Longevidade e Imortalidade – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – 06 Fevereiro 2013

 

2013 – 02 – 06 FEVEREIRO 2013 – Longevidade e Imortalidade – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Longevidade e Imortalidade

 

Assim como o comunismo é o caminho mais longo para o capitalismo, o ateísmo é também a mais longa jornada para a espiritualidade. Quanto mais luz menos controvérsia, quanto mais sectário maior é a discordância. Credita-se a Galileu Galilei a frase: – A Bíblia nos ensina o caminho do céu, mas não nos ensina como o céu funciona. É no Livro Sagrado que nos causa espanto a longevidade dos profetas. A morte resultou do rompimento do homem com Deus ao ceder junto de Eva à Lúcifer. Adão, o primeiro homem, viveu 930 anos. Nos ensinamentos de Pedro, para Deus 1000 anos são como um dia ou uma noite de vigília. Matusalém viveu 969 anos. Enoque 365 anos. Noé viveu mais de 900 anos e após o Dilúvio ninguém teria vivido mais de 200 anos, ficando na faixa dos 120 anos. Jacó 147 anos. Moisés 120 anos. Sara engravidou aos 90 anos. Há 4000 anos Davi dizia que a idade do homem seria de 70 anos e daí a decrepitude. Eis que agora, 4000 anos depois de Davi voltamos à média de vida dos 70 anos no Brasil.

Cr & Ag

Se antes o mundo precisava ser povoado, hoje a superpopulação assusta e impressiona com a destruição ambiental e continuidade das guerras sem fim, sempre com o homem sendo o algoz do homem pela religião ou pelo ouro, enfim por poder. “Cem milhões em ação, prá frente Brasil, salve a seleção!”, isso é parte da música que embalou as dores e as alegrias dos brasileiros durante os anos 70. Fomos tricampeões mundiais de futebol e iniciamos a jornada da longevidade em curva ascendente. Os constantes avanços da Medicina, da educação e dos investimentos governamentais em saúde pública estão jogando cerca de 30% de vida a mais a cada ano vencido. Espantem-se! No primeiro mundo capitalista em que religião e governo respeitam-se, mas não se imiscuem aumenta-se em velocidade crescente a expectativa de vida útil de quatro meses a cada ano vivido. Lembrem-se que estatística é como biquíni, mostra quase tudo… A singela observação traz esses avanços aos nossos sentidos.

Cr & Ag

As mulheres duram mais porque se tratam mais que os homens”, – observação repetida e ouvida com frequência. “Hábitos de vida mais saudáveis e regrados aumentam a vida” – realidade. Nos tempos ancestrais Deus estava mais próximo e conversava mais com os homens, melhor ainda, os homens buscavam mais a Deus e estavam bem mais abertos para Ele. A natureza era absolutamente livre dos poluentes contemporâneos, assim como a atividade física era essencial para a sobrevivência. E os alimentos? Logo estaríamos envenenando a natureza e os corpos. Sabe-se que a degeneração mental dos nobres e abastados não se deveu somente aos relacionamentos co-sanguíneos, muito pela intoxicação crônica dos metais usados na confecção de taças e utensílios outros. Somam-se a promiscuidade sexual, com a neuro-lues (sífilis atingindo o cérebro). Essas seriam as causas da morte de Alexandre o Grande que na terceira década de vida deixou o maior império construído por um único homem.

Cr & Ag

A morte é a companheira mais fiel da vida, assim como a sombra é da luz ou a enfermidade é da saúde. Essa dualidade ou essa bipolaridade faz-nos navegar entre polos distintos, mas absolutamente próximos. Um difícil de conquistar e manter, outro sedento pelos nossos tropeços ou escolhas erradas. A juventude crê-se imortal. É uma qualidade que remete ao desafio, ao arrojo, ao experimentar e sentir o novo, mas é um defeito quando nos retira o raciocínio, a segurança da razão e o estreitamento dos limites entre vida e morte. Somos seres de âmago, de alma imortal habitando uma casa perecível, com tempo de vida útil e que nos foi gentilmente cedida, emprestada pela natureza em seu ciclo eterno de renovação. Novamente a ciência na Lei de Lavoisier: – Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Somente dois elos nessa cadeia de eventos da vida e da morte nos tornam a imagem Dele: – Disciplina e Amor! Em qualquer tipo de existência, em qualquer tempo ou espaço.

Um pedido aos amigos leitores: dedique agora alguns minutos de oração a quem em plena juventude perdeu esta vida e aos seus pais, familiares e amigos. A dor diária que nos anestesia remeteu-nos para essa brutalidade da morte coletiva. Que nos tornemos novamente seres de Amor com Disciplina de vida.

 

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Dama em negro

Máscara Negra – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião–30 Janeiro 2013

 

2013 – 01 – 30 – Máscara negra – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Quanto riso! Oh! Quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão, Arlequim está chorando pelo amor da Colombina no meio da multidão.”

