Heróis Anônimos! – Outra Lenda Praiana – por Edson Olimpio Silva de Oliveira

Heróis Anônimos! – Outra Lenda Praiana – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – 17 Março 2010

Heróis Anônimos! – Outra Lenda Praiana?

– Edinho! – chamou-me um amigo durante uma festa de casamento. – Que achaste do sucedido novamente com a dupla de barbeiros? – perguntou-me interrompendo o abraço no noivo.

– Espero que nada de ruim, mas estou chegando agora e passei alguns fora da grande área (Viamão City) e não marquei nem vi nenhum dos golos do período. – disse-lhe.

– Vamos sentar ali que vou te contar tudinho! – puxando-me pelo braço com o olhar estupefato da Cledi. – Garçom traz uma Brahma Extra pra mim e uma Coca Zero pro doutor! – acenou para o garçom espavorido no meio da multidão que chega derramando bicas de suor. – Eu vou te contar e tu conta pro povo do Opinião com aquele jeito legal das tuas histórias (-Algo meio romanceado. – Nota do Editor).

Relato.

Um alucinante Sandero STEPWAY estaciona nas areias de Pinhal Beach. Descem os barbeiros e suas amadas “negas veias”. E baixam a tralha para um churrasco em local mais ermo e assim evitar o fã-clube e os clientes sem simancol – Sai um cabelo hoje? – sempre pergunta algum mais abusado. Sacos de carvão, espetos, mesa, cadeiras, isopor com preciosidades importadas e geladas, churrasqueira portátil (micro-tonel cortado ao meio) e uma costela de novilho precoce uruguaio. Ah! E uma picanha de babar na fronha e quase morrer na rede escutando Roberto Carlos. Dupla altamente organizada, assim como Pelé-Coutinho ou Batman-Robin. Tudo funciona por música e só no canto do olho. Quando estavam armando um toldo escutaram: – Socuerro! Socuerro! Socuerro! – Era um argentino gordo berrando alucinado na beira do mar. – Salvem mi madre e mi hija!

O que aconteceu? Pois a guria castelhana caiu num buraco e não conseguia sair pelo repuxo. A velha mãe do tupamaro que estava tomando banho de assento e com o fundilho cheio de tatuíras foi socorrer a moça. E o repuxo levou as duas. Dois bocas-brabas já no trago estavam passando uma redinha pelos buracos da praia e com o griteiro soltaram a rede e só se enxergavam os calcanhares batendo nas bundas e levantando areia na direção do cômoro. A desgraceira estava feita. A mulher do gordo desmaia na beira do mar. Isto tudo e mais ainda numa fração de segundos. Os salva-vidas estavam distantes. Outros praianos acudiram. Alguns ligando pro 190 e outros tirando fotos da desgraça anunciada. Para sorte deles ali estavam os homens certos na hora certa. Para piorar a rede enrolou-se nelas.

– Colega! Pega a velha gorda que eu pego a guria bonita! – rosnou ferozmente um dos barbeiros que com olhos treinados avaliou a situação mortal. E como sempre deixa o mais pesado para o colega.

A cena a seguir é digna de filme do James Bond 007. “Colega” abre sua discreta pochete, que na realidade é um cinto de mil-e-uma utilidades. Saca da navalha Solingen e coloca-a entre os dentes. O colega saca da tesoura e coloca-a entre os dentes também. Como dois coriscos jogam-se no oceano faminto de vidas humanas. Os dois barbeiros aparentemente franzinos são máquinas de músculos treinados para os combates da vida, do lençol ao tatame. Um deles – faixa preta de judô Kamikaze. O outro – mestre em capoeira Olodum. Ambos, especialistas em sobrevivência e em como se dar bem na vida. São os amigos que todos deveriam ter – especiais.

Vigorosas braçadas. Furando ondas. Atingiram os alvos, digo, as afogadas. Mergulhando e subindo a superfície soltaram-nas da teia mortal da rede dos bebuns com cortes de navalha e tesoura. E foram rebocando-as e acompanhando o repuxo até conseguirem tomar pé e daí ajudados pela platéia que já ovacionava em palmas e gritos. E completaram com respiração boca-boca, massagem cardíaca, etc. Saíram uns dois baldes de água de dentro da velha gorda que não queria parar de fazer a respiração boca-a-boca. A jovem e bela sereia argentina havia perdido uma parte do biquíni e foi prudentemente coberta com a camiseta do seu intrépido salvador.

