Oração ao Cadáver Desconhecido

 

Oração ao Cadáver Desconhecido

Felipe Jaeger de Belli–Formatura Medicina 2014–PUC RS

Formatura Felipe de Belli - 19 dez 14 II

E o número de Médicos em nossa família continua a aumentar. Ainda falta na foto a imagem da minha filha Dra. Cynthia Cunha de Oliveira – Capitão Médico e Cirurgiã do Exército Brasileiro.

E tudo começou num 04 de Dezembro de 1976.

43 Anos de Medicina - Estrelas

Sexualidade no Climatério — Qualidade de vida — Fonte SnifDoctor–Maio 2014

 

Qualidade de vida da mulher madura: sexualidade no climatério

O climatério representa uma etapa da vida da mulher, quando ela passa da fase reprodutiva para a não reprodutiva. A menopausa, que se confirma após a ausência do fluxo menstrual por 12 meses consecutivos, constitui um marco, delimitando o climatério e a pós-menopausa. Nesse período, ocorre uma variação dos níveis dos hormônios sexuais (estrógeno e testosterona), que pode comprometer o desempenho sexual por afetar o desejo, a excitação e o orgasmo. Mas com orientação adequada, é possível levar uma vida sexual saudável, também nesta fase.
Segundo a dra. Carmita Abdo, psiquiatra e especialista em Medicina Sexual, que palestrará no 8º Congresso Brasileiro de Climatério e Menopausa, que acontecerá de 15 a 17 de maio, em São Paulo, a diminuição progressiva da produção de estrógenos e a consequente atrofia da mucosa vaginal são responsáveis pela dificuldade de lubrificação da vagina e falta de relaxamento pélvico. “Para evitar que a mulher sinta dor durante a relação, são necessárias preliminares mais trabalhadas antes da penetração”.
Os níveis menores de testosterona, que caracterizam a pós-menopausa, prejudicam o interesse por sexo e a frequência sexual, explica a especialista. “Algumas mulheres se ressentem mais diante dessas mudanças, enquanto outras se incomodam menos. Isso está relacionado a diversos fatores, como perfil psicológico, antecedentes de doenças, qualidade de vida atual, entre outros.”
Ainda no evento, estarão em debate as doenças que prejudicam o sistema circulatório (tais como as cardiovasculares, diabetes e hipertensão), dificultando a irrigação sanguínea da região genital e prejudicando a excitação, lubrificação vaginal e o intumescimento dos genitais femininos.
Tratamento
De acordo com a especialista, a reposição dos hormônios sexuais é uma das opções de tratamento para os distúrbios sexuais no climatério.
“A reposição estrogênica alivia a dor na relação e recupera a mucosa vaginal e a lubrificação. A reposição de testosterona pode ser cogitada, mas com cautela. São elegíveis mulheres pós-menopausadas, pós-ooforectomia, pós-quimio e radioterapia nos ovários, desde que sob tratamento estrogênico. Nesse último tratamento, devem ser observadas as contraindicações: doenças cardiovasculares e hepáticas, cânceres de mama e de útero”.
“Vale lembrar que, nesse período, a mulher é mais vulnerável a depressão, que exerce impacto negativo sobre o desejo. Antidepressivos também podem induzir disfunção sexual, o que interfere na adesão ao tratamento da depressão. Interromper o tratamento da depressão cronifica o quadro, bem como a falta de interesse pelo sexo. Deve-se discutir estes aspectos com o médico, para esclarecimento e escolha de medicamento, caso a caso”, alerta a dra. Carmita.
Caso a disfunção esteja relacionada a conflitos com o parceiro, falta de habilidade sexual, imaturidade emocional ou quadros depressivos, a terapia sexual está indicada

Fibromialgia — Fonte SnifDoctor — Maio 2014

 

