Seja visto e Não seja lembrado! – Edson Olimpio Oliveira – 13 Julho 2011 – Jornal Opinião

 

07 JULHO 13 – 2011 – SEJA VISTO E NÃO SEJA LEMBRADO – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Seja visto e Não seja lembrado!

Talvez a maioria de nós gostasse de ser visto e certamente de ser lembrado. Principalmente quando queremos cativar alguém. Vejam como qualquer mulher joga uns panos ardilosamente por cima e manipula perfumes alucinantes e maquia-se como as deusas e os resultados são previsíveis e desejáveis. Essas são maravilhas de tornar o comum em belo ou cativante. Pergunte a um político, por exemplo, e a resposta será a mesma desde que não seja pego com a boca na botija de algum mensalão ou em outra trampolinagem, por vezes legal, mas absolutamente imoral. Vamos enveredar por outros caminhos. Ajudem-me nesse exercício.

Cerca de 50 mil brasileiros morrem na hora e no local do acidente de trânsito. Um número não divulgado morre nas horas e dias ou a qualquer tempo que se segue o sinistro. Outro número sonegado é o que revela a extensão total de mutilados física e psicologicamente. Poderíamos abordar qualquer faceta macabra dessa guerra, como motoristas sem a básica qualificação, alcoolismo e outras drogas, ruas e estradas com pífios investimentos no mínimo há vinte anos e outros eteceteras. Em época passada o deputado estadual Ônix Lorenzoni foi o autor de lei que exigia faróis baixos em trafego diurno. Como quase tudo nesse brasilzão collorizado, foi fulminado por críticas e ataques. Lamentavelmente! Agitaram-se espadas e lançaram-se bombas até a norma sucumbir. Infelizmente muitos ainda somos primitivos para não querer evoluir para a luz. Use essa assertiva em qualquer sentido mais amplo.

Conduzir veículos com faróis acesos em luz baixa ou com os faroletes de neblina que muitos carros já vêm de fábrica ligados durante o dia requer um mínimo de bom senso do condutor ou motorista. No crepúsculo ou durante a noite é absolutamente necessário faróis acesos. Por mais incrível que isso possa parecer há criaturas absolutamente desprendidas que gostarão de serem lembradas, seja numa missa de sétimo dia, numa sepultura, num velório legal ou até como um doador de órgãos – quando sobram alguns do trauma no acidente – num sentimento inconsciente de altruísmo(?). Infelizmente são esses que levam junto para o outro lado quem não tem nada a ver com seu mortal desprendimento. Esqueçam essas histórias de sinaleiras ligadas, a maioria não aumenta ou melhora em nada a visibilidade.

Aqui vamos falar e escrever às mulheres. Heim? O irado leitor não gostou de chamar o sexo forte para o tema? Lembre-se que teimosia e testosterona começam com T e pode terminar em M. Sabe-se que as mulheres estão, por vários fatores, menos envolvidas em acidentes graves e que geralmente são mais cautelosas no trânsito. Pois será a mulher amiga, namorada, noiva, esposa, tia, mãe, avó, amante ou tantas outras qualificações que veste a mulher que dirá ao condutor macho ao volante: – Ligue os faróis para sermos vistos e bem vistos pelos outros e diminuírem nossos riscos. Elas não querem ser viúvas nem chorarem as lembranças de seus homens tombados sinistramente nos acidentes de trânsito. Parece pouco? Não é. Sou motorista profissional e de motocicletas há mais de quatro décadas. Para quem desconhece, já dirigi até ônibus de turismo. Minhas motocicletas sempre acendiam os faróis após ligar a ignição. Em meus carros dirijo sempre com faróis baixos ou faroletes ligados. Isso me afastou de vários acidentes. Assim como outros condutores seguiram suas vidas. Também estive do lado de quem recebe, trata e assiste o acidentado e o politraumatizado de trânsito como médico e cirurgião.

Andar com faróis ligados não aumenta a conta de luz – nesses últimos 20 anos somente troquei duas lâmpadas nas motos – nem do veículo e nem da CEEE, Coopernorte ou outra. Faróis ligados aumentarão suas chances de ser visto para não ser somente lembrado nesse trânsito macabro de mortes e mutilações. Se não por você, por quem você ama – e deve amar alguém mais – e até por quem você nem deseja conhecer seja num hospital num funeral ou num tribunal. Vamos sair do escuro de teses primitivas e condutas sombrias e vamos literalmente iluminar nossos caminhos, de quem amamos e protegemos e dos outros – Faróis Ligados!

