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As Folhas Douradas e o Outono! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 18 Maio 2021.
22 maio 2021 Deixe um comentário
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As folhas douradas e o Outono!
As estações fluem como a água do rio. Muitas vezes tentamos represá-la para nossas finalidades, ousamos secar suas nascentes, arbitramos o seu uso e envenenamos o seu conteúdo. O rio se debate e ganha sempre o apoio da mãe natureza, pelo degelo das montanhas nevadas, pela chuva intermitente e pela mão do homem consciente e grato.
O Outono se apresenta com as lambadas, talvez lambidas, do vento Minuano trazendo o frio dos cumes andinos e o hálito polar. Irmãos, das outras estações (Verão, etc), têm sua característica, goste dele ou não. Se você joga no time da cigarra (veja Fábula de Esopo – A formiga e a cigarra) que cantarola e curte uma vida com escassos compromissos, ou se você labuta no time das formigas, que se preparam para as maiores adversidades…
O Outono tem a nos ensinar. Agradecemos as colheitas do verão e a abundância da luz solar e das roupas despreocupadas, mas o Outono abriu a porteira.
Crônicas & Agudas
A BR 116 era, na época, a principal rota rodoviária ligando Porto Alegre ao resto do Brasil e, particularmente, à Serra. E Caxias do Sul com sua Festa da Uva entregava delícias cultivadas pelo amor, antes da necessidade. O trecho serrano era encordoado de plátanos. A finalidade não era somente para a beleza ou decorativa, costeava perigosos peraus e assim evitavam os mais graves acidentes.
O plátano (já plantamos alguns!) despede-se de suas folhas, que vão se desbotando e raiando fulgores de ouro. Ouro velho! Aqueles plátanos jovens, alguns, outros idosos e poderosos troncos com longos braços abanavam ao vento as folhas dourando um tapete transitório. Encantador!
O cinema nos encanta com o Canadá e o norte americano com suas florestas decíduas. Alguns chamam de folhas caducas. Observa analogia com nós, humanos e ‘caducos’ – independentemente da idade?
Crônicas & Agudas
As árvores despedem-se das suas folhas, concentram-se em raízes mais fortes e profundas, que lhes sustentem nos rigores do Inverno. As parreiras brindam-nos com suas deliciosas uvas, que eternizamos em vinhos, num abraço gustativo e para todos os sentidos do corpo e do coração à alma. Fala-se em “dormência do parreiral” no clima invernoso. Algo como uma hibernação do grande urso.
Outono é tomada de consciência e reavaliação de rotas e estratégias na jornada da vida. Desde a Antiguidade, a queda das folhas também é o preparo para o renascimento dentro do eterno ciclo de vida e de morte.
As despedidas inexoráveis são preparadas e a aceitação doutrinada. “Nada se perde, tudo se transforma”, mais que uma lei natural, a necessidade do mundo evoluir – de cada pessoa evoluir!
Crônicas & Agudas
Toda perda é dolorosa. Pior é a privação sem o derradeiro abraço. A perda mais sentida carrega o fardo do tempo em que fomos cigarras demais ou formigas desnorteadas – se me entendem.
Trabalhamos demais. Curtimos demais. Vivemos nosso mundo pessoal em demasia. O tempo fluiu e um dia o rio rompeu, a represa caiu e a água transbordou em lágrimas. O Outono nos prepara para o Inverno, do tempo inclemente ao sofrimento do espírito. É comum ouvir – “o tempo atual passa muito rápido”.
O nosso eixo interior, nosso GPS traça as rotas do coração e da elevação do espírito, mas os desvios nos cativam. Desbravamos estradas e acumulamos riquezas, que como as folhas de ouro, serão sopradas pelo vento. Cativamos e ansiamos possuir, quando, além nós mesmos, tudo nos pertence com parcimônia.
A pandemia se revela como um outono que flutua e namora, flerta as adversidades do mais cruel e tenebroso inverno da saúde vulnerável. Mas, como o Outono, insiste em nos preparar na medida das nossas possibilidades. Talvez como as formigas solidárias na alimentação, passando pelo trabalho e desaguando na espécie que se perpetua e evolui.
Que a vacina nos ajude a evoluir em amor e fraternidade, entendimento e valorização da vida e aos seus ciclos naturais. E ao correto e adequado enfrentamento dos males causados pela humanidade.
