Pés de Baro e Morovid-20! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 28 Abril 2020.

 

Pés de Barro e Morovid-20!

A

 história me encanta, mas a Bíblia ilumina quem a abre. Sempre! Dona Dora, minha mãe, aconselhava que estando num problema grave e a solução não fosse visualizada: “Faz uma prece e se abra a Bíblia em qualquer ponto. Ali, naquelas páginas, teríamos a solução ou o melhor caminho”. Nossa Pátria atravessa uma das maiores crises de sua história, assolada pelo vírus da peste chinesa e pela infecção recorrente da falta de dignidade e honra. Já publiquei aqui a ameaça de prisão de um amigo pescando à beira mar, sem nenhum ser humano visível em qualquer direção além da viatura maligna. Pessoas espancadas, agredidas e presas por todo o país por estarem na rua. Prefeitos e governadores são proclamados senhores feudais pelo ninho da serpente – o STF. Mesmo STF que solta criminosos julgados e ministros que agridem a Constituição com manifestações e atos. O cargo que reveste o homem eleito pela democracia é escrachado a toda hora de forma abominável. O assassino Adélio permanece blindado. Menos levou Vargas ao suicídio, Jânio à renúncia e Jango ao exílio. Não há o respeito essencial ao Presidente do Brasil. O Congresso brasileiro, pelos seus líderes, avulta-se em golpe e bloqueia o exercício legal do Executivo. São incontáveis, nesse espaço, as situações em que o Ministro da Justiça do Brasil deveria ter tomado posição e frente. E a corrupção instaurada pela pandemia e a liberação dos políticos? Covardia? Cumplicidade? Omissão?

Crônicas & Agudas

Atacam a dignidade da sua esposa e filhos. Acusam-nos, nada se comprova. Acusa-se o pai de defender seus filhos e acusam os filhos de defenderem o pai. Você que é pai – tendo um filho massacrado, qual será a sua atitude? Você que é filho – tendo seu pai ou sua mãe massacrada, qual seria sua atitude? É princípio de vida a defesa da família. Como ministro, Sérgio Moro não cumpriu suas obrigações necessárias. Há tempo, em casa, acuso essa postura do Moro ministro e homem. Ausente ou relapso? Quando a bronca foi com ele (Intercept e Greenwald), o Presidente se colocou em combate para lhe proteger. O apoio do Presidente foi uma constante – lembram do Maracanã lotado gritando “!Mito! Mito! Mito!”, o Presidente levantou o braço do Moro e indicou “esse é o cara”. Lembramos o juiz da Lava Jato, desconhecíamos a sua intimidade. Infelizmente! Na Medicina, uma hora a infecção aparecerá. O abcesso silencioso, a infecção encubada e maligna se exteriorizou com o Covid-19 e o Morovid-20.

Cr & Ag

Leiam Daniel 2 no Velho Testamento. Apreciem e interpretem a saga de Nabucodonosor e Daniel. Agora 14 de maio é aniversário da Independência de Israel. O sonho com o gigantesco ídolo do mais rico império que já existiu pelo seu rei. Sua cabeça era de ouro. Seu peito e braços – de prata. Abdômen e coxas de bronze. Pernas de ferro. Pés de ferro e barro. “Rola uma pedra não cortada e atinge os pés de barro que não se fundiam com o ferro e os outros metais e o ídolo se desintegra”. Moro faz um discurso pestilento, ardiloso, premeditado e calculado de renúncia do cargo. Um juiz “com seu passado” deveria cumprir os ritos legais da renúncia – não fez. Arbitrou e caluniou estuprando a Constituição brasileira apesar “do seu passado” também ao negar ao Presidente seus direitos constitucionais de escolher para o cargo. Nenhum patriotismo – na pior crise de doença moral e física, como um rato ele salta do navio na tormenta e pior – tenta a torpedear o barco. Safadas comparações. Motivação exposta é fútil e ilegal. Atitude criminosa ao gravar e hackear. Até lembra aquele membro do casal que se separa e trata de expor as suas intimidades e apregoar “podridão” no seu companheiro/a. Canalhice!