Respeito ou Incentivo? – Edson Olimpio Oliveira – 06 Julho 2011 – Jornal Opinião

 

07 JULHO 06 – 2011 – RESPEITO OU INCENTIVO – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Respeito ou Incentivo?

Vivemos tempos nebulosos! Respiramos em eras de transição! O que é certo e o que é errado percorrem os noticiários e acotovelam as ideias de pais e cuidadores. Vivemos o império do legal, jamais a ética e a moral foram tão pisoteadas e escorraçadas quanto agora de liberdades democráticas. A suprema corte do país serve ou deveria servir como o maior balizador da moral e dos melhores costumes. Como as demais instituições a soma de seus desvios e erros confunde a conduta dos menos avisados. A liberdade prostituiu-se pelos desvarios ideológicos e o poder imperial de algumas minorias contra as maiorias.

 

A marcha da maconha! Ou seria a marcha pela maconha? Até os mais desavisados sabem dos perigos da maconha, tanto pelas enfermidades associadas ao seu uso, como por ser a porta de entrada das drogas de maior periculosidade humana. Há os ignorantes úteis – evitei usar a palavra néscio por alguns entenderem ofensiva – que, como um ex-presidente que defende sua descriminalização. Apoiam-se nas teses de que em alguns países a maconha é liberada ou de que pode ser usada na medicina. Nada disso tem a mínima sustentação racional, médica ou moral. Eis que em pouco tempo seremos algemados e processados por nos queixarmos de alguém usar maconha em nossa presença ou em ambientes públicos. Há que permitir a liberdade dessas minorias – ironia!

 

A atitude legal de obrigar a aceitação da maioria pelos desvios ou crimes de minorias beira a esquizofrenia social e legal. Principalmente porque as autoridades máximas e os cultos travestidos não entendem que essa “liberdade” possa ser usada como incentivo ao uso de drogas ou aos desvios sociais e da personalidade. Enquanto as ciências da Medicina buscam aliviar as dores da humanidade e exorcizar enfermidades e patologias da mente e do corpo e aí estão os incontáveis medicamentos, cirurgias e tratamentos que transformaram a cura numa tarefa principalmente humana e depois divina, certas autoridades talvez adorassem ver o corpo social cada vez mais doente, cada vez mais enfermo e pútrido.

 

Essas passeatas e exposições públicas servem como liberdade de expressão ou como incentivo? Quando altas autoridades e eminências cultas chancelam a perversão do corpo e da alma humana fazem o incentivo ou a apologia para a degradação das pessoas e da sociedade? Aquelas pessoas mais afeitas ao raciocínio e à busca do entendimento jamais enveredarão ou permitirão ao alcance de suas forças que seus seres amados trilhem esses tristes e sem retornos caminhos da droga e da destruição do corpo e da alma. Certamente, muitos serão desviados da retidão da luz divina e do percurso moral e ético de aprimoramento e crescimento da humanidade e morrerão atolados no pantanal da dependência química e nos incontáveis meandros do vício. Para esses últimos, quantos mais puderem afogar juntos… Qual a sua opinião e o seu sentimento?

Alimentos Orgânicos II!–Sua Conta e Risco – Edson Olimpio Oliveira – 29 Junho 2011 – Jornal Opinião

 

06 JUNHO 29 – 2011 – ALIMENTOS ORGÂNICOS! SUA CONTA E RISCO – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Alimentos Orgânicos! – Sua Conta e Risco. 2/II

Caso não tenha lido a parte anterior (1/II), veja no blog: https://edsonolimpio.wordpress.com

Cenário 3.

Consegue-se cultivar algo de forma produtiva sem ofertar nutrientes à planta? Historicamente o agricultor usa o esterco animal como adubo a sua plantação. Quando o plantio de subsistência familiar ou de reduzidas comunidades e populações precisou crescer para dar lucro, alimentos e melhores condições a todos – faltou estrume! O advento do petróleo e da industrialização retirou o homem das cavernas e do estrume e catapultou-o ao espaço do adubo químico e das análises de solos e plantas. E logo pesticidas para combater às pragas e ervas daninhas – faltaria fumo de rolo e sabão! A população crescia geometricamente – Crescei e multiplicai-vos! – aplicava-se o texto bíblico. – Sexo é tudo! – geração hippie. Durante a Revolução Vermelha de Mao Tsé Tung a elite não dirigente, principalmente os professores, passavam temporadas nos campos e na periferia das cidades juntando estrume com as mãos para desafogar as latrinas da gigantesca população e pelo caráter educativo e socializante. E certamente como adubo nas plantações. – Seria uma medida de cunho social aplicável hoje no Brasil? – elucubração. – Diga-me o que defecas e dir-te-ei quem és e o que comes! – T. Jordans, o Filósofo do Apocalipse.

