26 Julho 2021.
Parabéns aos Vovôs e Vovós!
Crônicas. Contos. Literatura. Jornalismo. Imagens e datas significativas.
20 jul 2021 Deixe um comentário
Dia do Amigo/a!
Dia das Amigas/os!
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“Pegadas na Areia” espelha o melhor Amigo que cada um e todos nós temos. Entretanto, nem sempre observamos ou compreendemos a sua presença e o seu amparo, mas Ele está aqui.
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… A arte é uma homenagem aos Amigos e Amigas da minha Jornada e um agradecimento ao Médico dos Médicos que tantas vezes me carrega e aos meus pacientes.
… Abraço Você!
… Do Eds Olimpio
. Julho 2021
17 jul 2021 Deixe um comentário
Homenagem ao Médico Cirurgião Oncológico e a todos os Médicos Cirurgiões que, diuturnamente, lutam combatendo o câncer em benefício de seus pacientes.
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09 jul 2021 Deixe um comentário
Reconhecimento.
Respeito.
Gratidão!

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08 jul 2021 Deixe um comentário
Outras Reflexões e Recuerdos dos 70!
“Meu Médico. Meu Amigo!” Nas derradeiras luzes do século passado recebi o convite do presidente de partido, que seria o candidato a prefeito, para concorrer como vereador. O desafio lançado de que “coloque em prática tuas ideias e desejos pela tua cidade”. Realizei um périplo, consultei lideranças e pessoas que me conheciam, assim como minhas origens familiares viamonenses. Curiosamente, como se orquestrado, surgia a expressão inicial. Meu amigo e idealizador gráfico da campanha, Gilson Silva, carimbou-a. Está aí até hoje, do início de conversa, ao abraço, às mensagens de felicitações, enfim, em quase tudo.
E foi também com o Gilson que me iniciei nas artes gráficas que hoje ilustram meus livros, séries e demais usos. Esse pendor artístico é familiar. Minha irmã Shirley vertia sua genialidade da música à pintura, da culinária à mãe exemplar – contagiante e única! Peguei um fragmento desse DNA da minha irmã.
Crônicas & Agudas!
Espiritualidade! Em crônicas e livros estão as vertentes cristãs da minha família. Meus pacientes recebem uma oração ao Espírito Santo há mais de 40 anos e as bênçãos colhidas são incontáveis. Já revelei como uma criança desenganada pela melhor Medicina de Porto Alegre foi entregue para Santa Terezinha e teve a sua cura, agora completa 70 anos.
Tenho raízes no Catolicismo Romano. Tive o privilégio da amizade e ser médico do Padre Jesuíta Rafael Ignácio Valle, discípulo do Padre Reus e que entronizou Nossa Senhora Medianeira como Padroeira do Rio Grande do Sul, hoje sepultado na Basílica de Santa Maria. Um santo homem!
Pacientes de consultório e cirúrgicos me buscavam e se tornavam amigos especiais sendo de todas as vertentes religiosas e filosóficas e assim convivi e fui aceito com carinho e respeito mútuo – sempre!
O caro amigo e Professor Dr. Antônio Veiga participou dessa abertura ampla do entendimento da espiritualidade que continuamos a cultivar e semear com muito amor e respeito.
Crônicas & Agudas!
Medicina! Sou o médico com maior tempo de vida profissional contínua aqui na Primeira Capital de Todos os Gaúchos. Um jovem no segundo ano de Medicina teve as portas do hospital de Viamão abertas pelo Dr. Wenceslau Vieira.
A vida médica cultiva exemplos de professores e de colegas. Encruzilhadas técnicas e éticas surgem a todo tempo. Muito marcaram a minha trajetória. Uma gratidão imensa ao Professor Dr. Carlos Cléber Alves Nunes, entre tantos, mas que esteve comigo como mestre, amigo, defensor ferrenho e pessoa de inigualável valor. Nas alegrias, os amigos vicejam. Nas grandes adversidades da Medicina e da pessoa, contei com o Professor Cléber “Bactéria” Nunes e o Dr. Eduardo Lopes.
Há muitos amigos a destacar sempre, mas eles estão em outras crônicas e textos e habitam o panteão do meu coração.
Crônicas & Agudas!
Patchwork! Somos o resultado desses retalhos ajustados e costurados formando uma colcha ou uma vestimenta bela e outras nem tanto. Estamos, continuamente, agregando e cosendo esse tecido que é a nossa alma imortal. Feliz em galgar essa idade, evoluí com os amigos e com a família, em ser útil (sempre com novos pacientes) aos outros e a si mesmo.