– Soy primo do Maradona! Gracias hermanos! Muchas gracias! – gritava o argentino agradecido e tascou um beijo num dos heróis salvadores. Aqui uma controvérsia – alega um espectador que foi beijo tipo Maradona e na boca…

Concluindo. Desta vez o povo estava com mais de mil assinaturas num abaixo-assinado para o Prefeito Alex dar-lhes um Diploma de Heróis. Não aceitaram. Eles, como sempre, preferem o anonimato e a satisfação do dever cumprido.

Um Assunto (muito) Delicado! – por Edson Olimpio Silva de Oliveira

03 Mar 10 – Um Assunto (muito) Delicado! – Jornal Opinião

Tema Médico.

Um Assunto (muito) Delicado!

 

Dia Internacional da Mulher! Dia da Mulher. Enquanto para muitos é o momento de elogiar a mulher-especial que será a avó, a mãe, a esposa, a filha ou qualquer outra ou todas elas. Para outros, datas especiais em homenagem a um sexo, uma cor ou uma raça geram antagonismo e bipolaridade de sentimentos e emoções. É um tempo assim para tocar num assunto muito delicado e até considerado tabu para muitos seres humanos – a sexualidade. Apesar de vivermos numa atualidade de sexo amplo, irrestrito e abusivo, compactuamos com baixo grau de felicidade e de amor. A liberdade, a liberalidade e até a libertinagem esbarram e perseguem a busca pela realização pessoal com maior felicidade. Muitos mesmo sem saberem o que estão buscando. É inerente ao ser humano de qualquer sexo buscar a sua felicidade e compartilhar com outrem seus belos momentos e sua vida. Infelizmente muitos ainda se consomem no egoísmo.

Muitos homens ainda vestem os sentimentos dos senhores feudais dos engenhos das antigas capitanias que tinham as esposas para procriação e persistência de nobre estirpe e com as negras e índias escravas, depois com as castelhanas e francesas, a explosão do sexo com disposição em qualquer posição. Ancestral predileção pelas jovens que detém o furor da juventude com o tônus (energia de contração) de genitais que ainda não pariram. As buscas de corpos mais belos e perfeitos trouxeram as plásticas estéticas e os implantes de silicone em seios e nádegas. Explora-se a lipoaspiração e muita ginástica. Somam-se tratamentos hormonais. E a terra brasilis é prodiga em magníficos e desejados corpos nas telas de TV como nos desfiles de carnaval e espraiam-se universalmente. Silicones e lipos geram status elevado. Mas a plástica dos genitais ainda é tratada com cochichos e fica na vergonha e obscuridade. Mesmo mulheres que não engravidaram sentem suas vaginais mais abertas do que o normal. Ou os tamanhos e formatos externos da vulva. Isso aumenta percentualmente com o número de gravidezes e principalmente nos partos pela vagina. – Estou diferente depois do parto! – dizem. – O sexo já não dá o mesmo prazer! – alegam. As relações do casal espaçam-se e diminuem em qualidade. Quantas mulheres simulam o orgasmo para trazer satisfação ao homem ou para manter a harmonia da relação? Conflito do amor sem ou com pouco prazer. Ou prazer sem amor.

O homem sempre saberá se o orgasmo é real ou teatral. Geralmente não diz. Mas sabe – seu ego também está em jogo. Com a facilidade de olhar outros genitais, muitas mulheres encontram motivos de insatisfação com o aspecto e o formato dos seus. O silêncio acompanha a tristeza. Outras sofrem de cistites e escapes de urina ao esforço, ao rir ou tossir. Mais melancólica a vida pessoal e do casal. Expressões pejorativas e maldosas são ouvidas quanto à largura das vaginas. Há mulheres que trocam de parceiros em busca de prazer e realização sexual. A ignorância de soluções médicas e o temor de ofender seus homens fazem persistirem sofrimentos. Muitos homens pioram a situação pela dificuldade de desempenho sexual satisfatório – alterações de libido, ejaculação prematura, baixa rigidez do pênis, etc. Que se associam a fantasias primitivas sobre o tamanho do pênis. – Seria a vagina muito larga ou o pênis pequeno? – dúvida cruel exposta com angústia. Uma teia de angústias e constrangimentos num poço sem fundo ou a desilusão e o conformismo – sempre presente a dor da mente e do espírito?