Cenário 4.

Há anos passados uma comunidade americana foi acometida a graves casos letais de infecção intestinal e logo generalizada. A cidade foi isolada e os mecanismos de controle de doenças identificou uma fazenda local de hortigranjeiros orgânicos com adubação orgânica. Esses vegetais colhidos eram muito vendidos no mercado local. Há uma turma que belisca frutas, verduras e outros alimentos nas gôndolas dos mercados. Os vegetais não passavam por nenhuma higienização rigorosa. As pessoas contaminadas com baixa imunidade, principalmente os idosos, crianças ou com certas enfermidades, adoeciam e várias morriam em brutal sofrimento. Aprendeu? Jamais coma alimentos assim. Cuidado com vegetais crus incorporados aos alimentos (baurus, etc) e nos bufês. Na dúvida, jamais coma. – Quem tem teme! – T. Jordans.

Cenário 5.

Se você pensar que isso vai dar em estrume, não coma e nem deixe seus familiares e amigos comerem. Fora de casa é perigo maior. Orgânico ou natural jamais significa isento de riscos. Em casa tem a regra básica de lavar muito bem os vegetais e acrescentar 1 colher de sopa de água sanitária para litro de água pura em bacia limpa e deixa-los 15 minutos. E lavar abundantemente depois. Vinagre e pimenta não matam o bicharedo. Nem uísque ou cerveja. Benzer também não. – Quase me desmanchei em fezes e vômitos! – contava uma amiga voltando de uma semana de soro e antibióticos nas férias nordestinas. Lembre de que tudo que entra – tanto pela boca do corpo como pela boca da urna – deve sair. Por bem ou por mal! Infelizmente na política eles não saem nem por mal.

Alimentos Orgânicos! – Sua Conta e Risco 1/II – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 22 Junho 2011

 

06 JUNHO 22 – 2011 – ALIMENTOS ORGÂNICOS! SUA CONTA E RISCO. – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Alimentos Orgânicos! – Sua Conta e Risco. 1/II

O (e) leitor ainda não começou a preocupar-se com as mortes divulgadas pela mídia na Alemanha e em outros países da Europa? Parece estar muito longe de nós e além do mais por que ter medo se Deus é brasileiro. Vale recordar aos desavisados – uma bactéria identificada com Escherichia coli está matando pessoas na Europa. O terror iniciou-se na Alemanha e logo se atribuiu aos pepinos espanhóis. A investigação lançou o alerta sobre vários tipos de alimentos orgânicos. Os governos saíram em socorro dos agricultores subsidiados e das vítimas. A situação não está controlada, pois novos casos surgem todos os dias em vários países e novos alimentos são encontrados contaminados por essa nova besta do apocalipse.

A E. coli habita nosso corpo normalmente. Didaticamente coli avisa que é uma bactéria dos cólons, das tripas, lugar de fezes como é sabido. É certamente a bactéria que mais causa infecções urinárias em mulheres, por exemplo. Conhecem-se espécies patogênicas de longuíssima data. Sabe-se que ferimentos contaminados por fezes são altamente perigosos, daí a estratégia da guerrilha em colocar paus e estiletes contaminados por fezes quando das invasões de terra e assim ferir as forças policiais.

Evacuamos bilhões ou até trilhões dessas bactérias diariamente e diversos políticos pelo voto em cada eleição. Nossas defesas orgânicas estão tão habituadas com as bactérias quanto com os políticos, pois nos desenvolvemos apesar delas e deles. Mas quando novos agentes agressores ou mais virulentos nos atacam podemos adoecer ou morrer. Há quem diga que a bactéria pode tirar a vida somente, mas o político fecal tira-nos a esperança e a vida.

Cenário1.

Os europeus e o mundo buscam ar puro e alimentos mais limpos. A febre do retorno à natureza e do modelo de vida com menos agrotóxicos e por alimentos não modificados geneticamente é uma compulsão para pessoas e povos. Há extremistas e talibãs da natureza espalhando terror e morte, assim como comuno-capitalistas (e alguém pensava isso ser impossível antes da China avassaladora!) em busca do lucro e da supremacia. As normas de higiene que os europeus exigem de nossas empresas para importar alimentos, não se aplicam em suas terras. A higiene do europeu sempre foi constrangedora, comparada com os moldes americanos e até brasileiros. Duvidas tu oh ianomâmi? Observe e compare os dentes dos atores do cinema europeu e da América! E isso é ancestral. Os portugueses e espanhóis conheceram o banho real com nossos indígenas. É comum hotéis na Europa terem um banheiro coletivo por andar ou por prédio. Apesar da xenofobia foram infestados por povos muito primitivos das antigas colônias ou em busca de trabalho e assistência social – ou pouco trabalho e muitos direitos sociais.

