O discurso que não aconteceu! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 15 Dezembro 2015
20 dez 2015 Deixe um comentário
2015 – 12 – 15 Dezembro – O discurso que não aconteceu – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
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O discurso que não aconteceu!
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or que o livro?” Antes da resposta remetem para a sabedoria popular que manda “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. Temos três filhos. Plantamos centenas de espécies nativas a várias exóticas em nossa chácara. Participei de mais de trinta coletâneas, sou colunista de jornal há uns vinte anos e agora, realmente, o primeiro livro em voo solo. Nos idos de 1976, 1977 e 1978 produzi e editei um jornal mural na Santa Casa de Misericórdia – O Cat Gut! Categute é um fio cirúrgico que geralmente é absorvido e some com o tempo. O revolucionário Cat Gut foi também forçado a sumir. Em 1979, fundei o grupo motociclístico Primeira Capital Equipe com o Luiz Zavarise e o amigo me incitava a produzir textos que ele próprio levava a jornal da cidade. Publiquei no Jornal do Comércio. Mas Viamão somente decolou pela coragem do Pedrão Negeliskii que me ofereceu uma coluna no jornal A Tribuna. E após seu nascimento, para o jornal Opinião de Viamão. Sua saudosa esposa me tocou profundamente: – Começo a ler o jornal pela tua coluna! Os jovens da época hoje me conduzem com seu carinho, respeito e atenção – Natacha e Andrey Negeliskii.
Cr & Ag
O médico, escritor, emérito historiador e Coronel do Exército Luiz Fernandes Soares, Presidente da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Sobrames ofereceu-me suas várias publicações e também sua amizade e respeito. Outros padrinhos literários: Dirk Hesseling levou-me para a ALVI – Associação Literária de Viamão; Benedito Saldanha levou-me para o Partenon Literário. O Dr. Eduardo Dias Lopes, médico e cirurgião ímpar esteve em vários momentos de alegria da minha vida, mas desde 1979 esteve sempre presente a atuante em todos os mais difíceis e dramáticos momentos da minha existência e da família. A Clarice Severgini está comigo com sua dedicação e amor nesses dez últimos anos de consultórios. O Luizinho Zavarize e a Nádia foram nossos companheiros em várias viagens pelo Brasil e pelo Mercosul. Eles, os meus pacientes, sempre foram a razão primeira e única de ser médico e cirurgião por mais de quarenta anos, deram-me a honra de tratá-los integralmente entregando-me seus corpos e de seus entes mais amados na busca de alívio ou de cura de suas enfermidades e de suas dificuldades. E tantos que leem minhas colunas e me atiçam para aprimorar e evoluir na Luz do Espírito Santo.
Cr & Ag
A árvore plantada e os filhos gerados representam a continuidade da vida e o legado daquela existência para o mundo, para o universo, para o presente e o futuro. Temos três filhos que nos trazem muito amor e orgulho por serem pessoas dignas, trabalhadores incansáveis, honrados, méritos alcançados pelo estudo e pelo trabalho – o Eduardo, a Cynthia e a Cristina. Com meu genro Marco Antônio e minha nora Bruna deram-nos três netos que estão em todas as últimas publicações no meu currículo: Ana Luiza, Lucas e Pedro Henrique. Minha irmã Shirley Celina, meu pai Aldo e minha mãe Dora estão eternamente presentes em vários textos e diversos deles, as lendas, são versões romanceadas ou dramatizadas de estórias que minha mãe me contava. Meu eterno cunhado Geraldo Jaeger representa o amor que tentei traduzir nos textos dos personagens da cidade que viu nascer e onde tanto construímos – Viamão! Precisaria de um texto especial para Dona Zulmira Andrade e minha sogra e bisa Palmira. E tantas pessoas vivas em meu coração, mas impossíveis de citá-las nesse espaço.