Cr & Ag

 Aflorou falta de hombridade, caráter, dignidade. Pior que os pés de barro ou atolados na lama pútrida da deslealdade e do antipatriotismo é trair e tentar assassinar a honra de quem o abrigou. E buscar os piores inimigos e tentar jogar o Presidente como um cadáver às hienas. Tristeza, admirei-o um tempo. No entanto, alívio quando se identifica um inimigo oculto. Um traidor na trincheira. Doloroso também ver pessoas, principalmente colegas de jornada, com o intelecto adulterado e corrompido pregando o fim do governo e a Pátria atirada à corrupção – doença que já matou e mata muito mais que a Peste Chinesa. Lembrem de todo o dinheiro roubado durante essas décadas, somente pouco devolvido nas delações, que fazem faltam à saúde do país. Tenham a certeza de que a Peste Chinesa jamais matará tanto quanto a corrupção e as organizações criminosas.

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O Paradoxo do Confinamento e as Pestes! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 21 Abril 2020.

 

O Paradoxo do Confinamento e as Pestes!

Paradoxo significa contradição. Vou demonstrar a contradição na história do “confinamento”. Em 1430 AC, na Grécia, Atenas era a mais próspera cidade-estado. Tanto na economia como nas artes e ciências, ali nasceu a democracia. Palácios subiam as colinas. Blocos de pedra viravam estátuas e obras belíssimas. Mercadores de todo o mundo vinham negociar. Seu porto recebia todos os povos. Esparta e outras cidades se reuniram contra a supremacia de Atenas e foi declarada a Guerra do Peloponeso. Esparta cercou Atenas com seus poderosos exércitos, mas suas muralhas resistiam. Quando uma doença evoluiu rapidamente com fortíssimas dores pelo corpo, diarreias e vômitos, febre alta, sangramentos, lesões de pele e a morte. Piras funerárias se ergueram por toda a cidade e os corpos eram cremados. Nuvens de fumaça traziam o odor da morte escurecendo o céu. Esparta desistiu invadir Atenas. Ao contrário, bloqueou seus habitantes, bloqueando aquilo que a história chama de a Peste de Atenas. Milhares morreram e os sobreviventes contaram o drama. Durante uns 2.000 anos se especulou a doença. Muitas eram as hipóteses. Após 1990, descobriram-se corpos num cemitério na região. Os cientistas dataram as mortes como da época de Peste de Atenas. E nas polpas dentárias dessas ossadas que encontraram o genoma da salmonela.

Crônicas & Agudas

Ao contrário que muitos pensam, confinamento era para a saúde de quem ficava fora. No Rio Grande gaúcho se confina o gado para proteger ou para matar e comer? Quando o homem primitivo deixou de ser nômade domesticou os animais, a agricultura, confinou-se para a produção de comida. Confinamento é cativeiro. Josef Mengele, o Anjo da Morte, o médico nazista, e suas terríveis experiências nos campos de concentração – confinamento. Stalin, Lenin e o comunismo com os Gulags – confinamento. O chinês Mao Tsé Tung e seus campos de extermínio, dezenas de milhões de pessoas – confinamento. Confinar é isolar. Criminosos são confinados para proteger a sociedade de sua perversidade. Já referi em outra crônica a Bíblia e o “vale das sombras”.

Cr & Ag

Cortez com os astecas e Pizarro com os incas – disseminaram doenças como varíola e sarampo. Assim nasceu a América espanhola. É história. Confinar é também dominar. A população cubana e da Coreia do Norte é confinada, sem liberdade de ir e vir. Juízes do STF validaram o regime feudal no Brasil ao autorizar e liberar prefeitos e governadores de fazerem o que bem entender à revelia dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos brasileiros. Um cidadão caminhando ou pescando numa beira mar deserta é conduzido preso. Mulheres são espancadas em praça pública por “desacatarem o isolamento social” – onde estão as artistas, ONGs e defensoras de mulheres? Na metade do século 19, o médico Semmelweis pregou a singela lavagem de mãos antes de tratar enfermos – demonizado e internado em manicômio. Centenas de anos se acreditou que as doenças provinham dos miasmas ou emanações dos pântanos e lugares pútridos e acreditavam que as moscas, com seu bater de asas e voo errático, dispersariam as doenças. Era nota dez para as moscas! Sabia disso?

