algo que traz uma lágrima de felicidade. Os pealos dolorosos serão caminhos que devemos evitar, que alertaremos para que outros não sigam. O coração pealado tem uma memória eterna e tanto pode se contentar com um único pealo como pode querer repetir à exaustão até encontrar o pealo definitivo. Somos seres de amor, mas também somos portadores do defeito original e muitos continuam e serão pealados pelo lado negro da força e se permitirão continuar idolatrando o ruim que ficará pior.

Cr & Ag

Um abraço! Substitua as três primeiras letras de abraço e coloque no seu lugar um “L”. Veja que surgiu, nasceu, partejou-se “Laço”. Abraçar é laçar. Abraçar é pealar com os braços. Abraçar é pealar com o coração. O abraço é um pealo que nos une, unifica, funde, verte um amálgama e ensaia uma sinfonia que irá se irradiar muito além daqueles dois seres que deveriam ser sempre de luz. Que o pealo tenha sempre a luz do amor, da humildade e da gratidão. Jamais da posse do outro ou do ódio sombrio das intenções mesquinhas e malignas. Se a crônica o pealou, de qualquer forma o abraçou? Dê continuidade sempre. Se não o pealou, faça melhor!

2018 – 02 – 27 Fevereiro – Pealos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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P16 - Palhaço

A Próstata e as “Lendas” – Parte 2. Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 20 Fevereiro 2018.

 

A Próstata e as “Lendas”! Parte 2.

 

A

 situação brasileira está tão ruim que piranha nada de marcha ré e urubu voa de costas com colete à prova de balas. Tem a turma que quer apartar o conflito e chega: “Pô meu, sossega leão, quem te pede sou e eu conheço o teu gênio”! “Quem tem, Temer”! A outra turma gosta de berro de dor, sofrimento e gosto de sangue na boca, são os tranca-ruas atrapalhando o Samu e os Bombeiros de socorrerem os acidentados e até os desdentados e amantes da “democracia venezuelana”. Solidários enviam mensagens contando mais causos dolorosos do temido exame de próstata. Um leitor relata causo de doutor da fronteira, “doble-chapa”, touro grosso mas ligeiro que nem habeas corpus do Gilmar Mendes para criminoso, perdeu o anel de formatura numa manhã de vários exames  durante uma campanha pró-vereador. Sua secretária ligava para as criaturas solicitando que quem tivesse com o anel entalado ou já eliminado que o devolvesse. O Taurino Rodrigues, uma guria linda como festa da Ilha de Caras, devolveu o anel com um laço de fita e um poema apaixonado, flor de especial. Esse facultativo do anel criou fama ao tirar o baita dedão anelado, completando o exame – o som era de estourar rolha de champanhe.

Crônicas & Agudas

Numa aula do hospital escola boliviano, depois dos 25 estudantes se iniciarem na prática digital, treinando a anatomia e a pontaria, o paciente solene como viúva de bispo ruminou com a boca escancarada: “É por isso que dizem que fiofó de bêbado não tem dono? Mas eu ainda achava que o meu tinha dono. Eu!” A gurizada trocou olhares com o professor, enquanto uma voz anônima e lúgubre veio lá do fundo: “Me faltou testar o polegar esquerdo”! Ao contrário de um ginecologista venezuelano que perdeu o celular durante exame, não há relatos do gênero em exame de próstata. Um policial valente e destemido uma barbaridade, capaz de tirotear e brigar de foice com uma dúzia de sindicalistas e a PTzada do MST, dizia do seu pânico ao ouvir o médico calçando as luvas de borracha e afiando os dedos: “Pior que roleta russa com três balas no tambor de um Magnum .45”.

Cr & Ag

Um desses causos apócrifos da internet. O facultativo: “Fique tranquilo, é comum uma ereção durante o exame”. A vítima, digo, cliente: “Que ereção doutor, me murchou tudo que quase entrou pra dentro”! O pseudo-doutor arremata com os dentes serrados e olhos esbugalhados: “Mas eu estou.” Claro que há muito delírio e fantasia. Muita invencionice e anedotário. Há quem aumente o sucedido, principalmente quando é o seu que está na alça de mira do dedo fatídico. Um doutor explicava ao paciente e sua esposa que a necessidade do exame era pelo “custo-benefício”. O paciente saltou da cadeira e sacou atirando: “Custo começa com cu, o meu, e termina com o benefício, o seu”. E saiu porta a fora jurando de par de guampas à mulher que o levou para consulta. Há homem vingativo e com a fúria do Lula contra o Sérgio Moro… o dedão freudiano explica e comunica sem golpe nem súmula vin-cu-lan-te. Que loucura!

