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Dia dos Namorados! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 12 junho 2018.
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Você quer namorar comigo?
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os encantamos com o girassol, a atração das suas cores em vários tons de amarelo, sua natural exuberância física, a atração que exercita sobre os pássaros e vários insetos, como as magníficas abelhas que vem buscar o néctar de sua plenitude. A flor isolada já é bela, com outras a beleza se multiplica. Um campo de girassóis é algo que o coração capta e identifica como um bailado à luz. Sim, à luz! O girassol tem uma propriedade que se chama heliotropismo. É atraído e se volta para o sol, para a luz primordial, para a luz da vida. Nós, criaturas de amor, temos um tropismo positivo que nos impele, que nos atrai e nos encanta no namoro. Somos seres que necessitamos e buscamos o amor. Esse divino sentimento se abre pela porta sutil do ato de se enamorar de alguém. E persiste, prossegue, almeja e persegue pelo namoro.
Vamos namorar?
O namoro tem sempre um início, um começo, um desabrochar que se traduz num lampejo de olhos, num tremor fino das mãos num pretenso toque, num suspiro como se o coração tivesse um baque e… O coração que se sente atraído, capturado, voltado, encantado com aquela luz invisível para todos, mas como se um girassol interno, pulsátil, pleno de desejo de se aproximar e jamais interromper aquele momento. Assim começa com um protocolar ‘vamos namorar?’, que pode estar revestido de prévios ‘tomar um café’, ‘ver um filme’, ‘dar uma banda’, enfim, nos meandros que somente os enamorados conhecem e fazem seus caminhos e descobrem os seus atalhos. A beleza está no detalhe, na sutileza do tempo conquistado, na pressa contida para eternizar o momento, perenizar o tempo e não sair dessa atmosfera de encanto no sabor de um beijo rápido e logo intenso. A afinidade se desenrola no trepidar dos abraços e codinomes de aproximação e de identidade única: gato e gata, minha boneca, paixão, primeiras letras do nome, minha índia, my baby e tantos outros que o coração habilmente inventa e possui.
Quero te namorar!
O toque que progride e evolui e que desconhece o atalho do simples olhar ao tropel esfaimado dos lençóis revoltos. Eis que o namoro é o orgasmo eterno enquanto dure, sem fim, para toda uma vida daqueles enamorados que persistem nesse ritual apaixonante e são namorados todos os dias em todas as vidas. O namoro sofre com a distância, magoa-se com a unilateralidade, encanta-se com a existência, descobre-se nas cores e gestos de todos os filhos da natureza e luta nas trincheiras do amor consentido e nos desgastes naturais das rebarbas da vida cotidiana e tantas vezes implacável. O namoro amadurece com a vida a dois e logo novos qualificativos identifica-os: dona maria, seu Pedro, a patroa, teu pai e tua mãe, mãezinha e paizinho entre vários. Ou mantém o furor apaixonado: paixão da minha vida, amor meu, meu destino e outros não arredam o coração daqueles apelidos iniciais e de encanto em encanto vão sedimentando uma existência que se desabrocha em outras flores, outros girassóis no jardim da vida a dois.
Quero te namorar sempre!
O corpo dilapidado com as agruras da vida se traduz no amor cintilante de “meu velho e minha velha”, sem nunca prescindir daqueles nomes que cultivaram no jardim inicial e que jamais se apagarão no afastamento físico da separação final ou nos descaminhos e atropelos do tempo. Namoro jamais é posse. O objeto do namoro jamais deve lhe pertencer como uma propriedade. O namoro é o encontro do mais puro amor sublimado em nosso coração e que aspira que a sua vida se reflita com similar intensidade e pureza no coração do outro – namorados! Sempre!
2018 – 06 – 12 junho – Dia dos Namorados – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
http://www.edsonolimpio.com.br
De Asa Quebrada! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 05 junho 2018.
06 jun 2018 Deixe um comentário
De Asa Quebrada!