Cr & Ag

A China, de mais uma Peste, novamente confinou o planeta. Cerca de 1 milhão de crianças morrem de sarampo anualmente. A famosa OMS faz vacinação em massa para eliminar o sarampo? Assim se eliminou a varíola. O sarampo mata, principalmente, crianças miseráveis, famintas, pobres, abandonadas ou confinadas em campos de refugiados. Alguém acredita que um país em que 70% da sua população depende do trabalho diário, nas periferias vivem sem água e esgotos, pessoas em sub-habitações, incontáveis pessoas em dois ou três cômodos poderia fazer isolamento social geral radical, confinamento amplo? O confinamento se inverte, aí está o paradoxo – os abonados, aqueles com mais recursos, no topo da pirâmide ficarão encastelados e continuarão sendo servidos por aqueles que sempre serviram. Há hipocrisia?

Cr & Ag

A proteção dos idosos e demais será também uma estratégia de poder além das reais necessidades? Aqueles que advogaram ferozmente contra os medicamentos disponíveis e seu uso “somente nos casos mais graves” estão corretos? Ou estão corretos os médicos que usam o arsenal terapêutico precocemente nos pacientes como usariam em si e nos seus? Ou “sábios” doutores que usam em si os remédios que “faltam estudos”? Liberar que os feudos e seus senhores feudais (governadores e prefeitos) espoliem ainda mais as pessoas na tradicional falcatrua nacional? Observar e entender. Quem sempre desconsiderou os hospitais, médicos e enfermos além do discurso cínico das campanhas eleitorais agora se intitula humanista? A peste chinesa e a podridão de tantos políticos, homens públicos e defensores da lei são até controláveis. Exterminar essa peste? Essa peste corrupta, ao contrário dos vírus e bactérias que nunca exterminaram todos os hospedeiros, ainda podem acabar com o Brasil! Infelizmente. E tiveram o voto (ainda o apoio) de muita gente boa para possuírem o poder que ostentam.

 

2020 – 04 – 21 Abril – O Paradoxo do Confinamento e as Pestes – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Uma Páscoa diferente! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 14 Abril 2020.

 

Uma Páscoa diferente!

Antecipo uma explicação aos épicos leitores, iniciando-se com esse misto de médico metido a escritor. Sempre alinhavamos textos de humor e da realidade afetiva, que a pedido de muitos leitores evitam a saturação das más notícias.

“Edinho, como é que tá a boca por aí”? – Assim veio o telefonema noturno do amigo Velho Gusmão Porpício. Também conhecido por Gusmão Boca Rica. Há uns 40 anos a doutora Cledi arrancou uma ‘coivara’ (restos dentários, vezes somente raízes) do seu Gusmão, que ainda não era velho na idade. Precisou colocar uma dentadura. “Doutora Cledi, eu quero botar uns dentes de ouro aí na chapa. Quero ficar como eram meu pai e meu avô lá na fronteira. Não conseguiu dissuadir o paciente, somente reduziu para dois dentes molares e uns filetes de ouro em outros dentes. Assim sorria, gargalhava puxando os cantos da boca para relampejar os dentes de ouro. Continuando com o telefonema: “Edinho de Deus, desde não sei quando é a primeira Páscoa que eu e a Nega Velha passamos sólitos e Deus. Tamos tudo confinado aqui em casa. Nos proibiram de quase tudo. Ainda tomamos mate no pátio com as galinhas, os gatos e os cachorros. A família vimos só de longe quando vem trazer rancho e o leite que o Ernesto (filho) tira na chácara”. Velho Gusmão e dona Ernestina tiveram oito filhos. São quinze netos e nove bisnetos. “Por enquanto”! – Ele assovia faceiro com a enorme família em quadros na casa.

