Gatos! Energia. Amor. Espiritualidade. – Edson Olimpio. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 03 Agosto 2021.

 

Gatos – energia, amor, espiritualidade!

Logo após o resiliente (sim! – impresso em papel, em tempos de submissão compulsiva às redes sociais) Jornal Opinião de Viamão ganhar a cidade, recebi manifestações sobre o tema ‘gatos’ da coluna passada. As pessoas conhecem (o gaúcho sente) a intimidade do homem com o cavalo e com o cão desde tempos imemoriais. Sabe-se que o solo gaúcho foi conquistado a patas de cavalo, pontaços de adaga, estocadas de lança, berros de pólvora e muito sangue derramado. Está na nossa história.

E o cão, menos citado, troteia no sombreado do cavalo pelos costados dos alambrados e reticente nos peraus. Já o gato não entra em disputas, tem a sua própria lida, seus afazeres e suas paixões antes de adornar um pelego. O gato não sofreu, parcialmente aceitou a domesticação humana, mas sempre esteve nas casas e nos castelos, habitou cavernas e nas tendas e barracos.

No tempo dos faraós, a agricultura evoluiu para alimentar a população crescente. Os alimentos, como o trigo, eram estocados, isso atraía tantos ratos quanto o Congresso do Brasil. Daí a importância do gato, inimigo dos ratos. Ops! No Congresso há uma sintonia em solidariedade corrupta na continua rapinagem.

Cr & Ag

O gato, semelhante às serpentes, tem vertical a pupila dos olhos, dilata-se umas vinte vezes mais que a nossa – um caçador notívago. Gatos foram mumificados com os faraós. Uma espécie de divindade, ou uma criatura que convive entre dois mundos (dos mortos e dos vivos) e temido pelos maus espíritos.

Talvez o formato de pupila contribuísse para má fama. Associados aos magos, esotéricos, bruxas e feiticeiros. Essa é a encruzilhada do engano – o gato é um catalisador das energias nocivas ou negativas do ambiente e das pessoas. As longas horas de sono, sem perder agilidade, servem para que seu corpo se desintoxique das energias nocivas captadas.

Cr & Ag

Alguém radical contra a espiritualidade, mesmo uma minoria na Terra, será impossível negar a existências de forças e energias das mais diversas que nos atingem e afetam – para o bem e para o mal. Flutue pela física quântica, pela radiestesia, chacras, pela aura kirlian, pelos passes ou bençãos, até milagres – o mundo vai continuar. Assim como o radical espiritual, votará mal no próximo ano.

As pessoas observando seus gatos domésticos tem sensação, por vezes, de que eles veem coisas ‘invisíveis’ aos humanos. Ou quando se agitam e correm pela casa como a fugir ou perseguir algo invisível. Seria uma brincadeira do felino ou algo mais?

Cr & Ag

Os atos de carinho serão retribuídos. Mesmo quando estão ‘em outro mundo’, no mundo deles – gatos, ele vem esfregar-se em suas pernas, roçar-se em seu pescoço e ronronar (único animal com essa característica com os humanos), como uma canção com vibrações que só lhe trarão bem. Assim como o bichano ao deitar-se em seu colo ou pedir as suas mãos ao bater levemente com o focinho, talvez ele queira aliviar-lhe de algum desconforto.

Eles insistem, persistem e teimam em mostrar-nos que amar jamais é possuir. A população de gatos no planeta está diminuindo. Dispensamos eles para guardar os estoques de comida – temos freezer, etc. Não fazem parte da tripulação das caravelas e navios. Walt Disney tornou o rato um amigo – veja o Mickey. As cidades estão atulhadas de lixo e dejetos humanos. O polícia prende os ratos e a federal tenta prender as maiores ratazanas, mas a justiça e o Supremo solta. Então, gatos… Somente os ladrões, nessa lamentável comparação com humanos sem dignidade ou honra!

Os gatos convivem com os cães, não os desafiam e nem os importunam. Tenha o seu bichano. Talvez mais de um. Água fresca, ração, caminha e bandeja de areia higiênica e dias sem as preocupações como com outros pets. Leve-o ao veterinário para o essencial e sinta sua casa e você com outro ambiente.

O gato vai te amar do jeito dele, não vai te bajular, quando estiver ‘de boa’ você saberá de cara. Lembro, novamente: gatos e cães vivem muito bem se você permitir!

2021 – 08 – 03 Agosto – Gatos – energia, amor, espiritualidade.

Eds Olimpio

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Gatinhos abandonados - 2021.08Gato e a Feiticeira - 2021.08.03Gato no Antigo Egito - 2021.08.03

Saco de Gatos! Eds Olimpio. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Julho 2021.

 

Saco de Gatos!

“Há gatos e gatos; há, também, uns mais gatos que outros!” – enunciava o Filósofo do Apocalipse. Quanto aos felinos, havia (?) uma prática absurda e criminosa com os gatos, assim observei na infância e juventude. E ainda escutei como médico no confessionário das quatro paredes do consultório.

“Qual seria?” – você pergunta. As casas preferiam cães e gatos machos, pois as atribulações do cio dos animais feria a educação, o conforto e até a espiritualidade de muitas pessoas. Havia constrangimento de, por exemplo, cadela e cão acasalados com a cachorrada acuando e os guris jogando baldes de água.

O acasalamento dos felinos era mais sutil, não menos barulhenta a orgia noturna, com proles eram consideráveis. A prática cruel consistia em ensacar os gatos e jogá-los dentro de um rio ou no Lago da Tarumã, aqui no centro histórico de Viamão, a Primeira Capital de Todos os Gaúchos.

Cr & Ag

Ninguém sabia ou desejava explicar a origem de tal crueldade e, para piorar, a mantinham como uma tradição. Não há filho sem pai ou sem mãe; não há obra sem planejador e construtor. A pesquisa nos remete à terrível Inquisição patrocinada pela Igreja Católica à caça dos hereges e potencialmente nefastos ao cristianismo. Aqui se cruza a Peste Negra, que pela Rota da Seda e das Especiarias, desde a China e confins da Ásia, varou terras e mares e instalou-se na Europa. Varrendo-a mortalmente.

