Pandemia! Crônicas até 31 de Março 2020

 

2020- 01 - Jornal Opinião - Cabeçalho da Coluna para BLOG

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A Bicicleta e a Vida!

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ircula na internet um vídeo em que um homem está sendo arrastado por uma enxurrada em cidade brasileira. O pessoal grita desesperadamente para que ele solte a bicicleta e se salve. A correnteza leva-o até a bocarra de um esgoto Ali ele é tragado e morre. Relatam sua idade de 42 anos e petrifica uma verdade insofismável: “entra-se sem nada nessa existência e daqui se vai sem nada”. O locutor faz uma bela e real pregação sobre o valor da vida em razão da transitoriedade dos objetos. Bela mensagem. A circunstância, qualquer episódio, todo acontecimento tem mais de uma face para ser observada, avaliada e entendida. Podemos nos equiparar nessa faixa de mamíferos, bípedes, de sentimentos antagônicos ou confluentes, mas com percepção e entendimento geralmente diferente, por exemplo. Qualquer mãe e até pai inflexível nota e se apercebe que seus filhos são diferentes, não somente fisicamente, mas na sua essência. Há uma máxima popular que prega que “os filhos são como os dedos, nascem no mesmo corpo, estão na mesma mão ou pé, mas são diferentes”.

Crônicas & Agudas

As nossas diferenças básicas, essenciais, próprias, não se referem ao miasma do dinheiro e do poder do homem sobre o homem. Essas são os reflexos, as vibrações e emanações dos sentimentos que habitam e se regeneram no íntimo da pessoa. As filosofias existenciais alicerçadas na reedição da alma imortal em novas casas corpóreas, em novos habitáculos materiais para continuarem sua peregrinação evolutiva, como no Budismo e Espiritismo, por exemplo, teriam algum entendimento menos doloroso.              A alma bruta não está necessariamente no mais humilde trabalhador, do mais remoto local. A alma bruta pode estar habitando o corpo de alguém poderoso pela riqueza, pelas armas ou pelo poder de suas emanações. A alma evoluída ou em contínuo processo evolucionário nutre-se do amor fraternal e do absoluto desprezo pelo poder. Assim pode ser encontrada num carpinteiro de nome José.

Cr & Ag

Durante os anos de estrada, o motociclismo te expõe, oferece a possibilidade de interagir e vivenciar um universo diferente da nossa casa e do nosso local de trabalho. Um companheiro de estrada, sempre curtindo a sua motocicleta bem desgastada, juntava seus pilas do trabalho e aproveitava as folgas (algumas forçadas!) para cortar as estradas desse mundão de Deus. Bom amigo de todos, trazia na bagagem as suas ferramentas para os inevitáveis consertos durante as viagens, sempre fios de arame e fita adesiva. Panos para enrolar e limpar as mãos. Câmara de ar e bomba. Lâmpadas e velas já usadas, mas que ainda dariam um caldo de sobrevivência. Quando ele baixava sua bagagem para algum conserto na moto, o pessoal se acercava para escutar suas histórias. Certo dia, vi uma corda dentro da mochila. Disse-lhe: tem uma corda aí pra quando precisa ser rebocado? Deu uma risada e falou: “isso é somente uma parte”. E lascou: “aí nessas cidades e região de Sampa, Rio e Belorizonte cai um pé d’água de repente. E carrega tudo pela frente. Aí procuro um poste num lugar alto e amarro a moto e eu”.

Cr & Ag

Sério”? Perguntou-se. “Não imagina o desespero que dá na gente ver a moto ser carregada pela água… Perder a moto”! Os raios de sofrimento escavaram seu rosto. O que cada coisa representa para cada pessoa? “Morreu assim de graça”! Escuta-se. Ninguém morre de graça. Há um tempo para tudo, desde para aquela pessoa diretamente envolvida na situação, como para os assistentes e aqueles que souberem o sucedido. Como assim se processa agora dentro de você que me lê.

Sua mente aprende, mas seu coração processa e ativa seu entendimento e prepara-o para continuar a jornada de vida. A tua escala de valores é tua somente. Em evolução e aprimoramento pela tua disciplina e vontade, cozidas pelo amor com humildade no caldeirão dessa existência. Diversas faces da pessoa se escoram na genética. “Sou assim porque minha família e tal familiar foi assim”! Não é uma verdade absoluta. As escolhas são pessoais e a cada instante da existência.

2020 – 02 – 11 Fevereiro – A Bicicleta e a Vida – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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SÉRIE: A MEDICINA JÁ FOI ASSIM!

HISTÓRIA DA MEDICINA

Após o nosso nascimento, a única certeza

É de que algum dia todos morreremos!

 

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á tintas de fatalismo na frase acima? Você acredita em algo diferente? Há duro realismo, talvez desnecessário, em lembrar dessa jornada de final previsível? Há um provérbio popular que apregoa que “ninguém fica para semente”. Simples e real. No entanto, tendo essa certeza que é absoluta e inevitável, a imensa maioria dos humanos não aceita e até se rebela intensamente. “Ainda não era a hora”! Qual seria a hora ideal? Há inúmeros casos em que “a hora” é estipulada ou determinada pela própria pessoa.

Um indivíduo depois de longos anos de estudos e graduações acadêmicas foi o primeiro colocado em acirrado concurso para o Ministério Público. Escolheu a cidade para assumir e viver o sonho tão acalentado. Eis que disse para amigos: “Consegui tudo que queria na vida, até daria para morrer agora”! E misteriosamente se fez a sua vontade, certamente dita da boca para fora. Morreu! Há casos de pacientes em que os médicos “desenganam”, ou seja, comunicam que há esgotados os recursos da Medicina e, certos casos, até predeterminam um prazo fatal. Muitos pacientes viram meses e anos, rompendo os prazos e rindo das estatísticas, tendo muitos médicos falecendo antes deles.

Crônicas & Agudas

A nossa humanidade contribui para recusarmos os caminhos naturais da existência. Quantos casos habitam UTIs de todos os locais do planeta com a esperança de entes amados da recuperação dos enfermos e seu retorno à uma vida normal? Outros entram em processos de criogenia para num futuro, quando houver a cura da sua moléstia, ser retirado dos gélidos cilindros e tratado, talvez ter uma volta à vida real. Outra certeza é de que a maioria não aceita “perder” a pessoa amada.

É como estarmos numa estação de ônibus ou trem, talvez num aeroporto, uns viajam antes. Outras viajam depois. Talvez se encontrem nos seus destinos finais”. O perfil espiritual ou o entendimento de vida e de morte pode trazer um maior e mais suave desapego. Somos seres que necessitamos do toque. Do contato de corpo com outro corpo. De uma mão com um outro corpo e também com o seu próprio. Sinta-se, uma vida se altera e transforma pelo abraço, pelos lábios que se sentem ou mãos que se acariciam!

Cr & Ag

Sinta uma singular analogia com a cegueira. O cego desenvolve a habilidade do tato, do toque que decifra e que ama com espetacular habilidade. A visão da criança ao nascer é escassa em comparação com o seu crescimento, mas o toque amoroso da mãe, dos familiares, da enfermeira e do médico revelam a sua tranquilidade e proteção. Amparo e vida. Principalmente sendo levado ao seio amoroso. Morte é escuridão. Doença é a sombra que vai embaçando a vida e afastando a saúde.

O momento terrível, em que deixamos de tocar a face e as mãos com vida da pessoa amada, torna-se avassalador na despedida final ao cerrar a tampa do ataúde. Não há como medir a dor de uma pessoa pelo afastamento, perda ou a morte daquele ser que tanto se ama. Não há como quantificar, medir, comparar os sentimentos e as suas manifestações nos derradeiros momentos.

A humanidade se nivela por esse arcabouço de carne e ossos banhados em fluidos corporais. Nossa alma imortal acompanha a nossa humanidade de forma muito diversa pelo entendimento de cada ser, de cada pessoa.

Cr & Ag

Creio que a dor de um pai ou uma mãe ao sepultar um filho seja algo inenarrável. Quando assim penso, sempre me aflora a imagem de Maria e Cristo.

Certo alívio está na consciência e entendimento de que a pessoa amada irá para a Luz divina e se encontrará com seus familiares que partiram antes e receberá sempre o Amor vertido em preces e votos para permanecer na Luz e siga os novos caminhos que Deus tem para cada um de nós.

2020 – 02 – 18 Fevereiro – Vida e Morte – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – www.edsonolimpio.com.br

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SÉRIE: A MEDICINA JÁ FOI ASSIM!

HISTÓRIA DA MEDICINA

A Intuição e o… Cutuco!