Muitos médicos e médicas estão despreparados ou intimidados ou alheios a essa importante dificuldade do ser humano mulher. Despertem mulheres e homens! Soluções estão disponíveis com e sem cirurgia. Uma conversa franca com seu médico(a) e um adequado exame clínico serão os portais de uma nova vida com mais felicidade. Felicidade para amar e ser amada. Uma pessoa sexualmente realizada é uma pessoa mais feliz para si, para todos a sua volta e até para a sociedade. Sexo certamente não é tudo na vida, mas uma vida sem sexo feliz é uma vida incompleta com certeza. Complementando – em qualquer idade!

Bodegueiro, sim senhor! – por Edson Olimpio Silva de Oliveira – Jornal Opinião 31 março 2010

3 Mar 31 – Bodegueiro, sim senhor!

Bodegueiro, sim senhor!

Chamadas de alambiques ou simplesmente de bodegas, traduzem o ancestral bolicho do gaúcho. Alguns criam uma plumagem e passam a chamarem-se mercearias ou supermercados. Em outras épocas eram também armazém de secos e molhados. Secos e molhados? Isso sempre me causou estranheza e perguntava-me o que seriam realmente os tais de “molhados”. O resumo é que vendem um pouco de quase tudo e principalmente uma cachaça azulzinha de Santo Antônio. Alguns faziam a “multiplicação” da cachaça.

– Aí esparramei todo aquele dinheiro em cima da mesa do doutor fulano. Eram muitos anos trabalhando e guardando direto. No verão dormia no máximo umas duas horas por noite. Toda a família pegando junto. To cheio de marcas na barriga da boca do forno fazendo pão pra minha bodega e vendendo pras outras. Guardava o dinheiro mocozado, pois vai aparecer um vigário do Collor de novo e a gente perde tudo. Dá uma dor entregar todo aquele dinheiro, mais foi assim que comprei a primeira terrinha. Já to com mais de cem hectares e vendendo e comprando gado e agora depois deste verão to com outra graninha pra comprar um pedaço do meu vizinho. Saí do nada. Meu pai também nunca teve nada, mas aí botou a bodeguinha e o resto foi trabalho e trabalho e muita economia. Comprei um trator melhor e plantei pasto pro gado. Fiz um galpão pra gente ficar lá. Botei uma churrasqueira e agora no inverno dá uma folga pra comer uma carnezinha com a família e com os amigos. – contava-me esse cliente e amigo.

O relato é similar ao de vários cidadãos que estão arriscando sua saúde e suas vidas como empreendedores em negócios a margem da RS 040. A imensa maioria saiu do que eles chamam de “nada”. Empregados de fazendas, cobradores de ônibus da Palmares e basicamente alfabetizados. A ilusão dos altos juros da inflação e da poupança fez com que diversas famílias rurais vendessem suas pequenas propriedades para “aplicar” no sonho dourado do ganho sem trabalho. Logo o sonho virou pesadelo e vegetam nas periferias com uma aposentadoria do Fundo Rural – sem terra e sem poupança. Outras identidades os aproximam – ninguém ousa pensar em ficar encostado num alambrado de beira de estrada e tendo uma lona preta por teto. Ninguém quer depender do governo. Ninguém espera acontecer, todos buscam pelo trabalho suado e sofrido com a integração da família o crescimento econômico e a felicidade crescente. Todos têm consciência que estão sustentando exércitos de aproveitadores de toda ordem e cor política e revoltam-se. Todos têm medo da (IN) justiça trabalhista. Todos teriam mais empregados e ajudariam mais pessoas não fosse esse temor e os abusivos impostos.

Esses são os cidadãos de uma nova classe média que quer seus filhos estudando. Vários tem filhos com formação universitária outros com curso técnico da lendária ETA – Escola Técnica de Agricultura – estão retornando aos lares e expandindo os negócios que os pais criaram. Há uma crescente consciência do cidadão que trabalha, seja na bodega de beira de estrada, seja no escritório refrigerado, seja no lombo do trator de que o seu trabalhos não pode ser surrupiado pelo bandido armado, pelo marginal engravatado ou pela autoridade que vive num mundo irreal para o restos dos mortais trabalhadores. Felizmente esse grupo está crescendo, muito se deve ao Real estabilizado desses últimos vinte anos (quase). Ainda são invisíveis para o olhar desatento, mas o vírus da liberdade, da livre iniciativa e da felicidade são altamente contaminantes. E viva o bodegueiro! E viva a bodega! Feliz Páscoa!