Fibromialgia: procurar o médico é o melhor remédio

Considerada o quinto sinal vital do corpo humano, a dor pode ser um forte indício do aparecimento da fibromialgia, síndrome que acomete 2,5% da população brasileira. Uma dor crônica, difusa e generalizada por todo o corpo é um dos principais sintomas. Como ela pode indicar também várias outras doenças, é indispensável o acompanhamento médico para uma investigação detalhada, a fim de afastar outras hipóteses e iniciar o tratamento adequado, o quanto antes, para melhorar a dor e também manter a qualidade de vida do paciente.
Por não existir um método específico para a identificação da fibromialgia, o médico geralmente se direciona pelas queixas de dor dos pacientes e pelo exame físico realizado em consultório. Também são aliados no diagnóstico os exames complementares de sangue e de imagem, que auxiliam o raciocínio clínico para excluir outras doenças.
Estudos mais recentes demonstram que a termografia por infravermelho, uma fotografia térmica em que o paciente é fotografado sem roupa com infravermelho, pode colaborar na identificação da síndrome. O procedimento permite quantificar a temperatura de partes do corpo e destaca o paciente com fibromialgia, uma vez que este possui regiões corporais, como tronco alto e ombro, mais quentes do que as pessoas que não têm esta síndrome.
Também existem outros exames de diagnóstico que podem auxiliar o médico na avaliação clínica, como a estimulação magnética transcraniana, que verifica a transferência de informação que ocorre nas células nervosas que estão no córtex cerebral. “Esses procedimentos, assim como as tomografias, ressonâncias e raios X não formam o diagnóstico, mas dão um suporte ao médico, documentando o estado do paciente”, explica a fisiatra Lin Yeng, Coordenadora do Grupo de Dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP.
Depois do diagnóstico correto, que normalmente é feito pelo clínico geral, fisiatra, reumatologista e neurologista, o paciente precisa entender sua condição e colaborar ativamente com os tratamentos. “Esse indivíduo necessitará de um programa de reabilitação físico e metal e o médico tem um papel importante no gerenciamento dos tratamentos como um todo”, aponta Lin.
A médica alerta para a necessidade de uma investigação detalhada da vida dos pacientes, que permita avaliar o indivíduo como um todo: rotinas, hábitos, postura, ambiente de trabalho, alimentação, hidratação e sono. “A análise de todos esses fatores podem contribuir para um diagnóstico mais preciso dos fatores de melhora, piora e perpetuante das dores”, pondera.
O tratamento farmacológico associado ao não farmacológico (exercícios, hidroterapia, massagens, relaxamentos, entre outros) pode apresentar os melhores resultados. “Quanto menos exercícios o paciente fizer, pior será a qualidade de vida dele”, conclui.
Tratamento farmacológico
De acordo com Lin, hoje as pessoas com fibromialgia podem ser tratadas por uma vasta gama de medicamentos como os antidepressivos (tricíclicos e duais), que atuam melhorando a utilização da serotonina e noradrenalina pelo sistema nervoso central; miorelaxante de ação central; agonistas dopaminérgicos; analgésicos do grupo opiólde; analgésicos simples; anticonvulsivantes, entre outros. “O tratamento farmacológico varia de acordo com os sintomas e a tolerância do paciente, podendo ter associação de fármacos de diferentes classes”.
Na classe dos neuromoduladores anticonvulsivantes, encontra-se a pregabalina, que diminui a liberação de neurotransmissores que pioram a dor, reduzindo o excesso de mensagens de dor transmitidas dos nervos para o cérebro. Além disso, como efeitos adicionais, reduz a ansiedade e melhora a qualidade do sono dos pacientes