Crônicas & Agudas

“Então me arresolvi fazer o churrasco ali no pátio mesmo. Dispensei a churrasqueira. Bem que os filhos é que tem assado faz tempo mesmo. O Waldemar até encrencou: “Pai pra que esse trabalho, trago churrasco pra ti e pra mãe. A Eucina faz a salada de maionese com milho que tu gosta e asso a costela do jeito maneira que a mãe aprecia”. “Foi assim que a Nega Velha e eu começamos nossa vida. Só nos dois. Aí peguei um tanque de lavar roupa antigo. Daqueles de cimento. Botei a lenha e prendi fogo. Tava meia úmida, chorou um pouco, fumaceou e se veio o fogo. Lavei os espetos. Já tinha baixado as carnes do frízer – salsichão de porco, uma galinha campeira da nossa criação, uma costela de Angus do mercado do Gringo e um vazio lindo barbaridade. E fui paleteando nos espetos. Somente sal grosso. Nada dessas frescuras de colocar mato na carne. Fico apaixonado vendo a Nega com lenço no cabelo e desdobrando as batatas pra maionese. Maionese com ovos das nossas galinhas. Daqueles que vez ou outra te levo no consultório e dou pra Clarice (secretária)”.

Cr & Ag

O Velho Gusmão Porpício é desses homens que Deus perdeu a forma ou guardou para fazer algum anjo. O coração do tamanho do seu abraço. E sempre com uma risada faceira encantando qualquer lugar. Faz amizade assim num bom dia-boa tarde. E já desdobra uma conversa e num opa já fica íntimo de qualquer um. Sempre com um gracejo, mas respeitoso e humilde. Ele evita falar, mas veio com a mulher e alguns filhos a reboque da fronteira. A família era calçada nos pilas e dona de terras largas. Foi entrevero grave de família – conta-se. Caso de peleia e morte. Respeita-se que não fala por conta própria. Não “se deve enfiar o dedo na goela da criatura” por curiosidade desnecessária. Um tempo passado, a doutora Varlete e o doutor Eduardo (filho) resolveram uma partilha que recebeu como herança. Não foi na sua região e passou tudo direto para os filhos. “Os detalhes”? – Sigilo profissional dos advogados e muito respeito pessoal pela família.

CR & Ag

“E aí Edinho, fiquei ali domando o fogo e gineteando a carne. Te falei que coloquei farinha nas costelas de porco. A Nega gosta muito das costelinhas enfarinhadas e bem tostadas. Desdobrei o salsichão com pão feito em casa e na farinha. Farinha grossa! A Nega me trouxe uma Polar (cerveja). Sei do limite que o doutor me deu. Tomamos juntos. Ela gosta da espuma e sorve com satisfação. Sabe Edinho, tamos velhos, mas minha mulher é flor de bonita. Precisa ver quando era novinha nos fandangos. Dançava e rodopiava. Leve como uma pluma. Ligeira como beija-flor na primavera. Cozinhou um aipim manteiga e fez uma salada verde com ovos cortados. Arroz soltinho como bandido da política. Comida especial. Aconteceu um probleminha. Quando fui sacar a galinha do espeto, escorregou na gamela rasa e caiu no pátio, foi só o tempo que o Brazino abocanhou e correu pra casa dele. Esse cachorro é ruim de negócio. Perdemos a galinha. Vamos em frente que é a Páscoa do bicho também e tinha muita carne e comida para nós dois. A patroa nem ligou muito, tava encantada com as costelinhas de porco enfarinhadas e tostadas”.