O vetor era a pulga do rato negro albergando a bactéria Yersínia pestis – na época se desconhecia. Sabe-se que o gato é um predador e inimigo natural do rato. Aqui trombamos com o mito ou a realidade parcial ou total. Conta-se que o papa Gregório IX, pelos anos de 1232, emitiu uma bula papal condenando os gatos negros da Alemanha, inicialmente, com agentes do mal e associados à bruxaria, feitiçaria e diversas práticas pagãs.

Cr & Ag

A peste exterminou mais da metade da população e até 2/3 em certas regiões. Como também se atribuía castigo divino às enfermidades, a Inquisição e seus acólitos exterminavam rapidamente os seus desafetos.

Os acusados eram ferozmente torturados até confessarem qualquer coisa, sobreviventes da tortura eram queimados em fogueiras. Ter gatos em casa, nem precisava ser preto, já servia como pretexto de denúncia e incriminação. Na civilização dos faraós o gato era um “semideus”, vivia entre os dois mundos – da vida e da morte.

Em outros povos, semelhante. Os gatos sempre temeram a água, daí a prática de condená-los à morte e expurgar o “demônio” – ensacar e jogar em lagos e rios. Não havia espaço para dissidência no poder inquisitório, não se satisfaziam somente com a matança, necessitavam da matança com o maior sofrimento possível de pessoas e animais. Observaram que o viés do “negro” ou “preto” se associa com escuridão e com o mal nesse entendimento? Estaria aí, também, agravada a separação das raças por sua cor?

Cr & Ag

“A vida é como um carrossel, mudam os cavalinhos e quem os monta, mas fica tudo parecido ou na mesma…” – outra do Filósofo.

Há países que albergam seus ratos e pulgas negras infectadas de um peste inquisitorial que se arrasta há décadas, pelo menos, matando e adoecendo estruturas e pessoas. Seus acólitos e obsidiados, seus sacos sem fundo, fariam suar gelado o “velho do saco” (lenda popular). Vivem um devaneio de luxo, poder e ostentação, não toleram a mínima contestação. São como a peste, como o flagelo que pune com a “fogueira legal”.

A inquisição medieval se perpetua nesse tribunal sombrio e alheio à vida e à dignidade das pessoas que trabalham, do povo que vegeta, são portentosos nos privilégios aos criminosos e perpétuos na sua autoproteção.

“E o corona?” – pensou. Esse será limitado pela Medicina, como outras pestes. Essa outra, não tem prazo para acabar e muito dependerá de cada um dos eleitores desses países vampirizados pela impunidade.

2021 – 07 – 27 Julho – Saco de Gatos – Eds Olimpio

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Agradecimento.

Muito obrigado pelas mensagens recebidas pelo Dia do Médico Cirurgião, na data de ontem (30 Julho). Esse ano recebi a titulação de Médico Cirurgião Jubilado pelas minhas Entidades de Classe, como a SOCIGERS – Sociedade de Cirurgia Geral do RS, AMRIGS – Associação Médica do RS, CREMERS – Conselho Regional de Medicina do RS, AMB – Associação Médica Brasileira. São 50 Anos de Medicina e contribuição/participação ininterrupta nas nossas Entidades.

Outras Reflexões e Recuerdos dos 70! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 06 Julho 2021.

 

Outras Reflexões e Recuerdos dos 70!

“Meu Médico. Meu Amigo!” Nas derradeiras luzes do século passado recebi o convite do presidente de partido, que seria o candidato a prefeito, para concorrer como vereador. O desafio lançado de que “coloque em prática tuas ideias e desejos pela tua cidade”. Realizei um périplo, consultei lideranças e pessoas que me conheciam, assim como minhas origens familiares viamonenses. Curiosamente, como se orquestrado, surgia a expressão inicial. Meu amigo e idealizador gráfico da campanha, Gilson Silva, carimbou-a. Está aí até hoje, do início de conversa, ao abraço, às mensagens de felicitações, enfim, em quase tudo.

E foi também com o Gilson que me iniciei nas artes gráficas que hoje ilustram meus livros, séries e demais usos. Esse pendor artístico é familiar. Minha irmã Shirley vertia sua genialidade da música à pintura, da culinária à mãe exemplar – contagiante e única! Peguei um fragmento desse DNA da minha irmã.

Crônicas & Agudas!

Espiritualidade! Em crônicas e livros estão as vertentes cristãs da minha família. Meus pacientes recebem uma oração ao Espírito Santo há mais de 40 anos e as bênçãos colhidas são incontáveis. Já revelei como uma criança desenganada pela melhor Medicina de Porto Alegre foi entregue para Santa Terezinha e teve a sua cura, agora completa 70 anos.

Tenho raízes no Catolicismo Romano. Tive o privilégio da amizade e ser médico do Padre Jesuíta Rafael Ignácio Valle, discípulo do Padre Reus e que entronizou Nossa Senhora Medianeira como Padroeira do Rio Grande do Sul, hoje sepultado na Basílica de Santa Maria. Um santo homem!

Pacientes de consultório e cirúrgicos me buscavam e se tornavam amigos especiais sendo de todas as vertentes religiosas e filosóficas e assim convivi e fui aceito com carinho e respeito mútuo – sempre!

O caro amigo e Professor Dr. Antônio Veiga participou dessa abertura ampla do entendimento da espiritualidade que continuamos a cultivar e semear com muito amor e respeito.

Crônicas & Agudas!

Medicina! Sou o médico com maior tempo de vida profissional contínua aqui na Primeira Capital de Todos os Gaúchos. Um jovem no segundo ano de Medicina teve as portas do hospital de Viamão abertas pelo Dr. Wenceslau Vieira.

A vida médica cultiva exemplos de professores e de colegas. Encruzilhadas técnicas e éticas surgem a todo tempo. Muito marcaram a minha trajetória. Uma gratidão imensa ao Professor Dr. Carlos Cléber Alves Nunes, entre tantos, mas que esteve comigo como mestre, amigo, defensor ferrenho e pessoa de inigualável valor. Nas alegrias, os amigos vicejam. Nas grandes adversidades da Medicina e da pessoa, contei com o Professor Cléber “Bactéria” Nunes e o Dr. Eduardo Lopes.

Há muitos amigos a destacar sempre, mas eles estão em outras crônicas e textos e habitam o panteão do meu coração.

Crônicas & Agudas!