Cenário 2.

Toda a vida que nós conhecemos tem como base o carbono. Somos seres de carbono e alma. Daí a dureza do diamante em tantos corações. Assim como o rastro de cinzas onde tantos passam. – Do carbono viestes e para o carbono voltarás! – T.  Jordans, o Filósofo do Apocalipse. Observem toda a vida e a morte que está em torno do petróleo. E das jazidas de gás natural. Tudo isso é resultado da decomposição e acúmulo sob condições específicas em milhares de anos de corpos de seres vivos – cadáveres. Lá estão essas bactérias ancestrais. Vejam, lembrando um amigo flatulento: – Essa criatura é um poço de metano de tanto que peida! – dizia. – Deve ter comunicação com o inferno, pois solta enxofre no ar! – acrescentava. Lembrem que se usam comprimidos de carbono, sob a forma de carvão, para auxiliar na flatulência e retirar substâncias nocivas em envenenamentos e toxi-infecções alimentares. (Continua)

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“Meus pais não me amam!”– Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 15 Junho 2011

 

06 JUNHO 15 – 2011 – “MEUS PAIS NÃO ME AMAM!” – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

“Meus pais não me amam!”

Conhecem alguém com essa queixa? Essa é uma lamentação muito comum em qualquer consultório e certamente aos ouvidos de muitos religiosos. Não há que desconsiderar o fato de ser verdadeiro esse sentimento em muitos casos. No entanto, creio que a maioria das vezes há uma deformidade na percepção do queixoso. Num mundo que confundiu liberdade com liberalidade; que transformou responsabilidades numa carta de uma única face atribuindo a apenas um dos lados a soma dos compromissos; que a palavra Não, a advertência ou a palmada educadora virou crime na ideação de travestidos pedagogos, há de criar-se uma cultura ou um caldo de cultura de condutas sombrias e atitudes desnorteadas.

Amar e estabelecer limites é amar intensamente. Limites são feixes de luz nos caminhos dos seres amados. Quando crianças, elas dependem intensamente dos pais ou dos cuidadores. Quando adultos, eles dependem de suas próprias vontades e decisões e devem parar de atribuir suas dificuldades ou descaminhos aos outros. – Jamais copiem os governantes! – dizia uma professora. – Ou se perverterão na vala comum de “que eu faço porque todos assim fazem”! – completa.

É comum os pais insistirem até na superproteção aos desvarios de seus rebentos e mirarem na meta: – Quero que eles tenham o que eu não tive! Quero que eles não passem pelo que passei! – arrebatam-se. Estoicamente vários. Infelizmente (?) cada um tem sua cruz e sua estrada. Vejam algumas inquisições: – Quando precisou de alimento, alguém providenciou que o tiveste? Foste alimentado com boa vontade e carinho? Cuidaram para teres uma cama quente e protegida? Velaram pelo teu sono? Foste amparado na doença? Quando acordavas no hospital, quem estava ao teu lado?  Lutaram para te oferecer escola, livros e ajuda na tua educação? Havia proteção e segurança nas tuas idas e vindas? Lembra quem estava contigo nos Natais e Páscoas ou nos teus aniversários? Vocês, caro leitor e leitora, aumentarão essa lista consideravelmente. Até poderá fazer uma analogia com os governos de sua cidade, Estado ou país. A sabedoria popular usa – casa, comida e roupa lavada!

Talvez a maioria dos filhos tenha somente alguns fragmentos das demonstrações efetivas fora de palanque dos seus pais e familiares. Mas infelizmente, muitos que mais têm ou que muito tiveram são expostos à virulência queixosa do filho sofredor e mal amado. Erroneamente em importante parcela dos casos que conheço. Se a criatura não está se dando bem – como seria de esperar e supor-se – deve amar-se primeiro. Acrescenta-se disciplina e respeito. Muito a si mesmo! Recebeu as ferramentas necessárias para vencer ou tornar-se mais apto na selva humana, por que assim não o fez? Talvez estivesse perdendo tempo, saliva e dinheiro na autocomiseração.

Educação. Em casa e na escola. Formação. Em casa e na escola. A ordem hierárquica é exatamente essa – casa e escola. Estás satisfeito com a tua casa? E com a escola dos teus filhos? Que filhos deixarás para tua família e para a humanidade? Filhos de hoje ou pais e avós de amanhã?