Cr & Ag

“Liguei para te dar um abraço e votos de boa Páscoa. E pra toda a família. Diz pra doutora Cledi que dentistas em Viamão era ela e o doutor Emílio Turco. E se cuide doutor que tamos muito usados, veteranos uma barbaridade, quase velhos (risos). Que o Pai Velho lá do Céu e sua Mãe, Nossa Senhora, livre nossa terra e nossa gente dessa Peste Chinesa. Já fizemos uma promessa pra nossa família e pros amigos. A Ernestina (quando a coisa é mais formal, ele evita o apelido afetuoso) está mandando abraço e um beijo e quando passar o confinamento ela vai no consultório abraçar a Clarice e deixar um mimo. Fica com Deus, meu amigo.” São tempos sombrios, de apreensão, de dor da enfermidade e do ódio no coração de muitos. Mas também são tempos em que os amigos lembram dos amigos e os corações se tocam pelo telefone ou pela internet. Lembre-se de tocar alguém!

2020 – 04 – 14 Abril – Uma Pascoa diferente – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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O Bom Samaritano – 5………………………….

 

Samaritano 5

Abril de 2020. Tempos de Páscoa. Tempos de reflexão e de entendimento. Tempos de presentar. Tempos em que os presentes materiais estarão distantes das mãos e dos corações. Tempos em que presentear com um abraço ou com um singelo aperto de mãos está distante e cerceado pelo medo infundido. Tempos em que a ceia de Páscoa será um enorme vazio para muitos e para outros será no compasso obrigatório toldado por uma náusea de perda ou de dor sentida. Tempo em que os homens deveriam buscar a humildade a a fraternidade, desdenham do amor cristão em busca de mais poder e posse. Tempos de reavaliar as escolhas feitas!

O Bom Samaritano – 4.

 

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Samaritano 4

Tempo de amar. Tempo de ajudar. Tempo de fraternidade.

O Bom Samaritano–3.

 

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Samaritano 3

“Cabeça de médico e cabeça de juiz e barriga de mulher – ninguém sabe o que vai sair”!

Esse é um antigo ditado ou provérbio popular. Eis que a Medicina facilitou no caso da “barriga de mulher” – a gravidez não é um mistério mais.

No entanto, “cabeça de médico e de juiz” – sempre há enorme diferenças de diagnóstico e de conduta. Fosse diferente, os pacientes não estariam rodando por vários consultórios e hospitais para alívio, cura ou tratamento de suas enfermidades. Na justiça, temos Cortes e tribunais para promulgarem a honra e o mérito do absurdo. O poder, de qualquer natureza, corroi e corrompe a natureza humana.

Nesses tempos sombrios da Peste Chinesa (mais uma), médicos querem que os outros façam, sejam expostos, não se efetuem tratamentos, exijam extorsivas comprovações desde que o enfermo não seja ele ou algum dos seus.

O Bom Samaritano–2.

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Samaritano 2

“O que eu posso fazer a mais do que já faço?”

Separe um tempo e um lugar e medite, procure dentro de si o entendimento e encerre esse tempo com uma prece elaborada pela mente, mas expressa com o coração. Disciplina. Amor. Humildade. Gratidão. Nessa ordem. Nessa sequência!

Todo tratamento médico se apoia, se sustenta, se ampara em três colunas mestras e fundamentais: o paciente, o médico e Deus! O paciente deve fazer aquilo que lhe compete sem acreditar que os outros farão por ele. O médico deve ser médico de corpo, mente e alma com o maior e mais profundo respeito e amor pelo seu paciente e tratá-lo como gostaria que fosse tratado, ou aos seus pais, esposa e filhos. “E Deus”? Estará amparando todos nós. Sempre! Desde que jamais abdiquemos de nossas responsabilidades.

O Bom Samaritano–1.

 

Samaritano 1

Entramos num nevoeiro em que o horizonte não é visível para todos nós. Um nevoeiro de incertezas, de temor, de medo. Essa é a nossa jornada. Infelizmente o ser humano aprende pela dor e pelo sofrimento. Assim evoluímos. Assim nos tornaremos melhores e mais iluminados – seja qual for a sua fé, filosofia ou religião. 