Deus permita a correção de rotas e sentir o perfume da flor sem temer em demasia ou esconder seus espinhos. Viver e ser feliz, espraiar a saúde e a felicidade com a graça do Criador e o toque do Médico dos Médicos e seus Mestres de Luz.
Durante grande parte dessa existência, intuía que o limite seria pelas franjas dos 50 anos de idade. Ou intuí errado ou o Homem me quer aqui para continuar. Isso é a Vida e a Medicina! A Gratidão é muito mais minha do que de você que me acompanha na jornada.
Obrigado e que Deus abençoe e proteja todos nós e possamos entender e aceitar seus desígnios!
2021 – 07 – 06 Julho – Outras Reflexões e Recuerdos dos 70 Parte 2 – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
05 jul 2021 Deixe um comentário
Algumas reflexões e recuerdos dos 70!
Se tenta! Setenta. 7.0 ou 70. Não faz meu perfil ser pródigo em comemorações natalícias, desde o falecimento da minha mãe Dora, aos 49 anos de idade. Nasci no dia de seu aniversário. Outra irmã que me antecedeu, nasceu no dia do aniversário do meu pai e ela faleceu após o nascimento. Meu pai Aldo, no seu aniversário, buscava a solidão dos campos e das várzeas, dos rios ou do mar – seu tempo e seu coração em reflexão e oração silenciosa.
Creio que herdei esse traço. Nesse ano e meio de pandemia com as sombras da dor e da morte pairando sobre todos nós, fugi do arcabouço, da rotina das crônicas em que o bom humor sempre teve lugar cativo e público fiel e votante/e-leitor.
O leitor, interagindo com o cronista, compartilha suas emoções, seus sentimentos e seus momentos. Alguns sentem a palavra que toca, outros a frase que sensibiliza, aqueles que mergulham no todo/mensagem e se refletem. “E os indiferentes?” – para esses faltou sensibilidade e olho clínico do escritor e a realidade da impossibilidade dos 100%.
Crônicas & Agudas!
Nessa lavoura ou semear de frases, emoções e sentimentos, cada amigo e amiga colhe e espalha a semente que lhe toca e sensibiliza sua alma. Durante bom tempo enviava crônicas para a Zero Hora, Correio do Povo e Jornal do Comércio e aqui em Viamão ao Correio Rural. A cada publicação, novas reflexões e busca de evolução e entendimento. Precisava de uma casa que me abrigasse, que não fosse somente um pouso passageiro, como um fugaz pernoite.
Amigos tentaram me colocar no Correio Rural, que na época era o mais antigo jornal local – sem sucesso! Entretanto fiquei feliz quando abriram suas páginas para meu irmão, parceiro de trabalho e vida – Dr. Eduardo Lopes.
Tudo tem um tempo de acontecer e um horizonte mais amplo por vir. Logo o Professor Pedro “Pedrão” Negeliskii me levou para seu jornal, com integral apoio e a mais sólida liberdade que um escritor poderia ter. Assim estamos juntos mirando passar dos 30 anos de jornalismo e companheirismo. Que as décadas se somem para todos nós!
Crônicas & Agudas!
Escrevia e guardava. Com o alvorecer dos computadores, fui um dos primeiros médicos a informatizar o consultório – tempos da ancestral linguagem DOS. Guardava meus textos em disquetes frágeis e descobri com dor que aquilo e os HD perdiam-se nas formatações, vírus de bruços e de lado, discos “voadores”, etc. O jovem se sentia como um cão brincando com a cauda.
Já médico, com o jornal, as publicações se perenizavam. E o resto? Foi-se! Aceitei o desafio de concursos literários e coletâneas. O escritor sempre veleja contra o vento da insegurança, da sua aceitação pelos leitores, disciplina e perseverança buscam o talento arredio. Venci concursos literários e inclusive fui premiado com viagem e estadia ao exterior com a esposa. O caroço, o âmago é competir consigo. É testar sua capacidade de ser aceito.
Meu pai Aldo era exímio versejador, que os imprimia e publicava narrando os eventos da cidade. Minha mãe Dora uma especial contadora de estórias. E evoluí com a amizade e o apoio do Dr. Luiz Alberto Soares, médico-escritor-historiador-coronel do Exército brasileiro-líder nacional dos médicos escritores – Amigo!
Crônicas & Agudas!
“De médico, poeta e louco, cada um tem um pouco!” A sabedoria popular flutua no mar do entendimento pessoal e naufraga quando o horizonte é escasso. Outra: “Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro”! Não propriamente “poeta” – cronista, escritor, faiscar a linguagem do coração, o garimpar da alma… E “louco”? Escape, saia do pejorativo – demente ou insano. Sinta como apaixonado e pleno de amor pelo que faz em sua jornada de vida. Reflito-me nas demais citações.