Açúcar x Adoçante–Fonte SnifDoctor–Maio 2014

Açúcar X Adoçante

As diferenças entre eles não se resume à matéria-prima, que além da cana pode ser a beterraba, milho ou mandioca. O sabor, a textura e a composição nutricional também variam de acordo com os processos de refinamento pelo qual cada um dos tipos passa.
As principais diferenças aparecem no gosto, na cor e na composição nutricional de cada tipo. Segundo Dr. Fábio Cardoso especialista em medicina preventiva, longevidade e emagrecimento, a regra básica é a seguinte: quanto mais escuro é o açúcar, mais vitaminas e sais minerais ele tem, e mais perto do estado bruto ele está. A cor branca significa que o açúcar recebeu aditivos químicos no último processo da fabricação, o refinamento. Apesar de esses aditivos deixarem o produto bonitão, eles também "roubam" a maioria dos nutrientes. Só para dar um exemplo, em 100 gramas de um açúcar bem escuro, o mascavo, existem 85 miligramas de cálcio, 29 miligramas de magnésio, 22 miligramas de fósforo e 346 miligramas de potássio.
Para comparar, na mesma quantidade de açúcar refinado, aquele tipo branco mais comum, a gente encontra no máximo 2 miligramas de cada um desses nutrientes. Conheça tipos de 10 açúcares.
Açúcar cristal: possui grãos maiores e mais transparentes que o açúcar refinado, tornando-o mais difícil de ser dissolvido nos líquidos. As características do açúcar cristal se devem à técnica de refinamento leve, que tira cerca de 90% dos sais minerais.
Açúcar refinado: este é o açúcar branco mais comum nos supermercados. No refinamento, aditivos químicos, como o enxofre, deixam o produto com aparência clara e uniforme. O açúcar branco é usado em quase todas as sobremesas e bebidas, das musses ao cafezinho.
Açúcar de confeiteiro: o açúcar de confeiteiro também é conhecido como glaçucar. Os cristais são tão delicados e finos que até parecem farinha. O segredo deste ingrediente é o processo de refinamento sofisticado pelo qual ele passa. Depois, é encaminhado para uma peneiragem, durante a qual os cristais são separados de acordo com a granulometria. Antes de ir para o pacotinho, o açúcar recebe uma pequena quantidade de amido de arroz, milho ou fosfato que evita que os grãos fiquem grudados. O açúcar de confeiteiro é muito usado para decorar biscoitos e tortas.
Açúcar orgânico: do plantio à industrialização, este açúcar não utiliza ingredientes artificiais nem agratóxicos durante o plantio da matéria prima. Visualmente, este ingrediente tem cristais mais grossos e mais escuros que os outros açúcares, mais comuns nas prateleiras dos supermercados.
Açúcar light: este açúcar surge da combinação do açúcar refinado com adoçantes artificiais, como o aspartame, que, por suas características, adoça quatro vezes mais que açúcar comum. Por isso, quem consome um cafezinho adoçado com açúcar light consome menos calorias. Porém, outras receitas devem ser adaptadas antes de usá-lo.
Açúcar líquido: este açúcar, também chamado de xarope simples, não é vendido nos supermercados e é utilizado frequentemente pela indústria alimentícia, para a fabricação de balas e refrigerantes.
Açúcar mascavo: esta variedade tem cor caramelo e mais úmida e o sabor lembra a rapadura. Estas características são conseguidas depois de extrair do cozimento e cristalização do caldo de cana de açúcar. Sua qualidade nutricional é bem melhor. Sem passar pelo processo de refinamento, ele conserva nutrientes, como ferro e cálcio.
Açúcar demerara: o processo de produção deste açúcar é bem parecido com o açúcar mascavo. Porém, o açúcar demerada passa por um processo de refinamento leve, durante o qual não recebe nenhum aditivo químico. Usado no preparo de doces mais sofisticados, este é um dos açúcares mais caros do mercado.
Açúcar vanille: este tipo de açúcar tem um leve sabor de baunilha.
Xarope invertido: esta variedade é uma mistura de três tipos de substâncias adoçantes. Com 1/3 de glicose, 1/3 de frutose e 1/3 de sacarose, é uma solução aquosa, fácil de ser armazenada. Também é muito utilizado na indústria alimentícia por agir contra a cristalização nos alimentos já preparados. Frutas em calda, sorvetes, balas e caramelos, licores, geleias, biscoitos levam o ingrediente em sua composição
Açúcar de coco : O novo queridinho da vez – Extraído do fluido das flores da Palma de Coco, quando as folhas são colhidas, o seu néctar é retirado e aquecido ligeiramente numa caldeira ficando um caramelo espesso, triturado em pequenos cristais, que dissolvem-se facilmente e dão um agradável sabor doce a todas as receitas, o açúcar de coco é muito mais nutritivo que os outros adoçantes comuns comercializados, tem elevada quantidade de Potássio, Magnésio, Zinco e Ferro e é uma fonte natural de Vitaminas B1, B2, B3 e B6. As Palmas de Coco são também chamadas árvores da vida, por estarem na origem de mais de 100 produtos diferentes e serem assim muito úteis aos agricultores, pois delas podem fazer muitos usos.
Esse açúcar tem feito parte da culinária e do grupo das ervas medicinais usadas no sudoeste asiático por muito tempo, especialmente por pessoas que buscam uma alimentação mais saudável ou que sofram de problemas de diabetes tipo 2 e apesar de seu coco ser muito parecido com o sabor do açúcar castanho, ele tem um índice glicémico muito mais baixo (Gi=35) sendo assim menos perigoso para a saúde que o açúcar normal (Gi=68). Isto quer dizer que o Açúcar de Coco produz uma libertação lenta de energia e não produz os altos e baixos do açúcar. O maior componente do açúcar de Coco é a sucrose (70-79%) seguido de frutose (9%) e glicose (3%). Muitos estudos já foram feitos com sucrose e frutose e novas pesquisas mostram que o consumo elevado de frutose pode ser prejudicial para a saúde. O açúcar de coco é um adoçante não processado, não adulterado, não filtrado, não contêm preservativos e é 100% natural conhecido por ser o adoçante mais sustentável do mundo.
Efeitos dos açúcares no organismo
Nos últimos cinco anos, a indústria alimentícia preza pela propaganda de seus produtos com o foco na qualidade de calorias, estimulando a redução de gordura como justificativa de redução calórica, sem, no entanto, se preocupar se a fonte calórica substituta seria uma proteína ou um açúcar, como se fossem iguais.
Hoje, sabe-se que nem todas as calorias são iguais, tanto nos números efetivamente quanto na sua metabolização no corpo humano. Proteínas e carboidratos, embora forneçam quase a mesma quantidade de calorias (1g = 5 e 4 calorias, respectivamente), atuam de forma completamente diferente no corpo.