Crônicas & Agudas
O livro está aqui! Milhares de colunas de jornal e de textos estão em minha vida por ela e seu constante incentivo! A Cledi tem sido muito mais que qualquer homem pode desejar de uma esposa e companheira de jornada. Meu desapego por muito da materialidade não me estimulava a um livro solo. Ela gerou com amor esse livro, como outro de nossos filhos queridos, e tudo que está acontecendo pelo batismo de Crônicas & Agudas – O Livro! Sou feliz e grato por tudo que a vida e Deus me deram. O motivo, o espírito, a alma do livro chama-se Gratidão! É a Gratidão que pulsa meu coração e ilumina meu ser e espero perenizar esse sentimento nas páginas de Crônicas & Agudas levando a cada leitor e a cada um de tantos que me tocaram durante essa existência o meu agradecimento. Meu “marcador de páginas” traz uma oração ao Espírito Santo que acompanha meus pacientes nesses quarenta anos. Sou um homem de oração e creio que quando oramos com nossos corações e nossos espíritos estamos agradecendo ao Criador inicialmente e depois a todos por tudo que nos propiciaram transformar em Amor com Sabedoria e Luz!
Crônicas & Agudas! O Livro – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 08 Dezembro 2015
20 dez 2015 Deixe um comentário
2015 – 12 – 08 Dezembro – Crônicas & Agudas! O Livro – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas Jornal Opinião
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Crônicas & Agudas!
O Livro
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os amigos e amigas que me acompanham nesses vinte anos de colunas em jornal que foram emolduradas com mais de trinta participações em coletâneas literárias pelo Brasil a fora, vencidos concursos literários em que participei, pelo site/blog (http://www.edsonolimpio.com.br) e agora também pelo Face book, estarão comigo no lançamento ou no batismo de meu livro solo – Crônicas & Agudas. É uma edição limitada com 250 páginas e 59 crônicas, contos e lendas selecionadas. No dia 10 de Dezembro, das 18,30 às 20 horas estaremos recebendo-os no Restaurante Buena Vista, no Complexo Realizare, Avenida Américo Vespúcio Cabral, 259.
Cr & Ag
“Natural de Viamão, onde atualmente reside, batizou-a de Primeira Capital de Todos os Gaúchos, Edson Olimpio Silva de Oliveira é o terceiro filho do amor de dona Dora e do seu Aldo, tendo a graça de nascer no dia do aniversário de sua mãe. Casado com Cledi, com a qual teve três filhos: Eduardo, Cynthia e Cristina, e três netos: Ana Luiza, Lucas e Pedro Henrique. Estudou no Grupo Escolar Setembrina, no Ginásio Bento Gonçalves, no Colégio Rosário e se graduou em Medicina na Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre, hoje UFCSPA. É médico e foi cirurgião por quarenta anos, também foi motociclista e vereador de Viamão.”
Cr & Ag
“Há quase duas décadas, tem coluna em jornais de Viamão, tendo, durante os últimos quinze anos, publicado no Jornal Opinião de Viamão. O autor participou de quase trinta coletâneas regionais e nacionais, e já venceu concursos literários, inclusive ganhou um prêmio internacional, tornando-se conhecido nas cidades onde trabalha, Capivari do Sul e Viamão. Suas crônicas são distinguidas em sessão do Senado no Congresso Nacional do Brasil e inserida em seus anais. É membro da Sobrames – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores; da ALVI – Associação Literária de Viamão; e do Partenon Literário. Fundou a Primeira Capital Equipe enquanto viajava pelo Brasil e Mercosul divulgando a sua cidade e suas tradições. Foi criador e editor do Cat-Gut, jornal mural da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre e também é editor dos blog Crônicas & Agudas e AD 76 MedCat! Amigos para Sempre.”
Cr & Ag
“Contos e crônicas selecionadas e publicadas originalmente nos jornais de Viamão. Lendas regionais, estórias contadas de mãe para filhos e desses para os seus netos. O misticismo amalgamado na realidade histórica de uma terra varrida por guerras entre irmãos de uma mesma pátria. O amor à negritude estampados no heroísmo jamais descrito na região. O triângulo amoroso consentido do homem, da sua mulher e da deusa que os encanta – a motocicleta. O amor vertido e romanceado nas realidades pessoais. O texto lido e exaltado no Senado do Congresso Nacional do Brasil e gravado em seus Anais. O olhar explorador no cotidiano mesclado com ironia e bom humor. Os causos e o regate de pessoas que marcaram a cidade. A ancestral igreja e o amor cristão. O respeito e o amor aos animais.”
Essas mulheres maravilhosas e seus cremes fantásticos! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 24 Novembro 2015.
29 nov 2015 Deixe um comentário
2015 – 11 – 24 Novembro – Mulheres e seus cremes fantásticos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Essas mulheres maravilhosas e seus cremes fantásticos!