Patchwork! Somos o resultado desses retalhos ajustados e costurados formando uma colcha ou uma vestimenta bela e outras nem tanto. Estamos, continuamente, agregando e cosendo esse tecido que é a nossa alma imortal. Feliz em galgar essa idade, evoluí com os amigos e com a família, em ser útil (sempre com novos pacientes) aos outros e a si mesmo.

Deus permita a correção de rotas e sentir o perfume da flor sem temer em demasia ou esconder seus espinhos. Viver e ser feliz, espraiar a saúde e a felicidade com a graça do Criador e o toque do Médico dos Médicos e seus Mestres de Luz.

Durante grande parte dessa existência, intuía que o limite seria pelas franjas dos 50 anos de idade. Ou intuí errado ou o Homem me quer aqui para continuar. Isso é a Vida e a Medicina! A Gratidão é muito mais minha do que de você que me acompanha na jornada.

Obrigado e que Deus abençoe e proteja todos nós e possamos entender e aceitar seus desígnios!

2021 – 07 – 06 Julho – Outras Reflexões e Recuerdos dos 70 Parte 2 – Eds Olimpio

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70 anos - 2

Algumas Reflexões e Recuerdos dos 70! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 29 Junho 2021.

 

 

Algumas reflexões e recuerdos dos 70!

Se tenta! Setenta. 7.0 ou 70. Não faz meu perfil ser pródigo em comemorações natalícias, desde o falecimento da minha mãe Dora, aos 49 anos de idade. Nasci no dia de seu aniversário. Outra irmã que me antecedeu, nasceu no dia do aniversário do meu pai e ela faleceu após o nascimento. Meu pai Aldo, no seu aniversário, buscava a solidão dos campos e das várzeas, dos rios ou do mar – seu tempo e seu coração em reflexão e oração silenciosa.

Creio que herdei esse traço. Nesse ano e meio de pandemia com as sombras da dor e da morte pairando sobre todos nós, fugi do arcabouço, da rotina das crônicas em que o bom humor sempre teve lugar cativo e público fiel e votante/e-leitor.

O leitor, interagindo com o cronista, compartilha suas emoções, seus sentimentos e seus momentos. Alguns sentem a palavra que toca, outros a frase que sensibiliza, aqueles que mergulham no todo/mensagem e se refletem. “E os indiferentes?” – para esses faltou sensibilidade e olho clínico do escritor e a realidade da impossibilidade dos 100%.

Crônicas & Agudas!

Nessa lavoura ou semear de frases, emoções e sentimentos, cada amigo e amiga colhe e espalha a semente que lhe toca e sensibiliza sua alma. Durante bom tempo enviava crônicas para a Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio e aqui em Viamão ao Correio Rural. A cada publicação, novas reflexões e busca de evolução e entendimento. Precisava de uma casa que me abrigasse, que não fosse somente um pouso passageiro, como um fugaz pernoite.

Amigos tentaram me colocar no Correio Rural, que na época era o mais antigo jornal local – sem sucesso! Entretanto fiquei feliz quando abriram suas páginas para meu irmão, parceiro de trabalho e vida – Dr. Eduardo Lopes.

Tudo tem um tempo de acontecer e um horizonte mais amplo por vir. Logo o Professor Pedro “Pedrão” Negeliskii me levou para seu jornal, com integral apoio e a mais sólida liberdade que um escritor poderia ter. Assim estamos juntos mirando passar dos 30 anos de jornalismo e companheirismo. Que as décadas se somem para todos nós!

Crônicas & Agudas!

Escrevia e guardava. Com o alvorecer dos computadores, fui um dos primeiros médicos a informatizar o consultório – tempos da ancestral linguagem DOS. Guardava meus textos em disquetes frágeis e descobri com dor que aquilo e os HD perdiam-se nas formatações, vírus de bruços e de lado, discos “voadores”, etc. O jovem se sentia como um cão brincando com a cauda.

Já médico, com o jornal, as publicações se perenizavam. E o resto? Foi-se! Aceitei o desafio de concursos literários e coletâneas. O escritor sempre veleja contra o vento da insegurança, da sua aceitação pelos leitores, disciplina e perseverança buscam o talento arredio. Venci concursos literários e inclusive fui premiado com viagem e estadia ao exterior com a esposa. O caroço, o âmago é competir consigo. É testar sua capacidade de ser aceito.

Meu pai Aldo era exímio versejador, que os imprimia e publicava narrando os eventos da cidade. Minha mãe Dora uma especial contadora de estórias. E evoluí com a amizade e o apoio do Dr. Luiz Alberto Soares, médico-escritor-historiador-coronel do Exército brasileiro-líder nacional dos médicos escritores – Amigo!

Crônicas & Agudas!

“De médico, poeta e louco, cada um tem um pouco!” A sabedoria popular flutua no mar do entendimento pessoal e naufraga quando o horizonte é escasso. Outra: “Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro”! Não propriamente “poeta” – cronista, escritor, faiscar a linguagem do coração, o garimpar da alma… E “louco”? Escape, saia do pejorativo – demente ou insano. Sinta como apaixonado e pleno de amor pelo que faz em sua jornada de vida. Reflito-me nas demais citações.

E cada um na sua jornada, que conflui, converge e ilumina a todos, vamos viajar, navegar, singrar alguns horizontes em que tive a honra e o privilégio de estar com vocês como amigo e médico e principalmente como pessoa.

2021 – 06 – 29 de Junho – Reflexões e Recuerdos dos 70 Parte 1 – Eds Olimpio

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Capa A

Complacência! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 22 Junho 2021.

           
 

Complacência!

 

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22 junho 2021

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Complacência!

O médico, durante a sua formação, aprende e trabalha com a noção de órgãos e estruturas do corpo que executam constantemente a ‘complacência’. Assim é a distensibilidade do coração, dos vasos sanguíneos, dos genitais, entre outros. Há situações em que a complacência degenera – imagine aquela borracha ou elástico que “cansou”! – e temos, por exemplo, um coração fraco, dilatado, insuficiente para sua tarefa.

A pessoa veleja numa fome de ar, o fôlego encurta, o travesseiro fica muito baixo, levanta-se do leito após um sono inicial. Isso galopa na direção dos esforços, desde os mais simples serem extenuantes. Logo suas pernas engrossam e o inchume (edema) lhe possui inundando o corpo enfermo. A insuficiência cardíaca já deixou o palácio do coração e agride todo o corpo.