O Limiar de uma Era! – por Edson Olimpio Silva de Oliveira – Crônicas e Agudas – 24 Março 2010

3 Mar 24 – O Limiar de uma Era – Jornal Opinião

O Limiar de uma Era!

A evolução da humanidade, dos povos e das pessoas como unidades de um sistema global ou universal está firmemente travada no DNA de nossos corpos e no espírito imortal da essência humana. O processo evolutivo é tanto contínuo, progressivo como aos saltos. Pessoas especiais e grandes eventos produzem saltos evolutivos, rompendo barreiras. A conquista de estabilidade econômica brasileira, ainda que tenra, está produzindo uma diferenciação ou uma evolução social de nosso país que ainda pode não ser vista e adequadamente compreendida.

A crescente expansão de uma nova classe média está trazendo uma série de mudanças. Ainda não se valoriza a atividade das novas igrejas, genericamente chamadas de pentecostais, como sempre se valorizou a Igreja Católica e a Luterana, por exemplo, na alavancagem das famílias e nos ganhos sociais. Essas igrejas estão consolidando alicerces que tornam o bem material em uma conquista justa e necessária e uma dádiva divina aos “bons filhos”. Ser mais e ter mais nem sempre são pecados – demonstram a todos os sentidos. Escolas, hospitais e ações sociais crescem. A educação torna-se o alvo preferencial de um número crescente de famílias. As pessoas apercebem-se que somente um diploma não significa realização profissional e social. Começam a sobrar vagas no ensino superior e as melhores escolas são mais e mais disputadas. As famílias tendem a buscar as escolas de ensino básico que tenham qualidade e disciplina e não somente uma fachada pública de greves ideológicas e ausência de ensino qualificado.

As pessoas tornam-se mais agudas e objetivas separando o joio do trigo. O trabalhador passará a rejeitar impostos abusivos e o custo de sustentar exércitos de parasitas descompromissados com o trabalho e a educação. Mesmo que a motivação habite a suntuosa morada da solidariedade social, da redistribuição de renda ou de outros nobres títulos. O populismo logo não poderá oferecer um emprego público ou estatal para acobertar-se. O cobertor ou o pelego ficará cada vez menor. Mais e mais pessoas aspirarão sucesso e liberdade. E identificarão quem está retirando de sua mesa e de sua família para alimentar a política perversa e o subsídio maligno.

Esperança! Do Espiritismo passando pelas religiões afro-brasileiras, as religiões estão na raiz da afirmação do amor e da esperança. A liberdade de imprensa tão odiada e fustigada pelos amantes do poder absoluto será a permanente bandeira e o escudo do cidadão livre. Educação de qualidade e imprensa livre fornecerão os instrumentos para identificarmos os melhores caminhos e corrigir progressivamente os desvios e vícios de uma sociedade em que alguns ainda são mais cidadãos do que os outros. Os poderes do Estado tenderão a representar a sociedade e não representar os seus próprios interesses ou de alguns “especiais”.

Tempo! Quantas gerações ainda? O certo é que as gerações do mérito conquistado arduamente jamais será entregue de bandeja ao aproveitador de plantão, pois as mentiras serão mais facilmente identificadas e suas pernas mais curtas. O bom humor popular alega que “Deus é brasileiro”! Verdade. Assim como é americano ou cubano. Italiano ou norte-coreano. Talvez até argentino! Mas infelizmente não vota. Deixa-nos votar e escolher os nossos caminhos. Livre arbítrio! Nossas responsabilidades. Minha e sua responsabilidade!

Pedro Herrerias

Caros Colegas,

lamentávelmente perdemos mais um MedCatiano, vamos nos organizar para que nossos encontros não se resumam a essas ocasiões.

vamos fazer com que nossas reuniões anuais retomem o interesse e o vigor que havia anteriormente, vamos nos encontrar para falarmos de coisas alegres e não apenas lamentarmos mais uma perda.

um grande e cordial abraço,

Paulo Braga.

9982.2403.

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Meus caros !

Nunca leio a Zero Hora , pois hoje abri por acaso e dei com o convite para a missa de 7º dia Pedro Gilberto Herrerias , nosso colega que faleceu em Belo Horizonte.