Dicionário Eletrônico Houaiss – Cutucar: tocar (alguém) com os dedos ou com o cotovelo, a fim de chamar-lhe a atenção. Cutucão: Regionalismo: Brasil. Uso: informal.1 cutucada forte, intensa. 2 golpe com instrumento cortante; facada, cutilada. A datação inicia em 1899. E suas variantes de uso como cutucação. Daí que ‘cutuco’ pode ser uma ação ou ato de cutucar como a sensação que a pessoa experimenta.

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 da vida de cavaleiros, como do gaúcho dos pampas, um entendimento entre homem e cavalo. Em qualquer circunstância em que o cavalo rejeitar, refugar o comando do homem, o indivíduo deve ter a sensibilidade de tentar compreender e até aceitar. Estórias de cavaleiros serem livrados de emboscadas ou uma jararaca (cobra ou homem) no caminho pelo cavalo que empaca, trava e recusa-se a continuar são frequentes na tradição.

            Até surge algum conflito em quem seria o melhor amigo – cão ou cavalo? Ambos. Os sentidos dos animais são mais afiados, mais apurados que os dos humanos. É sabido. E nessa interrelação de amizade e sobrevivência, temos avançado. Houve um tempo distante em que as mulheres enfiavam os braços nos seus homens e assim transitavam. Sem grandes discussões, entende-se que os sentidos femininos são mais aguçados. A mulher tangencia e evita o combate franco. O homem já é direto e tempestuoso. A fêmea com o braço marcando território no seu homem, seja por provedor, gerador de sua prole ou por amor intrínseco sente antecipadamente os riscos na sua jornada.

 

Crônicas & Agudas

 

Psicólogos e médicos, cientistas de todas as épocas, assim como espiritualistas buscam uma maior compreensão e um domínio sobre essa arte ou sentido – seria o sexto sentido? As mães que acordam em sobressalto pela madrugada ou em outras situações… O médico que sente algo no seu paciente que os exames não mostram e os colegas desdenham… A esposa que cutuca com o cotovelo, com a mão ou com a ponta do pé o marido quando esse se encaminha para uma ‘furada’.

Conhecemos o funcionamento de menos de 15% de nosso cérebro. Além do ‘desconhecido de almeida’, muitas virtudes da mente e do corpo vão sendo anestesiadas, deprimidas, sublimadas nessa vida veloz de trancos e barrancos, de dúvidas respondidas pelo doutor Google e pelo retrocesso evolucionário estampado em tatuagens e adereços de metal, por exemplo, disseminados pelo corpo.

 

Cr & Ag

 

A intuição, no seu mais amplo entendimento e aceitação, perambula, trafega e exercita-se pelo mundo espiritual, respeitando cada filosofia e religião. “Foi o anjo da guarda que o salvou”! “Os guerreiros salvaram a família do trágico acidente”. “Seu mentor espiritual e seus mestres de luz e amor abrem seus caminhos e lhe permitem levar saúde e felicidade para as pessoas”. “Ela tem muita mediunidade”. “Seu magistério é de inspiração divina, Cristo lhe ampara”. São algumas afirmações correntes e reais num universo em que “entre o céu e a terra há mais coisas que a nossa vã filosofia alcança” (William Shakespeare).

O exercício do ‘cutuco’ ou até da sua forma mais enérgica, o cutucão, deve ser reavaliado por todos nós. Prever antes de acontecer. Antecipar-se ao evento. Premeditar antes de sofrer as consequências. Treinar os sentidos comuns e evoluir na intuição. O serviço secreto russo, com o fim da Segunda Guerra, abocanhou cientistas alemães que pesquisavam e tentava aplicar em indivíduos treinados arduamente essas habilidades. Sabe-se que conseguiram proezas.

 

Há certa confusão entre intuição e bom senso. Banco de escola não te dá bom senso, pode ajudar ou complicar. A arte nobre de viver e de respeitar aos outros como a si mesmo é a fonte inesgotável do bom senso. “Votei nele de novo e deu em M”. “Tudo isso aí da Lava Jato é perseguição, vou votar neles de novo”. Jamais seu cão ou seu cavalo votaria ou iria por esse caminho e você sente o cutuco e continua piorando a sua vida e de todos, inclusive de seus familiares. Talvez o cutucão não lhe baste!

 

2020 – 03 – 10 Março – A Intuição e o Cutuco – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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SÉRIE: A MEDICINA JÁ FOI ASSIM!

HISTÓRIA DA MEDICINA

Coronavírus – Previdência e Egoísmo!

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ovamente o mundo nos põe à prova, assim são as pestes, epidemias ou pandemias. Também são com os grandes desastres naturais e as guerras. Lá entre as décadas de 80 e 90 do século passado, havia cientistas que entendiam que a população mundial cruzaria um caminho sem volta e o equilíbrio espécie humana e natureza seria devastador para a vida de todo o planeta.

A Terra se equilibraria numa população mundial de 2 a 2,5 bilhões de humanos, após esse patamar a destruição ambiental produzido pelo homem entraria num ciclo vicioso em que a natureza não se recobraria e fatalmente o resultado era previsível.

Superamos os 8 bilhões de pessoas. A devastação, a destruição do planeta no último século é muito superior aos milhões de anos da sua existência. O maior e mais perigoso predador não pararia jamais a sua fúria e gana. Há gente demais no planeta Terra! Ou tudo de ruim tem a ver com a qualidade das pessoas?

Crônicas & Agudas

A TV mostrando as ruas da Espanha, de regiões da Itália e da França vazias, exceto pelas autoridades policiais. Os supermercados da Europa estão sendo esvaziados furiosamente, até com disputa corporal por produtos. A TV entrevistando pessoas no Rio de Janeiro e São Paulo. Fora aqueles que acham tudo ‘fake’ e que a culpa é do Governo, mercados sendo esvaziados por criaturas estocando para o “holocausto”.

Pessoas de idade e com roupas de qualidade contam que já passaram por três mercados e compraram tudo que podiam daquilo que queriam. Um dos itens é o papel higiênico. Papel higiênico! Uma mulher fez um estoque descomunal. Vai defecar muito e por longo tempo. No jargão médico do acadêmico de Medicina: “Não obliterou o canal neuroentérico, daí ter merda na cabeça”. Lembrando uma fase embrionária do ser humano.

Cr & Ag

A pessoa previdente dentro de limites racionais é algo bom. “Vou comprar mais uma caixa de remédio para pressão e diabetes”. “Vou comprar mais uns pacotes de macarrão que não estraga e a gente cozinha fácil e alimenta a família”. Entretanto, previdência não se confunde com egoísmo.

A estupidez é violenta, mas o egoísmo é contagioso. É virulento. A contaminação pode ser massiva, imediata ou penetrando nos meandros da mente e do espírito. A fera, eventualmente dormente ou sonolenta, explode e deixa um rastro viscoso onde outros se contaminarão. “Vou livrar o meu e o resto que se dane”! “Vou ajeitar o meu lado, eu sei dimim”!

Fandango fatal e que aumentará na medida que as “carências” forem maiores. Imagine num ambiente de fome ou de doença descontrolada.

Cr & Ag

As forças de segurança, que em circunstâncias normais de temperatura e pressão social, são, muitas vezes, incompetentes, ausentes ou ineficazes farão o que? Num país democrático assolado por pragas políticas, o caos será enorme.

A China comunista enclausurou mais de 15 milhões de pessoas numa região. Quantas morreram pela enfermidade e quantas pelo poder de fogo do Estado? Dificilmente saberemos! Imagine sumir com um milhão de chineses, ou um Uruguai de chineses numa população correndo para os braços dos 2 bilhões de seres. Somente seus íntimos notarão e quem irá se queixar?

As teorias conspiratórias entre direita e esquerda, escondem quem lucra realmente com a desgraça alheia e a podridão pessoal. É público e notório que teremos outra (outras?) pandemias que devastarão grandes regiões. Há as epidemias silenciosas que o amortecimento, a anestesia dos sentidos faz o rosto olhar em outra direção e os demais sentidos esquecerem num suspiro. “Não foi comigo, então não é problema meu”. Essa frase e outras acima, muitas mais que o leitor avivará, são diuturnas.

Do cotidiano fatal e pestilento das doenças do corpo, da mente e, principalmente, da alma. Há solução? Cada um de nós tem a sua responsabilidade intransferível, desde sua pessoa e família. Ou com a escória que elege para representar-lhe, colocando todos e o futuro numa rota de desgraças.

2020 – 03 – 17 Março – Coronavírus – Previdência e Egoísmo – Eds Olimpio – Jornal Opinião de Viamão

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No meu site/blog você encontra Crônicas, Contos e imagens diversas

em séries como “A Medicina já foi assim”, campanhas (Fumo, etc) e

motivacionais.