Assim constata-se que complacência tem limite. Tem um tempo de normalidade. Tem um grau de aceitação antes da degeneração evolutiva e fatal.

Crônicas & Agudas!

Semana passada, lembrei que mais de 80% das chamadas ao número 192 SAMU são trotes. Onde termina o universo da brincadeira e inicia o território sombrio da criminalidade? Brincadeira com risco de morte ou sequelas graves para outras pessoas que não possam ser socorridas a tempo? Assim acontece com as chamadas de bombeiros e organizações policiais.

A complacência sinistra, a permissibilidade inicia dentro da casa do jovem pichador, parasitas sociais e eternos ocupantes de bancos escolares. Isso perambula em todas as classes sociais – sem distanciamento. Agrava-se nos mais abonados e com tendências à imunidade, que a posição familiar ou econômica compra e paga.

Embora o coitadismo seja um esporte nacional com as cores e as músicas mascaradas e incitadas por ideologias.

O cronista jamais generaliza, mas o arguto leitor deve identificar onde estão os focos infecciosos e nefastos da sociedade.

Crônicas & Agudas!

Somos a pátria amada Brasil da criminalidade impune, julgada ou não, ainda se arvora de juízes, censores impolutos no lodaçal ético e moral que eles próprios consolidam. E quantos deles recebem os votos cívicos (ou cínicos?) repetidamente?

A desordem mora, mina os lares e a mente das pessoas ao curso dos anos e do endeusamento da mídia aditivada pelo dinheiro que falta à saúde, os salários surrupiados do trabalhador (que trabalha!) pelas mais variadas alegorias e tramoias (legais!). Quanto desse cancro nacional prolifera e se dissemina pela justiça, que habita algum universo paralelo e distante da realidade dos cidadãos honestos?

Há quem veja no judiciário espelhado em ministros do maior tribunal a neoplasia mãe. E você?

Crônicas & Agudas!

O mesmo jornalismo lacraia exige ação das polícias, mas joga o policial às hienas quando ele atua na defesa do cidadão e da sociedade. Esse mesmo facínora platinado exige que o cidadão não defenda sua vida, sua família ou sua propriedade. O criminoso é “um doente e vítima da sociedade”, passa pelo religioso pedófilo ao banco incentivador, viaja ao estuprador e falanges de bandidos por ação direta e pela complacência de um povo que o farol se perde na névoa cruel da impunidade orquestrada. E até endeusada.

Podemos esperar incontáveis reencarnações, dar a face ilimitadas vezes ou perder a honra para manter a vida? Pergunto, novamente, há tratamento precoce, inicial, profilaxia ou vacina para essa “pandemia” ou vamos nos arrastar no brete para o tubo ou para a marreta fatal?

O cronista gostaria de dissecar e iluminar seus leitores com outros temas, mas como ficar dissociado das aberrações e monstruosidades do cotidiano? Mais de 400 mil mulheres são estupradas em “anos normais” e com o isolamento social imposto? Quantas? E as crianças? E as legiões de criminosos liberados pelo judiciário para prosseguir e sanha de crimes onde são especialistas contumazes?

Sofremos com a peste chinesa – alguém duvida a origem do vírus? – e esquecemos os milhares de lares e vidas destruídas pelo crime, pelas drogas, pela impunidade, pela eterna falta de leitos hospitalares, pela corrupção absolvida e estimulada…

Você decide!

2021 – 06 – 22 Junho – Complacência – Eds Olimpio

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Nota do Cronista.

Nesse 23 de junho de 2021, completei

meus 70 anos de idade.

Entendo que é mais uma bênção de Deus para mim,

numa jornada de vida que já é longa e pretendo que seja

muito mais. Principalmente enquanto sou útil como

Médico, para meus amigos e amigas,

para minha família e para eu próprio.

Agradeço as mensagens e sentimentos tão belos que recebi.

Muito obrigado e que Deus abençoe

e proteja sempre todos nós e nossa Pátria!

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Paixão. Amor. Espírito! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 15 Junho 2021.

 

 

 

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Paixão. Amor. Espírito!

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Do calor da Paixão,

à Luz sublime do Amor, que se eterniza no Espírito!

A mente, como um aeroporto, vive e convive com pensamentos, ideias que vão e outras que, ainda no ar, esperam seu momento de pousar e serem acolhidas. E encaminhadas para suas casas. Outros pensamentos aguardam seu momento de decolar, nesse interim são modelados e lapidados. Ainda há aqueles que já taxiaram na pista e lá estão em sua cabeceira prontos para, ao receber o comando, decolarem para o mundo e até encontrarem outro aeroporto que os receba.

As variantes são incontáveis no universo da alma de cada pessoa. Essa singela alegoria reflete o cérebro e o coração do cronista. E me remete à Parábola da Ovelha Perdida na Bíblia Sagrada. Muitos são tocados, poucos se sensibilizam. A beleza de escrever e ser lido está, também, nessas luzes que recebemos daqueles tocados e sensibilizados por palavras, ações sugeridas, temas abordados e sentimentos desabrochados. Nosso entendimento é proporcional à evolução de nosso espírito e, até escassamente, recolhido nos galardões e comendas sem o viço da humanidade.

Crônicas & Agudas!

Tantas vezes uma data comemorativa representa uma trégua nos relacionamentos e uma bandeira branca de aproximação e diálogo construtivo. Uma nau açoitada pelo vento, ondas sinistras dum oceano furioso, raios e trovoadas no horizonte escuro das crises onde o bem maior, a saúde, navega na esperança do tratamento inicial e da vacina experimental.

O porto seguro está dentro da nossa casa.

Sente-se que na vida tudo principia pela paixão, que frequentemente transcende à razão. Nossa humanidade anseia e necessita estar com outra pessoa e muito com aquela pessoa especial. Ninguém busca a sua “cara-metade” ou a “parte que lhe falta”. Desejamos encontrar o todo. Pessoas completas em sentimentos, num coração desejoso e apto para amar sem possuir. A paixão acasala-se com o arrebatamento, com a explosão dos hormônios, uma pólvora que detona e, como na música, “explode coração”. Assim a paixão está para todas as atividades humanas.

Crônicas & Agudas!