2021 – 05 – 18 Maio – Folhas douradas e o Outono – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
http://www.edsonolimpio.com.br
Professor Dr. Belmar José Ferreira de Andrade
Viamão perdeu um filho que adotou a Cidade.
A Medicina perdeu um Médico exemplar.
Todos perderam um Amigo!
No início da década de 70, século passado, a Medicina de Viamão acusou radicais mudanças com a chegada de vários colegas médicos, cobrindo áreas e especialidades que a cidade carecia e o único hospital (ainda único hoje!) necessitava. Formaram um time, se autodenominavam de Caixa Única, pois os proventos gerados pelo trabalho de todos no Hospital de Caridade eram por todos divididos em igualdade. Um desses desbravadores foi o “Dr. Belmar”, penúltimo dessa linhagem modificadora.
Logo se identificou com a cidade e seus amigos viamonenses. A integração foi rápida e assim o Dr. Belmar era o “meu cardiologista”. Homem educado e de porte físico avantajado até poderia destoar de sua afetividade, um bonachão que a todos tratou com carinho e desvelo.
Sua esposa Elenita, companheira ímpar na sua jornada de vida, “trabalhadeira e dedicada” inseriu-se na comunidade pela feliz conjunção do casal e pelas suas atividades profissionais. Como quando possuiu um restaurante no prédio do antigo Fórum de Viamão. Na cerimônia fúnebre de despedida, abraçando a Elenita, senti em seus olhos orvalhados de dor, da mulher forte, guerreira, única companheira e fiel amiga de todos os momentos. Um casal abençoado pelo Amor!
“Gaúcho dos quatro costados”, frequentemente pilchado com os mantos sagrados do tradicionalismo riograndense, parceiro de cavalgadas, proprietário rural na cidade, sempre afeito a uma boa conversa e alguns causos.
Manteve seus vínculos com as Universidades, como Professor e pesquisador e no núcleo de excelência no Hospital Mãe de Deus na Capital, Porto Alegre.
A vida do Dr. Belmar é um tratado da melhor Medicina, de um homem íntegro, de família, de amigos (desconhece-se algum desafeto!) e de saudades no coração de todos que foram tocados por ele.
Nosso melhor abraço, Dr. Belmar! Cuidaste e amparaste tantos corações, agora estás ao lado do coração de Nossa Senhora e do coração de seu amado filho Jesus Cristo, o Médico dos Médicos.
Muito obrigado!
Nota da UFCSPA.
A Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre tem o profundo pesar de informar o falecimento do ex-professor Belmar José Ferreira de Andrade, nesta terça-feira, 18 de maio.
Com 35 anos de dedicação à universidade, foi aluno da Faculdade Católica (FFFCMPA), tendo se formado na turma de 1969 do Curso de Medicina. Médico cardiologista, ele ingressou na instituição, como docente, no dia 1 de março de 1971 e foi lotado no Departamento de Ciências Morfológicas, que hoje é parte do Departamento de Ciências Básicas da Saúde, lecionando a disciplina de Anatomia Humana.
Teve atuação na Medicina do Esporte e foi um dos precursores desta especialidade no Brasil. Também fez parte da Comissão Médica e Científica do Comitê Olímpico Internacional (COI).
Foi da Escola de Educação Física – ESEF da UFRGS e junto com o médico Eduardo De Rose foi um dos criadores do LAPEX – Laboratório de Pesquisa do Exercício da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
A UFCSPA presta sua solidariedade e sentimento a familiares e amigos do professor.
Médicos Viamão
Notas no grupo Médicos Viamão!
Descansou o guerreiro!
Faleceu o Dr. Belmar José Andrade. Médico e residente em Viamão. Cardiologista e Professor da nossa tradicional Fundação Faculdade Católica de Medicina de Porto Alegre.
Que esteja na Luz de Deus.
Que a família receba nossas condolências e orações.
Viamão perdeu um filho que adotou a cidade.
A Medicina perdeu um Médico exemplar.
Todos perdem um Amigo!
Deus abençoe e proteja sempre todos nós.
20 horas. 19 maio 2021.
ATO DE LUZ
Para Dr. Belmar José Andrade
e familiares.
Nós, Médicos Viamão, convidamos Amigas e Amigos para esse Ato de Luz para nosso Colega e Amigo.
