O canto do Quero-Quero! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 13 Agosto 2019.

 

O canto do Quero-Quero!

Q

ue o quero-quero é a ave símbolo do Rio Grande do Sul talvez você não saiba, mas que o canto do quero-quero tem toda uma simbologia especial escondendo o local do seu ninho e de seus filhotes de ameaças, certamente, você sabe. “Quando o quero-quero canta para um lado o seu ninho é para o outro”! – Apregoa a sabedoria popular. É um bicho posudo, entonado, peito estufado como um lorde, cheio de razão e olhar que não desfoca de seu alvo. Sempre ligado, ao contrário de muito jogador de futebol que num clique se desliga do jogo. Sempre em casal, como a corda e a caçamba do velho ditado. Os dois são unidos até no maior combate, como fustigar um gavião safado como político da Lava-Jato. Ou algum cachorro bobão, daqueles que correm e perseguem as rodas de um automóvel ou assistem novelas da Globo. Ou ainda, aqueles guris ranhentos que insistem em ameaçar seus filhotes. Os outros bichos da natureza logo reconhecem o poder de combate de uma família de quero-quero. O bicho social, o homem, teima em agredir a vida e quebrar o ciclo vital da existência do planeta.

Crônicas & Agudas

O Dia D foi o exercício humano de cantar para um lado e atacar pelo outro. Durante os preparativos dos aliados, na montagem da sua estratégia de atacar as forças nazistas na Europa com as ações que determinariam o final da Segunda Grande Guerra na Europa, tudo indicava que a invasão seria em determinadas praias e vindo de determinados locais. Os alemães se prepararam e foram surpreendidos com a invasão em outro local bem menos armado. As analogias são as mais diversas e variadas da estratégia do homem em disfarçar, apontar para um lado enquanto o alvo é outro. O lutador de boxe, por exemplo, tem toda a ginga de corpo e o jogo de braços que vai simular um ataque e, por consequência, do adversário um tipo de defesa. Ameaça de direita e bate de esquerda. Ou ao contrário. Observe que as práticas esportivas de competição espelham o espírito da estratégia do quero-quero, a ave que desliza caminhando como um ninja sempre apto ao embate.

Cr & Ag

Os boiadeiros, ao conduzirem suas tropas de gado por regiões infestadas por certos políticos, digo, piranhas e jacarés sempre têm uma estratégia de distração. A carta na manga do boiadeiro é levar com a boiada uns animais em final de carreira, velhos e doentes, sejam bois ou cavalos (há quem tente sogro e sogra), e usá-los para distrair os predadores. Colocam-nos em outro trecho do rio e sangram-nos. Os predadores são atraídos pela Petrobrás (ops!), digo, pelas vítimas enquanto a boiada passa em melhor segurança noutro trecho do rio. O cronista escorregou com a verossimilhança com os políticos e com a Petrobras. Jogavam para torcida com Bolsa Família, faculdades a rodo e muitas outras enganações enquanto a turma se locupletava, roubando sem limite e se apropriando “legalmente” do trabalho do cidadão honesto – vide artistas pela Lei Rouanet, contratos, etc. E nenhum condenado sabia ou via algo suspeito.

Cr & Ag

O pacote Bolsonaro, que o Brasil elegeu, está usando o “canto do quero-quero” enquanto “cães ladram, algumas carruagens passam”. Enquanto certos políticos e a mídia corrupta, amiga de criminosos, bate no Presidente, a equipe de governo (militar conhece estratégia na raiz) vai trabalhando e colocando em prática o trabalho com honestidade. Eficiência sem demagogia. Projetos para a saúde do Brasil e não para a saúde do bolso do corrupto e ladrão. Por mais hackers que contratem, nenhum conseguirá esconder ou escamotear as centenas de bilhões roubados e os dinheiros devolvidos pelos ladrões assumidos. A essência da atividade do parasita é parasitar, do predador é caçar e possuir a sua presa, do câncer é dominar o organismo sadio e possuí-lo, mas a ganância e fúria de posse total, acabam com a vida. Destroem. Matam! A piranha está fazendo a sua natureza, enquanto o ladrão, corrupto, assassino, estuprador, pedófilo e outros seres do mal exercitam a sua vontade e má índole. O “canto” para o bem e para o mal!

 

2019 – 08 – 13 Agosto – O canto do Quero-Quero – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Frio de renguear cusco! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 06 Agosto 2019.

 

Frio de renguear cusco!

A

s baixas temperaturas expõem a singularidade do gaúcho no velho Rio Grande do Sul de São Pedro e da Nossa Senhora Medianeira, padroeiros desse povo que nasceu católico romano e hoje trafega por uma grande variedade de outros cultos. Segundo Saint-Hilaire aqui seria uma terra de sobreviventes tais as agruras do clima e a sua variação em surtos de bipolaridade na bailanta do dia a dia. Sobreviventes! Para quem não se exercita no vocabulário gauchês, renguear significa mancar, claudicar. E cusco? Cusco é o cão, primeiro ou segundo maior amigo, pois o cavalo segue firme peitando e atropelando a quem pouco acredita nessa pátria de bombachas, cuia-bomba-chimarrão, e as mais belas prendas (mulheres) do Brasil e do mundo. Ver um cusco renguear de frio, nem no mais terrível vento Minuano, cortando mais que língua de sogra (somente algumas!), com a geada congelando o pasto e os arroios e açudes, eu nunca vi. E olha que esse cronista está muito rodado na existência. Mas nunca se duvida de um velho ditado, ao contrário de um velho deitado e de suas estórias e gauderiadas.

Crônicas & Agudas

O pessoal de Sampaulo “pra riba” se encanta quando a temperatura daqui está congelante. Abaixo de 25 ou 30ºC para muitos é quase um Polo Norte. A gauchada quando baixa de 10ºC com sensação térmica de uns 3ºC já gargareja, marrento: “É capaz de começar a esfriar”! Desenrola a bombacha nas pernas, troca o chinelo de tambo pelas botas rustilhonas e continua a assar o churrasco dentro de casa. A prenda coloca um casaquinho de banlom para não estragar “a pel”. Fina flor de especial! O xiru já olha meio enviesado para a prenda e vai reforçar os pelegos no berço do guri e na cama do casal. O frio é um sagrado estimulante para o casal. Um velho colega de ofício nos plantões do Hospital de Caridade fazia as contas nos dedos das mãos prevendo que em quarenta semanas, uns nove meses, os plantões seriam mais atribulados pelo maior nascimento da piazada encomendada nas friagens ou melhor, no calor dos pelegos. E ele sempre acertava. Fazia o mesmo cálculo no Carnaval. Jamais errou! Doutor tarimbado nessas refregas da vida.

Cr & Ag

Entretanto, a velha bipolaridade traz temperaturas de sertão nordestino para o meio do nosso inverno. Coisa alucinante! Suor de encharcar o lombo e escorrer pelas pernas da cadeira. Esquenta-se a água do chimarrão com a chaleira sobre uma pedra ao sol. O cusco também rengueia, agora de calor, e caminha aproveitando a sombra do pingo (cavalo). Meu primo conta que viu um sabiá tomando água de canudinho numa garrafa sobre a mesa do Boteco do Guará. E avisa que o sabiá arrotou, pois era uma água mineral com gás. Se eu vi isso? Ver eu não vi, mas nunca tive primo mentiroso e nem que votasse em bandido. O pior calor de meio de inverno é aquele acompanhado do Vento Norte. Vento perigoso. Traz muita peste e coisa ruim. Diziam que esse vento vinha lá do Paraguai. Agora descobriram que nasce em Brasília, a certidão de nascimento traz a data de 1957, e foi descoberta emparedada numa das tantas reformas do Congresso.

Cr & Ag

Há quem jure que a Petrobrás sofreu a ação desse vento Norte, assim como a devastação moral desse país. “Não há nenhum culpado além do vento Norte”! – Apregoava uma criatura de imagem indefinida no embate do Minuano com o Norte. Outro aparentado, meio contraparente, dizia que quando a cadela do Benício mancava o Colorado perdia, alguém roubava nas eleições e mais uma criança sem pai. Chegou a fazer uma estatística. Somente não completou porque a cadela morreu no meio de um tiroteio depois de um desajuste na cancha do jogo de osso no Bar 7 Facadas. Superstições para uns. Realidade para outros. Quem já não chorou o suficiente ao nascer, convém não arriscar e nem tripudiar.

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