Mais um medcatiano ,como diz o Tainha, que se vai !

Fiquei triste….

Um abraço ,

Candida Neves

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Queridos colegas

Vocês viram no jornal o convite da missa de sétimo dia do Pedro Herrerias? Estou muito triste e querendo saber o que aconteceu com ele. Alguém sabe?

Amanhã, às 18 horas, Igreja Nossa Senhora das Graças, Av. Wenceslau Escobar.

Abraço a todos.

Sônia

PEDRO HERRERIAS – FALECE MAIS UM MEDCATIANO

Querida Sônia e demais colegas da AD76:
No domingo passado recebi uma ligação do Athos informando sobre a morte do Pedro.
Assim como o Athos, o Pedro morava há mais de 20 anos em Belo Horizonte. Segundo o Athos há pouco mais de seis meses ele mesmo pediu um RX de tórax e se diagnosticou um tumor de pulmão. Faleceu em decorrência de metástases cerebrais que evoluíram nesses seis meses. Seu corpo foi cremado no final da tarde de domingo. Se fica a tristeza pela sua perda, ao menos fica o consolo de ter sofrido, bem como sua família, por pouco tempo.
Pena que, a partir de uma certa época em nossas vidas, uma das marcas de nossos contatos se dá em ocasiões como essas.
Abraços e beijos a todos.
ADFrankini
OBS.: Tentei enviar a mensagem a todos os colegas e não consegui pois havia um endereço errado. Espero que tenhas sucesso nesta tentativa de informar aos demais colegas.

On Qui 13/08/09 22:45 , Sônia Beltrão soniabeltrao@sitesul.com.br sent:

Queridos colegas

Vocês viram no jornal o convite da missa de sétimo dia do Pedro Herrerias? Estou muito triste e querendo saber o que aconteceu com ele. Alguém sabe?

Amanhã, às 18 horas, Igreja Nossa Senhora das Graças, Av. Wenceslau Escobar.

Abraço a todos.

Sônia

Caros amigos AD76

Recebo com pesar a noticia de falecimento do estimado Pedro Herrerias.

Abraços a todos

Budi

Mensagem do Borginho!

 

Jeito Gaudério de desejar Feliz Ano Novo

Tchê, numa dessas tardes em que o sol tava se indo embora, e eu no meu matear solito, comecei a pensar. Estamos botando mais uma marca na existência da vida. Então decidi que deveria mandar uma tropilha de palavras pra ti, assim, poderia dividir com meus amigos, esses devaneios de saudades desse tempo que já se foi, pois já estamos no fim dessa etapa chamada de dois mil e oito. Nisso me lembrei dessa tal de INTERNETE, achei que seria fácil, era só camperiar por alguns SITES e já de pronto acharia o que estava por campear. Me deparei com muita coisa da buena, mas nada daquilo que eu queria te dizer, pois descobri que não havia ali as palavras puras que minha xucra alma sente para falar contigo..
Por isso vivente te digo,

com esse meu jeitão rude,
que fiz tudo que pude.
Pra te dizer o que minha alma sente,
queria ter te encontrado todos os dias,
ter te dito, buenos dias, buenas tardes, buenas noites e tudo mais,
mas, talvez nos vimos tão depressa, no afazer das nossas tarefas.
Que nem isso aconteceu,
pois o ano recém nasceu,
e já está para acabar.
Mas peço ao Tropeiro do Universo,
sim, Ele que tudo pode,
que nos traga sentimentos nobres,
de amor e amizade.
Que tenhas lembranças boas,
por tudo que te aconteceu.
Que o Menino que nesta data nasceu,
nos ilumine todos os dias.
Que renasça a alegria,
para quem a perdeu.
Que se a caso não te aconteceu,
tudo aquilo que queria,

que não percas a alegria, o entusiasmo e a coragem,
a vida é uma viagem, mas nós é que escolhemos o caminho.
Espere mais um pouquinho,
e tudo vai acontecer.
Um novo ano vai nascer,
deposite nele tua esperança.
Quem espera sempre alcança,
diz o velho ditado.
Então, te desejo parceiro(a),
junto com tua gente,
um Novo Ano maravilhoso,
de conquistas, alegrias e realizações.
Mas para que tudo aconteça, antes,
se estrive na proteção do céu,
agradecendo ao Pai Soberano,
pois assim a cada ano,
será feliz o teu viver,
e em cada amanhecer,
será como um NOVO ANO !!!!
Um baaaaaaaita 2009!