Para quem ama ou para quem odeia, ele, o carnaval, está logo ali espreitando pierrôs e colombinas e o título desta “carnavalesca” coluna remete ao imortal Zé Kéti e a sua Máscara Negra. Não se conhece imunidade ao carnaval. Há quem se isole em algum lugar remoto e pouco sabido para tentar fugir dos festejos de momo. Pode-se até escapar dos sons, das músicas e da agitação típica, mas jamais se fica alheio ou imune aos seus feitos, defeitos e efeitos. Diz-se que o “Brasil somente acorda e começa depois do Carnaval”. Logo seus efeitos benéficos ou deletérios são para todos. Nesta trilha de afirmações há outros que afirmam que o espírito carnavalesco de tão entranhado na vida do brasileiro permanece até o carnaval seguinte. Logo, renova-se e jamais se acaba. Outros doutos e aprumados com as realidades do sofrimento e da alegria da brasilidade afirmam que o “Brasil é um grande salão ou uma imensa avenida onde desfilam escolas, blocos, bandas e avulsos de toda ordem e cor. Milhares de palhaços e escassos arlequins e colombinas”. Concorda?

Cr & Ag

Acredita-se que sua origem está nas festividades gregas de mais de cinco séculos antes de Cristo como homenagens aos deuses da fertilidade do solo e da carne. A secular Igreja Católica passou pela aceitação e rejeição por diversos períodos e fases. Na Roma Antiga a semana de carnaval (do latim carnis + valles ou prazeres e orgias da carne) marcava a liberação total. O entendimento e as festividades ganharam características peculiares em cada povo ou região, assim como em cada época. O carnaval de hoje certamente é bem diferente daquele de cinquenta anos passados. O que nunca mudou? A liberação total, a orgia, a elasticidade ou a perda dos limites do corpo e do espírito, para o bem e para o mal. Voltando à Roma dos imperadores, ali os escravos durante uma semana podiam ser príncipes ou reis da folia. Crê-se que o carnaval abriu as primeiras portas e janelas para romper com os grilhões da escravidão humana e ao nivelamento social.

Cr & Ag

Quem nunca viveu um carnaval, deve reencarnar, pois essa vida foi incompleta”, apregoa do alto de sua sapiência T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse. E continua com sua versão bem humorada: – O gaúcho é o pai do carnaval no Brasil, pois ninguém conhece mais de prazeres da carne do que o gaúcho. Ou alguém insanamente discorda que carnaval e churrasco tratam de prazeres da carne? E aqui é onde se bota a melhor e até a pior carne no espeto. A orgia da carne deve ter sido de romanos reencarnados aqui na serra gaúcha que deu origem ao espeto corrido. Explorem as analogias e as realidades. – sentencia soberano quando os temas são carnais.

Cr & Ag

Há quem veja os partidos políticos como blocos ou escolas de samba com seus caciques e beneméritos. Há os puxadores de samba e a bateria, várias alas, como há os fantasiados dando o couro e o suor para a escola sair bem e ganhar. De qualquer jeito, mas ganhar. Comprando os jurados? Todos fazem, – apregoam seus líderes. “Vergonhas a mostra”, impossível para quem não tem vergonha. Como ter escrúpulos quem exibe suas partes pudicas a todos os ventos e leitos? Daí que ser o maior carnaval do mundo ou ter o maior bloco carnavalesco do planeta é uma honraria singela para 200 milhões de brasileiros. Somos o único carnaval em que quarta-feira de cinzas, enterro dos ossos ou sábado de aleluia são meros adereços na orgia travestida de dourada e sob a chuva de confetes e serpentinas.

“Foi bom te ver outra vez; – Está fazendo um ano; – Foi no carnaval que passou; – Eu sou aquele pierrô; – Que te abraçou e te beijou meu amor; – Na mesma máscara negra que esconde teu rosto, – Eu quero matar a saudade. – Vou beijar-te agora, – Não me leve a mal: Hoje é carnaval.”

Carnaval Veneza

Carnaval Veneza2

 

De frente para a desgraça – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião–23 Janeiro 2013

 

2013 – 01 – 23 Janeiro 2013 – De frente para a desgraça – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

De frente para a desgraça

Há momentos em que estamos tão assolados pelo infortúnio, tão doloridos pelos golpes da existência que parece que o inferno é aqui mesmo. Há quem assim acredite e propague com razões, por vezes, de difícil dissuasão. Há quem evite assistir aos telejornais principalmente nos horários de refeição justamente por ter que engolir sofrimentos em doses paquidérmicas. Há quem sabiamente desliga equipamentos eletrônicos nestes horários de convívio e de confraternização familiar ou de amigos. Infelizmente aumentam esses números de viciados na eletrônica de um big brother sem fim, não se desconectam dos smartphones e das ditas redes sociais. Estão nas redes sem se darem conta do enredo, do enredamento das relações e das suas vidas. Há filhos que somente se comunicam com os pais pelo twitter ou facebook. Pode? Não deveria.

Cr & Ag

Há momentos em que nenhuma alienação intencional da sufocação do noticiário que não nos arremeta ao sofrimento extremo, a dor sem limites de “esquecer-se de um filho dentro de um carro fechado e logo encontrá-lo morto”. Outro dia essa desgraça derramou-se sobre um delegado de polícia do interior do Rio Grande do Sul. Acredito ser uma das mais brutais formas de dor e sofrimento que pode se abater sobre qualquer ser humano. A perda de um filho dessa forma é contra as leis da natureza e ninguém deveria ser contemplado por tão gigantesca perda. Na distância pranteamos em sintonia com o amor de humanidade que nos possui e alenta. E oramos. Oramos pela criança, pelo pai, pela mãe, pela família e por todos os responsáveis para que tal drama absurdo deixe de ser fato e torne-se uma cicatriz distante da existência, da vida de qualquer um e de toda a sociedade.