A sua profissão de fé e espiritualidade ilumina o Belmar e seus familiares nesses tempos sombrios e dolorosos.
O Médico dos Médicos, Jesus Cristo está recebendo o Belmar na sua equipe e nos seus hospitais.
Obrigado
Deus abençoe e proteja sempre!
Meu Sangue é Vermelho. Meu Coração ❤ é Colorado!
18 maio 2021 Deixe um comentário
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Livro da Vida!
16 maio 2021 Deixe um comentário
Amigas e Amigos, bom dia e bom final de semana.
# Livro da Vida – é a coluna do Jornal Opinião de Viamão de 11 de maio em Crônicas & Agudas.
# Anexei um artigo sobre o amigo e colega Dr. Antônio Jáder Brodbeck, onde relembro sua participação no sonho de um Hospital Público para Viamão, com localização privilegiada, crescimento modulável e fontes de recursos de construção e manejo. Passaram-se 20 anos, Viamão derrapa nos 300 mil habitantes, sem hospital público e enorme carência para a saúde de seus habitantes.
# Evite que a maledicência infecte a sua vida e contamine sua família. Não há vacina externa para isso.
# Escreva, continue a escrever os capítulos do seu Livro da Vida e tenha orgulho quando seus filhos, descendentes e demais pessoas o lerem e o citarem.
Abraços e Saúde para todos!
Do Eds
O Livro da Vida! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 11 Maio 2021.
16 maio 2021 Deixe um comentário
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O Livro da Vida!
Hoje é domingo, comemora-se o Dia das Mães. Amanhece, o sol invade nosso quarto se esquivando entre os panos da cortina. Espraiam-se luzes que vasculham os cantos e escorraçam as sombras. Que essa luz banhe pelo amor da divindade e vá de lar em lar, penetre em casas e hospitais e nos mendigos, como os que habitam a marquise ao lado. Tempos tormentosos, sombras e desolação. Pandemia da enfermidade viral e das maldades do homem.
A Mãe de Cristo nos revela a maternidade do amor extremo, pleno e da entrega absoluta. As cortinas dos olhos se entreabrem, o suspiro dá consciência à vida. O ouvido que apura ruídos além do trotear do coração desse filho – de tantos filhos também. Saudades da mãe que partiu tão breve. As mães que além, muito além, do fator biológico, são mães de amor, de amparo, de doação, educando e provendo…
Crônicas & Agudas
As linhas mestras do destino são traçadas tempos antes do nascimento, mas as estradas e caminhos a percorrer são de nossa escolha. Amigos alguns, outros nem tanto! Está na nossa vontade e entendimento revelar-se como uma pessoa do bem em evolução ou um ser sombrio e predador. A imagem do livro do destino ou das moiras mitológicas da antiga Grécia que teciam o destino dos homens se aflora.
O sono também é entendido como uma viagem diária ao mundo espiritual e, para outros, o temor de dormir e…Não acordar. Após cada jornada de sono e sonhos, despertamos para uma nova sequência de escolhas e de atitudes – novas páginas. Será assim para escrever no livro da vida. O meu e o teu! Daí outra alegoria em que Pedro, o Apóstolo, porteiro do Céu, abre o livro da vida e ali estão nossas qualidades e benfeitorias, como nossos desajustes e desvios da luz. E vem o julgamento.
Crônicas & Agudas
Na escola, fazia-se um caderno de apontamentos e em casa se “passava a limpo” num outro caderno com as melhorias necessárias. Colegas pediam emprestado o caderno bem elaborado, pois desperdiçavam o tempo ou sua dedicação era resumida e desviada. A vida nos permite, a vida nos chancela a oportunidade – nem sempre! – de reescrever páginas do nosso caderno ou livro. Sapateamos em muitas frases, rodopiamos em redemoinhos que nossas vontades criam. Desperdiçamos tempo e palavras a mais ou a menos. Escrevemos com fé e coração? Quantas vezes desejamos reescrever e não há nenhum ‘errorex’ possível que apague nossos atos ou omissões?
Crônicas & Agudas
De alguma forma, assim todos são escritores nos livros de suas vidas. A natureza nos permite espelhar, dar um ‘print’ ou até, de certa forma, colar dos livros de outras pessoas. Novamente, para o mal ou para o bem! “Como assim?” – todas as existências estão encadeadas. Alguns elos são mais distantes na geografia ou no tempo, mas todos perfazem um único tecido – a humanidade. De uma única casa – o planeta Terra.