A Peste Chinesa e a Dependência! Edson Olimpio. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 07 Abril 2020.

 

A Peste Chinesa e a Dependência!

O que a China sempre exportou? Vou lhe dizer aquilo que você jamais soube ou se apercebeu – chineses! Entram sempre como mão de obra barata e abundante. As ferrovias da costa leste da América é um desses exemplos. Até retirando os negros do trabalho. Com os chineses vieram as casas de ópio. Abundantes. Veja que naquela época não havia a cocaína. No século 19 ocorreram uma ou duas Guerras do Ópio, tendo a Inglaterra bombardeado e invadido Pequim. No vai e vem de informação e contrainformação, somente após o comunismo o uso do ópio foi controlado na China. Há muito tempo, chineses tem migrado para todos os cantos do planeta, comprando sua naturalização como se sabe. Até que ponto isso está dentro da política chinesa de expansionismo? Como um tipo de vírus que vai se infiltrando em todas as camadas da sociedade. Nenhum chinês há mais de 500 anos sabe o que é liberdade, sempre viveram e morreram sob regimes de força. Nada mudou em receber ordens e executar. O trabalho escravo na China é aproveitado pelo mundo todo, desde as quinquilharias até os mais sofisticados equipamentos e produtos. Esse parque industrial gigantesco e diversificado trouxe novamente o poder imperial da China. Antes de continuar, lembre-se: na China há mais de 1,5 bilhão de chineses.

Crônicas & Agudas

O mundo se tornou dependente daquilo que a China produz. As indústrias deixam seus países e vão produzir numa terra em que o trabalhador é um escravo do sistema. Enquanto no Brasil os impostos e toda sorte de taxas e falcatruas associadas a vantagens adquiridas sucatearam a indústria nacional. Precisamos de máscaras para proteção e manter os consultórios abertos? E luvas? E demais insumos básicos? Não há. Se há é pelo peço da morte. Somente a China produz para nós brasileiros. Assim vai do vestuário aos ‘supositórios’. A dependência está amplamente estabelecida. Pior – a China comprou e continua a comprar a infraestrutura dos países. Da energia elétrica ao esgoto. Para a imensa maioria das criaturas isso passa ao largo, não é visível. Está legal comprar as calcinhas e a camisetas ‘made in china’. A China chamou para seu colo seus mais mortais e históricos desafeto, os japoneses. E as indústrias japonesas tinham a escolha: desaparecer do grande mercado mundial ou produzir na China.

Cr & Ag

Há os céticos, os idiotas, os alienados, os comunistas e os raros atentos, principalmente. Os três primeiros elegem essa podridão política que ‘viralmente’ infecta o corpo social de todos os países. Alguns piores, como onde a corrupção iguala-se com a fé religiosa. Logo isso não vai lhes interessar ou sequer causar um “o que”? Outros sacrificam as boiadas, mas não se apartam das piranhas. Pior, cada vez se identificam mais com os predadores mais terríveis. E os últimos? Talvez você seja ou passe a ser um deles, principalmente se você sangra e é vampirizado pelo sistema. E não é por ser algum poderoso ‘trem pagador’. O trabalhador humilde que se pergunta para onde vai a montanha de dinheiro que mensalmente é recolhido nas famosas “obrigações sociais” que os governos espoliam dos cidadãos? Aquela montanha de dinheiro deveria ir para o seu bolso em benefício da sua vida e da sua família, como bem entender. Ele tem a consciência e a certeza de que toda a montanha de dinheiro não é do patrão. A montanha de dinheiro é sua. É retirada dele trabalhador honesto e jamais voltará para ele realmente. Sempre melhor para a China.

Cr & Ag

Milhões de brasileiros estão desempregados. Passando fome. O risco de que o vírus e os governantes nos transformem numa Venezuela. Milhões estão sem nenhum horizonte logo agora que a pátria voltava a respirar e ser de seus filhos, apesar da proteção feroz aos larápios e condenados. A Peste Chinesa dissemina dor, angústia, temor, sofrimento e fome. A depressão, em toda a sua virulência, está à espreita. Outra peste foi consagrada pelas urnas.