Cr & Ag

Labirinto viamonense

Um amigo que para ir ao supermercado Nacional (aquele das filas intermináveis e da ausência de caixas ativas) ou ao centro de Viamão deve ir até a sinaleira do Cocão e só então retornar vários quilômetros ao centro da cidade. Assim tem mais segurança ante aos inúmeros acidentes na travessia do Fórum novo. Indagou-me se conhecia dos planos da atual administração para retornar no mínimo ao estado anterior do trânsito com melhor e mais racional acesso às ruas e lugares. Disse-lhe um velho refrão: – estou contigo e não abro! Todos nós aguardamos alguns desesperadamente, um trânsito mais efetivo no perímetro urbano. Por vezes parece que estamos constrangidos entre rios ou mares como em algumas cidades, mas que a ERS 40 e a maldita e mal aquinhoada e abandonada ERS 118 representam algo assim, até parece!

Cr & Ag

Graduada em Direito na PUC

A jovem Elisa Cristina, filha do casal de amigos Sílvia e Antônio Ávila graduou-se em Direito no sábado passado na PUC de Porto Alegre. Infelizmente não pudemos estar pessoalmente no magnífico evento, mas novamente transmitimos nosso carinho e respeito aos queridos pais e um incentivo a jovem Elisa que com sua capacidade construirá um horizonte muito belo e luminoso. Sucesso. Saúde. Sabedoria.

Chama Humana na Vela

De frente para a desgraça – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 23 Janeiro 2013

 

2013 – 01 – 23 Janeiro 2013 – De frente para a desgraça – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

De frente para a desgraça

Há momentos em que estamos tão assolados pelo infortúnio, tão doloridos pelos golpes da existência que parece que o inferno é aqui mesmo. Há quem assim acredite e propague com razões, por vezes, de difícil dissuasão. Há quem evite assistir aos telejornais principalmente nos horários de refeição justamente por ter que engolir sofrimentos em doses paquidérmicas. Há quem sabiamente desliga equipamentos eletrônicos nestes horários de convívio e de confraternização familiar ou de amigos. Infelizmente aumentam esses números de viciados na eletrônica de um big brother sem fim, não se desconectam dos smartphones e das ditas redes sociais. Estão nas redes sem se darem conta do enredo, do enredamento das relações e das suas vidas. Há filhos que somente se comunicam com os pais pelo twitter ou facebook. Pode? Não deveria.

Cr & Ag

Há momentos em que nenhuma alienação intencional da sufocação do noticiário que não nos arremeta ao sofrimento extremo, a dor sem limites de “esquecer-se de um filho dentro de um carro fechado e logo encontrá-lo morto”. Outro dia essa desgraça derramou-se sobre um delegado de polícia do interior do Rio Grande do Sul. Acredito ser uma das mais brutais formas de dor e sofrimento que pode se abater sobre qualquer ser humano. A perda de um filho dessa forma é contra as leis da natureza e ninguém deveria ser contemplado por tão gigantesca perda. Na distância pranteamos em sintonia com o amor de humanidade que nos possui e alenta. E oramos. Oramos pela criança, pelo pai, pela mãe, pela família e por todos os responsáveis para que tal drama absurdo deixe de ser fato e torne-se uma cicatriz distante da existência, da vida de qualquer um e de toda a sociedade.

Cr & Ag

Labirinto viamonense

Um amigo que para ir ao supermercado Nacional (aquele das filas intermináveis e da ausência de caixas ativas) ou ao centro de Viamão deve ir até a sinaleira do Cocão e só então retornar vários quilômetros ao centro da cidade. Assim tem mais segurança ante aos inúmeros acidentes na travessia do Fórum novo. Indagou-me se conhecia dos planos da atual administração para retornar no mínimo ao estado anterior do trânsito com melhor e mais racional acesso às ruas e lugares. Disse-lhe um velho refrão: – estou contigo e não abro! Todos nós aguardamos alguns desesperadamente, um trânsito mais efetivo no perímetro urbano. Por vezes parece que estamos constrangidos entre rios ou mares como em algumas cidades, mas que a ERS 40 e a maldita e mal aquinhoada e abandonada ERS 118 representam algo assim, até parece!

Cr & Ag

Graduada em Direito na PUC

A jovem Elisa Cristina, filha do casal de amigos Sílvia e Antônio Ávila graduou-se em Direito no sábado passado na PUC de Porto Alegre. Infelizmente não pudemos estar pessoalmente no magnífico evento, mas novamente transmitimos nosso carinho e respeito aos queridos pais e um incentivo a jovem Elisa que com sua capacidade construirá um horizonte muito belo e luminoso. Sucesso. Saúde. Sabedoria.