Quando se escuta pelos lábios articulados ou pela mente que aspira – “Quero ser assim como ele/a.” Somos permanentemente inspirados para o norte ou para o sul, para o mar ou para a terra. Entende? O livre arbítrio é divino, a escolha é humana. Seria como votar a todo instante, continua responsável por aquilo que elege. Quantas vezes é “aquilo”, no pior sentido?
A gravidez deve ser uma opção. Ser mãe é um estado de amor pleno e responsabilidades perenes. Para o homem, a primeira fase nem sempre é uma opção. A segunda é igual. “Há controvérsias, …” Essas serão julgadas no livro da vida. Lembre-se que são intransferíveis, pois não há desvios, escambos ou togados de olhos vermelhos para rasgar as escrituras.
Hoje, antes de cerrar os olhos, verta gratidão aos frutos que iluminaram a vida, alimentaram o corpo e a alma. Prepare-se ao novo dia com fé, disciplina e esperança!
2021 – 05 – 11 de Maio – Livro da Vida – Eds Olimpio
Crônicas & Agudas
Jornal Opinião de Viamão
http://www.edsonolimpio.com.br
Médico Cirurgião e Coloproctologista
Dr. Antônio Jáder Brodbeck
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Recebemos a notícia do falecimento do estimado colega Dr. Antônio Jáder Brodbeck essa semana.
Gratidão.
Nos idos de 1974, eu, como doutorando concursado para o Hospital de Pronto Socorro – HPS, em Porto Alegre/RS conheci o Médico Cirurgião Dr. Antônio Jáder Brodbeck. Desde o início tratou-me com um respeito pouco comum dos veteranos plantonistas com os estudantes de Medicina. Paciência para ensinar. Extrema eficiência e dedicação aos pacientes. Nessa época ainda não havia UTI nos moldes de hoje. Os pós-operatórios e pacientes mais graves ficavam numa Sala de Recuperação Anestésica com anestesistas em plantões permanentes.
Atuávamos em plantões nas diversas especialidades do melhor Hospital Escola de Trauma e Urgências que já existiu na região Sul do Brasil. Era comum que os doutorandos mais interessados dobrassem plantões e acompanhassem os pacientes fora de sua grade. Isso também acontecia com os Médicos Plantonistas. Era comum encontrar o Dr. Jáder na madrugada de qualquer dia avaliando e acompanhando pacientes que havia operado em seu plantão. Isso era singular e não obrigatório.
Como Residente de Cirurgia também me aprazia os plantões e os ensinamento do amigo Jáder. Essa amizade evoluiu e ele recebia meus pacientes complicados quando os recursos de Viamão se esgotavam. Assim como, doentes que eu lhe encaminhava. Eficiente e dedicado encantava aos pacientes e familiares. Inclusive meus familiares.
Em 1999 concorri a Vereador em Viamão. Construí o primeiro projeto para um hospital público e modulável (permitia crescimento ordenado). Apresentei estudo e anteprojeto arquitetônico do hospital que seria construído às margens da ERS 040, Parque Saint Hilaire. Apresentamos fontes de recursos e viabilidade econômica para construção e manutenção. Era um sonho de um filho de Viamão que seria viabilizado. E o talento e a mão do Dr. Jáder Brodbeck estava aqui como amigo e Presidente da Unimed. Seus contatos e amizades também nos levou a visitar o Hospital da Unimed de Montenegro e outras unidades das Unimeds. As empresas especializadas entregaram seus trabalhos sem nenhum ônus para mim – seriam dezenas de milhares de reais seu custo mínimo. Até vários pôsteres fotográficos em arte forneceram para demonstração pública. Pelos sombrios caminhos do voto, não houve realização desse projeto de vida.
Inúmeros episódios e situações como Médico Cirurgião, como dirigente da Unimed, Coronel da Brigada Militar e Diretor do Hospital Militar da BM, tive a honra e o privilégio de vivenciar com o Dr. Jáder Brodbeck.
Que ele receba nossas orações e os sentimentos de gratidão e eterno respeito pelo homem e pelo médico. Assim como seus familiares.
Que a Luz de Deus o tenha!