O tema é amplo e apaixonante, pois lidamos com o maior patrimônio da humanidade – gente. Nossa gente. Nossa amada gente. Nossos pais e nossos filhos.

IMPORTANTE: Crônicas anteriores em https://edsonolimpio.wordpress.com

“Engraxando os Beiços! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 08 Junho 2011

 

06 JUNHO 08 – 2011 – ENGRAXANDO OS BEIÇOS! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

“Engraxando os Beiços!”

Vivemos num controle rigoroso – o que comer? O que não comer? Somos assombrados pelas imagens de veias entupidas com gorduras, criaturas cambaleando, tontas como peru bêbado, bocas tortas e um sem número de fantasmas reais e terríveis. Viva a dureza de dietas com muitas fibras, vegetais abundantes, peixes de águas gélidas e uma imensa gama de alimentos desentupidores de canos, digo, vasos sanguíneos. Há uma epidemia de obesidade a grassar na humanidade. Inclusive entre os chamados pet, ou animais de estimação. – Essa cadela deve ir para um SPA com urgência, tá gorda que nem os donos! – agulha uma amiga. Verdade.

– Os gordos são mais felizes! – alardeia uma lenda urbana. Como se risco de doença ou ser doente ou estar doente quem se ama possa trazer alguma felicidade! – Morro, mas morro de barriga cheia! – diz um diabético e hipertenso. Mas vamos parar com terror e sofrimento ou os (e) leitores (as) fecharão o jornal e perderão as delícias gordurosas dessa crônica que relembra uma época ingênua. Ou seria insana? – Éramos felizes e nem desconfiávamos! – murmura um amigo com os olhos marejados pelo excesso de alho na comida.

O relato:

– Fui criança que tomava leite tirado diretamente da teta da vaca pela minha avó. Fazia-se a ordenha numa vaca separada das outras, pois dela e somente dela saia o leite para os netos e para as crianças. Aquele leite espumante e quente, saindo vapor, colhido num canecão de folha. Desses canecões feitos em funileiros. Nós ficávamos em volta só esperando que ela enchesse as nossas canequinhas. Depois a vó colocava canela em pó no leite que era pra ficarmos mais fortes e crescer com saúde. Algumas crianças tomavam com pó de quina pra criar mais sangue e tirar febres do corpo. Lembro que nos dias frios, ficávamos na cozinha com piso de tijolos e tinha um enorme fogão de rabo. Desses que hoje chamam de fogão de campanha com pedaços de moirões e grandes paus de mato queimando sempre. A vó fazia um bule de café de café preto. Botava pó de café num saco de pano dentro do bule e vertia a água d’uma enorme chaleira de ferro. Devia ter muita força para erguer uma chaleira daquele tamanho! O leite era muito mais pras crianças, pois os mais velhos preferiam o café preto que tomavam em canecas de alumínio ou alouçadas de várias cores.

Eu nunca gostei de tomar café nessas canecas alouçadas, porque tinha lugar que pelas batidas descascavam, enferrujavam e ficavam vazando, pingando até mandarem soldar com estanho. A vó fazia uns enormes pães com a casca dourada e luminosa das gemas de ovos que ela pincelava antes de colocar no forno. Tinha manteiga feita em casa. Nós ajudávamos a bater a nata com sal, mas eu gostava mesmo era de passar banha de porco no pão. A vó criava porcos. Tinha porcos enormes que nem conseguiam levantar-se para ir ao cocho comer. Dava-se a lavagem na boca do bicho. Havia uns porcos brancos que chamávamos de macaus. Com o rosto enviesado e o olhar de revesgueio ela calculava os porcos em latas de banha. – Esse macau vai dar tantas latas de banha! – sabe-se que nunca errava. Mas as crianças jamais assistiam as carneações dos porcos. Escutávamos os gritos curtos interrompidos pela lâmina certeira. Guardava pedaços especiais de carne dentro das latas de banha dourada, pois não havia geladeiras. E tinha os torresmos ainda… Mas isso fica para outro dia!

A Matemática do Impossível! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 01 Junho 2011

 

06 JUNHO 01 – 2011 – A MATEMÁTICA DO IMPOSSÍVEL! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

Introdução!