Cr & Ag

A Medicina evolui. Foi ecografia, tomografia e ressonância e vem aí o robô examinador. O Trump destinou 20 % do orçamento da saúde para o seu aperfeiçoamento e não afeiçoamento – quase impossível no surto de gênero, em alto número e grau, no Brasil. Comenta-se que o Imperador Gilmar Mendes, sugere cláusula pétrea de inviolabilidade “ad-eternum anus dei” (mesmo quando “não dei”) com fecha-corpus preventivo e inventivo do fiofó dos amigos dele.

 

2018 – 02 – 20 Fevereiro – A Próstata e as Lendas – Parte 2 – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

P15 - Você é responsável - Seja um Sérgio Moro do seu voto - 2016-08

A Próstata e as “Lendas” – Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 13 Fevereiro 2018.

 

A Próstata e as “Lendas”

 

T

. Jordans, Filósofo do Apocalipse, conta que quando Deus Todo Poderoso moldava o barro ancestral num toque final de sabedoria profetizou: “Dar-te-ei duas bolas entre as pernas para te identificar macho e, para evitar que alardeies abusivamente tua macheza, dar-te-ei uma outra bola que te devolverá a humildade”! “E assim se fez a próstata e o homem veio com as três bolas, duas externas e uma interna como o fiel da balança. E Deus olhou a sua magnífica criação a sua imagem e semelhança.  Observando a sua celestial volta com os outros seres do Éden com as suas fêmeas, Deus recolocou Adão na mesa de cirurgia e retirou-lhe uma costela com uma parte de filé mignon-alcatra e fez a primeira mulher – fez-se a Eva”. T. Jordans acrescenta que “Adão esgotado com as TPM, conversas e reclamações sem fim da Eva, incitada pela Serpente Comunista, criou o boteco, o futebol e o controle remoto da TV”. “E tudo ia mais ou menos em equilíbrio quando José Dirceu, alcunha da Serpente, convenceu a Eva a quebrar com o Paraíso e vieram as Dilmas”. Desde então a próstata é o calcanhar de Aquiles dos adãos de todos os tempos, inclusive dos genéricos e falsificados. Quem tem, Temer!

Crônicas & Agudas

Há quem tema mais o exame de próstata do que o PT teme o Sérgio Moro. Uns pelo trânsito digital num orifício que considera de saída e jamais de entrada. Outros temem a dor física, mas na verdade são assombrados pela dor psicológica. Há ainda uma leva generosa de criaturas com bolas entre as pernas que temem encontrarem a chave que abre o armário. É da sabedoria universal, que saindo do armário uma vez, não há caminho de volta. Para essa situação não há “Ex”. Conta-se que um policial mais dobrado que o “Chuazenega” baixou as calças, colocou a adaga e o tresoitão na mesinha ao lado da mesa de exames. O doutor apreensivo como cusco em tiroteio, suava como gordo entalado. O policial sacou e atirou com a boca: “Doutor do Céu se desconfiar que eu tô gostando do exame, me mate”! Outro passou no consultório de um amigo dentista e arrebanhou todo o estoque de pomada anestésica e aplicou tudo, mas antes tomou 5 Gardenal. Coisa de louco!

Cr & Ag

Outro ainda, conta que a patroa exigiu estar presente e negava-se explicar o porquê. Ele ruminava riscos de viadagem aguda. Torcia-se, gemia, urrava e mordia a fronha enquanto o doutor solene como bispo em enterro de ricaço dizia: “Só um pouquinho mais que eu acabo”! Desmaiando escutou da boca da patroa: “Tá vendo só como homem é frouxo, mulher aguenta muito mais pra ter um filho e aguenta rindo o que homem não aguenta chorando”! Quase morreu de desgosto. Não foi suficiente explicarem que a dor foi da hemorroida e não da próstata. Um gringo da Santa Izabel levava um pote de banha de porco batizada com hortelã para dar um frescor. Conta-se de um ex-machão que marcava reconsulta todo mês e dizia para a secretária: “Pois é querida, não convém facilitar” – suspirando! O Ibope revela inúmeros casos de paixonite aguda do impaciente pelo instrumento digital. Um ator da Globo exigia que durante o exame a trilha sonora ou música de fundo fosse Tico-Tico no Fubá e que o exame durasse toda a música com direito a bis e repeteco!