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s mulheres em busca da beleza e de uma pele bonita e sensual gastam várias vezes o seu peso em cremes embelezadores durante sua vida. E fazem muito bem. A mulher deixando a infância, após a menarca terá a companhia de cremes e certamente de homens ou seus príncipes encantados. Alguns não tão encantadores, mas desejosos dela – a bela. “Para quem ama, o feio bonito lhe parece!” – sabedoria que desde meus jovens anos aprendi com minha mãe Dora. “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental!” – pelo mestre poeta Vinícius de Morais. Desde tempos imemoriais as mulheres buscam uma pele viçosa, suave ao toque, bela ao olhar, perfumada como rosa ao esplendor. Desde as beldades da corte de Genghis Khan, dinastias chinesas, misteriosas nipônicas e rainhas egípcias, óleos e cremes estão no arsenal feminino numa guerra de competição com outras mulheres, com o tempo e consigo mesmas.
Cr & Ag
Óleos de oliveira ou das mais secretas formulações. Leites de cabras ou de camelas. Essências exóticas e raras. Banheiras e banhos de imersão. As egípcias retratadas nos hieróglifos e na arte escultural combateram o calor, o sol, a escassa humidade ambiente, a areia e o vento para que suas peles não virassem papiros. Orientais talvez usassem até de animais sagrados ou não. O machismo empedernido diz “que essa mulher não dá mais no couro”, numa analogia sinistra ao sexo sem qualidade ou a secura genital. Todas querem continuar sendo amadas e desejadas pelo seu homem ou cativantes e deusas no exercício do poder feminino.
Cr & Ag
A árvore de casca espessa ou que a morte veio da ausência da fluidez de sua seiva servirá para lenha. Nenhuma mulher no seu íntimo deseja ficar ou ser uma “árvore seca” que servirá para aquecer externamente e não intimamente. A menopausa traz a simbologia da “árvore que não dá mais frutos”, mas na moderna acepção principalmente busca-se uma longevidade com qualidade de vida e da beleza. De feiura basta a situação social brasileira. Novamente o machismo pensa nos “finalmentes”, alega e reluta contra as necessárias e fundamentais aplicações dos cremes e produtos da beleza feminina. “Não há mulher feia, há mulheres mal tratadas” e vistas com o olhar distorcido ou com o astigmatismo do coração por homens de pouca inspiração e muita transpiração.
Cr & Ag
“Mulher feia e briga de foice eu passo longe!” – Filósofo do Apocalipse. Toda regra tem exceção e inclusive esta. Tem feia inteligente e burra que chega a altos cargos. Essa é parte da ideologia de fazer “poste” virar algo melhor. Mas aprecio também o ritual. Tem a base preparatória antes do pré-creme. Aí vem o pré-creme. Depois o creme principal e vai ao pós-creme. Apagam estrias. Nutrem o colágeno. Revigoram fibras. Estimulam a circulação linfática e células rejuvenescedoras. Retiram células mortas pelo sol, pelo vento e pelo mau olhado das adversárias. Criam uma película protetora – também até do olho gordo. Renovam cinco, dez anos. Para mãos, pés, face, seios, abdômen, pernas e… Os anos não passam e fazem o milagre de retroceder no tempo. Frescor por 24 horas. Sensualidade nas regiões necessárias e beleza em todas.
Sou amplamente favorável à desoneração fiscal de todos os cremes e demais armas ou subterfúgios para a beleza. E mais – uma “bolsa creme” para todas as brasileiras no valor dos auxílios alimentação, casa e outros eteceteras dados ao judiciário que pouco traz de beleza à vida do brasileiro. Com exceções conhecidas e até desconhecidas. E viva o creme de beleza!
Sonhos e… Pesadelos! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 17 Novembro 2015
15 nov 2015 Deixe um comentário
2015 – 11 – 17 Novembro – Sonhos e… Pesadelos – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
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Sonhos e… Pesadelos!