2020 – 04 – 7 Abril – Peste Chinesa e Dependência – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – www.edsonolimpio.com.br

2020 - Caveira - Gaúcho

Paracelso e Salmo 23-4! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 31 março 2020.

 

“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose”! – Paracelso

“No vale da sombra da morte” – Salmo 23-4

“Aqui jaz Philippus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, famoso doutor em medicina que curou toda classe de feridas, a lepra, a gota, a hidropisia e outras várias enfermidades do corpo com ciência maravilhosa. Morreu em 24 de setembro do ano da graça de 1541”. Essa é a placa ou lápide colocada pelos moradores na Igreja de Santo Estevão em Salsburgo, Aústria em 1591. Um gênio voraz pelo conhecimento total e absoluto. Filho de um médico. Após graduar-se em Medicina, adotou esse nome “além de Celso”. Aulus Cornelius Celsus famoso médico romano do século I e autor do tratado “De Medicina”, seguido com devoção à época. Inquieto e heterodoxo cientista.

Crônicas & Agudas

Gripe chinesa ou Covid-19, como a Peste Bubônica (matou 30% dos europeus) grassou pela Ásia e Europa trazida pela Rota das Sedas. É costume brasileiro ser autoridade em quase tudo. Nelson Rodrigues chamou o Brasil de “a pátria de chuteiras” e se diz a boca larga que “todo brasileiro é um técnico de futebol”. Também se apregoa que “de médico, poeta e louco cada um tem um pouco”. A miopia se revela em cegueira quando a ideologia espalha seus esporos e RNA destruidor. Até aqui, as mortes estão nas classes médias e altas, principalmente. Alguém desconhece a situação de moradia, sanitária e econômicas de mais de 80% dos irmãos brasileiros?

Cr & Ag

“O vale da sombra da morte”. Ali no Salmo 23-4 a Bíblia nos dá a Palavra. No filme de Ben-Hur com Charlton Heston de 1959 é magnífica a cena em que ele encontra o paradeiro da irmã e da mãe, leprosas, abandonadas à morte num vale escuro com cavernas e incontáveis outras pessoas isoladas e abandonadas. Diz-se que esse vale das sombras da morte existia entre Jerusalem e Jericho. A humanidade teme as doenças e a morte que lhe acompanha. Sempre se fez o ‘isolamento social’ dos doentes. Viamão ainda mostra o histórico Leprosário de Itapuã e as histórias dos filhos sem pais. Os poderosos sempre instigaram, atiçaram os temores mais profundos da alma para que os enfermos fossem afastados e descartados – em todos os tempos. Gulag é uma sigla em russo. Significa “Administração Central dos Campos”. Stálin e o comunismo jogavam nesses campos de concentração para trabalhar até a morte os “doentes” da mente, contrários à ideologia ou seus desafetos do sistema. Calcula-se mais de 60 milhões de mortes desses “doentes”.

Cr & Ag

O comunismo de Mao Tsé Tung eliminou algo entre 60 e 100 milhões de “doentes” na China. Os chineses são hábeis e acostumados em toda a sua história de eliminação em massa de seres humanos e de qualquer coisa que nade, ande, se arraste ou voe. Isso ainda é claro e evidente nesses regimes. Subliminarmente, sutilmente, malignamente isso é feito no Brasil em que os poderosos se tratam no Hospital Sírio Libanês, por exemplo, enquanto os “doentes” morrem na carência de saúde pública real. Os intermediários sangram pagando seguros de saúde para uso tantas vezes incerto. A Medicina tende a isolar aquilo que desconhece, não domina, teme “até conseguir entender e aliviar”. Assim os sistemas se protegeram para que continuassem funcionando. Nas cidades medievais, os palácios ficavam no centro, na colina mais alta, cercados por ruelas em formato de labirinto (estratégia de combate), tudo para dificultar que os poderosos fossem mortos nas guerras. No entanto, o povo no entorno morria ou se mutilava. Sinta que o cronista não está sendo cruel ou partidário, relata a realidade de um sistema que sempre existiu. PC Farias, o homem do Collor, postou sua mansão dentro de favela de Maceió. “A favela me protege”, dizem. Morreu assassinado quando estava fora da “sua favela”.