Cr & Ag

Relatam que um cubano, apelidado de Tchê Quevara, se especializou em exames com dois, três ou mais dedos. Alegava que necessitava de uma segunda, terceira opinião. Uma junta médica de dedos penetradores. Encostava no Paredón e vai dedo. Dedos! Há relatos que um especialista muito apegado a sua “virgindez” se autoexaminava. Outro avisou-me de dedo em riste e facão na cintura que Novembro Azul, mês do Exame de Próstata, não tem nada a ver com Trovão Azul o famigerado e fatídico ônibus-motel. Acredito! Jamais imaginei ao contrário.

2018 – 02 – 13 Fevereiro – A Próstata e as Lendas – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

P14 - Voto Responsável - 2017

Sabugo! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 06 Fevereiro 2018

 

Sabugo!

 

O

 cinema trouxe-nos as cenas de torturas orientais em que o bambu ou a taquara, espécie vegetal dotada de formidáveis características físicas e filosóficas para aqueles povos, sendo laminada em palitos ou estiletes e enfiadas sob as unhas da criatura visando que ela revelasse seus mais recônditos segredos ou as informações mais valiosas. As imagens mostram as pessoas sofrerem dores lancinantes e desafiadoras, onde os esfíncteres se abrem e a criatura perde o domínio primário de seu corpo. Tudo que é ruim ainda pode piorar. O torturador acendia uma chama na ponta externa que ia aquecendo e queimando o sabugo da unha. Todos sabem que as pontas de dedos são locais de poderosas terminações nervosas e extremamente dolorosas. Quem não sabe ou nem desconfia pode fazer o teste de dar uma martelada no dedo ou trancar o dedo na porta! Durante a Guerra do Vietnam aquela tortura foi intensamente usado pelo exército comunista dos vietcongs com os prisioneiros americanos.

Crônicas & Agudas

O sabugo da unha exposto pelo roedor de unhas torna-se um calcanhar de Aquiles nas pontas dos dedos e motivos de outras queixas geralmente não associadas pela mente do roedor compulsivo. Ao cortar as unhas, o efeito de atingir-se o sabugo é novamente a dor. A dor da extremidade digital, do sabugo da unha, tem como feroz competidora a dor do nervo do dente. Outra “arte” dos torturadores ou da anestesia incompleta durante um tratamento dentário. Mas o conhecido sabugo o milho está no repertório do povo, desde as cantigas até no imaginário popular. Depois de extraídos os milhos da espiga resta aquele cone esbranquiçado, o sabugo, de múltiplas utilidades e referências. Uma das utilidades desse repertório é para a higiene anal após a evacuação, mas há quem pregue que isso possa criar uma afeição ao sabugo e outra compulsão ou necessidade. Pois o sabugo também tem uma conotação sexual no caboclo rural como no expatriado para as cidades, daí ser mais um sinônimo do pênis.

Cr & Ag

Uma simpatia obscura apregoava que se colocasse um sabugo de milho – e dos grandes – sob o colchão do menino para que seu falo tivesse um espetacular crescimento e poder viril. Há quem carregasse um sabugo de milho por dentro das calças nas lidas sertanejas buscando alguma lei ancestral e perdida nas nódoas do tempo pela similaridade pênis-sabugo. As crendices populares sempre se ancoram em realidades, até fugidias, mas realidades e usos e abusos. Sempre terá alguma pilastra verbal apregoando: “quem não arrisca, não petisca”, “se mal não faz, mal não fez”, “na dúvida, não custa tentar”, “vamos em frente que de trás vem gente”, entre outras “verdades”. Daí que esposas cozinham as espigas inteiras para seus homens ganharem a energia que desde os incas está associada à força do milho, a vida vinda do Sol, e o poder do macho. Como toda a moeda tem duas faces principais, não há que subestimar efeitos antagônicos diante da crescente e avassaladora onda da multiplicidade de gêneros e dos sem qualquer gênero, número e grau.

Cr & Ag

Eis que já nessa breve ginástica de palavras e frases, sem ser o Visconde de Sabugosa do Sítio do Pica Pau Amarelo, o cronista emulsiona e realça o poder do sabugo. Qualquer sabugo usado para o bem e para o mal. Enfiado, esfregado ou dilacerado – sempre sabugo! Daí que a outra similaridade ou analogia do samba enredo da conjuntura brasileira, desde os milhões de desempregados, aos ferrados no sabugo, aos que estão levando ou com medo de levar um sabugo ou no sabugo pelo Doutor Moro e seus associados contra o crime…

2018 – 02 – 06 Fevereiro – Sabugo – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

P13 - Voto não é golpe - 2017

Chuva na Praia! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 23 Janeiro 2018.