O Tempo

El matador setembrina – Edson Olimpio Oliveira – Jornal opinião – 16 Janeiro 2013

 

2013 – 01 – 16 Janeiro 2013 – El matador setembrina – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

El matador setembrina – Série Verão Insuportável

Muito se fala e escreve sobre o perfil de certo “homo machus viamonensis” e sua insaciável devoção ao amor liberal e sem fronteiras passando pela rigidez de um Barbosa ao ecletismo de um Dirceu. Eis que vamos acompanhar um deles, que não é dentista, mas está em todas as bocas. Depois de um capricho nas melenas desce as escadas da barbearia. Mais um tapa na Coca Zero e mira a caixa d’água. De cima a baixo e solta um arroto desdenhoso entremeado pelo sussurro – Sou muito mais eu! Saca o celular da maçãzinha mordida: – É o Gogó? Tô sacando meu… Qual é a senha? – do outro lado uma voz de agente secreto atira: – Carcará, pega mata e come… – e nosso (meu não, de Viamão City!) latin lover caminha até a esquina da Feira Paulista joga o raibam (ou raibã?) para o telhado capilar e… pigarreia. Abandonou o cigarro desde que seu falecido médico tirou-lhe um litro de água da pleura e terminaram a noite jantando e enxugando várias cervejas no saudoso Velha Capital.

Cr & Ag

Voltemos um pouco no tempo. Nasce o sol e calor de fritar ovos de camelo, batem na porta do bunker das Águas Claras: – Acorda meu. O mundo não acabou. Pode sair! – e nada. Eis que grita de novo: – O mulherio tá te esperando e… – não deu mais tempo para nada, foi como um abre-te sésamo, a porta de aço reciclado do bunker abriu-se e aquele vulto barbudo e bem nutrido saltou à rua. A sua cola vieram cinco belas bonecas cobiçadas, uma de cada raça. Dizem que seria o melhor de cada raça e cota um, ou uma. Estavam internados no bunker esperando o final do mundo pelo calendário maia. – Como? Por que das meninas de todas as raças? – pergunta alguém aturdido. O homem pretendia repovoar o mundo depois que as águas baixassem, os vulcões se acalmassem e o Zé escapasse do julgamento do mensalão.

Cr & Ag

Aos curiosos e aos que visam proteger suas fêmeas, vamos traçar um rápido retrato falado, digo, escrito do sedutor viamonense. Tamanho do Magal. Pegada do Kleber Gladiador fora da zona de conforto. Papo do Lula e contracultura do FHC. Voz do saudoso Teixeirinha. Excitação de… de bispo. Retornemos à caçada do insaciável de alcântara. Rapidamente cruzou a praça, desviando pelas vielas da casa do povo e entrou de costas, empurrando a porta de vidro do barzinho. Todos os olhares lhe cobiçaram, principalmente os femininos. Como todo pistoleiro sentou-se numa mesa de canto com as costas à parede, pois sabem como é bala perdida e humor de corno. Pendurou a pochete na guarda da cadeira e largou os ray-ban na mesa para que o reflexo das lentes mostrasse a porta. Estudou o ambiente num relance. Seu interesse caiu em duas mesas e seis gatinhas. Três em cada mesa. Sacou logo o lance. Na mesa da direita estavam duas noivas do governo Bonatto e na mesa da esquerda era três viúvas do governo Alex.

Cr & Ag

Sarcasmo e deboche entre elas. Quem saía bebia samba com gelo derretido. Quem estava no partidor bebia champanhe de Rivera. A vida é assim, tristeza de uns e uma e alegria de uns e outras. Jamais se preocupou com as lutas políticas e seus divórcios, seu tatame sempre foi o lençol adornado de belas, ou nem tanto, flores. Eis que uma loura oxigenada com a Bety Buuu tatuada na perninha arrematada com fios dourados sorveu um gole de champanhe seduzindo com a longa língua passando do queixo até o nariz. Uma sensualidade de acordar múmia. Mas eis que a afro partiu para o deboche sungando a micro-mini-exígua saia jeans e cruzou as longas pernas malhadas numa chamada desafiadora. As presas sempre se oferecem ao predador, essa é a lei da selva urbana – pensou.

Cr & Ag

Encurtando o causo. O cara deu uma arrumada no equipamento, o que é uma manobra fatal e decisiva ao pré-combate, levantou-se e… abraçaram-no. Todas elas – repito para reafirmar a solidez dos fetos, digo, fatos. Contam línguas ferinas que o bunker fechou-se novamente e que certas e belas moçoilas somente apareceram depois dos ternos de reis. Estafadas, mas felizes. E ansiosas que o mundo nunca termine, pelo menos até o carnaval do Cantegril murchar na quarta-feira. E o histórico bloco Madrugada CCC ressuscitar!

 

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Pinga fogo – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 09 Janeiro 2013

 

2013 – 01 – 09 Janeiro 2013 – Pinga fogo – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Pinga fogo

 

Se você está me lendo já é um sinal de que escapamos do “holocausto maia, tanto do calendário como do deputado”, conforme escrevia em mensagem um colaborador. Como nem tudo que é legal é ético ou moralmente recomendável, a posse de José Genoíno na Câmara dos Deputados é pelo menos uma afronta ao tribunal superior, à moralidade e ao parlamento. Mais uma no caudal exposto do mensalão. Outras estão incubadas e logo virão a furo. Infelizmente. Mas mudando literalmente da mala para o saco, a expectativa dos viamonenses é imensa para o trabalho dos eleitos que romperam o império do PT em Viamão City. Vários (e)leitores solicitam informações e indagam das medidas que serão tomadas.