Carboidratos simples ou refinados (como o açúcar) não necessitam de muita energia corporal para que sejam quebrados e metabolizados. Desta forma, a dieta com alto índice desta substância não aumenta o gasto energético de repouso – afinal, por que o corpo trabalharia mais na digestão destes nutrientes se estes são fáceis de serem metabolizados e logo se transformam em glucose e são absorvidos pelo corpo.
Como dr. Fábio explica, no processo metabólico do corpo humano, estes tipos de alimentos, que contêm açúcar em maior ou menor quantidade, após a digestão, se transformam em glicose, que é a principal fonte de energia necessária ao perfeito funcionamento do corpo humano. Podemos chamá-la de “açúcar estrutural”, pois essa energia gerada pela glicose é utilizada para o crescimento, a regeneração celular, a atividade física, o pensamento e a manutenção do corpo em geral.
Quando ingerimos açúcar em excesso – seja através dos cereais ou frutas, ou diretamente através do açúcar refinado, balas e doces – o pâncreas, glândula responsável pela produção da insulina, fica sobrecarregado, já que a insulina é um hormônio que transforma o açúcar (sacarose) em glicose. A glicose em excesso, essa energia não consumida, vira gordura e se acumula no organismo, causando doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e hipertensão arterial, dentre outras.
Por isso mesmo, gera acúmulo excessivo dessa energia não consumida em forma de gordura ou da própria glicose na corrente sanguínea. Daí para as doenças cardiovasculares e diabetes é um pulo. O açúcar refinado é considerado um antinutriente porque, além de não dar nutrientes nem energia vital para o organismo, ainda rouba e/ou destrói vitaminas e minerais importantes, como o cálcio e o magnésio e as vitaminas do complexo B.
A dependência química do açúcar é muito forte porque está ligada aos neurotransmissores cerebrais conhecidos como serotonina, que são responsáveis pelo estado de felicidade.
Aliás, para o Dr Fabio essa explicação é uma das bases para se entender o porquê do uso de qualquer coisa que nos leva ao vício: o prazer alcançado, ainda que por pouco tempo. Como a sensação é boa, queremos repetir, e aí não paramos mais.
Então aí vão as consequências:
• Sensação de saciedade. O açúcar se transforma em energia muito rapidamente e o corpo “pensa” que já está alimentado, não sentindo necessidade de ingerir alimentos realmente nutritivos.
• Como o açúcar se transforma rapidamente em energia em nosso corpo, o que não aproveitamos também rapidamente vira gordura e fica depositado em diversas partes do corpo.
• Perda lenta e constante de cálcio e magnésio, abrindo as portas para cáries, infecções e doenças como osteoporose e câncer, retenção de sais de cálcio, causando endurecimento das artérias (arteriosclerose). O organismo rouba cálcio dos ossos para neutralizar a acidificação do sangue provocada pela ingestão abusiva de açúcar, causando desequilíbrio imunológico, perturbações no metabolismo, causando obesidade, depressão, hipoglicemia e diabetes; tendência à preguiça e cálculos biliares.
E os Adoçantes?
Constituídos por edulcorantes – substâncias responsáveis pelo sabor doce – os adoçantes têm poder de adoçamento extremamente maior que o do açúcar. Alguns podem ser utilizados para cozinhar por terem estabilidade suficiente para não perder o sabor doce quando expostos a alta temperatura, como o acesulfame K e a sucralose. Por ter poder adoçante alto, de 400 a 800 vezes mais que o açúcar, como a sucralose.
Afinal, adoçante faz bem ou mal? A melhor resposta para essa pergunta é: depende. Depende de qual adoçante, depende da quantidade utilizada e depende de quem vai utilizar.
Temos no mercado diversos tipos de adoçantes: aspartame, sucralose, ciclamato de sódio, frutose. Não estamos falando de marcas, e sim da matéria-prima utilizada para fazer o adoçante.
Os adoçantes com ciclamato de sódio, por exemplo, não devem ser utilizados por pessoas hipertensas, devido à presença de sódio. Muitos hipertensos nem imaginam isso. Eles restringem o sal da alimentação, mas continuam adoçando todas as bebidas com esse tipo de adoçante.
Já o aspartame é o mais polêmico e, sim, existem estudos que demonstram que um consumo abusivo desse tipo de adoçante aumenta os riscos de desenvolvimento de algumas doenças. Porém, este consumo deve ser extremamente elevado para que o risco se configure. Portanto, usar ou não o aspartame vai depender de quanto adoçante você costuma consumir ao longo do dia.
A frutose, por sua vez, começou a ser usada pelos diabéticos quando se descobriu que essa substância não necessitava de insulina para ser metabolizada (os diabéticos não produzem insulina). Outros benefícios da frutose para diabéticos são: absorção mais lenta em relação à glicose e aumentos mínimos e transitórios da glicemia após a absorção.
Não existe consenso em relação ao uso da frutose entre os especialistas em diabetes. Os autores contrários ao uso consideram que o uso descontrolado desses açúcares resultaria em glicose e, consequentemente, no aumento na glicemia. Mas é importante lembrar que a frutose presente na dieta produz menor aumento na glicemia quando comparada a quantidades iguais em calorias de sacarose e de amido, sendo esta uma vantagem da frutose como uma maneira de adoçar a dieta dos diabéticos.
E, finalmente, temos a sucralose, um adoçante derivado da cana de açúcar, que pode ser utilizado não só por pessoas que desejam diminuir o consumo de açúcar para controlar a ingestão de calorias, mas também por gestantes e diabéticos. A sucralose foi lançada no mercado há poucos anos e pode ser considerada uma boa alternativa entre os adoçantes. Vale lembrar entretanto que, por ser um produto novo, não existem tantos estudos a seu respeito como existem dos outros adoçantes.
Portanto, a sugestão é moderação e orientação. Se o paciente tem alguma patologia ou restrição alimentar, deve procurar um profissional da saúde para lhe orientar sobre o melhor e qual o tipo de adoçante consumir. E, independentemente do tipo escolhido, use-o moderadamente!
Como uma referência para o quanto utilizar, vale se orientar pela conduta do FDA – Food and Drug Administration (FDA), que recomenda que o consumo diário de adoçantes dietéticos seja de quatro a seis pacotinhos de um grama quando em pó, e de 9 a 10 gotas para os líquidos.