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CoronaVírus!

Abraço e Telefone.

 

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empos sombrios em que a enfermidade oculta, invisível aos nossos sentidos, grassa e mata impiedosamente. Somos, por natureza, seres gregários. Formamos grupos, tribos e sociedades. Necessitamos do contato físico, da pele com a pele, do coração pulsando de encontro ao nosso peito, do estreitar entre os braços num abraço ou no imenso amor de amamentar. Entretanto, para muitos, há um arrefecimento, um adormecimento dos belos e, nem sempre, sutis sentimentos. Exercita-se o abraço compulsório de conquista do corpo do outro ao abraço do voto eleitoral.

A vida, a natureza ou seja Deus, de tempos em tempos, nos atropela por doenças contagiosas no âmbito do lar, da cidade, da região e, várias vezes, se alastra pelo mundo – as pandemias. Tenha uma certeza, esses agentes infecciosos já existiam bem antes do homem elevar-se em dois pés e continuará depois dele.

A tuberculose, por exemplo, infecta todo o planeta e os atuais métodos de investigação a encontram nos mais longínquos seres vivos da história do planeta.

Crônicas & Agudas

Uma mensagem do médico e Professor de Medicina Lybio Júnior enfatiza e desperta uma grande arma para enfrentarmos e sobrevivermos – a palavra falada. “Deve-se evitar o abraço e o contato mais próximo”, “fique em casa o máximo de tempo”, “os idosos são população de alto risco” – são orientações gerais e diárias. Afastamento! Distância! Abraços e beijos – somente pensar! A pessoa, idoso principalmente, engaiolado, enjaulado e longe das pessoas que ama sentirá a solidão com raias de tristeza e melancolia, talvez depressão. Assim se debilitará, comerá menos e os pensamentos ruins infestarão sua alma.

A imunidade é sensível a isso e cairá. Se você ama seus pais e avós, ou demais idosos, e sabe que deve evitar o convívio ativo nesse período, use o velho telefone. Graham Bell juntou as pessoas com o telefone. Hoje com imagem além do som.

Cr & Ag

Converse várias vezes ao dia com seus idosos. Inclusive com aqueles não parentes. Estreitemos esses contatos telefônicos. Faça seus filhos demonstrarem que além do smartphone, videogames e outros dispersantes, os idosos, avós e bisavós, todos em fim, ainda são amados e importantes e que representam um porto de amor em suas vidas. Estimulando-os a persistir e lutar por mais um dia.

Um dia depois do outro, até a vitória ou ao armistício com o Chinavírus. Eles sabem ou imaginam que são amados, mas necessitam, como qualquer ser humano, que o amor seja demonstrado constantemente. Há o risco de idosos sentirem-se fardos maiores para seus jovens familiares e deixarem de lutar pela sua vida. Lembre-se disso! Erre por excesso. Jamais erre por faltar ou deixar de fazer algo que a Medicina comprova com útil e imprescindível – Amor! Efetivo. Constante.

Cr & Ag

Por Amor insista e monitore essa prática essencial. Transforme o abraço virtual num ato de amor e de espiritualidade com todas as pessoas. Agora em especial com seus idosos. Depois da enfermidade instalada, você dispensará o telefone e o abraço virtual e sua única e final conversa será com Deus. Tanto para a cura, para o melhor caminho da pessoa amada, como, para vários, pedindo perdão pelas suas faltas, desatenções, enfim, falhas de qualquer espécie. Ganhe tempo. Estimule a vida. Exercite o amor. Abra seu coração. Fale e diga a essência da sua alma.

Que as crianças e os jovens façam pelos seus idosos aquilo que, no futuro, talvez façam por você. Seu exemplo. Seu estímulo. Seja incansável na juventude, pois tudo que se planta dentro do lar frutificará em toda a humanidade. A criança, que ama e demonstra seu amor aos seus familiares, gera uma reação em cadeia de Luz e Saúde, do corpo e do espírito para todo o planeta.

É o nosso tempo de reagir, agir, entender e mudar rumos e trajetórias. O melhor e mais fantástico medicamento está dentro de nós – o Amor! Ativo e exercitado constantemente.

2020 – 03 – 23 março – Corona vírus – Abraço e Telefone – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”! – Paracelso

“No vale da sombra da morte” – Salmo 23-4

Aqui jaz Philippus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, famoso doutor em medicina que curou toda classe de feridas, a lepra, a gota, a hidropisia e outras várias enfermidades do corpo com ciência maravilhosa. Morreu em 24 de setembro do ano da graça de 1541”. Essa é a placa ou lápide colocada pelos moradores na Igreja de Santo Estevão em Salsburgo, Aústria em 1591. Um gênio voraz pelo conhecimento total e absoluto. Filho de um médico. Após graduar-se em Medicina, adotou esse nome “além de Celso”. Aulus Cornelius Celsus famoso médico romano do século I e autor do tratado “De Medicina”, seguido com devoção à época. Inquieto e heterodoxo cientista.

Crônicas & Agudas

Gripe chinesa ou Covid-19, como a Peste Bubônica (matou 30% dos europeus) grassou pela Ásia e Europa trazida pela Rota das Sedas. É costume brasileiro ser autoridade em quase tudo. Nelson Rodrigues chamou o Brasil de “a pátria de chuteiras” e se diz a boca larga que “todo brasileiro é um técnico de futebol”. Também se apregoa que “de médico, poeta e louco cada um tem um pouco”. A miopia se revela em cegueira quando a ideologia espalha seus esporos e RNA destruidor. Até aqui, as mortes estão nas classes médias e altas, principalmente. Alguém desconhece a situação de moradia, sanitária e econômicas de mais de 80% dos irmãos brasileiros?

Cr & Ag

O vale da sombra da morte”. Ali no Salmo 23-4 a Bíblia nos dá a Palavra. No filme de Ben-Hur com Charlton Heston de 1959 é magnífica a cena em que ele encontra o paradeiro da irmã e da mãe, leprosas, abandonadas à morte num vale escuro com cavernas e incontáveis outras pessoas isoladas e abandonadas. Diz-se que esse vale das sombras da morte existia entre Jerusalem e Jericho.

A humanidade teme as doenças e a morte que lhe acompanha. Sempre se fez o ‘isolamento social’ dos doentes. Viamão ainda mostra o histórico Leprosário de Itapuã e as histórias dos filhos sem pais. Os poderosos sempre instigaram, atiçaram os temores mais profundos da alma para que os enfermos fossem afastados e descartados – em todos os tempos. Gulag é uma sigla em russo. Significa “Administração Central dos Campos”. Stálin e o comunismo jogavam nesses campos de concentração para trabalhar até a morte os “doentes” da mente, contrários à ideologia ou seus desafetos do sistema. Calcula-se mais de 60 milhões de mortes desses “doentes”.

Cr & Ag

O comunismo de Mao Tsé Tung eliminou algo entre 60 e 100 milhões de “doentes” na China. Os chineses são hábeis e acostumados em toda a sua história de eliminação em massa de seres humanos e de qualquer coisa que nade, ande, se arraste ou voe. Isso ainda é claro e evidente nesses regimes. Subliminarmente, sutilmente, malignamente isso é feito no Brasil em que os poderosos se tratam no Hospital Sírio Libanês, por exemplo, enquanto os “doentes” morrem na carência de saúde pública real.

Os intermediários sangram pagando seguros de saúde para uso tantas vezes incerto. A Medicina tende a isolar aquilo que desconhece, não domina, teme “até conseguir entender e aliviar”. Assim os sistemas se protegeram para que continuassem funcionando. Nas cidades medievais, os palácios ficavam no centro, na colina mais alta, cercados por ruelas em formato de labirinto (estratégia de combate), tudo para dificultar que os poderosos fossem mortos nas guerras. No entanto, o povo no entorno morria ou se mutilava.

Sinta que o cronista não está sendo cruel ou partidário, relata a realidade de um sistema que sempre existiu. PC Farias, o homem do Collor, postou sua mansão dentro de favela de Maceió. “A favela me protege”, dizem. Morreu assassinado quando estava fora da “sua favela”.

Cr & Ag

Estava na Ilha de Itamaracá em Pernambuco. Desceram uns magnatas de um iate. Mulheres suntuosas de homens poderosos. Uma delas chamou as outras para verem algumas crianças locais. Não compravam nada. Tratavam as crianças como bichinhos raros, no pior sentido. Alguém avisou: “Estão cheios de piolhos”! Afastaram-se. Fugiram como o diabo da cruz. E logo o iate sumiu.