Cr & Ag

Cem dias! Deem esse prazo aos novos administradores para que respirem, conscientizem-se da situação deixada e assumam verdadeiramente o controle do sistema que tem rotinas instauradas há 16 anos e as mudanças são, por vezes, dolorosas. Não há parto sem dor, há nascimentos com analgesia. Que os projetos de governo jamais sucumbam antes os projetos de poder. Que as forças dos partidos jamais sejam maiores que as forças vitais da sociedade, sendo a coragem uma obrigação constante e jamais uma meta a ser perseguida. Coragem com disciplina e sabedoria. Há homens nessa empreitada aptos para as tarefas necessárias. Recebam a nossa paciência como seu presente inicial de ano novo e de governo. E que as oposições tenham dignidade e responsabilidade com a sociedade antes dos seus partidos.

Cr & Ag

Mais humor e menos dor! Estamos com algumas crônicas escorando o bom humor para esse verão sufocante, de estradas abarrotadas de carros, praias entupidas de gente e faltas de água e luz. O excelente colega médico cardiologista doutor José Luiz Vieira fez uma real e bem apanhada figura de imagem quanto às estradas e o morticínio nos acidentes. A popularização do automóvel que deixou de ser coisa de rico ou abastado ou de burguês, do dicionário comunista, virou artigo de consumo acessível há mais de três milhões de novos veículos por ano, excetuando caminhões, motocicletas, etc. Sua imagem: – Lembra-se do globo da morte? Presença obrigatória nos circos iniciou com uma motocicleta e hábil piloto realizando um looping mortal no seu interior. Logo a novidade precisava de mais emoção e colocaram duas motocicletas simultâneas. Não bastou e colocaram três e continua aumentando o número de motos sempre buscando o desafio e a possibilidade da desgraça anunciada. Um globo um pouco maior quem sabe. Sempre mais motos ou veículos. Assim estão as nossas ruas e rodovias, como um globo da morte.

Cr & Ag

Complementei sua ideia arrancando algumas barras de ferro do globo, como valetas e buracos da ERS 118, por exemplo. Resumo do drama – até está morrendo pouco, ficando poucos mutilados e estropiados diante do volume absurdo de veículos em rodovias absolutamente assassinas. E de motoristas despreparados e irresponsáveis. Deus deve ser mesmo brasileiro, já que muitos governantes somente aparentam ser.

Cr & Ag

Previsões para 2013! – Se você comer menos e gastar mais energia do que come, certamente esse será seu ano de emagrecer. Faça mais academia e menos comilança. Segunda – Se você gastar menos do que ganha, manterá seu saldo positivo e sobrará uma grana para investir ou curtir. Caso você queira manter ou aumentar seus gastos, trabalhe muuuito mais, evite mulher, bebida e carro e jamais durma fora de casa. Se nada disso funcionar, constitua uma empreiteira, arranje uma Rosemeri e trabalhe para algum governo. – Colaboração: T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse.

Amor à música

Um amor à música

Ho Ho Ho Ho–Natal 2012–Edson Olimpio Oliveira

 

Natal 2012 – HoHoHoHo – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

HoHoHoHo

Mais um ano aproxima-se de seu final e melhor fechamento a humanidade não poderia dispor do que ter toda a simbologia, os ensinamentos, os exemplos e os entendimentos do Natal como a festa da chegada, as alegrias do início e a iluminação da humanidade pelo Ser mais magnífico que já andou por esse planeta. Antes e depois de Cristo, mas jamais sem Cristo. Cristo é o amor absoluto e pleno em forma humana, é o amor que se pode tocar, sentir, ver e ouvir. Mas o ser humano necessita do exercício de seus sentidos e precisava de algo visível e tocável, de algo representativo e mobilizador dos sentimentos e por outro lado a veia comercial inata ao homem manifestou-se e surgiu o Papai Noel.

Cr & Ag

Diversos escritores trouxeram o Natal para a imaginação vertida em palavras e imagens. Walt Disney desabrochou a vida mais iluminada contida ou reprimida nos corações mais duros e empedernidos nos seus personagens de revistas, filmes e parques. Tristes são as pessoas que não conhecem o Natal que podemos desfrutar na liberdade de ir e vir, na possibilidade de encantar e de ser encantado por presentes materiais ou do coração. Povos em conflito ideológico e religioso continuam a matarem-se numa sina interminável. Povos reprimidos pela dor da repressão armada e pela fome e miséria generalizada. Ou a vida sem trabalho digno e horizontes para aspirar e buscar seus sonhos e desfrutar novas realidades.

Cr & Ag

Durante quase trinta anos de minha vida passei Natais e Anos Novos dentro de hospitais e de plantões. Numa data ou em outra. Muitas vezes nas duas. Hoje minha filha segue essa mesma estrada de médica e cirurgiã. Sentimos a falta de estar com nossos familiares ou nossos amigos, mas somos privilegiados por estar na hora e no local em que podemos deixar nosso trabalho e nossa mensagem de amor ao ser humano como Aquele que veio para servir e não para ser servido. A enfermidade jamais marca hora e dia e a alegria está em ser médico que alivia as dores do corpo e da alma sofrida e fragilizada e tudo o que fazemos aos filhos dos outros, às esposas e mães dos outros estamos, na verdade, fazendo a nós mesmos e a quem amamos. Do guarda do estacionamento, à recepcionista, pessoal de enfermagem, pessoal da cozinha e da limpeza, enfim todo esse universo preparado para atender aos enfermos com amor e respeito e tendo consciência de seus limites e necessidades de sempre evoluir para melhor tratar.