E cada um na sua jornada, que conflui, converge e ilumina a todos, vamos viajar, navegar, singrar alguns horizontes em que tive a honra e o privilégio de estar com vocês como amigo e médico e principalmente como pessoa.
2021 – 06 – 29 de Junho – Reflexões e Recuerdos dos 70 Parte 1 – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
25 jun 2021 Deixe um comentário
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Complacência!
O médico, durante a sua formação, aprende e trabalha com a noção de órgãos e estruturas do corpo que executam constantemente a ‘complacência’. Assim é a distensibilidade do coração, dos vasos sanguíneos, dos genitais, entre outros. Há situações em que a complacência degenera – imagine aquela borracha ou elástico que “cansou”! – e temos, por exemplo, um coração fraco, dilatado, insuficiente para sua tarefa.
A pessoa veleja numa fome de ar, o fôlego encurta, o travesseiro fica muito baixo, levanta-se do leito após um sono inicial. Isso galopa na direção dos esforços, desde os mais simples serem extenuantes. Logo suas pernas engrossam e o inchume (edema) lhe possui inundando o corpo enfermo. A insuficiência cardíaca já deixou o palácio do coração e agride todo o corpo.
Assim constata-se que complacência tem limite. Tem um tempo de normalidade. Tem um grau de aceitação antes da degeneração evolutiva e fatal.
Crônicas & Agudas!
Semana passada, lembrei que mais de 80% das chamadas ao número 192 SAMU são trotes. Onde termina o universo da brincadeira e inicia o território sombrio da criminalidade? Brincadeira com risco de morte ou sequelas graves para outras pessoas que não possam ser socorridas a tempo? Assim acontece com as chamadas de bombeiros e organizações policiais.
A complacência sinistra, a permissibilidade inicia dentro da casa do jovem pichador, parasitas sociais e eternos ocupantes de bancos escolares. Isso perambula em todas as classes sociais – sem distanciamento. Agrava-se nos mais abonados e com tendências à imunidade, que a posição familiar ou econômica compra e paga.
Embora o coitadismo seja um esporte nacional com as cores e as músicas mascaradas e incitadas por ideologias.
O cronista jamais generaliza, mas o arguto leitor deve identificar onde estão os focos infecciosos e nefastos da sociedade.
Crônicas & Agudas!
Somos a pátria amada Brasil da criminalidade impune, julgada ou não, ainda se arvora de juízes, censores impolutos no lodaçal ético e moral que eles próprios consolidam. E quantos deles recebem os votos cívicos (ou cínicos?) repetidamente?
A desordem mora, mina os lares e a mente das pessoas ao curso dos anos e do endeusamento da mídia aditivada pelo dinheiro que falta à saúde, os salários surrupiados do trabalhador (que trabalha!) pelas mais variadas alegorias e tramoias (legais!). Quanto desse cancro nacional prolifera e se dissemina pela justiça, que habita algum universo paralelo e distante da realidade dos cidadãos honestos?
Há quem veja no judiciário espelhado em ministros do maior tribunal a neoplasia mãe. E você?
Crônicas & Agudas!
O mesmo jornalismo lacraia exige ação das polícias, mas joga o policial às hienas quando ele atua na defesa do cidadão e da sociedade. Esse mesmo facínora platinado exige que o cidadão não defenda sua vida, sua família ou sua propriedade. O criminoso é “um doente e vítima da sociedade”, passa pelo religioso pedófilo ao banco incentivador, viaja ao estuprador e falanges de bandidos por ação direta e pela complacência de um povo que o farol se perde na névoa cruel da impunidade orquestrada. E até endeusada.
Podemos esperar incontáveis reencarnações, dar a face ilimitadas vezes ou perder a honra para manter a vida? Pergunto, novamente, há tratamento precoce, inicial, profilaxia ou vacina para essa “pandemia” ou vamos nos arrastar no brete para o tubo ou para a marreta fatal?
O cronista gostaria de dissecar e iluminar seus leitores com outros temas, mas como ficar dissociado das aberrações e monstruosidades do cotidiano? Mais de 400 mil mulheres são estupradas em “anos normais” e com o isolamento social imposto? Quantas? E as crianças? E as legiões de criminosos liberados pelo judiciário para prosseguir e sanha de crimes onde são especialistas contumazes?
Sofremos com a peste chinesa – alguém duvida a origem do vírus? – e esquecemos os milhares de lares e vidas destruídas pelo crime, pelas drogas, pela impunidade, pela eterna falta de leitos hospitalares, pela corrupção absolvida e estimulada…
Você decide!
2021 – 06 – 22 Junho – Complacência – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
Nota do Cronista.