Dor nas pernas… – fonte www.snifdoctor.com.br

 

Dor nas pernas ou nos pés podem ser mais do que cãimbra: conheça a claudicação intermitente.

 

Edmilson José da Silva tem 51 anos, mas desde os vinte e poucos ele sente dor nos pés ao caminhar. Mesmo assim, apenas aos 48 anos ele descobriu, numa visita ao cardiologista, que não havia circulação do sangue nos pés. Diagnosticado primeiramente como aterosclerose, a claudicação no pé direito já estava em estágio avançado quando recebeu o diagnóstico correto. "No fim das contas, tive que passar por uma cirurgia de ponte de safena na minha perna", contou Silva.

É muito comum que o paciente tenha seu diagnóstico confundido com problemas ortopédicos, reumatológicos e neurológicos antes de descobrir se tratar de uma claudicação intermitente. O que diferencia a doença? "A dor sempre ocorre da mesma maneira apenas quando a pessoa anda ou faz esforço físico, e alivia rapidamente, de um a três minutos depois de parar de caminhar", sem necessidade de nenhuma medida adicional, explica o cirurgião vascular Luiz Marcelo Aiello Viarengo.

Causada pela falta de fluxo sanguíneo, a dor sentida é geralmente uma sensação de constrição, aperto, cãimbra, e comumente ocorre nas panturrilhas ou nas coxas, no entanto, também pode se manifestar nos pés, ou nádegas. Hereditariedade, sedentarismo, estresse, diabetes, obesidade, tabagismo e pressão alta são os principais fatores de risco.

Se diagnosticada precocemente, a claudicação pode ser tratada com caminhadas e exercícios leves programados pelo médico. "Mantenha as extremidades aquecidas com meias de lã e roupas adequadas e evite exposições ao frio", recomenda Viarengo. Alguns medicamentos, como vasodilatadores e antiagregantes plaquetários também podem ser usados.

Dependendo do quadro de cada paciente, também se recomenda controle da pressão arterial, dos níveis de açúcar, colesterol, e demais fatores de risco. A suspensão do tabagismo é medida absolutamente indispensável.

Já em casos mais graves, como foi o de Edmilson – que, aos 50 anos, novamente foi diagnosticado com claudicação intermitente, mas na perna esquerda – é indicado uma cirurgia com ou sem stent (aparelho que mantém artéria aberta). “Se o problema não for tratado adequadamente, podem ocorrer lesões isquêmicas nas extremidades e até amputações”, alerta o médico

AIDS – fonte www.snifdoctor.com.br

 

AIDS, história e informação nunca é demais

Breno Rosostolato*

O tema é sempre recorrente na mídia pela importância na discussão e pelo fato de ser uma doença incurável. Nos últimos anos, as tentativas de se chegar a uma cura, cria sempre uma esperança e uma perspectiva de que logo contemplaremos a erradicação deste mal que assola a sociedade há 33 anos, desde os primeiros casos nos Estados Unidos, em 1981. Uma pandemia que se apresentava quando 41 jovens homossexuais apresentaram sarcoma de Kaposi, um câncer raro que até então se manifestava quase somente em idosos e morriam logo em seguida ao se internarem no hospital. Inclusive, a doença durante um tempo era considerada como "câncer gay", batizado de GRID (sigla em inglês para ?imunodeficiência relacionada aos gays?), o que determinou o conceito equivocado de ?grupo de risco? e estigmatizou os homossexuais, acentuando o preconceito. Foi quando a doença começa a se manifestar em heterossexuais, mulheres e crianças, a sigla muda para AIDS (no português com definição "síndrome da imunodeficiência adquirida"). Em 1983, Robert Gallo e Luc Montagnier descobrem este novo retrovírus e publicam suas descobertas na revista científica Science.

A AIDS toma proporções alarmantes nos anos 80, contaminado 89% dos hemofílicos dos EUA, pois, como não existiam técnicas para detectar o vírus, as transfusões de sangue eram arriscadas. A propósito, esta foi uma das maneiras em que a doença se disseminou. As teorias do surgimento da doença são bastante numerosas e curiosas, como aquelas que são conspiratórias e defendem a ideia do vírus ter sido criado em laboratório. No entanto, todas elas convergem numa ideia de que a AIDS é um vírus que infectava primatas, como o chimpanzé e que não apresentavam problemas.

A teoria do surgimento da AIDS defendida pelos pesquisadores da Universidade de Nottingham sugere que o vírus HIV é a junção de dois outros vírus, que infectam macacos na África. Levando em hipótese que o HIV é uma variação de um vírus de nome estranho, o SIVcpz, encontrado nos chipanzés, os cientistas descobriram o DNA do vírus de macacos de espécies diferentes e que fazem parte da dieta alimentar do chipanzé. Na transmissão ao ser humano, a explicação mais aceita é conhecida como a teoria do caçador, ou seja, caçadores, ao manipularem a carne dos macacos caçados e consumirem esta carne, foram contaminados. Outra teoria plausível é a da Vacina Oral Pólio defendida por Edward Hooper, em seu livro "The river". O escritor britânico defende a ideia de que o vírus teria sido transmitido através de experiências de médicos nos anos 50, que estavam em busca de uma vacina para a poliomielite.