Cr & Ag

Estava na Ilha de Itamaracá em Pernambuco. Desceram uns magnatas de um iate. Mulheres suntuosas de homens poderosos. Uma delas chamou as outras para verem algumas crianças locais. Não compravam nada. Tratavam as crianças como bichinhos raros, no pior sentido. Alguém avisou: “Estão cheios de piolhos”! Afastaram-se. Fugiram como o diabo da cruz. E logo o iate sumiu. Alguém acredita que o ‘isolamento social’ é somente para proteção dos pobres, população de risco e idosos mesmo? Observe como querem que os serviços se mantenham naquilo que não afeta suas vidas de caviar e lagostas com vinho Romanée Conti ou uísque de 25 anos. Observe Viamão, falta água dia sim e outro também. Casas de três peças com oito pessoas, geralmente há um idoso. Paredes geminadas ou quase. Trabalham num dia para comer no outro. Ou numa semana para comer na outra. Cenário ruim? Se você visitar, verá que é bem pior daquilo que imagina. Isso é Brasil.

Cr & Ag

“Os médicos e enfermeiros são heróis”! Esses hipócritas e canalhas enchem sua boca pútrida com falsos elogios são os mesmos que sempre abandonaram os médicos (todos os profissionais da saúde -generalizo!) ao seu “juramento”, sem as condições dignas de trabalho para eles e seus pacientes. São os mesmo que “importaram” “médicos cubanos” em detrimento da saúde nacional. Eles, esses mesmos, tratados pelos mais famosos especialistas e nos melhores hospitais, chegando de helicóptero e cuspindo na cabeça dos que vivem nas intermináveis filas. Aproveitam-se do medo, insuflam mais temor e ódio. Reverberam pânico. Egoístas malignos. Em cabeça de médico e de juiz não há consenso ou unanimidade absoluta. Uma certeza histórica: a China se importará com a morte de milhões de estrangeiros ou de chineses? Nunca se importou, até se aliviou. Veja a história real. Estatísticas são interpretadas pelo viés ou necessidade de alguém ou produzidas com finalidades.

Cr & Ag

Proteger quem precisar ser protegido – população de risco mesmo? Ou fechamento absoluto de tudo? Conflitos de opinião. Momento certo? O médico luta, por exemplo, com um tumor maligno no seu paciente. Usará doses letais de medicamentos, quimioterapia ou radioterapia mesmo matando o paciente? Lembre do Paracelso lá no início. Impedirá o sangue de circular ou garroteará as veias e artérias que o tumor morra por falta de sangue, falta de vida que o sangue leva para todo o corpo? Lembre-se que há “médicos” (vide a história da Medicina) desdenhando de verdades absolutas escancaradas ao seu entendimento racional e não ideológico. A simplória lavagem de mãos é “novo” na idade dos cuidados médicos. Sempre acreditei que se trata um paciente como deseja que tratem meus pais, minha esposa e meus filhos. Disciplina. Amor. Humildade e gratidão. Todo tratamento médico se sustenta em três pilares fundamentais: paciente, médico e Deus. Se o paciente fizer sua parte; o médico cumprir sua responsabilidade; Deus ajuda todos nós. Duvido de promessas, rezas, missas, sorte ou qualquer misticismo se o enfermo (família e responsável) e o médico (s) não cumprirem suas obrigações, seus deveres essenciais. É bíblico.

2020 – 03 – 31 março – Paracelso e Salmo 23 – Eds Olimpio – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião – http://www.edsonolimpio.com.br

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