Cr & Ag

São os plantões de maior carga de trabalho do ano. Em alguns locais, as equipes são reforçadas e sobre-avisos jamais dormem. Muitos por necessidade econômica ou de outra ordem, mas todos com a liberdade de estar ou não numa grade de plantão. Essa ideologia macabra e de certos sindicatos que proíbem o trabalho em certos dias, jamais deveriam usar os serviços de saúde, de bombeiros, de polícia e uma infinidade de pessoas que trabalham todas as horas de todos os dias para que o mundo seja melhor e mais justo. Nós podemos perdoá-los, mas a vida os ensinará. E a satisfação do dever cumprido ou de encontrar o familiar e imitando o clássico Noel num HoHoHoHo e num abraço noticiar que seu filho está muito bem, que a cirurgia da sua mãe correu “melhor impossível”, que sua esposa está reagindo e que todos os sinais vitais estão estabilizados, que o colega chamado passará a noite ao lado da sua irmã e certamente o parto será tudo normal – e foi!

Cr & Ag

HoHoHoHo! Abraço em sentimento cada um dos meus amigos e pacientes, das pessoas a quem amo e a quem amei, que mesmo sem poder tocá-las estão sempre comigo em amor e em ensinamentos e exemplos. Que o Noel de amor faça o que nossas dificuldades não conseguem vencer e numa prece silenciosa irradie-se Luz e Amor para todos a nossa volta, e num crescendo que vá atingindo cada um dos seres do planeta e do universo rompendo os grilhões do ódio e da dor, perdoando e sendo perdoado, amando e sendo amado. Muito obrigado e Feliz Natal!

Boas Festas - 2012 - 2013 A

Visite e colabore: Médicos sem Fronteiras – http://www.msf.org.br

Vida Estranha ou “Mentes Macabras”–Edson Olimpio Oliveira–Jornal Opinião–19 Dezembro 2012

 

2012 – 12 – 19 Dezembro 2012 – “Mentes macabras” – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Vida estranha ou “Mentes macabras”

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Era uma vez um sujeito que ia numa dessas lojas pet e comprava um cão. Dias depois lá estava ele e comprava um gato. Mais um tempo, voltava na loja e comprava mais um cão. Os donos da loja tratavam-no com a máxima distinção de cliente fiel e gastador. E as coisas iam nessa balada até que a balconista atreveu-se a perguntar, já muito desconfiada, o porquê de comprar tantos animais. O homem levantou a camisa e deixou a mostra um enorme revólver, ao que a moça tremeu as pernas, suou gelado e contraiu os esfíncteres. E com os dentes serrados e semblante de possuído pelo “demo”: – Para cada um que ela me trai eu enfio uma azeitona no bicho. Não mato ela, mas mato o bicho que ela se apega. – e continua sendo traído.

Cr & Ag

O mandachuva-raios-e-trovoadas da CEEE culpa o consumidor pelo caos da energia no Estado. Seu patrão, o governador Tarso, que deveria destituí-lo sumariamente, endossa suas palavras e assina ao lado. Segundo esses “expoentes” o cidadão é culpado por comprar ventilador, freezer, condicionador de ar e outros itens necessários ao bem estar do lar. E acrescentam que o cidadão tem a obrigação de comunicar a CEEE quando adquire esses bens e aumenta seu consumo de energia. Só falta o cidadão comunicar a CEEE que vai ao banheiro e vai acender a luz. É o absurdo na boca e nos pensamentos de quem deveria ter a mente clara e disciplinada. Quando Tarso venceu o pleito político escrevi que “era o homem certo para a hora e local certo”, recebi somente cutucões e dedos em riste. Confesso que errei até agora. Reconheci o erro quando Tarso Governador rasgou suas metas com a educação e agora parece ser o homem errado para o lugar certo.

Cr & Ag

Quer melhor negócio do que vender algo que todo mundo necessita e sem concorrência – assim é com a LUZ ou energia elétrica? No entanto a CEEE acha ruim. Se no poste defronte tua casa ou firma passassem LUZ de outras empresas você ainda compraria dessa estatal? Se há falta de energia no teu prédio ou empresa a CEEE te manda comprar um transformador e por firma credenciada colocar e receber pela tabela CEEE em desconto de perder de vista. Pode? Pode. Se a rede elétrica está em posição ruim em relação ao prédio, a CEEE manda que tu faças os devidos reparos por empresa credenciada por ela e receber um mínimo novamente a perder de vista. E assim é a balada da incompetência e da agressão ao bom senso e ao bolso do consumidor e do cidadão. Nunca vi direitos do consumidor e justiça coibirem esses abusos da CEEE. Gostaria de ver e noticiar.

Cr & Ag

Vários dias sem luz – lares e empresas. Nos lares sentimos diretamente na pele. Nas empresas com prazos para cumprir, folha salarial, impostos mil, clientes e eteceteras, dá para imaginar a catástrofe. E a culpa é sua – consumidor gaúcho! Não tem nada que ficar colocando empresa neste Estado, nem ficar comprando geladeira e ventilador e depois Deus ainda manda esses vendavais… O governo federal já culpa o cidadão que compra um carrinho e vai congestionar o trânsito das ruas e estradas e esses caminhoneiros que estão aí carregados e estragando as rodovias. Esse é o Rio Grande e o Brasil da cabeça cubana de vários governantes. Esse pessoal deve querer que vivamos como pessoas comuns de Cuba, pois quem é do poder tem do bom e do melhor e o resto trabalha com salário de 20 dólares por mês e vive em cortiços e na prostituição.