O HIV se desenvolve em contato com o sistema sanguíneo, ocasionando na Aids. Aqui vale reforçar a explicação que após o contágio, a doença pode demorar até 10 anos para se manifestar. Por isso, a pessoa pode ter o vírus HIV em seu corpo, mas ainda não ter Aids. Uma vez em desenvolvimento do vírus, começa um processo de destruição dos glóbulos brancos do organismo da pessoa doente. Como esses glóbulos brancos fazem parte do sistema imunológico dos seres humanos, sem eles, o doente fica desprotegido e várias doenças oportunistas podem aparecer e complicar a saúde da pessoa. O portador do vírus HIV, mesmo não tendo desenvolvido a doença, pode transmiti-la.

A AIDS é a segunda doença infecciosa que mais faz vítimas no mundo, logo atrás da tuberculose, revolucionou o mundo, transformando a sociedade em seus hábitos e costumes, principalmente, no que se refere ao sexo, justamente por se alastrar através de sua prática. Se por um aspecto positivo e necessário a revolução sexual na década de 60 e 70, originária da contracultura, desde o movimento beatnik, passando pelos hippies e a geração "faça amor, não faça guerra", chegando aos movimentos femininos de emancipação das mulheres, as passeatas gays e o surgimento da pílula anticoncepcional, possibilitou a quebra de tabus e paradigmas sociais e a resignificação dos conceitos sobre sexo e o desejo, rompendo com a repressão sexual do passado, o vírus HIV, por sua vez, de uma maneira negativa, impôs cautela e cuidados com a entrega aos prazeres e aplicou uma nova ordem, o sexo seguro.

De uns tempos pra cá a AIDS tem sido encarada muito diferente desde sua descoberta e o primeiro caso documentado de que se tem conhecimento, em 1959, de um homem da atual República Democrática do Congo. Sua destrutividade e ideia que se tinha de "pena de morte" logo após o diagnóstico foi substituída por perspectivas e o prolongamento da vida com a chegada dos remédios para combater o vírus. Em 1986, com a chegada do AZT, que apresentava resultados bem limitados, ou em 1996, com o surgimento do coquetel de drogas antirretrovirais, a probabilidade de sobrevida das pessoas infectadas é muito maior. Muitos encaram o vírus como uma gripe e não se preocupam como de fato deveriam, justamente porque esta sobrevida deu uma falsa ideia de que a doença não é mais tão perigosa. Os estudos mais recentes para alcançar a cura do HIV indicam um tratamento através da terapia antirretroviral, altamente ativa (HAART, na sigla em inglês), reduzindo em 96% a transmissão do vírus e aumentando a qualidade de vida do infectado. Estas pesquisas foram apresentadas numa reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA). Os próximos passos são ensaios clínicos com os pacientes em meados de 2014.

Fato é que a AIDS já matou milhões de pessoas até hoje, e a cada ano são registrados de 33 a 35 mil novos casos (números somente do Brasil). Até hoje se estima que 630 mil pessoas no país vivam com o HIV. A melhor forma de combater esta pandemia é o uso de preservativo, não compartilhar seringas e, principalmente, muita informação contra a ignorância e equívocos, pois muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre as formas de contrair a doença. Combater o preconceito é essencial à medida em que é preciso desmistificar algumas ideias totalmente errôneas sobre a doença, como considerar que apenas contrairão a doença homens homossexuais e usuários de drogas, ou que qualquer relação anal entre dois homens, que não estão infectados, pode levar à infecção do vírus. O dia 1° de Dezembro foi eleito o Dia Mundial de Luta Contra a Aids desde 1987 e serve para reforçar a tolerância, conhecimento e a compreensão às vítimas do HIV/AIDS, fatores primordiais para vencermos a doença. Às vésperas do carnaval é sempre bom reforçar esta ideia de que o sexo e o prazer podem ser muito mais gostosos quando somos conscientes.

Breno Rosostolato é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina – FASM

Hipocondria–Fonte www.snifdoctor.com.br

 

Hipocondria: causas, consequências e tratamentos

Breno Rosostolato

O paciente se sente constantemente doente? Sente o corpo convalescendo e tem a sensação que está doente? Uma gripe já é o suficiente para o paciente achar que é algo pior? Qualquer mudança de temperatura no corpo já é motivo de preocupação? Cuidado, será que seu paciente não é hipocondríaco?

A hipocondria é um distúrbio psiquiátrico caracterizado pela hipervalorização de sintomas absolutamente normais, fazendo o indivíduo acreditar que é portador de uma doença grave, muitas vezes "ainda não diagnosticada". Geralmente, os pacientes têm um medo irracional da morte, observam qualquer mudança e alterações no próprio corpo e devido isso vivem na iminência de estarem doentes. A doença está associada ao Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), à depressão ou à ansiedade.