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mundo ainda se contorce no cotidiano e nos leitos que seriam de descanso ou de amor com o pesadelo francês. No início do ano a redação e funcionários do jornal Charlie Hebdo foram vítimas do terror em Paris. Logo surgiram as explicações que “justificavam” com as charges ofensivas aos muçulmanos. Ação e reação, dizia-se. Algo semelhante com os episódios das torres gêmeas, com o metrô de Londres, na Espanha e nessa cadeia de destruição e morte como a queda do avião russo no Egito e mais de duas centenas de mortes – motivos! Parece que a França tem enorme dificuldade de entender os sinais premonitórios de que sua terra será atacada e seu povo e todos aqueles que buscam a sua pluralidade. Charles De Gaulle comandou a resistência francesa na II Guerra Mundial de Londres e os exércitos de Hitler marcharam sobre a França. Liberalidade e pluralidade na pátria da Marselhesa. Todos convivendo com todos. Assim baixou-se à guarda, diminuíram-se as defesas, abrandaram-se os cuidados contra o terror?
Crônicas & Agudas
Cerca de dois dias antes, os jornais nacionais mostravam a rotina da fuzilaria numa das principais avenidas do Rio de Janeiro. Os veículos retidos e seus ocupantes em desespero buscando algum tipo de abrigo ao som tétrico das armas automáticas em sinfonia de morte. Eis que um pai com um bebê em seus braços tentava alguma defesa e proteção atrás de um carro. Todos os americanos que morreram durante a sangrenta guerra do Vietnam em anos de renhidos combates… Número similar morre violentamente no Brasil anualmente. Leu correto – anualmente! Os sonhos daquele pai e de tantas mães que amaram antes da concepção, pela gestação e com os filhos aos seus lados, quantos planos e projetos – sonhos, quantas lágrimas de felicidade tornam-se choros convulsivos de dor e de desolação num pesadelo sem fim.
Cr & Ag
Se a mãe natureza não nos dotou de garras dilacerantes, presas afiadas, couraças ou escamas protetoras, portes avantajados ou glândulas venenosas como somos tão destrutivos? Nascemos absolutamente desprotegidos e dependentes. Por longos anos assim continuaremos. Como então somos tão cruéis, sanguinários, obcecados e tantos necessitados de verter e de banhar-se no sangue de seus semelhantes e da destruição sistemática de outras formas de vida e da mãe primordial – a natureza? Há entendimentos teológicos, filosóficos ou espiritualistas como de outros desprovidos de qualquer vínculo religioso de que dois terços ou três quartos da humanidade é ruim e primitiva nas suas essências e de que somente cerca de 20 por cento é que realmente se esforça em evoluir, iluminar-se e crescer no amor.
Cr & Ag
Concorde ou discorde, mas observe e conclua se puder. Para muitas pessoas em muitas civilizações e em todos os tempos o estado de sono é o estado humano mais próximo da morte. Eis o terror, a fobia ou a singela dificuldade daqueles que consciente ou inconscientemente tentam conciliar o sono necessário. Quanto do uso e do abuso de soníferos está nessa situação? Nesse caudal está o sonho e suas conexões com as nossas fantasias, nossas realidades vividas ou por vivenciar, o desprendimento do espírito para voos sem o casulo corpóreo, a atividade de um cérebro tão pouco conhecido, ou… A humanidade busca explicações, entendimentos e aperfeiçoamentos desse estado fundamental para o homem e visto também em certos animais. A ciência demonstra que o bloqueio persistente do sonho leva a graves problemas físicos e mentais. Todos nós sonhamos! Lembrando ou não. Acordados e dormindo. E quantas vezes os pesadelos continuam mesmo estando acordados?
Conflito: A Justiça e a Moral x Os Privilégios e as Facilitações – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 10 Novembro 2015
08 nov 2015 Deixe um comentário
2015 – 11 – 10 Novembro – Conflito: A Justiça e a Moral x Os Privilégios e as Facilitações – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
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Conflito:
a justiça e A Moral x os privilégios e as Facilitações!
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criatura humana tem a propriedade de aplaudir ou de vaiar dependendo do pescoço que está na ponta da corda. Daí a crucial frase: “Quem tem teme!” É próprio da política e dos políticos darem vantagens para uns com o suor e com o sangue dos outros. Nessa trilha estão as facilitações, privilégios ou benefícios para ingressos em jogos de futebol, cinemas, espetáculos de toda a ordem, como também em passagens de ônibus e cotas especiais para pessoas ou raças. Somos pródigos em ver o merecimento e a necessidade de prestar ajuda e auxílio. Somos seres solidários, principalmente usando a parte intelectual e não a física e material. Provavelmente a famosa culpa que nos impõe pelos “pecados” ou feitos contrários de nossos antepassados desde épocas remotas. Qual a culpa da Maria e do João pelo Cabral ter pisoteado nessa “amada terra do Brasil”? Nem todos aceitam e pensam dessa forma. Quantos não se consideram devedores de negros e de índios pela escravidão e o desbravamento do Brasil até sendo tão ou mais humildes que certos favorecidos? Quantos encaram o darwinismo social (a sobrevivência dos mais aptos) como real e necessário e pregam à boca pequena pelo temor da perseguição ideológica que nesses 500 anos de Brasil, os índios, por exemplo, se não evoluíram e melhor se adaptaram é deles a responsabilidade e não do resto da sociedade? Há defensores de cotas raciais que se alegram com as novelas e espetáculos na TV que mostram os negros em rodas de samba, sensualidade abusiva e escasso avanço na escala social do mérito escolar – poucos elogiam o Ministro Joaquim Barboza e muitos outros, por exemplo.
Cr & Ag
Quando certas ONGs (Organizações NÃO governamentais) somente sobrevivem com o dinheiro drenado pelo governo dos nossos bolsos, contrário ao seu nome, muitos aplaudem. Os “benefícios sociais” ilustrados com o belo nome de “conquistas do trabalhador” representam que o cidadão está tendo seus impostos sangrados em benefício de poucos e raramente do todo social – vide bolsa alimentação do Judiciário, por exemplo. E logo serão “direitos adquiridos” ou capitanias hereditárias de seus possuidores e ali adiante estará um Estado falido de 12 milhões de pessoas que não cumpre a conta salarial de 350 mil funcionários – vide RS. Tudo com o manto protetor da legalidade de leis aprovadas pelo corporativismo faminto e mascaradas por uma justiça tantas vezes injusta e imoral, como com os aposentados do INSS, aberrante e cruel exemplo. Do estoico estudante ao vagabundo empedernido quantos se acham dependentes das benesses da sociedade e do Estado paternalista? Dê algo a alguém, repita e repita esse gesto e logo estará obrigado a manter essa nutrição paradoxal ad eternum. Observem movimentos femininos que exigem direitos iguais, salários iguais, liberdades iguais e outros portantos, mas jamais algumas dessas reivindicantes feministas quererão aposentadoria pelo mesmo tempo de idade, contribuição, tratamento igual ou serviço do homem?
Cr & Ag
O Jornal Opinião mostrou em edição passada que através de políticos e pela prefeitura serão concedidos “até 95% de desconto” para que inadimplentes nas obrigações de impostos e taxas coloquem-nos em dia. Que outras leituras o cidadão faz? – Esses safados da Prefeitura cobraram abusivamente e agora estão dando refresco para alguns! – Esses políticos para ajeitar a vida de seus amigos querem esse benefício contrário a quem sangrou para pagar em dia! – É a cultura da esperteza cruel – ninguém deve pagar em dia, pois lá na frente terá um político e a prefeitura para dar perdão ao mau pagador principalmente! – E os que pagaram em dia terão descontos compensatórios por carregarem nas suas costas as obrigações da sociedade viamonense, como os salários dos vereadores, do prefeito, etc? – Por que não cobram algo mais acessível a todos, em vez de sangrar os que pagam em dia, tantas vezes em detrimento de sua família e de suas necessidades pessoais? Quando alguém não cumpre sua obrigação, quando alguém não paga o que deve ou paga abaixo do valor inicial, duas coisas são reais: há abuso de valores cobrados ou extorquidos e alguém está pagando pelos devedores ou pelos beneficiados. O artigo V da Constituição (Cláusula Pétrea? – Todos são iguais diante da Lei) foi “aprimorada”, pois alguns são “mais iguais que outros”. Objetivo do Cronista: o leitor deve argumentar consigo inicialmente sobre a Justiça, a Moral e a Ética da nossa sociedade brasileira e as vantagens e privilégios que arcamos para que o todo “facilite e aprimore” partes e segmentos.
Como a fração dos brasileiros que estuda e trabalha e sempre trabalhou e que todas suas conquistas foram pelo mérito e pelo esforço aprendido com os pais (que trabalharam honestamente até à morte) e ao longo de uma vida de esforços e respeito aos outros, vimos uma nação enferma, doente em que a justiça, a moral e a ética são simples objetos de retórica e de fins duvidosos e escusos.