Vivemos tempos pungentes? – Ser ou não ser? – a frase shakespeariana nunca esteve tão vibrante ou aterradora numa época de pregação sexual e ideológica. A denominada cartilha gay tirou o sono da Presidente Dilma que ousou vetá-la. Certo ou errado? Outra turma resolveu criar uma língua portuguesa própria. Tal coisa de português! Um desvairado preconceito contra quem luta para falar e escrever correto e dar-se melhor no turfe da existência terrena. Alguma alusão às cavalgaduras? Na sala ao lado, lembram que o Ministro Palocci é médico. E os médicos querem saber onde o ministro faz plantão, qual o posto de saúde que trabalha, quais as palestras que dá sobre Medicina ou no resumo da ópera – como faturar essa montanha de dinheiro em quatro anos? Quando complicam lembram que o cara é médico: – Göebbels, Che Guevara, Palocci e alertam que Fu Manchu era médico acupunturista! – retruca um insolente. Mas vamos ao tema principal.

A Matemática do Impossível!

– O cara tá ganhando 10, mas a mulher tá gastando 20! – só podia dar no que deu. A sabedoria popular aplica: – Se o homem botar de caminhão e a mulher tirar de colherzinha, quebra! – isso em tempos ancestrais que o homem era o chefe econômico da casa. Ainda é para pagar pensão em muitos casos. Quando a criatura investida em cargo público enriquece rapidamente demais, logo se pergunta – como? Qualquer funcionário público que não receber herança ou ganhar na loteria vira suspeito. Em outros cargos eletivos ou de confiança há a válvula de escape da loteria. Lembram que um dos famigerados Anões do Orçamento acertava na loteria como quem vai à padaria? Noutros casos há o escape da consultoria ou palestras ou assessorias. Pergunta-se, por exemplo: na iniciativa privada entre empresas privadas receberia equivalentes quantias? Sua atividade resultou em negócios facilitados ou aumentados com o governo ou empresas públicas? Amigos ou familiares envolvem-se nesses negócios ou subitamente descobriu-se que são mais talentosos que os demais humanos?

A matemática do impossível está aí todos os dias. Alguém acredita que esses veículos de 2ª. e 3ª. linhas sobreviverão cinco ou seis anos rodando em estradas como a RS 118? Como custar o equivalente a veículos tradicionais e com mais equipamentos? Como dar essas imensas garantias? Qual a mágica por trás disso? O (e) leitor (a) inteligente deve dar as suas respostas. E a maravilha do combustível brasileiro – antes álcool, hoje etanol! Pagam-se muito mais caro por veículos flex quando se sabe que colocar esse combustível é absoluto prejuízo do início ao fim desta cadeia para o consumidor. Vantagem para quem pataxó? E a minha-sua-nossa Petrobrás que é autossuficiente? Qual a nossa vantagem em pagar uma das gasolinas mais caras e ruins do planeta? Alguém prefere uma gasolina por preço decente e qualidade internacional ou continuar dono da Petrobrás?

Indústrias, como a Azaleia, que buscam outros mercados contrariando a maravilha sindical e os impostos gaúchos devem abdicar do lucro e da competitividade do mercado ou manter-se em solo farrapo? Prejuízo ou lucro, quando lucro é crescimento e competitividade. Para muitos a melhor distribuição de renda e sufocação de impostos vale para os outros, não para si. O governador Tarso arriscou tentar aumentar a alíquota de alguns mais abonados para diminuir a catástrofe previdenciária gaúcha e… Logo será lançado à fogueira inquisitória.

A Mosca Azul! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 25 Maio 2011

 

05 MAIO 25 – 2011 – A MOSCA AZUL! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

A Mosca Azul!

Vamos por partes! – como preconizava Jack. Nestes tempos turbulentos de Colorado Campeão novamente e Grêmio segundo-último, há quem pense que o título refira-se a algo relativo ao tricolor da Azenha-Humaitá. Nada disso. Mosca Azul usava-se numa época em que o desconfiômetro estava ativado. A criatura estava com as sombras da dúvida tisnando sua vida e assombrando seu sono. A desconfiança é como um punhal cravado na criatura. Algumas vezes enterrado até o cabo!

Que tipo de desconfiança? – argui-me o (e)leitor dessa portentosa crônica. Qualquer desconfiança. Quem tem semancol apercebe-se de que algo não está correto dentro dos seus conceitos. Desconfiança sempre está relacionada à traição. Qualquer perfídia. Principalmente às amorosas. A primeira traição diz-se ter sido da Eva que sucumbiu aos encantos da cobra e detonou com a vidinha do Adão. Eis que buscando o porquê de mosca azul os caminhos se cruzaram com a mosca-varejeira. – A mosca vem e bota o bicho na pessoa ou no animal, daí é que dá a bicheira ou o berne! – a sabedoria popular em suas singelas analogias e associações apercebe-se de que a mosca azul ronda as criaturas e deposita seu ovo ou seu filho – a dúvida – em alguma ferida ou até na pele sã. Aparentemente.