A obsessão é uma alteração no pensamento que cria impulsos, imagens, cenas e dúvidas que invadem a consciência. São ideias impulsivas experimentadas como intrusivas e inapropriadas, que se manifestam de forma quase involuntária, repetitiva, persistente e, normalmente, absurdas. Estes seriam os pensamentos que o hipocondríaco sustenta sua convicção de que está enfermo. A pessoa, na tentativa de evitá-las ou ignorá-las, passa a ter comportamentos ritualísticos afim de neutralizar a ansiedade causada por estas ideias, que dão origem a compulsão. Atos repetitivos, como no caso de verificar se fechou a porta da casa quatro vezes, ou atos mentais, como rezar, contar e repetir frases são típicos de uma pessoa compulsiva, são comportamentos que atenuam a angústia da obsessão. Muito comum o hipocondríaco se automedicar e buscar remédios para curar a suposta doença. Em alguns casos, estocam medicamentos em casa para se sentirem mais seguros e algumas pessoas ficam pesquisando remédios novos para sua doença. A pessoa possui o discernimento de que esses pensamentos são reais, reconhecem os excessos e exageros, mas mesmo o juízo crítico não é suficiente para acabar com as atitudes compulsivas.

As causas do distúrbio não são bem definidas, mas estudos indicam que aqueles que sofrem de hipocondrismo valorizam excessivamente o corpo e a saúde ou que tem dificuldade em lidar com mudanças e limitações. São pessoas que apresentam uma ansiedade muito intensa e medos recorrentes, apresentam, também, uma maneira mais negativa de encarar a vida e são pessimistas. Ler bulas de remédio geram muito medo e angústia. Além disso, a hipocondria afeta pessoas carentes, com baixa autoestima e que sentem necessidade de atrair atenção. O hipocondríaco é inquieto e agitado, lhe agrada que outras pessoas confirmem seu suposto estado de doença, não gosta de ser contrariado e afasta-se de quem não acredita em sua fantasia.

Os sintomas mais temidos por quem sofre da doença são dor no peito, o que poderia levar a um processo de infarto; sede crônica, muitas vezes associada à diabetes; perdas ocasionais de memória e vir a sofrer do mal de Alzheimer; dificuldade de respirar, relacionada pelo hipocondríaco à doenças cardiovasculares; dores crônicas de cabeça; e tosses constantes, que são associadas à presença de tumores, meningite, tuberculose ou câncer.

Existem tipos de hipocondria. Os casos mais comuns são pessoas que acreditam ter uma doença que ainda não foi diagnosticada. Os casos mais agravantes seria a pessoa não conseguir ter vida social, faltar no trabalho e se afastar da família e amigos, evitando situações de contaminações. O estado emocional é bastante enfraquecido e a sensação de medo de que alguma coisa ruim vai acontecer é intensa e sufocante. É normal desencadear quadros de pânico e o uso desenfreado de medicamentos também é uma

O tratamento aconselhado em situações de hipocondria é a psicoterapia, realizando, num primeiro momento, a conscientização e a aceitação do cliente de que precisa de ajuda e, num segundo momento, buscar as raízes da hipocondria, que são situações de vida mal resolvidas do indivíduo. A hipnose clínica pode auxiliar neste processo de elucidação dos conflitos e revelar detalhes importantes para se compreender a história da pessoa. Desta maneira, o objetivo não é atingir uma cura, mas o controle do medo e, principalmente, dar condições para a pessoa não fantasiar situações de doenças diante dos problemas que podem surgir na vida pessoal. Encarar a realidade e reconhecer os limites é importante para as pessoas que sofrem desse mal. Resgatar a alegria da pessoa e o prazer em viver é o fator principal para não se preocupar com a morte.

Breno Rosostolato é psicólogo e professor da Faculdade Santa Marcelina – FASM-SP

Estenose espinhal e o envelhecimento–Fonte SnifDoctor

 

ESTENOSE ESPINHAL E O ENVELHECIMENTO

Fonte: SnifDoctor.com.br

 

By T. Jordans

 

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Estenose espinhal: doença que afeta a coluna com o envelhecimento

A estenose espinhal é um estreitamento da coluna vertebral que causa uma pressão sobre a medula espinhal ou um estreitamento das aberturas (chamadas de forame neural) onde os nervos espinais deixam a coluna espinhal. Este estreitamento pode acontecer na coluna cervical (pescoço), na coluna lombar (lombalgia) e muito raramente na coluna torácica (região torácica).

“A idade média de início dos sintomas da estenose degenerativa é de 60 anos. Os homens são atingidos duas vezes mais que as mulheres. A estenose primária ou congênita pode se apresentar até os 30 anos de idade. O risco dos sintomas aparecerem aumenta com a idade por causa da sobreposição de alterações degenerativas associadas ao envelhecimento. Indivíduos com osteoartrose, artrose, escoliose, nanismo, espondilolistese e doença de Paget apresentam um risco aumentado de desenvolvimento de estenose espinhal”, afirma o neurocirurgião Cezar Augusto Oliveira, especialista em coluna.