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maioria dos amigos e amigas que me acompanham nessa jornada semanal de Crônicas & Agudas jamais viu ou participou de uma caçada de marrecões (Netta peposaca). Esse já foi o maior esporte dos viamonenses num tempo em que muitos cidadãos tinham uma arma de caça, espingarda, geralmente de cano duplo paralelo ou anos montados e principalmente no calibre 12, o mais poderoso. Alternativamente usavam os calibres 16 e 20. Os cartuchos de munição eram carregados com grânulos de chumbo com o tamanho selecionado pelo caçador. Eram comuns se municiarem, carregarem seus próprios cartuchos em casa. O senhor Osvaldo Mendelski, pai do conceituado jornalista Rogério Mendelski, tinha sua oficina onde carregava a munição e consertava armas dos amigos mais próximos. A caçada realizava-se nos campos alagados e banhados ou, ainda, nas restevas de arroz. A maioria dos marrecões eram aves migratórias, daí o nome de Marrecão da Patagônia. Uma ave belíssima, principalmente o macho com suas penas de azul noite cintilante, porte altivo, cabeça bem marcada por vermelho colorado. Diz-se ser a única ave que jamais para de bater asas voando tal qual um míssil.
Crônicas & Agudas
O caçador escondia-se atrás de folhagens (negaça) ou nas barrancas das taipas. Usava atrativos que os imitava (chamas) e um apito. Essas chamas eram colocadas numa água clara para serem melhor visualizadas e mais atraentes ao marrecão. O marrecão tem o ‘cruzo’, que é uma trajetória bem marcada pelos bandos, não voam aleatoriamente como bêbado em comício. O caçador precisa de sua habilidade para calcular a distância real e o ponto futuro para o correto tiro. Sempre se buscava o macho belo e impetuoso e o melhor tiro. As aves feridas deveriam ser novamente caçadas e mortas (tiro de misericórdia). Jamais se deveria deixar um marrecão sofrer lentamente na morte anunciada. Isso fazia o verdadeiro caçador parar a caçada (atirada) para buscar as aves feridas. O marrecão é um lutador excepcional, jamais se entrega. Tenta alçar voo, mas baleado, asa quebrada, cai novamente. Seu desespero é brutal vendo o caçador se aproximar e seu destino fatal estar ali. Aquele que não recebia o tiro fatal (de misericórdia?), morria com pancadas na cabeça com o bastão que o homem usa para caminhar nos alagados barrosos ou na coronha da espingarda.
Cr & Ag
Aquele olhar da mais bela ave para seu algoz (caçador) fez a desistência da prática para muitos que se tocaram profundamente e abandonaram as caçadas. As mortes eram por cotas que o governo estabelecia, mas alguns caçadores extrapolavam criminosamente pelo prazer de matar, pela orgia da matança, pela bestialidade orgulhosa da garganta alardeando “ser um baita caçador”. Praticamente não existem mais banhados e caçadores de marrecão e muito menos marrecões. Exterminados pelos caçadores e pelos venenos da agricultura, são luzes e sombras de uma vida que passou.
Essa paralização ou greve de caminhoneiros também foi auxiliar para os governantes terem a quem debitar sua incapacidade e criminosa administração. O brasileiro é, de longa data, uma ave de asa quebrada. Baleado nas suas necessidades essenciais. Dividido em cotas para o abate. Saíram dos banhados para o ar refrigerado dos gabinetes e do luxo dos resorts. Os matadores estão no grupo Nós, as presas e vítimas estão no grupo Eles! Ao contrário da ave de alma pura na natureza, somos incivilizados e cavamos digitalmente num terminal de voto os sete palmos que nos sepultarão. Centenas de milhares são abatidos no alagado fétido dos hospitais e postos sucateados, da insegurança quase absoluta, do pardieiro escolar, tantos mais, no “cruzo” com ou sem o atrativo das “chamas”. “O brasileiro é um forte”! – Como você entende isso?
2018 – 06 – 05 junho – De Asa Quebrada – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão
A Vida na Boleia do Caminhão! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 29 maio 2018.
03 jun 2018 Deixe um comentário
A Vida na Boleia do Caminhão!