Festa dos Mortos… Ou Festa da Vida? – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 03 Novembro 2015
03 nov 2015 Deixe um comentário
2015 – 11 – 03 Novembro – Festa dos Mortos… ou Festa da Vida – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
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Festa dos Mortos… Ou Festa da Vida?
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ia dos Finados! Finado significa falecido, defunto ou morto e o dia dois de Novembro representa tradicionalmente uma data para que os falecidos sejam homenageados com flores, coroas, velas, missas, orações e prantos. Muitos prantos! Aqui nesse espaço, por vezes quase litúrgico, contamos como as pessoas se sentiam (e sentem) com o Vento Norte, esse vento morno que antecipa a data de Finados e todo o conteúdo emocional e simbólico, também supersticioso, que carrega em seu ventre. Minha avó Adiles – também avó da Áurea, da Maninha, do Baiar, do Negrinho, do Silmar – preparava com caiação primorosa, adornos de flores feitas à mão e naturais, todas as sepulturas dos familiares. Tenho na retina da alma sua imagem colhendo copos-de-leite junto à horta no fundo do quintal. Pranteava silenciosamente suas “perdas”, sem jamais deixar de encorajar a minha mãe (pela minha irmã Dilú – falecida) e auxiliar os amigos do Mendanha. Encham seu coração de mais amor relendo as histórias das lavadeiras do arroio Mendanha no site desse seu amigo e médico.
Crônicas & Agudas
As missas lotavam a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e tão logo o culto acabava outro começava – as pessoas em cortejo buscavam e desciam pela Rua Dois de Novembro que desembocava no portão principal do Cemitério. A juventude também se caracteriza pelas verdades passageiras e a dor logo arrefecia e os hormônios pululando nas veias encontravam os guris e as gurias ensaiando um namoro tão singelo quanto o canto do sabiá nos cinamomos da rua. Tendas e barracas vendendo de flores e coroas, um pouco de tudo, como pasteis carnudos com leve odor da querosene do fogareiro. Um sorriso e uma piscadela de olhos, talvez ou “que-tal”, prenunciava um namoro – a maioria como aqueles que acabam na quarta-feira de cinzas. Havia quem se apropriasse de uma bela rosa de alguma sepultura solitária e já pranteada para ofertar a alguma bela guria. Bela e bela!
Cr & Ag
O tempo, esse mestre inegociável e incorruptível, dá-nos a possibilidade, a chance, a oportunidade de mudanças de rota e aperfeiçoamento de nosso espírito. Cerca de 20 a 30% aproveitam e iluminam-se progressivamente. Vários de nossos amigos e amigas (e quantos parentes!) estão num outro plano existencial e, que mesmo para quem duvide ou desacredite, aguardando nossa chegada. Somos passageiros e devemos ser responsáveis por essa passagem existencial de amor ou de ódio. A meninez de nossos sentimentos e de nossos atos, até pecados, considerados por alguns, também é o curso da vida que se repete, mas que se renova. Que se abre em novos horizontes em que amaremos e teremos filhos do coração, não necessariamente do nosso corpo. O respeito à simbologia da morte, especialmente na cristandade, e o respeito aos mortos é a abertura, o introito magnífico da sinfonia da vida que se reergue e se renova e busca evoluir e aperfeiçoar-se.
Cr & Ag
Desde o primeiro instante do primeiro dia da Escola de Medicina os mestres nos ensinaram o respeito absoluto e inarredável ao morto. À sua morte que trouxe seu corpo para nos ensinar os segredos e os caminhos da saúde e da vida ali na pedra e no aço das mesas de Anatomia. Ali um morto anônimo, sem ninguém a levar-lhe flores ou acender uma vela branca em sua sepultura, entrega-se numa das mais divinas missões – tornar jovens em médicos, ou seja, adentrar um portal luminoso de Amor ao paciente e à humanidade. Finados… O Dia de Finados é gratidão, respeito e continuidade daquilo que veio do barro primordial e ao pó retorna, mas é a Vida do Amor e da Gratidão com Respeito aos nossos pais, irmãos, familiares, amigos e estranhos, como ao Cadáver da Mesa de Anatomia!
Oração ao Cadáver Desconhecido
"Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado pela fé e esperança daquela que em seu seio o agasalhou, sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que por ele tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe; mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente."