Aos amigos Cledi e Tainha

Da Marcia e Borginho(Machão)

Mensagem da Cledi e do Edson Oliveira e filhos e netos aos Amigos da AD76 MedCat!

AD76 – MEDCAT – CADASTRO DOS MEDCATIANOS

 

AD 76 MEDCAT! Amigos para Sempre.

Ailton Costa Moraes-AD76 – ailtoncmoraes@via-rs.net

Airton Delduque Frankini-AD76 – frankini@terra.com.br

Ana Maria Verçoza-AD76 – anavercoza@terra.com.br

André Jacaré Luiz Bolgharen-AD76 – fatimagimenez@terra.com.br

Angela Polgati Diehl-AD76 – polgatidiehl@pro.via-rs.com.br

Antonio Carlos Jornada – Óbito

Athos Auler-AD76 – athosauler@terra.com.br

Beatriz Garcia-AD76 – cbgarcia@zaz.com.br

Berenice C. Soares Blank – AD76 –

Belkis Efron – AD 76 –

Brivaldo de Souza Pereira – AD76 –

Candida Neves-AD76 – candidan@terra.com.br

Alberto Kraemerer-AD76 – agregado – alberto@maededeus.com.br

Carlos Peninha Tietboelh -AD76 – tietboelh@amrigs.com.br

Carlos Alberto Lebrão Noal-AD76 – noal@cardiol.br

Cesar Tambor Lorenzini-AD76 – lorenzini@ginet.com.br

Claudio Ratinho Peralta-AD76 – caco.peralta@hotmail.com

Cleber Silva-AD76 – cleberalvaressilva@terra.com.br & cleberalvesdasilva@yahoo.com.br

Clovis Aragão Oliveira-AD76 – aragao.gel@terra.com.br

Clovis Câmara Zimmer-AD76 – cloviszimmer@ig.com.br & cloviszimmer@terra.com.br

Crislaine Leonhardt-AD76 – crisleonhardt@yahoo.com.br

Daniele Bensimon e Henrique Cabral-AD76 – henrique.cabral@terra.com.br

Darcy Martins Finamor – AD 76 –

Edson Edinho Duarte Maciel-AD76 – edsonmaciel@terra.com.br

Mara Maciel-AD76 – Agregada – maradenisemaciel@hotmail.com

Edison Soneca Antonio Horn-AD76 – edisonhorn@tpo.com.br & edisonhorn@brturbo.com.br

Edson Borginho-Machão Luiz Pedroso Borges-AD76 – eborges@pro.via-rs.com.br & eborges@via-rs.net

Edson Tainha Olimpio Oliveira-AD76 – edsolimpio@hotmail.com & edson.cledi@hotmail.com

Eduardo Pretto Serafini-AD76 – epserafini@diagnosers.com.br

Egon-Eloisa Durks-AD76 – egondurks@main.unijui.tche.br

Elisabeth Beth Annes-AD76 – chagasannes@gmail.com

Elizabeth Oliveira Kompsner – AD76 –

Enio Gastaldo –MD – PARANINFO – gastaldo.enfamilia@terra.com.br

Felipe Luiz Soneca Schneider-AD76 – felipeschneider@brturbo.com.br

Fernando Xavier – AD 76 –

Francisco Xuxu e Paulina Pölking-AD76 – paulinapolking@yahoo.com.br

Gilberto Azedinha Vasques Cava-AD76 – gilberto@iff.fiocruz.br & gilbertocava@globo.com

Helena Uflacker-AD76 – uflacker@pol.net

Isa Rolin Stone Lago – AD 76 – istone@myway.com.br

Ismar Batatinha Begmann – AD76 – Óbito

Jaime Finco – AD76 – Óbito

José Queijinho Alberto Leite-AD76 – luke_milk@hotmail.com & lilimilky@hotmail.com