A mosca azul também ronda as cabeças. E em certas cabeças, em bovinos, por exemplo, estão os chifres. Ops! Aí está a mosca azul nos chifres. O macho tem dois medos mórbidos, dois pavores ancestrais – a impotência e a traição sexual Vejam outra pérola da sabedoria popular: – O brinquedo da mulher é abrir o salão e deixar dançar, mas o brinquedo do homem se não tiver de pé ele não dança no salão dela! Assim como o anticoncepcional foi a alforria das mulheres, pois a gravidez indesejada era um grande temor, os medicamentos para disfunção erétil – os viagras da vida! – foram as vacinas do macho ante o possível fracasso ou o mau desempenho amoroso. Eis que os embates no tatame dos lençóis perderam as fronteiras definitivas do casamento e do anelamento digital e salvem-se quem puder! Ou seria melhor – agarrem-se como puder!

A bola nas costas ou o engalhamento córneo da cabeça das criaturas ainda trazem o fantasma eterno da mosca azul. Os casamentos sem prazo de validade ou as uniões absolutamente liberais carregam em seus bojos a semente consentida ou não da mosca azul. Pois a liberdade ou a liberalidade dos impulsos primários da sexualidade tomaram os caminhos e os descaminhos da promiscuidade e como genitália não tem hodômetro (T. Jordans – o Filósofo do Apocalipse) somente a confiança afasta a mosca azul do sofrimento.

Qual o remédio para a mosca azul? Há alguma vacina? – Os espiritualizados responderiam de pronto – evolução, iluminação, amor! Como temos imensas dificuldades em amar-nos, teremos abissais dificuldades em sermos amados. Absolutamente. Aperceber-se e buscar o entendimento de si para então viver integralmente. A separação ou o afastamento sempre nos atormenta. – No início era o UNO depois veio a grande separação, mas evoluiremos para o entendimento de que somos somente um! – sabedoria apócrifa.

Prazo de Validade! – Edson Olimpio Oliveira–Jornal Opinião – 18 Maio 2011

 

05 MAIO 18 – 2011 – Prazo de Validade! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

Prazo de Validade!

– Sarney não tem prazo de validade! É de uso e abuso indeterminado. – Cutucava um colega em sua lamúria – nossa também – contra os abusos dos congressistas.

Isso é um termo comum nas conversas e nas consultas: – Acho que esgotei meu prazo de validade doutor! Já passei da idade dos metais e do condor! – As pessoas custam a inferir que sofrimento não tem prazo nem idade. No mesmo corpo humano de pessoas diferentes algumas coisas parecem cumprir seu período de pujança e vitalidade para logo caírem em alguma vala comum. Dizem que a maioria do jogador de futebol com mais de trinta anos é velha. Verdade em comparação com o vigor e a velocidade dos mais jovens. Alguns estão calvos nas barrancas dos vinte anos, no entanto, outros varam os oitenta anos com a cabeça carregando a antiga Amazônia de tanto cabelo.

– E o sexo? – Idem. Muitos médicos prescrevem Viagra e similares para homens mais jovens do que para os veteranos. Causas diversas – aviso.

– A gente vê nessas revistas e novelas mulheres velhas se exaltando que estão na idade da loba. – dizia-me uma professora. Mas quando mais jovens sempre foram bichos – galinhas ou cadelas. – apimentou a fala. Nervos a flor da pele sempre quando o tema é sexo e idade.

[… o homem que diz sou não é, porque ninguém é quando diz…] – lembra uma música interpretada por Elis Regina. – Vale o mesmo para qualquer sexo! – acusa um amigo. – E os prazos validade mudaram! – acrescenta com sabedoria. Continua: – Os casamentos eram pra toda vida e “até que a morte os separe”. E como é agora? Casa e descasa como quem troca de calcinha ou de cuecas.

Se para tudo nesta vida há um nascimento e um apogeu, um ápice e logo um decréscimo ou uma decrepitude, muito dessa evolução e desse caminho está nas nossas escolhas e nas nossas atitudes. Qual sua opinião?

Desarmamento!

– Doutor, se o senhor quiser apagar alguém, agora é o momento! – Dizia-me um amigo policial aposentado. Estranhei duplamente. Primeiro não tenciono apagar ninguém. Segundo – como assim? Explicou-me. – Menos de 10% dos assassinatos são esclarecidos pelo mais variados motivos. Agora o cara poderá ficar impune, ganhar uma grana e ser homenageado ao entregar a arma do crime e destruí-la com marretadas. Quer coisa melhor meu doutor? E chamam de Campanha do Desarmamento…

Sinaleiras!