Onde termina a cor laranja e começa o amarelo? Onde termina os “50 tons de cinza” e começa o branco ou o preto? O amor encontra o porto ou o aeroporto em que ideias, sentimentos e as vibrações se confortam e convivem com o tempo e com os novos voos e objetivos – juntos! O amor, sendo Luz, é reflexão e perdão. Compreender e amar “defeitos” no outro, que na realidade são “os nossos defeitos” ou inaptidões.

O amor busca se perpetuar, perene como o ciclo da noite e do dia – nem sempre dia, nem sempre noite. Como o sol e a lua no mesmo horizonte e uma miríade de estrelas cintilantes no firmamento. Na vida, apaixonei-me pela Medicina. Hoje amo a Medicina e anseio pela sua companhia para sempre, enquanto meu ser tiver essa divina permissão e aceitar.

Crônicas & Agudas!

Geralmente a idade nos entrega aquilo que plantamos – para o bem e para o mal. Todos temos cruzes para carregar em nossas costas – a diferença está no tamanho da cruz e na nossa capacidade de aceitar e carregar. As faíscas da paixão inicial se mantém e alimentam o futuro. O amor é conquistado e preservado, burilado nos espinhos da jornada.

A maturidade se nutre do companheirismo, das histórias conjuntas, do frescor e do fungar de um abraço silencioso, nos lábios que se tocam num chimarrão e, certamente, na gratidão em um firmamento juntos. Há corpos e mentes que se rebelam às restrições do físico esmaecido. Há mentes que se ampliam e buscam, na constância do amor, a preservação dos mais belos sentimentos e o espraiar da vida que se perpetua e transcende aos encantos luminosos ou fugazes do caminho.

O amor não está lá fora.

Buscá-lo no outro? Encontre-o primeiro em ti.

O amor e a centelha divina estão em cada um de nós. Jamais seremos completos sem esse simples entendimento.

2021 – 06 – 15 Junho – Paixão – Amor – Espírito – Eds Olimpio

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Os Perfumes da Vida! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 08 Junho 2021.

 

8 Junho 2021

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Os Perfumes da Vida!

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Os Perfumes da Vida!

“Faz quase um ano que tive a Covid e até agora não sinto mais nenhum cheiro, doutor.”

Abramos o leque e ampliemos os termos e usos: perfume, odor, cheiro, olor, aroma, fragrância. E conforme o entendimento e a oportunidade indicar, use-os. O número de problemas ou sequelas deixadas pela enfermidade desse vírus chinês e suas múltiplas complicações é extenso e crescente. Diversas ainda estão por serem devidamente catalogadas e estudadas. Abordemos essa vertente: o sentido do cheiro. Numa crônica anterior (vide site ou livros) abordamos o “cheiro da morte”. Não embarcaremos nessa canoa agora.

O cãozinho da família ou o que implora alguma migalha à rua percebe cerca de 200 vezes mais os odores que o nosso nariz humano. Talvez o Criador fizesse o nariz com dois buracos percebendo que sempre teria um de estepe – se me entende. Por sinal, não respiramos nos dois buracos nasais com a mesma capacidade simultaneamente. Alternam-se. Nosso nariz capta e o cérebro arquiva milhares de percepções que nos levam numa espiral infinita de estímulos e… Lembranças.

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O feto interage com a mãe nos odores. E se manifesta! Também os odores do bebê são inesquecíveis. Perceba mulheres, as mães fungando no cangote dos baixinhos. O suor que fica nas roupinhas e que não dependem do sabão ou do amaciante de roupas. No outro extremo da existência, a bisavó que recorda e sente, ao seu jeito, o perfume da loção de barba ou do desodorante do seu amado, tanto no primeiro encontro como quando se amaram pela primeira vez. Ou ainda aquela rosa… Sim, aquela rosa que ele beijou e lhe entregou com os olhos cintilantes ao encontro dos seus e ainda preenche seu coração de tanto amor que se extravasa no orvalho incontido de seus olhos.

Quantos amores iniciaram por um perfume aspirado numa rua distante, num salão de bailantes, numa sala de aula, numa fila qualquer em atropelos da existência? A fêmea é, geralmente, mais sensível aos odores e suas nuances. Entretanto, há homens que descortinam odores para o encantamento, como para a sua proteção e da sua família – uma marca do guerreiro dos tempos ancestrais num planeta com predadores conhecidos.

Cr & Ag

A comida da vovó! O cheirinho das comidinhas da casa da mãe! Sua boca fica marejada ao mero lampejo de sua mente. Comida é além da necessidade de se alimentar para sobreviver e se fortalecer, comida é o mais puro amor vertido da energia de quem a prepara.

Cozinhar com amor é da simplicidade de respirar e viver.

Um amigo, após uns dez anos na Nova Zelândia, ansiava ao pisar no solo brasileiro por um pastel de bar e um guaraná. O cheiro do pastel fustigava sua vida no país distante. Sonhava e acordava com um “desejo gravídico”. Meu pai Aldo, durante longa internação em UTI, várias cirurgias, com sondas e agulhas espalhadas pelo corpo sofrido, ao molhar os lábios, umedecer a boca com a água, falou da sua “vontade de pegar um copo de guaraná, cheirar e beber lentamente”. Assim a Luz da Vida espanta as Sombras da Morte!

Cr & Ag

Desconhecemos mais de 80% das estratégias e artimanhas de nosso cérebro em buscar nosso equilíbrio saudável. Nosso espírito é incansável e em permanente atividade. Não há medicamentos que ajam restituindo com segurança e tempo contado. Ou prazos.

A analogia da atividade corpórea como um músculo exercitado que evolui positivamente. Mantenha as narinas limpas. Reserve horários diários para exercitar lembranças de perfumes. Cerre os olhos e reviva aqueles momentos e suas fragrâncias. Planeje e crie um filme vivendo ou revivendo.

Cheire, com vontade, vidros de perfumes, alimentos, temperos, saia à natureza. Agradeça a cada molécula de cheiro que sentir. Sinta os perfumes do amor. Vibre com os cheiros da casa e das roupas.

Espante-se sempre! Isso cativa seu cérebro e o faz render mais. Quando sentir o odor de rosas onde nada existe, saiba que os Mestres de Luz estão contigo.

Boa jornada!

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O Som da Vida que fala ao Espírito! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 01 Junho 2021.

 

 

 

 

01

Junho 2021

 

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O Som da Vida que fala ao Espírito!