 

Chuva na Praia!

P

ara muitas criaturas, praia é sinal de sol (e forte!) e água aquecida além de uma brisa que não estrague o penteado. Para esses, as praias iniciam, realmente, depois do rio Mampituba e sobem por Santa Catarina. O velho e ardido clima gaúcho pode e faz um inverno extemporâneo em pleno verão, mas o gaudério não se mixa e vai salgar o lombo de qualquer jeito. Com a chuva explodindo na vidraça, depois de bailar com o vento Nordeste, da-se uma espreitada no horizonte. Os salva-vidas continuam no seu tradicional bate e volta de um canto ao outro do seu perímetro. A turma da cachorrada veste uma capinha de chuva ou de sombrinha em punho vai levar os guaipecas para urinar e defecar, a muitos com os saquinhos plásticos e juntam os dejetos. A turma do futebol praiano corre atrás da bola e do isopor com cervejas. As musas de fio-dental são insensíveis à chuva e ao vento e muito menos ao frio, pois com a mesma coragem que exibem a celulite elas enfrentam as intempéries praianas. A turma do atletismo insiste em manter o despreparo físico com a marcha não acelerada e com a corrida de não chegar.

Crônicas & Agudas

Tanto faz a chuva aumentar ou diminuir, as criaturas estão com o tempo contado e não há como desperdiçar a praia, logo o calendário bate no fim das férias e a volta à cruel realidade deixa de ser um aviso e torna-se real. A Fiorino baixa uma churrasqueira de tonel e a carvoaria,  logo a fumaça rola sob a lona. A churrasqueira em apartamento é como rodízio de carnes – uma invenção gauchesca! Um conhecido abdicou de quartos para a sogra e para os filhos – que dormissem na sala ou no carro – para ter uma bela churrascaria no apartamento e ali diariamente e noturnamente pilota os espetos numa sintonia de direita e esquerda, sapateando uma vaneira. Há quem profetize que é o único local e tempo da casa em que o macho é o macho, isto é, manda no pedaço, daí ser a churrasqueira um templo sagrado em que o macho faz oferendas à fêmea com a sublime intenção de continuar a girar o espeto no quase repouso do guerreiro. Sim, sim! Quando a criatura começa a bocejar, depois de alimentar a sogra e a prole e algum anexo ou app de família, soa o aviso de que o cara vai à cama e que a turma ache outro território para zoar. Coisas da vida, antes da morte inevitável de quase todos, menos do Lula Pai.

Cr & Ag

Ali no sacolejar das 16 horas, sente-se o cheiro de bolo frito ou do famoso bolinho de chuva com canela e agora sem açúcar pela dieta extenuante. A patroa levantou pé ante pé, pois vai que o gaudério acorde e resolva ganhar a pelada no segundo tempo, e dá uma ajeitada na melena e uma sungada naquilo que a lei da gravidade e do tempo jogam para baixo e se vai à cozinha. Se a sogra velha for de fé e tiver outras utilidades práticas, já fez o café, os bolinhos e talvez um arroz de leite com leite condensado e raspas de limão e canela. E a deusa cansada e suspirosa, com a sensação do dever bem cumprido, finalmente cruza as pernas e toma seu café da tarde com merecimento de guerreira. Há quem veja machismo onde se espelha a realidade, outros veem as névoas do feminismo de gênero tripolar em cada nuança da vida.

Cr & Ag

“Essa chuva leve e macia é como ouro caído do céu! ” Outros sentem como “as lágrimas do Criador perante a devassidão no planeta”. Para a maioria a chuva é somente “um saco”! Evitável é votar em ladrão e continuar defendendo ladrão ou negar-se a ver a podridão do seu ídolo e da corja maligna que o acompanha. A chuva é parte fundamental da vida e afora o bom humor sempre necessário e as brincadeiras que refletem a realidade, necessitamos dela. Sempre!

2018 – 01 – 23 Janeiro – Chuva na Praia – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – www.edsonolimpio.com.br

P11 - Metralhas Family - 2016-08

Churrasco de Tonel! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 16 Janeiro 2018.

 

Churrasco de Tonel!