Acompanhamos e apoiamos de longa data as campanhas para novas rótulas e sinaleiras nos cruzamentos assassinos da RS 118 e RS 040. O Vereador Serginho e várias lideranças colocaram o corpo na estrada, isto é, foram para o ataque e cansaram de usar o verbo. Há que realizar manifestações veementes nestes fatídicos cruzamentos com chamamento da mídia estadual e nacional. – Seria até uma desgraça pro nosso partido ficar dezesseis anos na Prefeitura e não resolver isso. – Dizia um colega médico.

O Dia de cada Um! – Edson Olimpio Oliveira – Jornal Opinião – 04 Maio 2011

 

05 MAIO 04 – 2011 – O DIA DE CADA UM! – EDSON OLIMPIO OLIVEIRA – CRÔNICAS & AGUDAS – JORNAL OPINIÃO

O Dia de cada Um!

Lutar pela vida e buscar algum entendimento pelas agruras da morte não nos torna melhores ou piores do que ninguém, no entanto leva-nos a tentar um caminho de compreensão destes fenômenos comuns e inevitáveis na existência dos seres humanos. Para muitos há um fatalismo associado a que trazemos uma existência escrita num grande livro. Ali neste livro estariam todos os caminhos e descaminhos desta rápida existência. Assim há uma aceitação de que seríamos como marionetes das divindades. Essa cultura ou essa filosofia acompanha a humanidade desde tempos imemoriais e durante a civilização grega, especialmente, criou as principais bases dos nossos povos atuais e ocidentais.

No entanto, a parcela da humanidade que entende que somos senhores de nossos caminhos e autores da novela ou da epopeia vivida é muito significativa. Assim fazemos a nossa escrita própria e dela pagaremos os impostos por nossos erros e receberemos as restituições benéficas por nossos acertos. Qual a corrente ou quais as facções certas ou erradas? Ou há um misto ou um entrelaçamento como as espirais de nosso DNA e dependendo de infinitas possibilidades, tantas quanto as estrelas do firmamento? Quando alguém acusa: – Levantei de pé esquerdo hoje! – significa que está dando errado aquele dia. Afora essa conotação de que esquerda é ruim, pela ideologia ou pela religião (haveria muçulmanos, por exemplo, que jamais comem com a mão esquerda por ser a mão impura) ou até pela cultura secular que hoje está esvaziada em nosso meio de dificultar canhotos entre destros. Essa pessoa poderia estender o raciocínio? Como?

 

Ainda bem que acordei! – Ainda bem que tenho um pé esquerdo! – Ainda bem que tenho pés! – Que não soe como uma ironia simplesmente ou uma tirada humorística. Tendemos a pouco valorizar tantas coisas que parecem aos desatentos simples frugalidades. Eis agora a parcela da humanidade que toma consciência da igualdade dos desiguais. Em centenas ou milhares de séculos que o homem habita esse planeta, no entanto o valor das crianças comuns e de qualquer sexo tem menos de um século. Hoje, em muitos lares e em muitas regiões as crianças ainda são seres descartáveis e cargas inaceitáveis. Estranhas? Pois o infanticídio é prática normal de certas populações. Afora toda a sorte de violências e aberrações contra as crianças que assistimos horrorizados.

– Deu azar! – Chegou o dia dele! – Não era bem o dia dele, mas era o dia do motorista ou do piloto e aí… – Quando tá na hora, ninguém escapa! – Quando a Morte bater na tua porta, não adianta mandar para a porta do vizinho! – Quando chega a hora H não adianta fugir ou esconder-se! – Incontáveis outras colocações se poderia arrolar. Precisamos ou necessitamos de algo que nos alivie. Buscamos um bálsamo para as dores do inevitável de almeida. O homem criou escolas e terapias para ensiná-lo a enfrentar o inevitável. Poliu e aperfeiçoou as filosofias e religiões para que as trevas dos sofrimentos e das dores lancinantes do afastamento e da perda sejam tornadas um colo materno de conforto e proteção. O mesmo cérebro que domina o átomo sucumbe ao coração e afoga-se no dilúvio das lágrimas. A metamorfose da Dor e da brutal sensação de abandono que acomete nossa singela humanidade na verdade é a mais poderosa alavanca para abrir os portais ou as pesadas portas da Luz e do Amor!

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