Alguém acredita que o ‘isolamento social’ é somente para proteção dos pobres, população de risco e idosos mesmo? Observe como querem que os serviços se mantenham naquilo que não afeta suas vidas de caviar e lagostas com vinho Romanée Conti ou uísque de 25 anos. Observe Viamão, falta água dia sim e outro também. Casas de três peças com oito pessoas, geralmente há um idoso. Paredes geminadas ou quase. Trabalham num dia para comer no outro. Ou numa semana para comer na outra. Cenário ruim? Se você visitar, verá que é bem pior daquilo que imagina. Isso é Brasil.

Cr & Ag

Os médicos e enfermeiros são heróis”! Esses hipócritas e canalhas enchem sua boca pútrida com falsos elogios são os mesmos que sempre abandonaram os médicos (todos os profissionais da saúde -generalizo!) ao seu “juramento”, sem as condições dignas de trabalho para eles e seus pacientes.

São os mesmo que “importaram” “médicos cubanos” em detrimento da saúde nacional. Eles, esses mesmos, tratados pelos mais famosos especialistas e nos melhores hospitais, chegando de helicóptero e cuspindo na cabeça dos que vivem nas intermináveis filas. Aproveitam-se do medo, insuflam mais temor e ódio. Reverberam pânico. Egoístas malignos.

Em cabeça de médico e de juiz não há consenso ou unanimidade absoluta. Uma certeza histórica: a China se importará com a morte de milhões de estrangeiros ou de chineses? Nunca se importou, até se aliviou. Veja a história real. Estatísticas são interpretadas pelo viés ou necessidade de alguém ou produzidas com finalidades.

Cr & Ag

Proteger quem precisar ser protegido – população de risco mesmo? Ou fechamento absoluto de tudo? Conflitos de opinião. Momento certo? O médico luta, por exemplo, com um tumor maligno no seu paciente. Usará doses letais de medicamentos, quimioterapia ou radioterapia mesmo matando o paciente? Lembra-se do Paracelso lá no início. Impedirá o sangue de circular ou garroteará as veias e artérias que o tumor morra por falta de sangue, falta de vida que o sangue leva para todo o corpo? Lembre-se que há “médicos” (vide a história da Medicina) desdenhando de verdades absolutas escancaradas ao seu entendimento racional e não ideológico.

A simplória lavagem de mãos é “novo” na idade dos cuidados médicos. Sempre acreditei que se trata um paciente como deseja que tratem meus pais, minha esposa e meus filhos. Disciplina. Amor. Humildade e gratidão.

Todo tratamento médico se sustenta em três pilares fundamentais: paciente, médico e Deus. Se o paciente fizer sua parte; o médico cumprir sua responsabilidade; Deus ajuda todos nós. Duvido de promessas, rezas, missas, sorte ou qualquer misticismo se o enfermo (família e responsável) e o médico (s) não cumprirem suas obrigações, seus deveres essenciais. É bíblico.

2020 – 03 – 31 março – Paracelso e Salmo 23 – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – www.edsonolimpio.com.br

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São Jorge e o Dragão – Reflexões! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 18 Agosto 2020.

 

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2020- 01 - Jornal Opinião - Cabeçalho da Coluna para BLOG

São Jorge e o Dragão – Reflexões!

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s controvérsias viraram um embate de ‘certezas incertas’. Quatro meses após a liberação do vírus na China, o mundo estava semeado, aguardando os caixões para serem colhidas vítimas. Governadores e prefeitos convocavam os europeus e o povo para o ‘maior carnaval de todos os tempos’. A Globo e seus especialistas, como Drauzio Varela, espalhavam a certeza de que o sol brasileiro e o ziriguidum iria recebê-los de braços e lençóis abertos, com blocos e escolas de samba.

Apregoavam: ‘um simples resfriado’. “Ucho, ucho, ucho, o Papa é gaúcho” (João Paulo II), mas o Leite azedou. “Deus é brasileiro”, professa-se. A Bahia de todos os santos tem carnaval/trios elétricos de ano inteiro. Eis que o Presidente escorregou nessa lábia amamentada pelo Mandetta (o mesmo do protocolo de ficar em casa até faltar o ar e ser entubado) e sacramentou a “gripezinha”. E caiu a casa!

Crônicas & Agudas

Sincretismo é mistura, amálgama, fusão. Sabe-se: o Brasil é o país do sincretismo religioso. A terra de todas as crenças, religiões e de todos os povos que aqui se confluem e mesclam. Cada brasileiro é um técnico de futebol e agora tem aptidões médicas no seu genoma viral. Jamais houve unanimidade entre médicos. Mais de 18 séculos da era cristã para se começar a lavar as mãos antes de atender ou operar as pessoas – supérfluo ainda?

Sabe-se que “jogando todos os remédios no mar, exterminaremos com os peixes e daremos mais saúde aos humanos” – lenda urbana? Prega-se não permitir que médicos e enfermos acessem e usem às poucas medicações ‘sem comprovação exigida’. Medicamentos teriam efeito placebo (?) – melhor que nada, pois a mente acreditando na melhora ou na cura já é uma esperança!

Cr & Ag

Soberba de médicos e a guerra desesperada contra um vírus ‘inteligente’. Esquecem que Ayurvédica, a medicina hindu, tem mais de 6.000 anos. A acupuntura e a medicina chinesa tem mais de 4.000 anos. A medicina africana, com a umbanda e a língua Yorubá e todo o sincretismo religioso, tem milhares de anos. Povos do primeiro mundo e gênios ‘globais’ são adeptos das pajelanças pelos brasilíndios.

Cidades brasileiras tem santuários com declarações de milhares de curas espirituais (apoio da Igreja). Nos cultos as pessoas buscam ardentemente a saúde e a felicidade. A homeopatia continua a curar e aliviar. Medicina alternativa, medicina holística, medicina espiritual, enfim, diversas, incontáveis técnicas úteis e praticadas por pessoas idôneas e estudiosas trazem benefícios. Entretanto a maioria absoluta sem a comprovação exigida por essas falanges de médicos e de entidades de classe.

Cr & Ag

O titular da OMS (Organização Mundial da Saúde) e a secretária de saúde do RS não são médicos. Alguns Ministros da Saúde não-médicos: José Serra, Barjas Negri, Agenor Álvares, Ricardo Barros e Gilberto Occhi. O gerenciamento de clínicas, hospitais e entidades evolui para não médicos. Sem demérito, simples constatação. Os mesmos inquisidores exigem um Ministro da Saúde médico. Omitem o Protocolo (efeito fatal) Mandetta exigindo as pessoas se isolarem nas suas casas por duas semanas, somente sufocando com os pulmões detonados fossem aos hospitais. Continuam a pregar e impedir os tratamentos precoces medicamentosos.

Lembra-se que cubanos inundaram o Brasil fazendo “medicina”, mas jamais comprovaram habilitação real e constitucional que eram médicos. O metalúrgico, aposentado aos 23 anos de idade, é sacramentado Presidente. Há juízes do STF inaptos para o cargo. Um General de Exército é inadequado para a “guerra contra a peste”? Omissão e corrupção, mas ‘pau no Bolsonaro’.

O símbolo chinês do dragão contra um guerreiro num cavalo branco parece uma luta desigual quando a parte frenética da torcida torce pelo dragão. Cada internação de UTI, enfermo grave e cada óbito – há quem comemore com ufanismo e estrépito –  bizarra ópera do malandro e pedra na Geni. Quando o filho alertou que o vírus da peste era chinês e o capitão falou das desgraças da doença, fome e do desemprego, jogaram-nos no Paredón a la Guevara. Essa semana a China acusa o frango brasileiro de portar o vírus, ao contrário de seus morcegos e dos chineses infectados da Itália.

Essa distopia está longe de acabar!

 

2020 – 08 – 18 Agosto – São Jorge e o Dragão – Reflexões – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Cancela & Trincheira! Edson OLimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. JOrnal Opinião de Viamão. 04 Agosto 2020.

 

2020- 01 - Jornal Opinião - Cabeçalho da Coluna para BLOG

 

Cancela & Trincheira!