 

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O Som da Vida que fala ao Espírito!

 

Esse cronista ousa, há mais de 25 anos, instigar que seu leitor observe e descubra seus caminhos e aprimore suas percepções. Essa é uma missão!

 

A música nasceu com a vida que pulsou, tamborilou no peito daquele arcabouço de barro quando Deus soprou em suas narinas. Ali o homem sentiu a primeira música da sua jornada terrena, seu coração batendo e obedecendo um ritmo traduzido em vida. Vida plena! Por outra vertente, os primeiros humanos que evoluíram no calcanhar do continente africano trouxeram o tambor.

Talvez as primeiras pancadas com a mão sobre uma madeira oca ou num couro expandido de animal, o tum-tum dos tambores africanos se disseminaram pelo mundo, como os trazidos pela nação Iorubá ao Brasil. Em todas as culturas o tambor batido aqui e ouvido ao longe representa a vida aqui e acolá. As batidas do coração foram copiadas pelo instrumento. Inclusive no confronto de exércitos, havia a música de tambores em todos os recantos do planeta.

 

Crônicas & Agudas!

 

O médico, que encosta sua orelha no peito do paciente, escuta e interpreta a música do seu coração – bem afinado ou desafinado e enfermo, além do sopro vital em seus pulmões. Aprimorou-se pelo francês Pinard, depois com o estetoscópio. A vida que batia ritmada no peito.

E a gravidez? O esplendor da vida escondia seus segredos no ventre da mãe. Novamente a orelha do médico ou seus instrumentos desbravaram essa fronteira. No ventre materno batia um pequeno tambor em ritmo de amor.

Os apaixonados dedicam versos, poesias e músicas para seus amores. Onde repercute? Onde o amante repousa sua cabeça e sente o ardor de sua amada? Aninha-se no vale de seus seios e ouve o batucar de seu coração, reproduzindo, sem saber, geralmente, o amor que escutava no colo de sua mãe e ao sugar seu amor em leite.

 

Crônicas & Agudas!

 

Na ânsia de situar-se e ilusoriamente dominar o tempo, o homem buscou e encontrou no tic-tac dos relógios a sincronia que media os batimentos cardíacos. A vida e o tempo. Essa semelhança não é mera casualidade. Continuamos a medir a música do coração em batimentos na pauta do número de tic-tac do relógio.

Interessante que uma das técnicas de verificar se a pessoa desfalecida estava viva era colocar o vidro do relógio de bolso à sua boca e narinas na esperança de que o fugaz embaçamento refletisse a vida persistente.

Os outros instrumentos evoluíram nessa trilha. Talvez o assoviar do vento nas plantas, assimilado com o prender entre os dedos uma folha e soprar (fazia muito em criança), num canudo de bambu ou um junco como o Pan da mitologia.

 

Crônicas & Agudas!

 

A mãe e seu bebê! Acompanhei diretamente o nascimento da ecografia na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre. Ali presenciei, pela primeira vez, as emoções da mãe ao escutar seu filho amado conversar com ela pelo batimento de seu coraçãozinho.

O singelo aparelho abriu um universo de felicidade que as mães ainda anseiam sentir e ouvir nas suas consultas. Um pequeno tambor dentro dela, no seu ninho de vida e de amor, bate em ritmo que somente outro coração percebe em sua plenitude. Um coraçãozinho que se prepara para as batalhas da vida de todos nós, mas que sempre terá um outro tambor a percutir por ele.

 

Crônicas & Agudas!

 

Desprezando argumentos, ideologias ou religiões o tambor dentro do peito espelha, reflete, sincroniza com o espírito. A alma imortal transcende e a maioria teima em tentar evoluir apesar das atribulações, percalços, descaminhos e da selva social, tanto agressiva como insana.

Naquele momento único da criação do ser uma Luz que tocou o coração. Inicia-se a música que alimenta, regenera e busca outros para serem uma sinfonia.

Sinta, veja o título da coluna. Não seria melhor: o Espírito que fala o Som da Vida?

 

clip_image004Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

 
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O Som e o Sagrado!

 

A canção traz a voz da emoção…

É a voz do próprio coração, dizendo o que sente.

É a alma em versos, consonância e rima.

Tem Luz Suprema

e vem de cima.

É o som que ao céu excede, e transborda,

e em ritmo e melodia se derrama.

É brilho, é vida, fagulha e uma chama…

É o sopro Divino que ao Espírito anima.

É semente, depois ramo verde… E tem viço.

Mais que isso,

é o âmago em flor,

imolada e primorosa

Obra do Criador.

O som da canção

é trigo, e depois pão,

que ao espírito serve de farnel.

É bálsamo e doce mel.

A canção da vida

é qual fruta preferida,

dom sagrado que ao sol vai madurando…

A canção traduz o idioma divino.

É verbo de Deus…

Prece de sino…

E elevadas são,

as almas que escutam

e também cantam

a canção:

ora alegria,

ora gratidão,

ora lamento.

Porque o som de uma canção

é sublime brado da terra

que sobe ao firmamento!

 

               Lúcia Barcelos

 

 

 

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Dr. Belmar José Ferreira de Andrade! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 25 Maio 2021.

**Sábado, 29 Maio 2021.

…Aos amigos e Amigas e da coluna de Crônicas & Agudas / Jornal Opinião de Viamão.

…Texto e imagem da homenagem ao Professor Dr. Belmar Andrade.

…Homenagem ao Dia do Médico Gastroenterologista e um abraço especial a quatro amigos Colegas.

# Que essa mensagem os encontre com Saúde e Harmonia, cultivando a Esperança de tempos com mais Luz. Como o tempo jamais estaciona, vamos firmes em frente!

# Obrigado por estarem comigo e com Crônicas & Agudas. A produção da mensagem traduz o Respeito e o Carinho por cada um de vocês.

*** Deus os abençoe e proteja e aos seus familiares e pessoas queridas!

Abraços do Eds

 

 

 

 

25

Maio 2021

 

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

 

Dr. Belmar José Ferreira de Andrade

 

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Professor Dr. Belmar José Ferreira de Andrade

Viamão perdeu um filho que adotou a Cidade.

A Medicina perdeu um Médico exemplar.

Todos perderam um Amigo!