José Fernando XIXA Fávero – AD76 –

Juarez Popeye Sander – AD76 –

Jussara Azambuja Loch-AD76 – juloc@terra.com.br

Leda Lazzaretti-AD76 – ledalazzaretti@hotmail.com

Lezith Rostano Cerski – AD76 –

Lúcia Aguiar Silva-AD76 – luciaes.sms@prefpoa.com.br

Luiz Budi Antonio Godoy-AD76 – godoy@clinicasaojose.com.br

Luiz Cuequinha Augusto Esteves-AD76 – luisa.esteves@ig.com.br

Magali Scarlet Timmers Machado-AD76 – brumaro@terra.com.br

Margareth dos Santos Medeiros – AD76 –

Maria do Carmo Fajardo-AD76 – dfajardo@terra.com.br

Maria Eunice Oliveira-AD76 – lof@terra.com.br & niceoliv@msn.com

Maria Graça Nascimento-AD76 – mariagnfc@hotmail.com

Maria Heloisa Kochemborger-AD76 – mek@terra.com.br

Maria Machado Silveira – AD76 – marias.drtrs@mte.gov.br

Mario MF3 Flores-AD76 – mffflores@uol.com.br

Maritza Fagundes-AD76 – lucianopf1978@hotmail.com & lucianopf1978@terra.com.br

Milton Luiz Wainberg-AD76 – mwainberg@terra.com.br

Miriam Janz Gutierrez-AD76 – mjanz@terra.com.br

Nelson José Oliveira Mello – AD 76 –

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Nicola Medaglia-AD76 – niczacha@cpovo.net

Nordon Pervitin Poitevin-AD76 – nordonp@ig.com.br

Paulo Afonso Macedo – AD76 –

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Paulo Henriqson Cimirro-AD76 – phcimirro@yahoo.com.br

Paulo Indio Roberto Vianna-AD76 – parovi@portoweb.com.br

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Pedro Gilberto Herrerias – AD76 –

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Silvio Gonçalves Fo.-AD76 – silvio@terra.com.br

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Viamão – Uma História Não Revelada!

Viamão: Uma História Não Revelada!

Véspera de Natal. A tarde buscava o seu repouso diário em alguma coxilha desses campos sem fim do Rio Grande. O clima estava como o coração de muitos gaúchos – triste, melancólico. Há vários dias que um vento minuano, destemperado para essa época do ano, trazia rajadas de um frio cortante. As árvores perdiam o sorriso de suas flores primaveris. O Rio Grande sofria as mortes de uma guerra medonha em que irmão lutava contra irmão. Sangue derramando sangue fraterno. Novamente, não haveria risos de alegria e muito menos a paz em muitas das casas espalhadas em torno da monumental igreja.

A igreja construída por escravos e portugueses com paredes de tijolos e barro fundidos com as conchas trazidas do oceano há cerca de 100 km ao leste era o testemunho religioso de uma fé cristã. Sua face voltada para o norte como a pedir clemência ao império estabelecido no Rio de Janeiro. No entanto, suas costas viradas para o sul acompanhavam os animais que são fustigados pelo clima inclemente. Campos Açorianos era um dos nomes dessa região.

Trincheiras abertas no perímetro externo do povoado ainda colecionavam defuntos por sepultar. Mas as maiores e piores trincheiras estavam nos corações. Logo o minuano, um vento seco, abre passagem para seu irmão o vento sul e, sem alívio, uma garoa açoitava os que ainda ousassem permanecer na rua ou teimassem em estar com as portas de seus comércios abertas. Logo a senhora noite desceu seu véu negro sobre o povoado. Com dificuldade, lampejavam chamas bruxuleantes pelas frestas das pesadas portas e janelas. Algum fogo de chão denunciava o labor de galpões.

Uma figura trôpega e um cão. Um homem? Sim! Um homem e um cão. Seria mais um andarilho? Mendigos com a mente transtornada pelas batalhas vagavam pela região. Algum espião disfarçado? A criatura andrajosa bateu na primeira porta. Quando o dono atendeu, o candeeiro em sua mão iluminou uma face muito envelhecida e disforme. Deu um passo para trás e segurou o cabo da adaga em sua cintura. O mendigo queria um pouso e com certeza uma comida quente. Mas o homem o escorraçou. Ao que o cão em defesa do amigo, cerrou os dentes e crispou o lombo. O medo, a feiúra, a mutilação ou preconceitos obscenos teria isso causado?

O miserável andarilho tentou a casa seguinte. A recepção foi pior, pois um dos filhos do proprietário jogou-lhe os dejetos contidos num penico. Assim continuou, sempre com a mesma acolhida – enxotado. Restava-lhe a igreja. Arrastou seu corpo depauperado escadas acima. Encontrou a porta cerrada. Nem a casa que os homens haviam erguido em homenagem a Deus, o aceitava.