A

s semanas se esticam. Os meses se arrastam e são engolfados pelo “pico”. Mortos se avolumam. A peste chinesa bate à porta e invade os lares de amigos. O vírus é o inimigo invisível. Pessoas são os inimigos visíveis, alguns camuflados. Outros togados e investidos de poder de vida e morte, vezes maior que o vírus. As “fichas caem” e alguns se apercebem, dão-se conta de como tantas doenças ficaram invisíveis como o vírus. Os mortos não são adequadamente pranteados e recebem uma placa diagnóstica que joga seus familiares a um limbo de pavor de contágio e a fraternidade se esvai num toque de WhatsApp. O “distanciamento social” é a criação de múltiplos lazaretos ou campos de concentração. Intermináveis quando não há prazo ou limites. “Separar para vencer” – técnicas que as autoridades investidas do poder de um mago negro exigem das pessoas. Interessante como o STF, com seus magos negros, usa da mesma estratégia para o extermínio físico dos seus dissidentes e supostos desafetos.

Crônicas & Agudas

Nos longos anos de vida médica em comunidades rurais, como Capivari do Sul, nos atendimentos domiciliares era comum ser recebido pelos donos da casa, mais ou menos assim: “Vai chegando seu Doutor, o rancho não tem cancela”! A afetividade respeitosa, o carinho com que o gaúcho rural recebe alguém é de emocionar. Nosso linguajar típico traz dificuldade de compreensão acima do Paraná. Cancela é um “portão pequeno”, que geralmente separa um jardim e a casa principal do resto da propriedade. Porteira seria a entrada principal da chácara ou da fazenda. “O rancho não tem cancela” traz uma metáfora, uma analogia, revela um sentimento, traduz um bem-querer como de um coração aberto para te receber. E, nesses templos, santuários do lar do povo gaúcho, se descortina, se revela o “ser médico” e o carinho respeitoso.

Cr & Ag

Trincheira é uma defesa. Algum tipo de obstáculo, barricada, para impedir ou inibir o acesso do inimigo. Lembra guerra, batalha e conflito. Fechamento. Obstruir e limitar a passagem. Contrário ao sentimento de “não tem cancela”. Estamos presos, apartados, separados, confinados, limitados, perto de cinco meses. Sempre no “pico” que se aproxima. “Pico” também pode ser o furor ao entorpecente que o viciado recebe. Autoridades criaram um círculo vicioso, uma roda viva, enfiaram a mão da caneta na cumbuca, como de uma droga, esperando o “pico” ou mais uma onda e outro “pico”. Se abrirem a cancela, talvez a porteira, assinarão que contribuíram para milhares de mortes ou que estavam errados? Responda! Logo, fecham e criam-se barricadas. Assim fizeram nas entradas de cidades e de condomínios, fronteiras e portos. “Comércio liberado com as restrições médicas”! Soa bonito como rabo de pavão, mas falso como cristão comunista ou “corrupto casto”.

Crônicas & Agudas

 O comércio de Viamão postou trincheiras, barricadas, mesmo nas portas semiabertas. Os clientes estão distantes, na rua. Os defensores, digo, funcionários encurralados no seu bastião. Armados até os dentes (ops – dentes escondidos) com capacetes de combate (face shield + máscara) e portando álcool gel e líquido. Distanciamento ao “vírus inteligente” que seleciona e escolhe suas vítimas (e locais) à ponta de nariz – “esse sim, esse não; aqui sim, lá não”! Tempos sombrios. Prenuncia-se um mundo diferente se houver uma pós-peste chinesa. Por muito tempo, as casas e os corações terão cancelas e trincheiras. Mesmo adentradas com permissão, haverá um temor persistente. As trincheiras físicas e morais serão definidas, eventualmente definitivas. Vagabundo e safado continuará enfrentando o guerreiro e honesto. A identificação será mais necessária, essencial, talvez não tão explícita, pois o canalha se metamorfoseia, camufla-se e adorna-se de saber (falso e manipulado) e poder.

Reflexão e entendimento! Disciplina e amor cristão. Fraternidade com Justiça! Infelizmente, como na agricultura, na vida rural, algumas plantas estão tão afetadas por enfermidades e pragas, que resta cortá-las e queimá-las para impedir ou dificultar a disseminação. Talvez ainda esse ano, você e eu, cada um de nós eleitores do Brasil, tenhamos a oportunidade de melhorar a “vacinação” e proteção das “pestes”. Menores epidemias sociais, menos corrupção viral.

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O Raciocínio Inverso e a Doença Represada! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 28 Julho 2020.

 

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O Raciocínio Inverso e a Doença Represada!

Sempre, repito, sempre as emergências de hospitais estiveram lotadas, as cadeiras pelos corredores; lista de cirurgias com anos de espera (quantos morreram esperando uma cirurgia?); postos de saúde lotados e filas de espera de meses e anos por uma consulta? Mais: UTIs lotadas, vaga quando alguém morria ou até por ordem judicial; blocos cirúrgicos com agendas repletas; longas esperas para diagnóstico e tratamento de câncer (mama e outros). Mais ainda: prefeituras do interior despachando ônibus e vans lotadas diariamente para os hospitais da capital e de cidades maiores. A inteligência do leitor identifica e amplia essa lista fatal. Eis que com a decretação da pandemia e o poder de decisão retirado do Presidente do Brasil e entregue aos governadores e prefeitos isso desapareceu. Sumiu e quase ninguém viu! Onde estão esses vários milhares de pessoas enfermas? Aviso! Vou ironizar: seria uma imensa máfia branca com a cumplicidade do povo para gerar tanta demanda na saúde pública antes da pandemia da Peste Chinesa (Covid)? É o que parece e representa. Onde estão as centenas de veículos lotados de enfermos às portas da Santa Casa, do Hospital de Clínicas, Conceição e todos os outros? Filas e mais filas! As doenças sumiram? “Pandemia” de saúde com um canetaço?

Cr & Ag

Durante 4 meses, por enquanto, essas pessoas (gente como você e eu) e suas enfermidades, de maior ou menor gravidade, ficaram confinadas, impedidas de tratarem a si ou às pessoas que amam. Tudo pelo Covid e “cada morte importa” (do Covid!). E as mortes e agravamentos das demais pessoas? Política reducionista e canalha! Todos são importantes! Há os mais importantes, como aqueles que internam no Hospital Sírio Libanês de São Paulo – até criminosos albergados e protegidos pelo STF? Posso falar em “curva” que esses ilustres, digo, cientistas tanto adoram? Achatou-se ou até zerou-se a curva das outras enfermidades, que não sumiram, estão confinadas como a enchente que vai romper a represa e extravasar com flagelados e mortos. Esses gênios ou feiticeiros do “pico da curva”, das sequências intermináveis de mais 14 dias, resolveram a situação – todo morto é um Covid-19! E vai-se premiando por morto e nunca por curado. Triste!

Cr & Ag

Os sadios de corpo adoecem da mente. O bolso (diz-se) é o mais importante órgão do corpo. Pois o bolso está quase vazio – ainda tem a “bolsa-auxílio peste” vinda do “cruel” (ironia) Bolsonaro. Porém, tanto prefeitos como governadores, não aliviaram um centavo na água, na luz, no combustível, nos impostos satânicos. As pessoas, que precisam trabalhar para comer e viver, não suportam esse fole de gaita (efeito sanfona) embandeirado do Estado. Há um limite para tudo. Até um “médico (?) cubano” sabe que o tratamento e os medicamentos não são ajustados somente à enfermidade, são também e muito ao doente, ao enfermo e suas peculiaridades. Tratamentos brilhantes, fantásticos que acabam com o doente? “A culpa é do povo (doente) que não colabora. Nossos cientistas blablablá…” O bom médico faz o tratamento que o paciente suporta e pode aceitar e tem a mente e o coração abertos com respeito e amor ao seu paciente – dogma. Esse represamento está mostrando a sua face e o seu sofrimento – a represa vai romper. Questão de tempo!

Crônicas & Agudas

Nós povo – você, eu, todos nós – somos o paciente! Eles acreditam que você seja mais um na boiada. Disseminam pânico com auxílio de seus cúmplices e algozes (grande mídia e obsidiados). Qualquer um que pense um pouco diferente, olhe para fora ou queira sair da boiada, eles tocam os cachorros e o berrante, estalam os relhos e vai a boiada pelo corredor empoeirado das falcatruas, da corrupção, do faturamento abusivo e do “pico” que não chega. E assim como querem todas as comprovações imagináveis para usar um medicamento e tentar impedir que uma pessoas vá para o tubo, à morte ou às sequelas. Isso é inusitado, nessas proporções, na humanidade e na Medicina. O governador Leite testou positivo – como vamos entender isso no comandante criterioso com os gaúchos? Que se cure e tenha sabedoria. Oremos por todos!

2020 – 07 – 28 Julho – O Raciocínio Inverso e a Doença Represada – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Pandemia & Pandemônio! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 21 Julho 2020.

 

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Pandemia & Pandemônio!

A semelhança entre essas duas palavras não me parece uma mera coincidência. Observe a origem grega da palavra pandemia. “Pan” significa “todo” e “demo” é povo. Recorde-se de democracia – governo exercido pelo povo. Pandemia é uma doença infecciosa disseminada pelo planeta. “E pandemônio”? Essa palavra surgiu a primeira vez numa obra literária do século XVII – Paraíso Perdido do inglês John Milton, publicada pela primeira vez em 1667. Paraíso Perdido é um poema épico, considerado entre as cinco (pelo menos) melhores obras literárias de todos os tempos. Trata de Deus, de Lúcifer (depois chamado de Satanás – vem do hebraico “adversário”), da guerra entre os anjos, o Caos e depois o Inferno. Também da criação de Adão e de Eva. E do Filho Predileto – Jesus Cristo. “Pandemonium”, em inglês seria o Palácio de Satã. Pandemônio, em nossa língua, é “confusão, caos, pessoas em confusão ou a associação de pessoas para a promoção de balbúrdia. desorganização ou desordem”.

Cr & Ag

Tudo que vivemos agora determinado pelas autoridades poderosas e seus “especialistas” é algo inusitado na história da humanidade. Somos pilotos de prova, talvez cobaias de um experimento. Quanto à pandemia, ninguém têm dúvidas. A peste chinesa assola todo o mundo. E pandemônio? Balbúrdia e desorganização, agrupamentos que entendem que podem fazer aquilo que bem entenderem das vidas dos outros, porque se justificam em “salvar vidas”. É uma ditadura  absurda e terrível. Qual a estúpida “ciência” que proíbe uma pessoa surfar no oceano ou caminhar a beira mar? Ou tomar sol ao ar livre? Fecha e abre – ciência do zíper. “Pois é, mas as vagas de UTI…”, sempre faltaram vagas e UTIs. Hospitais lotados, consultas e cirurgias agendadas até por anos. Isso é novidade no Brasil? Os “cientistas e universidades” desses governantes concluíram após 4 meses de confinamento que “as pessoas não ajudaram, não colaboraram como deviam”. Outra manipulação!

Cr & Ag

Lá no clássico Paraíso Perdido, o autor completamente cego e sofrendo a morte da segunda esposa e de uma filha, ditou para variados escribas as ideias e sentimentos que varavam seu ser e lá foram mais de 10 mil versos e anos. Universidades e acadêmicos persistem dissecando e interpretando, como podem. Impossível não traçar conexões com nossos tempos sombrios de pandemia e pandemônio. Em crônica anterior, traçamos o paralelo entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Essas criaturas estão cavando a cova gigantesca que abocanhará muito da humanidade. Fome, miséria, desnutrição depressão, ausência de horizonte e esperanças vertidas no trabalho e impossível de serem doadas ou dadas por qualquer governo, enquanto outras pestes crescem nesse caldo fatal. Anula-se o “livre arbítrio” e as liberdades individuais porque “eles sabem o que é melhor ou pior para nós”. A Inquisição está instalada e ativa, sem qualquer recurso ao cidadão ou freio aos seus executores.

Crônicas & Agudas

O pandemônio está instalado e alimentado pela ideologia. O lado da vida é secundário, não é realmente prioritário quando o outro lado pensa e não se satisfaz com mentiras, corrupção e partidarismo. “Ou está com nós ou é contra nós”! “Não há consenso”! Há um consenso sim – quando é você ou a pessoa que você ama que adoece. Aí movem-se mundos e fundos. Tudo aquilo que aquele nega e impede ou dificulta, agora quer para si. Médicos assim também. Quanto mais graduado e posudo, mais rígido e inflexível que discordem de si. Sabedoria popular: a pimenta nos olhos alheios… “Milhares foram salvos pelo confinamento” ou “milhares morreram pelo confinamento e pela falta de acesso à medicação”? Outro momento trataremos de outra pandemia que avança silenciosa e ocultada (e negligenciada) desde a queda do império soviético, fragmentado em vários países e o campo fértil da aids na África, Índia e China (de novo) – a tuberculose resistente à maioria das drogas. Há potencialmente duas delas em sua crescente disseminação pelo planeta. Sutil e mortal!

2020 – 07 – 21 Julho – Pandemia & Pandemônio – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Flagelo e Flagelados! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 14 Julho 2020.

 

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Flagelo e Flagelados!

A

 primeira mensagem que tive nessa manhã de domingo na TV foi sobre a Parábola do Semeador (Mateus 13, 1-23). Conhece? Não lembra? Coloque assim mesmo no Google que estará a tua frente em mais de uma versão. Desde que o homem vagou pela terra, os fatores do tempo (trovão, chuva, sol, seca, etc) lhe atormentaram, pois nada podia fazer contra ou a favor deles. Divinizou assim aquilo que orava ou simplesmente pedia auxílio. Milhares de anos se passaram e a humanidade, espalhada por todo o planeta, continua elegendo suas divindades. Deu-lhes hierarquia e atribuições. Outros povos elegeram uma única divindade, respeitando sua “equipe”, formaram as religiões monoteístas, como os cristãos e muçulmanos. A espiritualidade evoluiu e atrelou-se firmemente a “protocolos” criados por homens iluminados e detentores de “poder quase divino”. O que não mudou nessa evolução da espiritualidade ou nos códigos religiosos? Somos responsáveis por nossos atos e omissões. Colhemos aquilo que semeamos! E mesmo para o universo de pessoas desprovidas da espiritualidade esse deve ser um conceito basal, fundamental e irreversível.

Cr & Ag

A peste chinesa (resumo da ladainha de Covid e corona) é um flagelo que se abate e abate a humanidade. Não foi a primeira. Não será a última. Chuvas torrenciais, vendavais, ciclone-bomba, enchentes – outros flagelos! Também não serão os últimos. Ao contrário, com a devastação maligna do planeta e o crescimento descontrolado da massa humana, as pestes, epidemias, pandemias e destruições climáticas serão mais frequentes e avassaladoras. Não há inocentes. Há graus de culpabilidade. Ou de responsabilidade! Os falsos profetas inundam a mídia a todo instante – cientistas e especialistas, sob ordens de seus mandatários e caciques. Pessoas de escasso ou, ainda, desprovidas de conhecimento medido e avaliado e referendado mundialmente, organizam e determinam até o lugar onde você pode respirar e aquilo que você pode comer. E quando pode comer e respirar!

Cr & Ag

A humanidade sempre necessitou desses feiticeiros, ilusionistas, magos ou habilitados por uma “universidade divina” e entrega-se, efeito boiada, ao matadouro do raciocínio escasso ou ausente, seguindo seus eleitos. “Fé raciocinada” está para “leis morais e éticas”. Para a maioria, o inconsciente será satisfeito por “não ser responsável” pelo desfecho ruim. A culpa não está lá fora! A culpa ou a responsabilidade por erros e acertos pertence e está dentro de cada um de nós. Se você discorda ou não aceita essa verdade, sem problemas. O mundo continuará assim e em algum momento a cobrança virá para cada um ou para aqueles aos quais mais nos importam. Parece-lhe que estou tocando no nervo exposto e sensível do dente de sua alma, focando numa batalha entre o Bem e o Mal? Certo e errado?

Crônicas & Agudas

Podemos trocar os termos – entre o Amor e o Poder! Entre a Caridade e o Egoísmo. Entre a Fraternidade e Aversão, Repulsa, etc. Faço-lhe, nessas colunas, um convite, incitando ao seu raciocínio. Não para que simplesmente concorde ou discorde. Aquilo que sair, originar-se de nosso íntimo, seja iluminado pela mente e pelo coração (espírito). É um convite ao exercício de diferenciar-se da dominação imposta. Desnude o Poder, quando lhe ilude e convida para dançar baladas de falso amor à humanidade, amor à vida e aos pobres, enquanto se locupleta de mais poder e se corrompe. Nosso corpo é limitado e perecível pela peste, pela arma do agressor ou pelo tempo de cada um. Nossas ideias e ações irão perdurar na nossa prole ou nas mais diversas pessoas. O toque de razão e amor tem efeito “viral” e se espalhará, disseminará, numa onda de mais luz, fraternidade, entendimento, vida e amor. O oposto é verdadeiro. Novamente, repito, leia com a mente e o coração a Parábola do Semeador!

 

2020 – 07 – 14 Julho – Flagelo e Flagelados – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Pesadelos no Confinamento! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 07 Julho 2020.

 

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Pesadelos no Confinamento!