 

No início da década de 70, século passado, a Medicina de Viamão acusou radicais mudanças com a chegada de vários colegas médicos, cobrindo áreas e especialidades que a cidade carecia e o único hospital (ainda único hoje!) necessitava. Formaram um time, se autodenominavam de Caixa Única, pois os proventos gerados pelo trabalho de todos no Hospital de Caridade eram por todos divididos em igualdade. Um desses desbravadores foi o “Dr. Belmar”, penúltimo dessa linhagem modificadora ainda em vida e atividade.

 

Logo se identificou com a cidade e seus amigos viamonenses. A integração foi rápida e assim o Dr. Belmar era o “meu cardiologista”. Homem educado e de porte físico avantajado até poderia destoar de sua afetividade inata, um bonachão que a todos tratou com carinho e desvelo.

 

Sua esposa Elenita, companheira ímpar na sua jornada de vida, “trabalhadeira e dedicada” inseriu-se na comunidade pela feliz conjunção do casal e pelas suas atividades profissionais. Como quando possuiu um restaurante no prédio do antigo Fórum de Viamão. Na cerimônia fúnebre de despedida, abraçando a Elenita, senti em seus olhos orvalhados de dor, da mulher forte, guerreira, única companheira e fiel amiga de todos os momentos. Um casal abençoado pelo Amor!

 

“Gaúcho dos quatro costados”, frequentemente pilchado com os mantos sagrados do tradicionalismo riograndense, parceiro de cavalgadas, proprietário rural na cidade, sempre afeito a uma boa conversa e alguns causos.

Manteve seus vínculos com as Universidades, como Professor e pesquisador e no núcleo de excelência no Hospital Mãe de Deus na Capital, Porto Alegre.

 

A vida do Dr. Belmar é um tratado da melhor Medicina, de um homem íntegro, de família, de amigos (desconhece-se algum desafeto!) e de saudades no coração de todos que foram tocados por ele.

 

Nosso melhor abraço, Dr. Belmar! Cuidaste e amparaste tantos corações, agora estás ao lado do coração de Nossa Senhora e do coração de seu amado filho Jesus Cristo, o Médico dos Médicos.

Muito obrigado!

 

Crônicas & Agudas

Ao avançar, a idade desequilibra e pende a balança da vida para as necessidades e atributos da alma – deveria! O lado da balança com o predomínio do corpo, também em seus atributos e necessidades, tende a diminuir, pesar menos. A cautela é a reflexão da experiência. A finitude é o farol que conta os dias para ancorar no porto da eternidade. Disparamos, fugimos “como o diabo da cruz” (sabedoria popular) do destino inexorável. Nesse intervalo, onde abrimos os olhos e choramos ao universo – nascimento, e fecharemos os olhos com o pranto de quem nos ama e respeita para naquele porto espiritual para aguardar a chegada dos amigos. E todos chegarão! Levarão somente a bagagem dos atos e omissões da existência. Permita-se verter lágrimas durante esse intervalo com reconhecimento e gratidão. Permita-se amar e ser amado!

 

Como outros, mais um guerreiro partiu. Eternizamos no papel, livros ou jornais, os fatos e as existências. Aqui se faz e se pereniza a história. Deus permita e nos ilumine!

 

2021 – 05 – 25 Maio – Dr. Belmar Andrade – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Homenagem aos Colegas Gastroenterologistas!

Abraços especiais

Dra. Maria Helena Itaqui Lopes

Dr. Reinaldo Balduíno Peter

Dra. Maria Eloísa Kochemborger

Dr. Ronaldo Torresini

Reconhecimento. Respeito. Gratidão!

 

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As Folhas Douradas e o Outono! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 18 Maio 2021.

 

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As Folhas Douradas e o Outono |

| Dr. Belmar José Ferreira de Andrade

 

 

 

Crônicas & Agudas

Jornal Opinião de Viamão

 

 

18

MAIO 2021

 

 

As folhas douradas e o Outono!

 

As estações fluem como a água do rio. Muitas vezes tentamos represá-la para nossas finalidades, ousamos secar suas nascentes, arbitramos o seu uso e envenenamos o seu conteúdo. O rio se debate e ganha sempre o apoio da mãe natureza, pelo degelo das montanhas nevadas, pela chuva intermitente e pela mão do homem consciente e grato.

O Outono se apresenta com as lambadas, talvez lambidas, do vento Minuano trazendo o frio dos cumes andinos e o hálito polar. Irmãos, das outras estações (Verão, etc), têm sua característica, goste dele ou não. Se você joga no time da cigarra (veja Fábula de Esopo – A formiga e a cigarra) que cantarola e curte uma vida com escassos compromissos, ou se você labuta no time das formigas, que se preparam para as maiores adversidades…

O Outono tem a nos ensinar. Agradecemos as colheitas do verão e a abundância da luz solar e das roupas despreocupadas, mas o Outono abriu a porteira.

 

Crônicas & Agudas

 

A BR 116 era, na época, a principal rota rodoviária ligando Porto Alegre ao resto do Brasil e, particularmente, à Serra. E Caxias do Sul com sua Festa da Uva entregava delícias cultivadas pelo amor, antes da necessidade. O trecho serrano era encordoado de plátanos. A finalidade não era somente para a beleza ou decorativa, costeava perigosos peraus e assim evitavam os mais graves acidentes.

O plátano (já plantamos alguns!) despede-se de suas folhas, que vão se desbotando e raiando fulgores de ouro. Ouro velho! Aqueles plátanos jovens, alguns, outros idosos e poderosos troncos com longos braços abanavam ao vento as folhas dourando um tapete transitório. Encantador!

O cinema nos encanta com o Canadá e o norte americano com suas florestas decíduas. Alguns chamam de folhas caducas. Observa analogia com nós, humanos e ‘caducos’ – independentemente da idade?

 

Crônicas & Agudas

 

As árvores despedem-se das suas folhas, concentram-se em raízes mais fortes e profundas, que lhes sustentem nos rigores do Inverno. As parreiras brindam-nos com suas deliciosas uvas, que eternizamos em vinhos, num abraço gustativo e para todos os sentidos do corpo e do coração à alma. Fala-se em “dormência do parreiral” no clima invernoso. Algo como uma hibernação do grande urso.

Outono é tomada de consciência e reavaliação de rotas e estratégias na jornada da vida. Desde a Antiguidade, a queda das folhas também é o preparo para o renascimento dentro do eterno ciclo de vida e de morte.