Voltando à rua enlameada, cinco cavaleiros irromperam. Estacando a montaria, o que parecia ser o chefe, ordenou-lhe que desaparecesse ou seria morto. Açoitando o cavalo mergulhou na escuridão chuvosa. Ao erguer os olhos, o andarilho vislumbrou que um dos cavaleiros havia ficado para trás. Era um lanceiro negro. O negro enfiou a mão na mala de garupa e retirou um pão e deu-lhe. Naquele instante em que as mãos do negro e do andarilho seguravam o pão, o lanceiro falou-lhe:

Cristo esteja contigo! – e voltou a acompanhar grupo.

O andarilho e o cão saíram do povoado e não muito longe dali encontraram uma enorme figueira. Buscou abrigo entre as suas raízes. A árvore centenária espalhava longos braços que envolviam uma rocha. Ali ele buscou refúgio da chuva, do vento frio e… de certas pessoas. Dividindo o pão com o fiel amigo, olhava para o céu.

As palavras do lanceiro negro ribombavam em sua cabeça. Eis que o vento cessa num relance. O céu para de chorar. As nuvens correm para outras paragens. E a lua surge como uma deusa ancestral que arrasta em seu manto uma miríade de estrelas. E o céu se ilumina. As poças d’água reluzem o pulsar do universo. O andarilho sente a luz penetrar por seus olhos. Sente a luz varar seus trapos e vibrar sua pele. Como a circular em seu corpo doente.

O cão lambe amorosamente suas mãos. As chagas e os dedos mutilados ganham luminosidade. Ele olha em direção ao povoado e agradece a um Deus que há muito havia renegado. Um Deus que lhe permitiu estar ali agora e não dormindo em sacos ou pelegos imundos em algum galpão. Seus olhos derramam grossas lágrimas e num choro arrancado do fundo de uma alma que julgava não ter mais, grita por um perdão já concedido pelo Criador. Seus pulmões vibram perdoando a quem mal lhe fez. Então, cai de joelhos. Convulsivamente chora e balbucia nomes e lugares. Súbito, olhando para o espelho d’água, distingue uma forma perfeita. Um homem jovem e sadio. Ali está refletida a imagem daquele que um dia foi ele. E ali ele sente como se uma energia divina saísse de seu coração, irradiando ao seu amigo cão e se espalhando pelo local, pelo povoado e como numa explosão de uma estrela de luz atingisse a todos.

Dia seguinte. Um lanceiro negro vasculha a periferia do povoado. À noite passada, houve uma explosão e, como por um encanto místico, todas as lamparinas, candeeiros e velas apagaram-se e acenderam-se sem que nenhuma mão humana os tocasse. Eis que escuta um uivo. Cavalga em direção aos uivos. Vê o cão do andarilho. O animal está como a lhe chamar. Freia o cavalo. O cão desaparece entre as poderosas raízes da figueira. Os segundos parecem eternidades. O andarilho está ali morto. O cão repousa a cabeça no colo do companheiro e num último suspiro, entrega à guarda do corpo a outro amigo. Um homem escaldado nas piores adversidades da vida, com o coração a tamborilar insanamente em seu peito, sente os olhos marejarem e as pernas a tremerem. A mão esquerda do andarilho está colada à rocha e ali deixa uma marca. Como se uma mão em brasa fundisse o granito, marcando, tomando sua posse. Ali o andarilho foi sepultado. E também o seu cão. Logo a guerra terminou. As pessoas souberam do acontecido. E, por várias gerações, ali brotava um lírio selvagem e uma vertente de água cristalina, como um friso de lágrimas entre as raízes. E aos olhos e sentimentos do mundo, a mão gravada, esculpida, na rocha. Assim foi realmente forjado o nome desse povoado de Viamão, mas que por uma vergonha e culpa que rasgava o espírito dos habitantes, justificou o nome da região por outras maneiras.

Nota do Autor: Viamão – Rio Grande do Sul, minha cidade natal, considerada a primeira (ou segunda – outra controvérsia) capital do Estado tem na origem do seu nome uma fonte de mistérios. Atribuem uns que deriva da visão de rios visíveis do alto da torre da igreja que confluem formando "uma mão". Outra versão seria de uma família rica que residiu no local – os Viamont. Enfim, estórias e histórias são contadas. A verdadeira?

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