Há quem nos acuse de “desprovidos de imaginação”! Talvez outra ciumeira com a alma gaúcha. O gaúcho encosta uma carne, aproxima umas brasas e lá vai feliz e contente olhando o cavalo e o cão a sua volta enquanto fileteia com a prateada uma costela. Cena antológica da nossa realidade gaudéria e do imaginário. O gaúcho ainda lamenta que o cavalo (pingo) não coma a costela junto com ele e o cusco. Um grande amigo, o doutor Arthur, neurologista da melhor e inigualável estirpe, está treinando seu melhor cavalo para comer… churrasco. Outro grande amigo, o China, vai atestar o feito do doutor. Mas depois desse redemoinho de sentimentos, voltamos ao tonel. Sem desprezo aos assadores de churrasqueira, da tradicional às futuristas com raio laser, aos parrilladores, aos tijolos em cutelo, aos assadores no fogo de chão ou aos espetos encostados no valo ou estribados na taipa de lavoura, enfim, de todos os pelegos e arregos, o tonel ganhou o seu espaço.

Crônicas & Agudas

A ecologia e o reuso traz o velho tonel para ser fatiado ao meio. Ao comprido cabem mais espetos e mais carne. Soldam-se os pés de ferro e monta-se uma arapuca fixa ou de encaixe da ferragem que vai sustentar a alegria carnuda que pingará a graxa no braseiro e o aroma será sentido a léguas de distância. Nosso enviado especial e praiano, o “empoderado” Peru da Festa escalou-se para a reportagem no costado do Quintão. Vai Peru! “Da Kombi e da van escolar do Pereba saltaram os dois times. O time da Polar com oito ex-atletas do fogoso Tamoio viamonense e o time da Skol (vulgo Ferro na Boneca) adernava com as barrigas dos atletas. Da picape do Unha Encravada baixaram as térmicas de cerveja e cachaça e algum refri para os mais desacorçoados da vida. Duas caixas de uva da “colonha” e uns abacaxis de Terra de Areia. Peru no apito! Meia hora de pelada e 8 a 6 pros sem camisa. O pau tava comendo solto, fia da p* virou jura de amor e teve até ameaça de dedo no fiofó do centroavante da Polar, o Rogerinho da Abigail, ali da Tarumã. Cada cinco minutos parada para a ceva e o trago que a gurizada não é de ferro. Não permitiram pro alemão Rexona assar a carne, pois já tava espumando no sovaco. Escalaram um compadre velho do CTG Bagual Descornado para os trâmites legais com o carvão, o sal e a carne. O osso da costela uruguaia já relampeava no sol. O véio Boludo, alcunha da criatura, armou a mesa debaixo do toldo de lona e tirou pra dançar o salsichão, o vazio e o cheio, uns quartos de cordeiro e muita costela. Gorda como a mulher do Magrão do Ó.

Cr & Ag

O jogo terminou por falta de atletas em condições físicas. Uns lesionados até na tramela do joelho, outro no sobrecu, a maioria achou uma perda de tempo com tanta cerveja nas térmicas. Não adiantou a turma do “quem te pede sou eu” e a do “não vamo se mixá pra esses pernas-de-pau”. Anedotas corriam soltas, com uma cláusula pétrea, sem galinhagem com a mulher de amigo presente. Os que não tavam ali, arderam de tanta guampa! E as rodelas de salsichão com farinha de mandioca na gamela passavam rapidamente das mãos às bocas. O véio Boludo corta com as duas mãos e não bebe quando trabalha, depois fica quarando uma semana de ressaca. A lona tava escassa e o lombo queimado, tostado do sol, já cobrava pedágio. Alguém berrou: “Me chama o doutor Edinho do Cabeleira”. O Gardel, meio castelhano de Livramento, deitou-se debaixo da picape até que jogassem uns baldes de água do mar depois do Rogerinho botar os guisados pra fora. Um horror!

O causo vai longe e pra encurtar eu conto que rolou churra e cerveja. A turma já se agendou pra mais uma expedição praiana sem as mulheres de contrapeso e nem de xerife. Nem risco de processo por assédio ou ameaça de cantada. Abraço do Peru! ”

2018 – 01 – 16 Janeiro – Churrasco de Tonel – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – www.edsonolimpio.com.br

P12 - Sua escolha, seu voto 2 - 2017

Patentes Praianas! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 09 Janeiro 2018.

 

“Patentes” praianas!