As despedidas inexoráveis são preparadas e a aceitação doutrinada. “Nada se perde, tudo se transforma”, mais que uma lei natural, a necessidade do mundo evoluir – de cada pessoa evoluir!

 

Crônicas & Agudas

 

Toda perda é dolorosa. Pior é a privação sem o derradeiro abraço. A perda mais sentida carrega o fardo do tempo em que fomos cigarras demais ou formigas desnorteadas – se me entendem.

Trabalhamos demais. Curtimos demais. Vivemos nosso mundo pessoal em demasia. O tempo fluiu e um dia o rio rompeu, a represa caiu e a água transbordou em lágrimas. O Outono nos prepara para o Inverno, do tempo inclemente ao sofrimento do espírito. É comum ouvir – “o tempo atual passa muito rápido”.

O nosso eixo interior, nosso GPS traça as rotas do coração e da elevação do espírito, mas os desvios nos cativam. Desbravamos estradas e acumulamos riquezas, que como as folhas de ouro, serão sopradas pelo vento. Cativamos e ansiamos possuir, quando, além nós mesmos, tudo nos pertence com parcimônia.

A pandemia se revela como um outono que flutua e namora, flerta as adversidades do mais cruel e tenebroso inverno da saúde vulnerável. Mas, como o Outono, insiste em nos preparar na medida das nossas possibilidades. Talvez como as formigas solidárias na alimentação, passando pelo trabalho e desaguando na espécie que se perpetua e evolui.

Que a vacina nos ajude a evoluir em amor e fraternidade, entendimento e valorização da vida e aos seus ciclos naturais. E ao correto e adequado enfrentamento dos males causados pela humanidade.

 

2021 – 05 – 18 Maio – Folhas douradas e o Outono – Eds Olimpio

Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

http://www.edsonolimpio.com.br

 

 

 

 

Professor Dr. Belmar José Ferreira de Andrade

 

Viamão perdeu um filho que adotou a Cidade.

A Medicina perdeu um Médico exemplar.

Todos perderam um Amigo!

No início da década de 70, século passado, a Medicina de Viamão acusou radicais mudanças com a chegada de vários colegas médicos, cobrindo áreas e especialidades que a cidade carecia e o único hospital (ainda único hoje!) necessitava. Formaram um time, se autodenominavam de Caixa Única, pois os proventos gerados pelo trabalho de todos no Hospital de Caridade eram por todos divididos em igualdade. Um desses desbravadores foi o “Dr. Belmar”, penúltimo dessa linhagem modificadora.

 

 

Logo se identificou com a cidade e seus amigos viamonenses. A integração foi rápida e assim o Dr. Belmar era o “meu cardiologista”. Homem educado e de porte físico avantajado até poderia destoar de sua afetividade, um bonachão que a todos tratou com carinho e desvelo.

Sua esposa Elenita, companheira ímpar na sua jornada de vida, “trabalhadeira e dedicada” inseriu-se na comunidade pela feliz conjunção do casal e pelas suas atividades profissionais. Como quando possuiu um restaurante no prédio do antigo Fórum de Viamão. Na cerimônia fúnebre de despedida, abraçando a Elenita, senti em seus olhos orvalhados de dor, da mulher forte, guerreira, única companheira e fiel amiga de todos os momentos. Um casal abençoado pelo Amor!

“Gaúcho dos quatro costados”, frequentemente pilchado com os mantos sagrados do tradicionalismo riograndense, parceiro de cavalgadas, proprietário rural na cidade, sempre afeito a uma boa conversa e alguns causos.

Manteve seus vínculos com as Universidades, como Professor e pesquisador e no núcleo de excelência no Hospital Mãe de Deus na Capital, Porto Alegre.

A vida do Dr. Belmar é um tratado da melhor Medicina, de um homem íntegro, de família, de amigos (desconhece-se algum desafeto!) e de saudades no coração de todos que foram tocados por ele.

Nosso melhor abraço, Dr. Belmar! Cuidaste e amparaste tantos corações, agora estás ao lado do coração de Nossa Senhora e do coração de seu amado filho Jesus Cristo, o Médico dos Médicos.

 

Muito obrigado!

 

 

 

Nota da UFCSPA.

A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre tem o profundo pesar de informar o falecimento do ex-professor Belmar José Ferreira de Andrade, nesta terça-feira, 18 de maio.

Com 35 anos de dedicação à universidade, foi aluno da Faculdade Católica (FFFCMPA), tendo se formado na turma de 1969 do Curso de Medicina. Médico cardiologista, ele ingressou na instituição, como docente, no dia 1 de março de 1971 e foi lotado no Departamento de Ciências Morfológicas, que hoje é parte do Departamento de Ciências Básicas da Saúde, lecionando a disciplina de Anatomia Humana.

Teve atuação na Medicina do Esporte e foi um dos precursores desta especialidade no Brasil. Também fez parte da Comissão Médica e Científica do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Foi da Escola de Educação Física – ESEF da UFRGS  e junto com o médico Eduardo De Rose foi um dos criadores do LAPEX – Laboratório de Pesquisa do Exercício da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A UFCSPA presta sua solidariedade e sentimento a familiares e amigos do professor.

Médicos Viamão

 

Notas no grupo Médicos Viamão!

Descansou o guerreiro!

Faleceu o Dr. Belmar José Andrade. Médico e residente em Viamão. Cardiologista e Professor da nossa tradicional Fundação Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre.

Que esteja na Luz de Deus.

Que a família receba nossas condolências e orações.

Viamão perdeu um filho que adotou a cidade.

A Medicina perdeu um  Médico exemplar.

Todos perdem um Amigo!

Deus abençoe e proteja sempre todos nós.

 

20 horas. 19 maio 2021.

ATO DE LUZ

Para Dr. Belmar José Andrade

e familiares.

 

Nós, Médicos Viamão, convidamos Amigas e Amigos para esse Ato de Luz para nosso Colega e Amigo.

A sua profissão de fé e espiritualidade ilumina o Belmar e seus familiares nesses tempos sombrios e dolorosos.

O Médico dos Médicos, Jesus Cristo está recebendo o Belmar na sua equipe e nos seus hospitais.

Obrigado

Deus abençoe e proteja sempre!

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