Karl Rokitansky (1876)
Ao cadáver, respeito e agradecimento
O lobo mau e as experiências da vida! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – 27 Outubro 2015.
28 out 2015 Deixe um comentário
2015 – 10 – 27 Outubro – O lobo mau e as experiências da vida – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
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O lobo mau e as experiências da vida!
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m antepassado do Danilo, do Haroldo e do Sílvio Boca, muito antes do avô Olímpio, insistia que “sou tão velho, mas tão velho que quando eu vim de Portugal para o Brasil ainda não tinham feito o mar”. Fluía um sorriso maroto enquanto observava o espanto da plateia. Num desses tempos ancestrais, quase jurássicos, os avós, pais e professoras liam estórias para as crianças. E as ajudavam a interpretar. E entender. E a contar para outras crianças. Os três porquinhos e o lobo mau fazia uma dessas fábulas. Quem desconhece que consulte o oráculo Google. No estudo da homeopatia e dos florais há medicamento específico para “quem não aprende com as experiências da vida”. Para segmentos da espiritualidade e da filosofia acreditam-se que a reencarnação acontece pela nossa necessidade de evoluir através da conscientização e do entendimento de nossos erros. E a sua não repetição. A Medicina sempre busca a prevenção antes da desgraça consumada, daí as vacinas e toda a gama da Medicina Preventiva, como o “outubro rosa”, o pré-natal e o exame de próstata.
Cr & Ag ou Crônicas & Agudas
Nas adversidades ambientais há quatro fases: predições climáticas, tormentas/desgraças, solidariedade e conscientização/prevenção. Sabemos que não basta a solidariedade com o drama que se abateu sobre dezenas de milhares de pessoas com o infortúnio climático atual. Até desprezemos ao aprofundamento técnico com o fenômeno El Niño para sabermos que irá se repetir. Infelizmente! A tragédia está mais do que anunciada, no entanto o poder público é deficiente e sempre arde no bolso do cidadão. Há flagelados de carteirinha que esperam há “três décadas” e “dezenas de protocolos” as soluções que tardam e não vêm conforme a necessidade. Piora: o aumento populacional desordenado, a ocupação de áreas “verdes” (que nunca amadurecerão), o lixo fora do lixo, as construções precárias e inadequadas para nossa região… O clima é o lobo mau da estória, que revida pela devastação. Quantos seres humanos seriam os porquinhos da fábula? Qualquer granizo e ventania (várias vezes ao ano!) há destelhamentos e furos no telhado. As telhas que usamos devem ser as mesmas do Nordeste seco e tórrido, logo sem as normas técnicas adequadas para sua venda e uso no Estado. Assim como as paredes de tijolos de cutelo. O Uruguai faz diferente com clima similar.
Cr & Ag
E faltam lonas pretas toda hora. Sendo ideal para alguns comerciantes e políticos que se empanturram e materializam na desgraça alheia e se eternizam nas promessas raras vezes cumpridas. O saudoso mestre de obras João Bueno sempre colocava uma lona plástica por baixo das telhas para prevenir goteiras em sua sabedoria na escola da vida. Existe uma cartilha, um manual que ensine aos humildes a construírem melhor com seu escasso dinheiro, para que não terem que reconstruir a cada nova tormenta? Desconheço! Os ribeirinhos da Amazônia recebem dos “antigos” e dos religiosos as melhores práticas. O ranchinho perdido no sertão nordestino sabe construir uma cisterna. Ninguém aceita uma extração dentária sem anestesia ou parto com dor, hemorragia e risco de perder-se mãe e filho. A vida deve ser menos dolorosa, mas o lobo continua vindo e com as mais variadas pelagens e até discursos. Ou começamos a aprender ou continuaremos sofrendo e necessitando da solidariedade para nossos males e nossas dores.
Espero que ninguém seja tão obtuso ao ponto de ofender-se com analogias, mas o alívio ou supressão da dor, do sofrimento, dos desconfortos do corpo e da alma e a leitura de uma existência mais feliz, com maior discernimento, mais luz e alegrias para as pessoas que amamos e para a humanidade necessariamente passa por maior entendimento e mudanças necessárias. Principalmente e inicialmente em cada um de nós.








