A seguir, o médico esclarece as principais dúvidas sobre a doença:

01) Quais são as causas mais comuns para o aparecimento da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – A estenose espinhal geralmente ocorre em decorrência do envelhecimento, quando os discos ficam mais secos e começam a crescer demais. Ao mesmo tempo, os ossos e ligamentos da espinha engrossam ou ficam maiores devido à artrose ou a um outro inchaço/inflamação de longo tempo. Além da idade, a estenose espinhal também pode ser provocada por:

* Artrose da espinha, geralmente em idosos;
* Doenças nos ossos, como a Doença de Paget ou a acondroplasia (forma mais comum de nanismo rizomélico);
* Defeito ou crescimento na espinha que estava presente desde o nascimento (defeito congênito);
* Hérnia de disco, que muitas vezes aconteceu no passado;
* Lesão que provoca pressão sobre as raízes do nervo ou da medula espinhal;
* Tumores na espinha.

02) Como a doença é diagnosticada?

Dr. Cezar Oliveira – Durante o exame físico, o médico tenta encontrar o local da dor e descobrir como ela está afetando os movimentos do idoso. Para isso, ele vai pedir que o paciente:

* Sente-se, fique de pé e caminhe nas pontas dos pés e depois nos calcanhares;
* Curve-se para frente, para trás e para o lado;
* Levante as pernas retas enquanto estiver deitado. Se a dor for pior quando o idoso fizer esse exercício, ele pode ter dor no nervo ciático, especialmente se sentir dormência ou formigamento em uma das pernas.

Durante este exame, o médico também vai movimentar as pernas do idoso em posições diferentes, inclusive dobrando e esticando os joelhos. Ao mesmo tempo, irá verificar sua força e capacidade de se movimentar. Para testar a função nervosa, o médico usará um martelo de borracha para verificar os reflexos do idoso. Para testar a sensibilidade, tocará suas pernas em muitos lugares usando um alfinete, um cotonete ou uma pena. Um exame neurológico pode confirmar a fraqueza das pernas e a diminuição da sensibilidade dos membros. Neste sentido, alguns exames podem ser feitos, como uma ressonância magnética da espinha, uma tomografia computadorizada da espinha e/ou ainda um raio X da coluna.

03) Quais são os principais sintomas da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – Os sintomas da doença pioram lentamente com o tempo. Mais frequentemente, os sintomas são de um lado do corpo ou do outro, mas podem envolver ambas as pernas. Dentre os sintomas mais comuns, destacam-se dormência, cãibras, dor nas costas, nas nádegas, nas coxas ou panturrilhas, no pescoço, nos ombros ou braços, além de fraqueza em parte da perna ou do braço. A ocorrência dos sintomas e seu agravamento são mais prováveis de acontecer quando o idoso fica de pé ou anda.

Muitas vezes, os sintomas diminuem ou desaparecem quando o paciente senta ou curva-se para frente. A maioria das pessoas com estenose espinhal não consegue andar por muito tempo. Sintomas mais sérios da doença podem incluir dificuldades ou falta de equilíbrio para andar e problemas para controlar a urina ou os movimentos intestinais.

04) Como é feito o tratamento da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – O principal objetivo do tratamento da estenose espinhal é controlar a dor do idoso e mantê-lo ativo. Assim, de acordo com cada caso, é possível indicar fisioterapia, massagem, acupuntura, bolsas de gelo, terapia térmica, alguns medicamentos para dores crônicas e até mesmo terapia, que pode ser útil se a dor estiver causando sérios impactos na qualidade de vida do idoso.

Se a dor não responder a esses tratamentos ou se o paciente apresentar perda de movimento ou de sensibilidade, uma cirurgia pode ser indicada. A cirurgia é feita para aliviar a pressão nos nervos ou na medula espinal. O médico pode optar pela cirurgia quando os sintomas da estenose espinhal se agravam muito. Dentre as técnicas disponíveis destacam-se a foraminotomia, a laminectomia e a fusão espinhal.

05) Qual o prognóstico da estenose espinhal?

Dr. Cezar Oliveira – Muitas pessoas com estenose espinhal conseguem ser ativas por muitos anos, embora possam precisar fazer algumas alterações em suas atividades diárias ou de trabalho. A cirurgia de coluna muitas vezes alivia os sintomas parcialmente ou totalmente. Contudo, pacientes que já vinham sofrendo de dor na coluna há muito tempo, antes da cirurgia, ainda têm probabilidade de ter alguma dor depois do ato cirúrgico.

A fusão espinhal nem sempre elimina toda a dor e os outros sintomas. Novos problemas de coluna são possíveis após a cirurgia. A área da coluna vertebral acima e abaixo da fusão espinhal tem maior probabilidade de ser forçada quando a espinha se movimenta. Se o paciente precisar de mais de um tipo de cirurgia na coluna (como laminectomia e fusão espinhal), ele terá mais probabilidades de apresentar problemas futuros.

 

 

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T. Jordans

Beijo e a rosa

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