Quando o pessoal sabe da minha vida numa motocicleta fazendo longas distâncias sempre vem uma série de dúvidas e inquisições. Uma das mais frequentes se refere ao convívio com os caminhões e os caminhoneiros. Geralmente estranham quando conto que não tenho nenhuma queixa pessoal dessa classe, pelo contrário, sempre tive uma convivência de harmonia. Nas paradas era comum algum ver aquele casal numa moto tão longe de sua cidade, observando a placa. E conversar sobre moto é uma alegria contagiosa para o bem. Na pilotagem jamais fiz aquilo que é comum nos motoqueiros (pejorativo) e ausente nos motociclistas – jamais forcei ultrapassagens ou criei dificuldades para o caminhoneiro e seu caminhão. Sempre tive o princípio de que eu estava ali numa melhor, passeando e me divertindo, enquanto o caminhoneiro está a trabalho e por vezes (muitas) longe de sua casa e de sua família por longos períodos de tempo. Logo a prioridade da estrada é dele e não do turista.
Crônicas & Agudas
Atualmente ainda tem a comunicação por internet em várias formas, mas até a pouco tempo viam-se filas nos orelhões dos postos de gasolina nas rodovias. Geralmente são mal pagos e trabalham excessivamente, com escasso descanso. Aqueles funcionários de empresas ainda não correm todos os riscos serem cobrados de seus ganhos nas desventuras das péssimas estradas, mas também trabalham contra o relógio. A maioria não vê o crescimento dos filhos e raramente podem curtir com a família as festas comuns à todas as pessoas. Economizam na comida para sobrar mais para a família ou para pagar as intermináveis prestações do veículo. Nada disso importa para os políticos e para muitas pessoas que olham os caminhões atrapalhando o seu carro e “encarecendo” suas mercadorias e tudo mais. Pior – alguns os acusam de “vagabundos”.
Cr & Ag
O retardo intelectual de muitos jornalistas deve competir com sua subserviência. Se do político pouco se pode esperar de consideração e respeito, ao informador e formador de opinião deveria sobrar. Deve ser simetricamente proporcional à má qualidade da Medicina parida por centenas de “faculdades” da era Lula-Dilma-Temer. Considera-se a “diminuição da arrecadação do governo e a piora do orçamento público”. Safadamente não mencionam a brutal carga tributária direta e indireta que nos esfola vivos. Mais da metade produzido é devorado pelo governo, políticos, organismos públicos e toda a fauna de parasitas que com as bocarras abertas engolem nosso trabalho. Acham maneiras de aumentarem impostos, jamais de diminuírem. Por isso também o Donald Trump é “louco” – reduziu drasticamente muitos impostos, gerando diretamente mais empregos e mais consumo e indiretamente aumentando a arrecadação. Lembre-se que governo e entidades públicas necessárias e parasitas somente existem porque nós trabalhamos (e muito) para mantê-las com as suas mordomias e privilégios (“legais e necessários” – ainda alegam, absurdo!)
O motorista na boleia do caminhão ou o seu patrão(brasileiro sofrido com direito de protestar) não aguentam (como nós) a extorsão diária e sem fim dessa gente. A diferença é que eles berraram. E berraram alto! E sem nenhuma bandeira de sindicato ou de partido político. Ninguém viu (foram corridos, enxotados) a turma da CUT, partidos capitaneados por presidiários, MST, os frequentes trancadores de estradas ou “movimentos sociais”. Somente a bandeira do Brasil. O Brasil que nos tomaram na mão grande. Hoje sábado, não sei do desfecho do protesto no final de semana, mas seja do caminhoneiro autônomo ou do empregado que está esgotado com seu patrão, eles nos mostraram que estamos perdendo tempo e fazendo um Brasil de vergonha para nossos filhos e netos.
2018 – 05 – 29 maio – Na Boleia do Caminhão – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião
Imagens Magníficas! 01 Junho 2018.
01 jun 2018 Deixe um comentário
Irmãos! Gente como a Gente. Série – 7
Irmãos! Gente como a gente. Série – 28.
Irmãos! Crianças como as nossas Crianças. Série – 03.
Irmãos! Crianças como as nossas Crianças. Série – 12.
Mãos que falam! Série – 13.
A Vida! Série – 37 .