Cr & Ag

clip_image003Usei “mente macabra” da singular música de João de Almeida Neto – As razões do boca braba. Que sejamos os bocas-brabas e não entremos um novo Natal com a idiotia da submissão ou o aparvalhamento da ideologia fracassada. Essa enfermidade de culpar os outros de sua incompetência ou de sua visão distorcida é própria desse socialismo puído e despudorado que imaginava-se estar fenecendo. Eis que volta sempre culpando os outros e jamais assumindo suas responsabilidades.

HoHoHoHo! Como falta luz acenda velas! Se tiver luz, economize e desligue as luzes da árvore natalina, desligue ventiladores e ar condicionado e lembre-se de desligar a geladeira e o freezer, pois na economia de muitos sobrará energia nas metas do governo.Com velas e à luz da lua tudo é mais natural e romântico. Se o Noel trouxer computador ou qualquer coisa que gaste luz, ponha fora. Afinal, colabore!

Feliz Natal! Um abraço desse seu amigo cronista e do seu médico e cirurgião. Feliz Natal!

Devagar e Sempre–Edson Olimpio Oliveira–Jornal Opinião–12 Dezembro 2012

 

2012 – 12 – 12 Dezembro 2012 – Devagar e Sempre – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Devagar e Sempre

– Da série Com Bom Humor há Salvação –

Na vida e no ônibus tudo é passageiro, exceto o motorista e o cobrador – apregoa a sabedoria do motoqueiro. Amigos revoltam-se com a chamada “melhor idade”. E aqui não por sexo, nem no tipo ou gênero e, por vezes, nem no número. Então é a “melhor idade” para quem pataxó? Só se é para a farmácia e para os laboratórios. Como é legal a pessoa gastar mais com doença do que com saúde? – Bah cara, gasto um salário todo mês só com remédio! – poderia estar gastando com festas, jantares, viagens ou outros regalos. Como é legal gastar mais com flores para quem já foi e não vai voltar do que para quem chega? As coisas podem aumentar com a idade, como as orelhas e o nariz – este mesmo não sendo o Lula. Quando nos machucamos na juventude usamos um band-aid, mas naquela famosa idade os machucados rendem emplastros com ou sem sabiá. Sentiram a diferença? Vejam o drama da TPM nas mulheres jovens. Querem a todo pano que a Tensão Pré-Menstrual vá para os quintos de Brasília. Já naquela idade as mulheres anseiam pela TPM. A sigla pode ser a mesma, mas o significado… Tesão Pós-Menopausa.

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E as vantagens Edinho? – nem tudo se confunde com o cinzento ou com o gris dos cabelos daqueles alérgicos a tinturas ou quando os cabelos crescem para dentro e aparece “aquele beribéri do Parkinson”. As criaturas aumentam o seu convívio social. Vejam quantas amizades novas iniciadas nas salas de espera dos consultórios e nas clínicas de exames. – Quantas colonoscopia já fizeste? Eu tô na quinta, rsrsrsrs! – apesar da saudade do preventivo ginecológico. – Era tão fácil e a gente ainda se queixava – ronrona esticada de Botox. Tem-se mais tempo para leitura. Um amigo leu três livros e várias revistas numa internação para cirurgia da próstata e tenho uma amiga que decorou mais de 1200 bulas de remédios. Logo vai entrar no Guiness Book. Outro dia um vovô no parque admirava e suspirava vendo o netinho tirar tatus do narizinho, não me contive e perguntei qual o motivo do regozijo: – Agora ele bota o dedinho dele no nariz, na minha idade entram dedos de tudo que é cor e calibre na minha próstata e… – uma lágrima brotou no canto do olho facial.

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E dizem ser bom trocar os prazeres da cama pelos prazeres da mesa. Um amigo acompanha sua barriga de cerveja crescer sem respeitar os nove meses. E diz ter sangue índio, pois nunca gostou tanto de espelho como agora. Uma colega esticou-se tanto que teve que aplicar laser no queixo – cabelos migrados de lugar certo e sabido. Mas tudo tem uma solução, mesmo que seja um enorme soluço, sempre cuidando de contrair os esfíncteres para evitar alguma perda indesejada. Escapes! Esse é outro problema, usavam fraldas na infância sabendo que no amanhã estariam dominando as saídas. Naquela melhor-idade, alguns usarão fraldas sabendo que no amanhã não dominarão mais as entradas. Terrível? Pior quando não se é aposentado do Congresso, ex-presidente, dono de empreiteira ou banco.