O tempo voa. E com ele está desaparecendo muito do nosso modo de vida. “A culpa é do coronavírus”, dizia alguém na segunda garrafa de vinho. Será? Discorda? Empresas que vendem bebidas alcoólicas estão com dez vezes mais de faturamento. Um incremento assustador e com sequelas pessoais e familiares sem fim. Aumento no consumo de drogas. Desajustes conjugais e familiares graves. Manifestações depressivas e a desesperança que culmina no pior final. A diferença entre o remédio e o veneno está na dose e na indicação de uso – nosso governador e seus especialistas desdenham disso. Nada disso importa realmente para muitas autoridades e seus gurus. Talvez esse seja o nosso destino até o surgimento de uma vacina eficaz e sem danos colaterais contra a peste chinesa. “E as mutações do vírus”? Pergunta alguém oprimido e exausto. Certamente, buscarão novas vacinas para a mesma ou novas pestes. E mais “isolamento social e lockdown”.

Cr & Ag

A gauchada lembra do comunicador Sérgio Zambiasi e seu programa na rádio Farroupilha. Programa que o tornou famoso e o levou ao Senado. Dizia-se à boca larga que “tem que assistir de avental”, tal era o formato do programa – desgraças e sangue. A brutal realidade da vida brasileira. No entanto, Zambiasi não usava seu microfone e fantástica audiência para destruir reputações e o governo criminosamente. Como é feito de porteira aberta grande parte da mídia de alto poder que se serviu do país e de seu povo. A desgraça atrai as pessoas. Veja o número de curiosos e intrometidos que se aglomeram num acidente, inclusive prejudicando a atividade e salvamento pelos agentes públicos – bombeiros, policiais, etc.

Cr & Ag

Alguém indagou com os olhos escancarados: “Se não seria possível que estejam sepultando quem ainda não está bem morto. Nem se pode fazer velório e o caixão vem lacrado. A gente nem sabe se o morto é o nosso parente mesmo. E se trocaram”? Interessante a questão. As pessoas podem confiar plenamente no sistema? Mas certamente é uma angústia e uma dúvida que vai atormentar muitas pessoas e suas famílias para sempre e não somente nos Finados. Questões e incertezas se acotovelam nas mentes das pessoas de senso crítico e que não se empanturram com o noticiário do mal. As manifestações do pânico e suas consequências funestas são escondidas. “Vá para tua casa. Fica em isolamento duas semanas. Se faltar o ar, vai procurar recurso” – você já escutou isso. Qual seria sua reação se algum médico dissesse isso para você ou em relação a alguém que você ama?

Crônicas & Agudas

Numa aparente brincadeira, expõe-se o íntimo de um colega ante outros que rejeitam qualquer tratamento até o último suspiro do enfermo, os poucos medicamentos disponíveis no entendimento de outros médicos, especialistas e autoridades públicas. “Se eu adoecer me aplica tudo que tiver disponível: cloroquina, azitromicina, creolina, naftalina, pantomicina, neomicina, tudo que terminar em ina. Tomo até Cagarol e Nabundol B12”. Brincadeiras com fundo e essência de verdade. Cada pessoa, na sua liberdade individual, deve ser respeitada. Vivemos uma conjuntura ditatorial e abusiva. Observe o exercício do poder imperial de pessoas aboletas nas cadeiras do poder. O absurdo torna-se legal invadindo os direitos básicos da pessoa. Outro amigo me dizia: “Vou no cartório me identificar como indígena assumido. Estão fazendo isso nas cotas para qualquer coisa. Eu assumido como índio, ninguém pode me cobrar nada. Posso até sair derrubando árvores porque sou do povo da floresta e preciso de lenha para minha churrasqueira e lareira. Vai ter uma tropa de ONG me defendendo e nem preciso de máscara ou álcool gel”. O sonhar te traz a esperança. O pesadelo trás o inferno. Quantos estão empolgados em te trazer os piores pesadelos? E ainda pode piorar. E muito!

 

2020 – 07 – 07 Julho – Pesadelos no Confinamento – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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“E os gatos por que não comeram os ratos”? Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 30 Junho 2020.

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E os gatos por que não comeram os ratos”? – continuação.

N

a casa de meus pais, sempre tivemos cães e gatos. Geralmente um de cada. Na nossa casa e com nossos filhos, também tivemos cães e gatos. Vários! Nossa amada Gata Neve está beirando os 20 anos de idade. A rotina na Viamão que eu cresci era de que muitas pessoas tinham temor ou preconceito com os gatos, principalmente com os gatos pretos – “gato preto dá azar”; “nunca cruze com um gato preto”; “gato preto tem coisa com o demônio”. Segue a balada triste. Era comum ninhadas de gatos, filhotes, serem ensacados e abandonados, quando não jogados no Lago da Tarumã ou dentro de um poço. Crueldade que ainda ocorre. Qual seria a origem dessa perseguição aos felinos domésticos? Em certas civilizações, como a egípcia, o gato tinha porte de divindade e condutor entre o mundo visível e invisível. Entre o mundo material e o espiritual. No norte da Europa, como nos vales da atual Alemanha, o gato habitava e acompanhava os místicos. Lá pelos anos de 1232-3, o Papa Gregório IX instituiu a Inquisição. Foram uns 600 anos de mortes e perseguições “em nome de Deus”. Seria hoje com o STF e seus acólitos podendo queimar nas fogueiras ou trucidar como quisesse aqueles considerados “hereges”, sem nenhum limite. Ter um gato em casa, ser visto dando comida ou acariciando um gato (nem precisava ser preto) seria motivo suficiente para ser denunciado por qualquer desafeto, “não gostei da tua cara”, “bronca contigo” e torturado até confessar qualquer coisa que o torturador desejasse.

Cr & Ag

A Igreja nega perseguição aos gatos. Mas isso instituiu uma matança de gatos. Sacrificavam-se gatos (sacos de gatos – veja outra analogia) nas festas religiosas. Em fogueiras. Jogados das torres das igrejas. Alvos. Jogados nos rios. Gato sempre teve pânico de água e talvez se acreditasse que os demônios sairiam deles na hora do afogamento. Ou morreriam juntos. Conta-se (Igreja nega) que outro Papa, Inocêncio VIII, de 1484 teria agravado a situação. O real e inegável é que milhares de pessoas foram torturadas e executadas em fogueiras, calabouços e… Hereges, bruxos e feitiçaria era qualquer um em desacordo com a opinião e vontade do inquisidor – que também era uma corte suprema e inapelável depois de morto.

Cr & Ag

Sem seu inimigo e predador natural, os ratos negros com suas pulgas fatais disseminaram a Peste Negra ou Bubônica que dizimou uns 200 milhões de criaturas. Essa semana o perseguido pela inquisição Governo Bolsonaro aprovou o Marco do Saneamento Básico – metade dos brasileiros não tem esgotos e água tratada – olha a Peste Chinesa! A Europa Medieval era assim, uma imensa favela, agravada pela aconselhada e nutrida da autoflagelação. Que rasgava o corpo para uma infinidade de doenças que eram por essas criaturas disseminadas enquanto mostravam sua fé. E os ratos cresceram na fartura como político em tempo de pandemia. A doença minou e matou! Os ricos antecipavam-se comprando “um lugar no céu” e pagavam proporcionalmente “à proximidade com Cristo”. Sempre se acreditou que as doenças e os flagelos seriam penas impostas aos homens por seus pecados. Quanto maior a ignorância, maior o poder de religiões e manipuladores.

Crônicas & Agudas

Os governadores, prefeitos, médicos-cientistas e jornalistas creditam seus fracassos “ao povo que não colabora e não faz a sua parte”. A Justiça seria o inimigo natural da “peste”, entenda também como crime. O gato contra os ratos! Os ratos brasileiros estão livres, leves e soltos. O cidadão olha a roubalheira das compras superfaturadas, das montanhas de dinheiro vindas do “odiado” Bolsonaro e gastas sabe-Deus-onde, assiste. O STF sendo vítima-polícia-juiz-carrasco, a quebradeira e o desemprego, a vagabundagem imperando, os criminosos saindo das cadeias aos borbotões e o cidadão encarcerado e caçado pelo “isolamento social”, etc. Nova inquisição e nova idade das trevas? Há quem sinta esperança na Peste Chinesa? Terrível! Assustador quando a liberdade e a democracia morrem antes da enfermidade.

 

2020 – 06 – 30 Junho – E os gatos por que não comeram os ratos – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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As Curvas e a Doença! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 16 Junho 2020.

 

2020- 01 - Jornal Opinião - Cabeçalho da Coluna para BLOG

 

As Curvas e a Doença!