Nesse 23 de junho de 2021, completei
meus 70 anos de idade.
Entendo que é mais uma bênção de Deus para mim,
numa jornada de vida que já é longa e pretendo que seja
muito mais. Principalmente enquanto sou útil como
Médico, para meus amigos e amigas,
para minha família e para eu próprio.
Agradeço as mensagens e sentimentos tão belos que recebi.
Muito obrigado e que Deus abençoe
e proteja sempre todos nós e nossa Pátria!
21 jun 2021 1 comentário
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Do calor da Paixão,
à Luz sublime do Amor, que se eterniza no Espírito!
A mente, como um aeroporto, vive e convive com pensamentos, ideias que vão e outras que, ainda no ar, esperam seu momento de pousar e serem acolhidas. E encaminhadas para suas casas. Outros pensamentos aguardam seu momento de decolar, nesse interim são modelados e lapidados. Ainda há aqueles que já taxiaram na pista e lá estão em sua cabeceira prontos para, ao receber o comando, decolarem para o mundo e até encontrarem outro aeroporto que os receba.
As variantes são incontáveis no universo da alma de cada pessoa. Essa singela alegoria reflete o cérebro e o coração do cronista. E me remete à Parábola da Ovelha Perdida na Bíblia Sagrada. Muitos são tocados, poucos se sensibilizam. A beleza de escrever e ser lido está, também, nessas luzes que recebemos daqueles tocados e sensibilizados por palavras, ações sugeridas, temas abordados e sentimentos desabrochados. Nosso entendimento é proporcional à evolução de nosso espírito e, até escassamente, recolhido nos galardões e comendas sem o viço da humanidade.
Crônicas & Agudas!
Tantas vezes uma data comemorativa representa uma trégua nos relacionamentos e uma bandeira branca de aproximação e diálogo construtivo. Uma nau açoitada pelo vento, ondas sinistras dum oceano furioso, raios e trovoadas no horizonte escuro das crises onde o bem maior, a saúde, navega na esperança do tratamento inicial e da vacina experimental.
O porto seguro está dentro da nossa casa.
Sente-se que na vida tudo principia pela paixão, que frequentemente transcende à razão. Nossa humanidade anseia e necessita estar com outra pessoa e muito com aquela pessoa especial. Ninguém busca a sua “cara-metade” ou a “parte que lhe falta”. Desejamos encontrar o todo. Pessoas completas em sentimentos, num coração desejoso e apto para amar sem possuir. A paixão acasala-se com o arrebatamento, com a explosão dos hormônios, uma pólvora que detona e, como na música, “explode coração”. Assim a paixão está para todas as atividades humanas.
Crônicas & Agudas!
Onde termina a cor laranja e começa o amarelo? Onde termina os “50 tons de cinza” e começa o branco ou o preto? O amor encontra o porto ou o aeroporto em que ideias, sentimentos e as vibrações se confortam e convivem com o tempo e com os novos voos e objetivos – juntos! O amor, sendo Luz, é reflexão e perdão. Compreender e amar “defeitos” no outro, que na realidade são “os nossos defeitos” ou inaptidões.
O amor busca se perpetuar, perene como o ciclo da noite e do dia – nem sempre dia, nem sempre noite. Como o sol e a lua no mesmo horizonte e uma miríade de estrelas cintilantes no firmamento. Na vida, apaixonei-me pela Medicina. Hoje amo a Medicina e anseio pela sua companhia para sempre, enquanto meu ser tiver essa divina permissão e aceitar.
Crônicas & Agudas!
Geralmente a idade nos entrega aquilo que plantamos – para o bem e para o mal. Todos temos cruzes para carregar em nossas costas – a diferença está no tamanho da cruz e na nossa capacidade de aceitar e carregar. As faíscas da paixão inicial se mantém e alimentam o futuro. O amor é conquistado e preservado, burilado nos espinhos da jornada.
A maturidade se nutre do companheirismo, das histórias conjuntas, do frescor e do fungar de um abraço silencioso, nos lábios que se tocam num chimarrão e, certamente, na gratidão em um firmamento juntos. Há corpos e mentes que se rebelam às restrições do físico esmaecido. Há mentes que se ampliam e buscam, na constância do amor, a preservação dos mais belos sentimentos e o espraiar da vida que se perpetua e transcende aos encantos luminosos ou fugazes do caminho.
O amor não está lá fora.
Buscá-lo no outro? Encontre-o primeiro em ti.
O amor e a centelha divina estão em cada um de nós. Jamais seremos completos sem esse simples entendimento.
2021 – 06 – 15 Junho – Paixão – Amor – Espírito – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão