Apelidos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 03 Janeiro 2019.

 

Apelidos!

(ou Alcunha, Epíteto, Codinome, …)

A

o longo desses vinte anos de colunas de jornal, primamos pelo bom humor no verão. Já sendo um verdadeiro descarrego ou uma catarse das incontáveis coisas ruins do ano de 2018, que custou a findar. Os apelidos nasceram com as pessoas, ao contrário de muitos que atribuem a sua origem aos gregos ou romanos (sempre eles!). Quando a criatura já não traz do berço algum apelido pessoal ou familiar, logo na escola receberá uma titulação. Geralmente o bullying começa aqui. A criança é um ser arguto e criativo (muitas vezes, cruel!) e gosta, aprecia e se diverte colocando o dedo no ponto fraco e nas feridas dos outros. Aí vem o Bento Sebento, a Lurdinha Quatro Olhos, o Zé Catarro (pálido e com asma) e a fila é enorme. “Se doer ou não gostar aí é que o apelido pega”! Até pega mais. As escolas são fábricas de apelidos. A centenária e sofrida Viamão City nutria apelidos que se perpetuavam. O fulano filho do Nenê Bunda estuda com o Fraga Louco e a Vaca Braba. O atilado e curioso leitor dessa fantástica coluna do Mercosul se indaga sobre o apelido do cronista. O Edson deu origem ao diminutivo Edinho e soma-se do Cabeleira pelo apelido do meu pai. Há outro desde o científico e faculdade.

Crônicas & Agudas

O primeiro dia de bixo na Faculdade trazia a consagração de velhos e novos apelidos. E, hoje, depois de quase meio século de Medicina, muitos colegas são ungidos e conhecidos pela turma com o seu nome de guerra ou apelido. O nome real é muitas vezes esquecido. Lembro que os homens eram cento por cento alcunhados, já as mais belas garotas da Medicina nem sempre. Ali estava o Popeye (pelo tipo físico), o Índio e o Sioux (dois índios), o Ratinho, o Machão, o Soneca, o doutor Fiapo, o Minhoca, o Queijinho, outro Edinho, o Fêmur, e assim a fila andava. No meu recente livro (vem mais!) trago os apelidos e estórias de uma república de estudantes de Medicina e seus codinomes. Estou nessa com honra e louvor. E muita saudade! Infelizmente a vida levou tragicamente um dos colegas por infecção adquirida de um paciente durante cirurgia que o salvou. Outro está sumido. No entanto, o alemão Butikin, querido amigo, continua um médico brilhante e uma pessoa especial.

Cr & Ag

Tenho três primos Sílvio. Um já estaria de bom tamanho. São três: o Boca, o Pinico e o Negrinho ou Tibirro (passarinho). O Pinico faleceu cedo demais, como muito acontece com as pessoas boas. O Boca está sempre por perto e foi levar-me seu caloroso abraço, junto do Pano Terra, seu amado filho, no lançamento de Crônicas & PontiAgudas. O Negrinho, aposentado da Polícia, é irmão do Coisinha e do Carlinho. Que são primos da Maninha, do Guima e do finado Pinico. Ainda primos do Negrão. Saudoso Negrão! E assim as famílias se ilustravam num desenrolar de vida em que as coisas até eram mais leves e mais afetivas. Realmente, o apelido gerado na família ou desde o nascimento traz essa carga de energia amorosa, de um carinho especial. Neto! Sinta o amor de um avô chamando o Lucas ou o Pedro Henrique de Neto. Há muitos diminutivos que acompanham uma vida, apesar do dono crescer muuuuito. Talvez nosso querido Pedrão tenha sido Pedrinho quando aflorou em sua família.

Cr & Ag

Não vertemos aqui e agora os apelidos dos amantes e apaixonados. Entre você e o seu amor, como se chamam? Há ainda uma série de apelidos da suprema intimidade, ali quando o mundo se aconchega no carinho de duas almas intensamente entregues. Estarei atiçando você a recordar e avivar esses sentimentos? Certamente! E você qual o seu apelido? Como lida com ele? Para mim ele já faz parte do genoma. Está lá numa hélice do DNA.

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Vida 38 - 2017Vida 39 - 2017

Por um BRASIL com Trabalho e Honra!

 

Amor - Foco - Disciplina - 2018

Natal na Praia! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Dezembro 2018.

 

Natal na Praia!

P

ara o gaudério dos pampas não há verão sem férias. E nem férias sem praia. O gaúcho nasceu no judiciário. “Como assim”? Sim, claro, os juízes podem folgar qualquer época do ano, mas sempre terão o famoso recesso de final de ano. O gaúcho também. Ao contrário dos baianos que tem um mês de trabalho e onze de férias. Então o Natal já é um tira-gosto, um teste drive, uma amostra do tão decantado e sofrido verão do Rio Grande do Leite (novo governador). Quando não sopra feroz o vento Minuano, seu irmão, o vento Nordestão, carrega os praianos com cadeiras e tudo mais. Somam-se chuva e… Frio! Mas é praia e vale tudo. Ou quase. “Sendo de amigo não vale pegar”, diziam o Paulinho da Tarumã.Com um arroto, desses de valentia em boteco perguntando para a galera “quem tem ovo no saco?”, o Carlão do Espigão mandou ver: “mina de amigo meu eu trato como violino, viro a cara e…” Deixa assim. Depois de 1 hora na fila do Nacional, a Lurdinha dos Catarinas da Lomba, veio me dar um Feliz Natal e após os três tradicionais ósculos (matei a vontade de usar esse vocábulo) sacou e atirou: “Edinho do Cabeleira, não gueeento mais a tal de praia natalina. Tô acabada de trabalhar pra aquela horda. Por mais banho que tome, não tiro o cheiro de fritura do couro e dos cabelos que ainda me restam”.

Crônicas & Agudas

“Ainda veraneamos no chalé no Pinhal. Ali na revessa da rodoviária do velho Calisto, depois do banhado. Terminei um bujão de gás em cinco dias. Os filhos trouxeram os maridos e as dita cujas. Essas malditas passam o dia pintando as unhas e falando de Deus e todo mundo e não são capaz de lavar uuum copo, quanto mais cozinhar e limpar… Quando os meus filhos reclamam, elas saem como umas gatas sexy e vão engomar os lençóis. A netalhada até que é legal. O Valdirzinho do Zeca é muito inteligente e ligeiro que nem o avô dele antes das férias forçadas no Jacuí (penitenciária de segurança máxima), O guri pegou uma caixa de sapos no banhado e anunciou pra vender na internet. Disse que é memória rã. Já tá faturando uma grana nesse tal de computador. Lembra do Zeca né? Aquele que tiraste um anzol do dedão do pé. O Zeca se separou da filha do Bento Balaca e se ajuntou com essa tal, que já se veio com mais cinco crias, uma de cada homem, cada mês pinta do cabelo de uma cor e na eleição pintou de vermelho, mas eu dei a letra que se falá do PT aqui em casa eu saio na porrada e boto pra rua”.

Cr & Ag

“A filha mais feia dessa tal cuja trouxe o namorido. Um magrão tatuado e com pirce pra tudo que é lado e buraco. Acho que a coisa sofre de labirintite, tá sempre meio tonto. Ou pode ser da fumaceira nas ventas quando não estão acolherados na barraca no pátio. A feiosa grita como baile de bruxa. Temos três quartinhos no chalé, mais a meia água da garagem e os dois avarandados. Uma noite contei dezessete viventes. Fora as almas penadas que acamparam na casa do lado que tava vazia. Coisa de pobre. O que pobre mais tem é cachorro e parente. Domingo faltou água e luz e pra piorar entupiu a patente. Coisa muito feia. Transbordou a naba. Tinha general nadando de costas e tropeiro com a boiada. Lembra da Terezona cunhada do barbeiro, também apareceu por lá, buscava uns baldes de água no valão do banhado e jogava no vaso. Não desentupiu, mas espalhou a bosta pra tudo que é lado. O fedorão foi fatal. Um casal de quero-quero que acampa por perto bateu em retirada e uma dupla de velhos que mora meio defronte teve que chamar o Samu por intoxicação, desmaios e ameaça de derrame com infarto”.

“A Dieniffer com dois F quase perdeu a cria vomitando de tanto fedor. A Terezona se rendeu e estorou uma hérnia dupla, na coluna e na virilha. Pra encurtar o causo: terminaram com as minhas Polar (cerveja), comeram as costelas minga, quebraram as camas e rasgaram as redes e nem contei da cachorrada pet que levaram. Mas a fila anda, Edinho, e a caixa tá te chamando. Dá um abraço na doutora que consertou meu piano (dentadura)”. E o saco do Noel? Pergunto outra hora.

2018 – 12 – 27 Dezembro – Natal na Praia – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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Balanço & Balaço! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 18 Dezembro 2018.

 

Balanço & Balaço!

 

B

eleza! Preparando o balanço dos feitos e dos desfeitos de 2018? Para muitos foi um ano de energia pesada. Para outros, se avizinha uma luz no final do túnel. “Águas passadas não movem o moinho” diz um velho ditado na língua e na boca do povo. Podem não mover novamente a roda do moinho, mas nos ensinam muito da “água, do moinho” e de tantas outras coisas. Sobrevivemos! Infelizmente esse não é o destino de quase 70 mil brasileiros assassinados na violência desenfreada e protegida pelo jornalismo amigo de bandido e de políticos que tem bandidos pet. Infelizmente não é o destino de outros 70 mil óbitos nas estradas (ruins e péssimas) no Brasil, logo nos primeiros dias do acidente. Assim se multiplicam os estupros de todo o tipo, do religioso ao armado. João de Deus movia legiões em busca de cura e alívio e agora está atolado no lodo pútrido. Outra figura que se considera e seus acólitos como uma divindade, continua condenado e preso em Curitiba e seu poste é derrotado nas eleições do candidato esfaqueado, sem dinheiro, sem espaço na mídia e alvejado dia e noite pelos amigos do Lula. Os balaços e balanços do Brasil da ditadura socialista. E a saúde?

Crônicas & Agudas.

Viamão é chamada de a Terra do Desgosto e da Insatisfação. Como que você nunca escutou essa alcunha? Primeiro, saia dos shoppings do Portinho Alegre e Triste e depois venha andar pelos nossos buracos, pichações, falta de policiamento, trânsito em transe, motoristas de fórmula um, curiosidades e idiossincrasias. A primeira solução seria emancipar o quarto distrito, do Seminário até a Lomba do Sabão. Um novo município seria melhor para todos, inclusive e principalmente para os políticos. Ah, não pode! Então o voto distrital absoluto, para que cada comunidade escolhe e cobre do seu “bendito” eleito.

Cr & Ag

Essa cronista lançou o segundo livro da saga Crônicas & Agudas. Agora o seu mano Crônicas & PontiAgudas em que somamos à seleção de colunas, textos de humor e motociclismo e outros inéditos. Uma nova versão com a singular poetisa viamonense Lúcia Barcelos, presidente da ALVI, que tece poesias que conversam e bailam com várias crônicas. Ineditismo na literatura? A conhecida advogada viamonense Dra. Varlete Caetano tem sua crônica em homenagem ao seu pai Valdeci Caetano, ilustre viamonense, distinguida nas suas páginas. Em concorrido tempo de autógrafos, os amigos e amigas foram encantados com o som de magistral violino, delícias gourmet no Restaurante Só Comes e especial encontro. Somam-se várias encomendas de livros para leitura pessoal como para presentear amigos e clientes especiais. Ou como informou um amigo: “vou mandar um livro para fulano que não gosta muito de mim”. Agora gostará muito mais, certamente. Uma noite de encantamento e felicidade.

Cr & Ag

Outra bela festa aconteceu na residência do caro Pedrão Negeliskii, com seus familiares e seus confrades da Confraria do Lago da Tarumã. O emérito e eterno presidente Antoninho “Cascalho” Ávila agrega uma aura de alegria e correta hospitalidade ao grupo. Grande grupo! Conversa alegre e solta entremeada pela gaita e o gogó do Jairinho Nunes. Fui um convidado especial. “Mais especial” nos sentimos no carinho e respeito dos amigos.

Um Feliz Natal, um abençoado Ano Novo e um abraço de Gratidão por me permitirem participar das suas jornadas de vida.

2018 – 12 – 18 Dezembro – Balanço & Balaço – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Dedo na Goela! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 11 Dezembro 2018.

 

Dedo na Goela!

 

L

embra-lhe o que o título de “dedo na goela”? Essa é uma das utilidades e finalidades do cronista – instigar! Navegar em sua mente. Velejar ao sopro do vento de suas ideias. Encontrar porto de ancoragem para seus sentimentos e descarregar a carga de entendimento. De compreensão e aprimoramento da pessoa. “É muita pretensão”! – Disse-me um amigo, que como você pode estar sinalizando num triscar de dentes. “Muita gente não sabe o que significa muitas palavras”! – Realmente pode e acontece. Isso também está no cerne da literatura, da escrita mais simples e até do regionalismo, em que expressões e palavras abraçam significados diferentes. Um amigo propagandista da indústria farmacêutica, depois de adquirir o primeiro livro da saga Crônicas & Agudas, disse-me que abriu numa certa página pelo título esboçado no índice. Na leitura encontrou duas palavras que o obrigou a buscar o dicionário. Do alto de sua formação universitária e dois títulos posteriores disse-me seu pensamento daquele momento: “Esse livro é dos bons e vale a pena ler”. Sou gratificado com essas demonstrações de que a caminhada atinge e toca.

Crônicas & Agudas

Há pessoas que falam e falam muito. Até “falam pelas tripas do diabo”. A nossa língua classifica-os como “prolixos”. “Pelo desdobre da palavra”, usando uma artimanha do gaúcho para entender uma palavra nova, encontra-se “pro” e “lixo”. Ruim, não é. Mas cabe a pergunta se quem fala exageradamente, copiosamente, abusivamente não manda muito do que fala “pro lixo”? Em tempos de Lava Jato as criaturas são levadas a revelar as entranhas do crime organizado que desgraça esse país. Na gíria se usa “enfiar o dedo na goela” até a criatura “vomitar” o que sabe. Botar para fora. Expelir o que fez ou aquilo que sabe. Há quem não sabe, não viu e jamais fez nada de errado. Essa semana um cidadão brasileiro, advogado de profissão e mérito, num voo, manifestou “sua vergonha” com o Supremo Tribunal Federal, na pessoa do ministro (há quem chame de “sinistro”) Lewandovski. Eis que o senhor Lewandovski deu-lhe “ordem de prisão” e teve todo o desenrolar com a Polícia Federal. A “vergonha” é o dedo na goela desse herói nacional. Como a maioria de nós que está engasgada e quase vomitando com alguns ministros daquela corte.

Cr & Ag

No entanto, nenhuma vergonha no ministro e de alguns de seus pares. Há quem nos trate, brasileiros que trabalham com honestidade e pagando os mais abusivos impostos, como um submundo de alguma pocilga humana. Como trataram os cristãos na Roma cruel, os escravos nos porões e os brasileiros morrendo na busca da saúde real e necessária. A mesma saúde que os poderosos, sem precisar buscar e ansiar, recebem num Hospital Sírio Libanês com todas as mordomias dos poderosos. Metáforas são poderosas, mas jamais se comparam os sentimentos dos espezinhados. Mas cuidado, pois são usadas para o bem e para o mal.

Cr & Ag

É a mulher que coloca o “dedo na goela” e o artista começa a cantar como cardeal de boteco. É a manicure, curiosa como sogra, que põe o “dedo na goela” e, enquanto escaramuça nas unhas da cliente, vai desnudando toda a sua vida e sabendo de suas intimidades. Saber como e quando colocar um “dedo na goela” já é uma arte e um ofício. Assim como se controlar e não revelar seus sentimentos e vivências. Dizia um veterano: “Nem dedo na goela e nem empalado eu conto”! Será?

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Amizade 2 - 2017Inter 11 -  Predator Colorado - 2017Mãos 8 - 2017

Novos & Usados! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 04 Dezembro 2018.

 

Novos & Usados!

O

s velhos anúncios classificados dos jornais anunciavam os veículos à venda com algumas chamadas especiais e atraentes: “Carro de médico com 5600 km”; “Corcel II de professora com cheiro de zero e estepe nunca rodou”; “Santana de juiz com ar condicionado e tudo do melhor com 7.200 km – uma pechincha”! E o baile continuava nessa balada. Quase todos os meus amigos que compram veículos usados ou seminovos são os felizes descobridores de pedras preciosas que todos buscam, mas somente eles as encontram. Essa arte da eructação ou do popular arroto se presta para muitos que somente adquirem carros novos. E somente querem os novos – zero km! “Gostos não se discutem”, diz um velho deitado. E os desgostos? E os dissabores? Numa dessas noites zapeando pelos canais da TV, tropeando a programação, defrontei-me com uma pesquisa sobre os “conteúdos” encontrados nos carros usados e nos carros de estacionamento por valetes ou manobristas. E fizeram um pente fino, desses de enxotar piolhos, uma pericial criminal. Quase!

Crônicas & Agudas

Sabe aquela meleca do nariz que alguns fazem bolinhas e engolem como o treinador da seleção alemã de futebol? Quilos entre os bancos e nas frestas que os aspiradores não alcançam. E melecas e secreções de todos os tipos, talvez até de alienígenas. Sêmen é frequente e alguns carros devem deixar os motéis com inveja do volume. Restos de unhas com e sem micoses. Restos de roupas íntimas (cuecas e calcinhas destruídas?), camisinhas e absorventes íntimos como contêineres de papel higiênico aderidos com colas mais poderosas que a Super Bonder. Está assustado? E sangue! Num carro, talvez de algum vampiro, parecia ter sido esquartejado algumas criaturas, “muito sangue”. E tudo isso antes do holocausto zumbi, o Walking Dead! Fiquei imaginando as roupas de brechós e coisas do gênero. Ok, você acredita que aquelas roupas e indumentárias estão esterilizadas como jalecos de UTI neonatal? Então certamente você votou em salafrários “inocentes”. Alguns países têm floridos negócios de vestuários de ex-combatentes de guerras. Além daquilo que não se vê, como o espírito ou a energia daquele que a usou, vestiu e suas ações, tem essa materialidade bizarra. Assustadora!

Cr & Ag

Certos povos, como foi aqui no Brasil das “mãos rápidas” e do “pezão governador”, casamentos eram anulados por defloramento antes das núpcias, virgindade não comprovada, não atestada ou coisas do gênero e grau. Agora são imputados como sequelas do machismo. Mulheres, nesse mundo cínico, ainda são mortas com pedradas ou outras modalidades cruéis se o marido alega ausência da integridade do hímen. E o lençol com o sangue das núpcias é orgulhosamente exposto à comunidade como prova de pureza. O tempo e os orifícios do corpo humano perderam encanto, religiosidade e mística e, principalmente, a aura da dignidade e do respeito. Buraco na camada de ozônio, agrotóxicos nos alimentos, destruição do meio que já é menos de ¼ do ambiente, poluição mental, ladroagem viral e institucionalizada, gênero além da aula não dada de português leva a criatura a situações limítrofes e esquizofrênicas. O zapear nos defronta com outras “civilizações” adstringentes, sufocantes e permissivas para uns. Eis que uma veterana em idade e, certamente, nas lides dos lençóis externa sua predileção e seleção por homens jovens “zerados” no sexo ou no máximo “seminovos” e “nada de sapato muito usado e até torto”.

Estranho? Inaudito? Conta-se que mulheres poderosas na sua época, cevavam machos jovens para seu deleite sexual, como nas míticas amazonas. Seria a lei do velho Lavoisier – “nada se cria e tudo se transforma” aplica nas “empoderadas” e nas “mexeu com uma, mexeu com todas”? Ou nas “#ele não”? “sei lá, não sei não”, parodiando a letra musical. Uma amiga diz: “não confundir empoderada com empoleirada”. Esse é o mundo em que sobrevivemos.

2018 – 12 – 04 Dezembro – Novos & Usados – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão

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 Mãos 12 - 2017

Bolsa Família vs Mais Médicos! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 27 Novembro 2018.

 

Bolsa Família X Mais Médicos!

Não se pode exigir do povão o discernimento de analisar fatos consumados (e provas consumidas!) ou situações que a grande mídia aborda ao seu sabor e cor. No entanto, caberia ao jornalista, ao analista político ou a alguma autoridade flutuante na maionese geral, uma mente com maior entendimento e melhor percepção, mas a dita socialização das universidades e da escola lúdica (desprovida de mérito) ejeta levas de criaturas carentes intelectualmente. É a teratologia educacional. Como na advocacia há o exame de ordem, milhares não conseguem o registro na OAB. “A OAB estará vigilante no governo de Bolsonaro”! – circula. Compreende-se que durante os anos de falcatruas, ladroagem, Mensalão, Petrolão, Lava Jato, esses mesmo vigilantes deviam estar veraneando em Varadero, Cuba? Esses mesmos vigilantes aceitariam que advogados cubanos, sem os protocolos legais e exames da ordem recebessem carta branca para atuarem nos cartórios e fóruns do Brasil? Pelo excesso de processos judiciais, não necessitariam de juízes cubanos para agilizar? E assim, engenheiros, enfermeiros e demais profissionais que arduamente receberam a graduação e a legalização de suas profissões e diplomas, jamais numa canetada de uma “ex-presidenta”, num de seus discursos confusos.

Crônicas & Agudas

A Brasília socialista incrementou o Bolsa Família à sua subversão, espoliação e submissão dos humildes como resultado planejado. Há quem diga: “as pessoas não poderão viver sem o Bolsa Família”. Como as Prefeituras viviam sem o “Mais Médicos”? Denunciou-se que médicos estavam sendo despedidos, demitidos de Prefeituras que adotaram os cubanos, intitulados e sem provas reais de serem médicos. O cabresto do Bolsa Família é similar aos Mais Médicos. As Prefeituras e Câmaras de Vereadores de muitas regiões derivaram o dinheiro público que deveria ser usado na saúde das pessoas para outras finalidades “necessárias”. O astuto leitor imagina alguma? Pensou CCs – cargos de confiança? Certamente, nenhum dinheiro público foi mal aplicado ou parou no bolso sem fundo da corrupção, pois todos são honestos até a prescrição do delito e depois “muito mais honestos ainda”.

Cr & Ag

Observem a safadeza daqueles Secretários de Saúde e de Prefeitos que alegam “que as pessoas ficarão desassistidas e fecharão postos de saúde” e que “a Prefeitura não dispõe de recursos para custear a saúde”. Entretanto, há recursos para outras coisas menos perfumadas em muitos locais. Uma certeza: muitos prefeitos e vereadores são incompetentes para tratar com responsabilidade e mérito as necessidades do povo e de seus eleitores. Mas competentes para tratarem das suas “necessidades”. Essa fatídica transferência de responsabilidade e de culpa vem de longe – “a culpa é dos outros”. Se as prefeituras têm dificuldades, se os orçamentos públicos não permitem que todos comam da pizza com igualdade, nas nossas casas e no nosso trabalho temos que nos organizar, priorizar despesas e usar o dinheiro com parcimônia e bom senso. E o dinheiro público?

Cr & Ag

Há o incitamento contra os médicos como culpados do descalabro da saúde brasileira. Os anos de petismo abriram mais faculdades de Medicina do que durante toda a história do Brasil e temos mais faculdades que a China e os E.U.A. Qualidade jamais lhes importou. Esses “socialistas” buscam o Hospital Sírio Libanês enquanto o povo fica com os cubanos. E foi Cuba que rompeu unilateralmente e sem aviso prévio seu contrato! É isso aí amigos e amigas, não se deixem iludir mais e novamente.

2018 – 11 – 27 Novembro – Bolsa Família X Mais Médicos – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão.

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Irmãos 25

1A - 12 - Natal e Livros

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