E

m meados de março, o cenário vislumbrado pelas autoridades e especialistas seria de um pico fatal de metade a final de abril com falta de leitos, UTIs abarrotadas, luta por respiradores. Um caos com uma mortandade inaudita. Isolamento social, “lockdown”, confinamento, pauleira nos desobedientes, STF na maestria da pandemia. Um mês antes, os especialistas, governadores e prefeitos deslumbravam-se com “o maior carnaval de todos os tempos”. Mirava-se no “achatamento da curva”. O convívio das pessoas, inclusive dos familiares, seria responsável pelo “inflar da curva”. Todos entendiam e discutiam curvas e pandemias, vírus de frente e vírus de costas, com a naturalidade virulenta do Jornal Nacional e similares. Como o morticínio ficou “abaixo da curva e o pico para maio ou junho-julho”, conclui-se que o confinamento foi “bom, quase adequado” – “as pessoas não ajudaram como deviam e o Presidente atrapalhou”! Vieram respiradores hiperfaturados e leitos ociosos superfaturados – “normal” pela premência da curva de pico ou pico da curva. O cenário pintado e liderado pela Globo nos fazia imaginar retroescavadeiras abrindo caminho, juntando os mortos e colocando-os em caminhões para imediata cremação com nuvens negras e odor de morte varrendo as cidades – coisa de cinema. Inclusive milicos mortos empoleirados nos tanques de guerra antes do golpe.

Cr & Ag

Emergência 1: “Estou com um mal-estar no peito e uma dor no pescoço desde a madrugada”! Resposta: “Toma Dorflex e aguarda em casa, deve ser da coluna mesmo, se piorar volta aqui. Mas de máscara”! Resultado: morte por infarto do miocárdio.

Emergência 2: “Faz uns cinco dias que está com uma dorzinha na barriga e… (tinha que ser rápido, pois todos estão envolvidos com a Covid-19)”. Cansou de esperar. Automedicou-se em casa. Resultado: apendicite aguda rota (rompeu) e septicemia.

Emergência 3: “Tô com esses sintomas que diz na TV que é do corona vírus…” Avaliado: para casa com acetaminofeno e bastante líquido. Vai em outro ambulatório e pergunta “desse remédio que tão falando aí”. Resposta: “Essa droga mata antes”. Resultado: retorna com grave estado geral e vai para o tubo se despedindo da família separada.

Cr & Ag

Casos hipotéticos. Realidades sombrias. Destinos de qualquer um de nós. A Medicina numa pandemia (manipulada ou não) abandonou sua missão histórica e essencial – usar de todas as armas disponíveis para tratar os doentes? Até a II Guerra Mundial, morria-se aos borbotões pela falta de antibióticos – veja os exércitos alemães comparados com os americanos e ingleses que tinham penicilina colhida até da urina dos enfermos. Durante quase 2 mil anos a Medicina desconhecia grande parte do mundo invisível das doenças infecciosas, mas jamais deixou de tratar os adoentados. Dos variados minerais às plantas mais exóticas. Sangrias e outras coisas bizarras hoje. Sempre com as orações e aguardando o abrandamento da ira divina e a unção de cura. Há médicos que desdenham dar medicamentos aos seus pacientes estando na fase inicial da doença? Nem o famoso e antigo como a humanidade “efeito placebo” foi permitido. “Medidas e decisões com o aval da ciência e dos especialistas” – falsidade ou discordância milenar, basta rever as eternas contradições da medicina com a Medicina. Já se disse que a “Medicina é a ciência e a arte das verdades passageiras ou transitórias”. Jamais se disse que o médico deva prescrever por ideologia ou não tentar retirar o “afogado do afogamento” o mais precoce e com todo seu empenho, respeito, técnica e amor ao paciente!

Crônicas & Agudas

 Historicamente o vestibular mais concorrido é o de Medicina. Poucos tem acesso e vários milhares a menos concluem o curso principal e as pós-graduações. Estariam certos frustrados do vestibular, agora políticos com o poder da força “legal” exercendo a sua medicina com o aval dos “universitários”? Oremos por Saúde e Sabedoria e que a Justiça Divina acerte as contas.

2020 – 06 – 16 Junho – As Curvas e a Doença – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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2020 - 01 - Cabeçalho inferior da Coluna para BLOG

Respingos do Confinamento! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 09 Junho 2020.

 

2020- 01 - Jornal Opinião - Cabeçalho da Coluna para BLOG

Respingos do Confinamento!

O

 termo “respingos” do título é usado como sinônimo de “coices” ou “salpicos e borrifos” pelo dicionário Houaiss. “E aqui”? Pois é, a tua vontade comanda essa balada de terror orquestrado e peste chinesa, e-leitor. Os ditos especialistas e autoridades estão experimentando em nós o que fazer numa pandemia – novamente oriunda da China. Os veteranos, quando ouviam falar em quarentena, sabiam que era o ato de isolar os enfermos e contaminados –“quarenta dias e quarenta noites como no grande Dilúvio”, algum místico associava. Então colocavam os doentes nos “nauseocômios”, tipos de hospitais, colônias, nos “vales de lágrimas e sombras”, cavernas, cidades e regiões interditadas. Assim sobreviveu a humanidade. Agora estamos em quarentena horizontal, vertical e de ponta cabeça. Num salve-se quem puder. “O que menos corre, avoa” – diz um Arigó. “Isolamento social”(até prisão) é filho dessa onda de entendidos para cima dos entediados. “Politicamente correto” é receber prêmio pelas mortes e não pelo salvamento de vidas? No ancestral Código de Hamurabi, na Mesopotâmia (berço de civilizações) antes de Cristo, o “médico” poderia ser morto se o paciente morresse. E outras penalidades ‘estropiantes’. Nossos supremos magistrados, congresso e nobres feudais (governadores e prefeitos) são premiados com mais verbas a cada morto pela Peste Chinesa? É legal. Mas é ético, é moralmente certo?

Cr & Ag

Volte 25 anos no tempo. Está nas barbelas do século 21. Caminhe até nossos sombrios dias de Peste e confinamento, de hospitais de campanha e respiradouros, algum dia ou alguma hora havia vagas disponíveis nas UTIs? Havia hospitais e UTIs suficientes para os doentes? A justiça não dava ordem de prisão e de internação para os médicos que “não baixassem os doentes” Os postos e UPAS eram suficientes? As filas de consultas, as filas para cirurgias, as filas de internação, as mortes na-espera-sem-fim são da pandemia? Ou acompanham esses políticos que surrupiaram e continuam surrupiando o Brasil? Aproveitam-se da cumplicidade da grande mídia (Globo e falanges) e da legitimação dos feudos pela Suprema Corte e simulam fazer em poucos dias aquilo que jamais fizeram em décadas. Abriram-se as torneiras da corrupção “da dita urgência”? “Prendam as pessoas que pensam em suas casas e impeçam que vejam o estado da saúde pública brasileira desses últimos 25 anos” – será que essa ordem foi dada? “Falta leito e UTI”, e falta vergonha e dignidade. Sobrou crime e negligência. E sempre – morte!

Cr & Ag

SS – safadeza e “sabedoria” (falsa)! Andam abraçadas e levam os incautos para o destino certo e sabido. Seria tema de novela em horário nobre ou página de humor mórbido – oito pessoas em uma morada de três peças. Um par de idosas. Uma mãe separada com quatro filhos. Uma jovem baladeira. A aposentadoria das idosas é a única renda real. A morada recebe mais três pessoas – outra irmã, um filho e seu marido. Desempregados. Elas diaristas. Ele camelô. Despejados de onde moravam pelos traficantes. Logo o pai de uma das quatro crianças se encosta, também desempregado. As crianças sem escola. Esse quadro nada é diferente daquilo que os médicos, enfermagem e atendentes recebem no dia a dia. Essa é a mais mortal quarentena socialista, em que as vítimas esperam que o Presidente continue com a ajuda, mas que governadores não aliviam 1 real nos impostos e há quem apoie a desgraça econômica e social com incompetência e maledicência.

Crônicas & Agudas

Conflitos domésticos e com a vizinhança. Abuso de álcool. A droga abre mais espaço. Depressão e suicídio. Mas há o incitamento e a esperança de que teremos um mundo melhor depois da pandemia. As cicatrizes passarão por plásticas no corpo, na mente e na alma. A STF será um tribunal igual para todos os brasileiros sobreviventes do caos permanente da saúde pública e nossos eleitos serão capazes e, principalmente, idôneos. A honestidade será a estampa do Congresso brasileiro que respeitará a todos. A corrupção e a propina – algo do passado distante, antes da Peste Chinesa. Vamos acreditar que vai ser assim para melhor!

2020 – 06 – 09 Junho – Respingos do Confinamento – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – http://www.edsonolimpio.com.br

 

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