 

Tradicionalmente no verão gaudério publicamos crônicas infladas de bom humor, trazendo a versão de nossos correspondentes do litoral marítimo do Estado de atraso gaúcho. Sim, os catarinas têm as praias e nós temos litoral. Miltinho Pedalada, laureado atleta da várzea e das areias do Quintão dá sua esticada à Capão sem Canoa e encanta-se com as patentes de fibra plantadas nas praças e à beira mar. O pessoal tradicionalmente ainda se alivia nas dunas ou na água gelada e marrom Nescau. “Eram 14 horas, a turma tinha passado a manhã batendo uma bolinha e derrubando umas cevas geladas, comendo uma costela de tonel e um abacaxi grelhado. O Paulo Cachaça fulminou uma ambrosia de sogra apesar do temor e do berreiro contrário dos amigos e até dos quase inimigos. Foi a ambrosia bater no bucho e se encontrou com a cachaça com paleta de carneiro e deu-se o crime. O carneiro berrou uma, duas e na terceira o Paulo já arriou as bermudas e veio a turma do “deixa disso meu”, “tem crianças perto”, “a gostosa tá te olhando cara”. Fizeram uma rodinha com a bandeira do time Te Arremanga e Vem e o Paulo Cachaça descarregou na lixeira. O cheiro abriu um clarão e a turma do guarda-sol baixou proutras bandas. Até os cachorros que aguardavam os ossos se abriram e pegaram distância.

 

Coisa mui feia e dolorida. O homem se afrouxou e branqueou com ameaça de desmaio e começou a chamar o Hugo com o suor frio da morte. Os colegas que ainda caminhavam pegaram o Cachaça e antes de colocar na Kombi passou uma vermelha dos bombeiros e socorreram o homem. Eu e mais uns dois, que não tavam pelo gargalo, fomos nas patentes de fibra. Uma maravilha de longe. Coloridas como arco íris. Com uma placa indicando Macho e Fêmea. Mas tinha fila. Pensa maior! Bem maior. Pouca patente e muita necessidade. As caras de dor e irritação eram como a petezada aguardando o Sérgio Moro. Horrível meu! Um cara se fez de distraído e quis furar a fila. Levou um rabo de arraia de um anão dobrado e se afrouxou num mata-leão. E se afrouxou tanto que nem precisou mais da patente. Uma velha gorda sentada e arrastava uma cadeira de praia, dessas de cano, e berrava: -“A lei da prioridade pra idosa, fila especial! ”. Numa dessas arrastadas de cadeira, a velha gorda se esparramou no chão e encheu os fundilhos. Coisa de dar dó, tanto que alguns foram acudir e nós assim ganhamos uns seis lugares na bixa.

 

Um magrão pulava duma fila pra outra, sim da fila das mulher pra fila dos machos. Um careca engrossou com aquilo. O magrão colocou uma mãozinha na cintura e a outra com o dedinho indicador no nariz e: -“Olha gente, eu ainda sou virgem e tô meio em dúvida do meu gênero. Tá indefinido, sabem? ” O careca lascou: – “Se pular de galho de novo, vou te fazer descobrir na hora qual o teu gênero coisinha louca”. O magrão até pode ter gostado da ideia, mas resolver sossegar. Como tinha mosca! Tinha umas varejeiras do tamanho de um beija-flor e paravam no ar encarando a gente. Uma baixota com uma criança pelos cabelos saiu com o chinelo dando pancadas nas moscas. As moscas voltaram, elas não. O sol estava de rachar o melão de beduíno no Saara. Fiquei associado no guarda-sol duma idosa muito bem maquiada e apessoada, cheia de colar e pulseira e… gases. Cada soltada! Uma magrinha com esses cachorrinhos de enfeite no colo, não aguentou: – “A tia parece que tá toda podre por dentro”.

 

Eis que atracou uma viatura preto-e-branco da Civil e baixou um negão do tamanho do Chuazenega. Anelão nos dedos. Corrente de um metro no pescoço. E de ouro. Achamos que veio colocar ordem na zorra. Deu outra. “A lei tem preferência”! Olhou pro cara com a revista Veja que era o próximo e uivou entre as presas. O cara provou a sua inteligência e bom senso e gritou, quase um gemido final: – “A lei tem preferência”! Eu, pra evitar conflito de interesse, chamei de meu-bem a Zero Hora que tinha no sovaco e fui achar uma duna. Nasci de parto sem dor, falava minha finada mãezinha e que Deus a tenha, e quando o delegado desceu da viatura, desafivelou o cinto com as pistolas, eu perdi as esperanças”.

2018 – 01 – 09 Janeiro – Patentes praianas – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

 

P11 - Metralhas Family - 2016-08

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