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Um casal à beira da piscina chamava a atenção de um grupo de jovens. Ele: – Querida, pode buscar uma Coca Zero pro teu gato? – lá ia ela lépida e faceira e logo vinha com o refri e um balde de gelo. Ela: – Negooo passa bloqueador nos meus ombros! – ele a lambuzava de creme. E continuava nessa balada de gatinho, meu bem, amorzinho, lindeza e outros predicados. Os jovens encantados com a situação. Eis que a “gatinha” foi buscar um leque e um Sonrisal para seu “benzinho”, os garotos e garotas atacaram o “melhor-idade”. – Que legal coroa. Bacana pacas, véioooo! Cumé que ainda mantém esse gás todo na idade de vocês, só benzinho e gatinha e outros mequetrefes? – Foi que o “melhor-idade” atalhou: – Dizem que estamos casados há trocentos anos, até deve ser, mas a gente nem lembra mais o nome um do outro e vamos nesse embalo…

Vagas especiais

Diria a lei que 2% das vagas seriam destinados a pessoas em condições especiais – grávidas, idosos e deficientes físicos? Há escassas vagas especiais aqui em Viamão City. Esperar que essa horda de motoristas e motoqueiros respeitassem essas vagas é como acreditar que o Coelho da Páscoa põe ovos de açúcar e de chocolate. Nenhuma fiscalização eficiente. Ainda existem os “azuizinhos” viamonenses? Não vemos mais nem aqueles de trinca namorando nas cercanias da Esquina Paulista. Observem defronte o Banrisul, Caixa Federal, hospital e praça da Igreja Matriz, por exemplo. Leis são como filhos, somente parir e jogar à própria sorte e ao mundo… ou vigiar e exigir sua perfeita execução? O cidadão deve fazer a sua parte – respeitar e vigiar e acusar. As autoridades que façam o que lhes compete.

 

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Uma homenagem as belas e talentosas musas do 007.

Cavando a própria sepultura–Edson Olimpio Oliveira–Jornal Opinião–05 Dezembro 2012

 

2012 – 12 – 05 Dezembro 2012 – Cavando a própria sepultura – Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Cavando a própria sepultura

Se você está chocado com o título dessa crônica, então atingimos uma parte do nosso objetivo. Esse é um dos impulsos básicos do animal contido em nós, reagimos à dor. Fazendo a imagem do quadro de alguém com as próprias mãos cravando os dedos e as unhas no solo e arrastando as golfadas de terra e a cova aumentando… Dolorosa imagem numa época natalina? Terrível ainda mais quando nos afloram sentimentos de alegria e de festividades. Outro dia, por vários dias passo por uma dessas lojas de crédito, várias pessoas aguardavam dentro e na calçada para serem atendidas. E isso se repete. As festas natalinas induzem e obrigam que a criatura compre e dê presentes para os amigos, parentes e até para os inimigos. Geralmente um abraço, um aperto de mãos, um beijo ou uma flor são insuficientes neste consumismo desenfreado e estimulado. Lembram que um ex-presidente estimulava as pessoas comprarem? Certamente sua vontade estava também no caos anunciado, do endividamento, das angústias por ter gastado demais e além das suas posses e possibilidades, mas aí seria culpada “a sociedade de consumo e o capitalismo selvagem” e essas rezas tão antigas quanto superadas, mas ainda úteis para alguns.

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Os olhos esbugalhados e as pupilas escancaradas numa ânsia de consumir cada vez mais e fazendo dívidas no cartão de crédito, no cheque pré-datado, no financiamento longo com carência melosa e atrativa. Há quem acredite que o mundo terminará neste próximo dezembro e as dívidas ficarão para são nunca. A orgia consumista cobrará logo ali adiante a conta em moedas muitas vezes impagáveis ou inalcançáveis e sempre em noites mal dormidas, no consumo de tranquilizantes, na escassez da libido, nos suores e diarreias, nas dores de estômago e um espinhel de sofrimentos para quem foi pescado pela sedução. Sabe aquela comida que até parece apetitosa, mas que nas primeiras garfadas já se mostra salgada ou apimentada demais? Muitos já sentem isso antes de curtir suas compras e sua gastança. Por trás desses sentimentos há outro tão ou mais enganador: – o direito à felicidade!

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Essa é outra tecla gasta e de escassa racionalidade – o direito à felicidade! Quando a mente descobre essa saída, essa fuga do dever e da disciplina, a boca se enche de razão – “eu tenho direito à felicidade”. O ser humano não se basta jamais. A maioria, pelo menos. O direito à felicidade transita pelos mais diversos caminhos, desde o esforço no trabalho e no banco da escola quanto pelas ruelas da droga e da prostituição. Pela alegria de estar com quem se ama e nos ama como com a depressão mascarada de estar com quem idealizamos, mas trará um futuro tormentoso. O espírito do rebanho é algo antigo e poderoso, pois se “outros fazem, por que não fazemos também”. Esta motivação infeliz leva a manada a acompanhar seu líder ao despencar no precipício.

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Somos seres emocionais em busca da maior racionalidade ou somos seres racionais seduzidos e devotados ao emocionalismo? O automóvel é um grande sonho de consumo e de realização pessoal, mas andaríamos num veículo com os freios deteriorados ou sem freios? Nosso corpo e nossa vida são veículos de passagem nesta viagem terrena e os freios estão inicialmente na visualização, no aperceber-se, no tomar consciência e ao reagir quando sabemos dos riscos inerentes as nossas atitudes. Evite-se gastar o que não possa pagar não se aposte neste jogador cruel chamado de futuro, delicie-se em ser mais e melhor e não de ter ou apresentar. Somente você tem o poder de decidir a estrada a seguir e a cama onde deve repousar. Amor jamais se compra, assim como a paz do espírito.

 

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“ENCURRALADO” – FILME DE STEVEN SPIELBERG

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