Emprego – Trabalho – Competência! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião de Viamão. 22 Agosto 2017.

 

Emprego – Trabalho – Competência

F

ala-se de 14 milhões de desempregados. São mais, provavelmente! Tendemos a nos compadecer de forma ampla, geral e irrestrita. Somos assim. É da nossa índole. Elegemos biscas, safados, canalhas e incompetentes para cargos eletivos, mas são coitadinhos e “precisamos ajudá-los”. Até um ladrão convicto, mesmo numa cadeira do legislativo, forrado de mordomias, acolchoado de vantagens distantes de qualquer outro ser humano, mas continuará sendo um ladrão. Outro está preso e condenado, mas continua com sua sanha de ladrão. Claro que há os que jamais aceitarão o rótulo, outros serão os “mais aptos e eternos espertos”. E alguma horda irá acomodá-los como “deserdados dum sistema capitalista e injusto”. Um amigo me dizia da sua dificuldade em conseguir um tratorista e operador de retroescavadeira para trabalhar na plantação de arroz. Os raros “disponíveis” além de “todas as obrigações trabalhistas” indignavam-se caso o trator não dispusesse de ar condicionado e som. Outro alegou necessidade de “sair até às 17 horas, pois morava longe”. Isso valia também para o horário de início do trabalho. “Sábado e domingo nem pensar”, disseram-lhe. Caso chova 15 dias, primeiro sol é num sábado, mas trabalho não mesmo. Não conseguiu uma viva alma que quisesse emprego com trabalho. A tendência é de emprego com pouco ou nada de trabalho. Claro que jamais generalizamos!

Crônicas & Agudas

Uma professora, esfolada pelo parcelamento salarial, aumentou as horas de trabalho com o marido. Assim precisou de alguém para cuidar dos filhos, pois a creche fechava e nem sempre a avó tinha saúde para ginetear duas crianças arteiras. Indicaram fulana e sicrana para doméstica. Então uma serve de doméstica, mas não aceita ser babá junto. Outra já avisa antes que “é uma coisa ou outra”. O “salário é baixo” refugou uma candidata que se mostrava depois de “um banho de loja e com as unhas maiores que as da Gisele”. “Eu não cozinho e só lavo com máquina”, falou e até os piercing escutaram. “Pois é, não vai dar, eu tenho que chegar em casa até às 18 horas para fazer a janta do meu marido e terça e quinta eu tenho fisioterapia lá na 40ª.”, e… Estava difícil encontrar algum horário livre para trabalhar, jamais para manter o emprego. Muitas tentativas e várias desistências. Eis que a matemática se aliou à aritmética e numa série de equações, logaritmos e tangentes chegou à conclusão que seria melhor para a família e o bolso ficar em casa e rever a estória de emprego público.

Cr & Ag

 Um engenheiro e construtor com longa vida profissional construindo e reformando de silos de arroz a residências lamentava-se: “quando esses velhos que trabalham a anos comigo largarem o jogo, uns já estão aposentados e continuam, eu fecho a empresa”. Perguntei-lhe o motivo. “Tô cansado e de saco cheio, poderia dar emprego para mais uns 10 ou 20 funcionários, mas deixo de pegar obras pela falta de gente que queira trabalhar, mesmo que não seja muito competente, mas que queira aprender o serviço, e pela in-justiça do trabalho”. E abriu a acordeona e floreou uma música de todos conhecida. As gerações mais antigas, os veteranos são mais afeitos ao trabalho desde que ainda não assimilaram o socialismo com o dinheiro alheio e gostam e tem orgulho daquilo que fazem. Os jovens querendo trabalhar vão conseguir colocação. Os demitidos pela empresa que “quebrou, faliu, foi para as cucuia” pelas decisões de proteção ao trabalhador pela satanização do empresário, muitos safados e pilantras, vão engrossar as listas de espera e o medo das empresas em arriscar numa conjuntura de desordem social e moral como a brasileira.

Cr & Ag

Daí que antes, muito antes de penalizar-se por um desempregado e orar por ele para um emprego no culto, lembro do Pastor Malafaia e sua pregação que “receberás pelo teu merecimento”. Somos de um tempo em que era “estudar e trabalhar”, ladrão era ladrão e vagabundo era vagabundo. Hoje? Jamais deveria haver esse abismo entre emprego e trabalho e a luta por competência e aptidão era normal para qualquer ofício. Outro amigo ainda expande o drama: “o que tem de homem buscando emprego de marido...”

2017 – 08 – 22 Agosto – Emprego Trabalho Competência – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Dia Mundial da Sepse–Observação importante.

 

O artigo publicado abaixo tem como fonte SnifDoctor.com.br. Fonte de ótimos artigos médicos.

07 Setembro – Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática. Fonte SnifDoctor.com.br

 

7 de setembro: Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática

 

Falta de ar, tosse crônica, cansaço constante e dificuldade para realizar atividades cotidianas são sinais frequentemente negligenciados na terceira idade. Por mais comum que seja pensar que estes são efeitos naturais do envelhecimento, é preciso estar atento, pois podem ser indícios de problemas respiratórios sérios. É o caso da Fibrose Pulmonar Idiopática, ou FPI, doença rara e grave que é relembrada todos os anos no dia 7 de setembro em função do Dia Mundial da Fibrose Pulmonar Idiopática. A data foi instituída pela Fundação de Fibrose Pulmonar (PFF, da sigla em inglês) como parte de um mês de atividades de conscientização sobre a doença.
 
Por ser uma doença progressiva, ou seja, que age gradativamente, os pacientes com FPI se beneficiam muito do diagnóstico precoce. Trata-se de uma doença sem cura cujos sintomas são muito parecidos com os de outras doenças pulmonares, ou até mesmo com condições cardiovasculares, o que torna seu diagnóstico complexo.
 
Cerca de 50% dos pacientes com FPI são diagnosticados erroneamente e o tempo médio para o diagnóstico é de 1 a 2 anos após o início dos sintomas.“Muitas vezes, os pacientes são tratados inadequadamente e demoram anos até serem diagnosticados com Fibrose Pulmonar Idiopática e receber o tratamento adequado. É importante que o diagnóstico da doença ocorra o quanto antes, pois com acompanhamento médico e tratamento adequado, é possível diminuir a progressão da doença e auxiliar o paciente a continuar realizando suas atividades rotineiras normalmente”, explica o Dr. Adalberto Rubin, pneumologista da Santa Casa de Porto Alegre (RS).
 
A FPI é uma doença de causa desconhecida, mas existem fatores de risco como o tabagismo, a exposição ambiental a diversos poluentes, refluxo gastroesofágico, infecção viral crônica e fatores genéticos que contribuem para o seu desenvolvimento. A doença provoca o endurecimento dos pulmões, que vão gradativamente cicatrizando e perdendo sua capacidade de expansão e contração, o que prejudica a capacidade respiratória do paciente. A FPI apresenta uma taxa de sobrevida pior do que muitos tipos de câncer, como o de próstata e de mama, e atinge principalmente os idosos, com uma prevalência de cerca de 14 a 43 pessoas a cada 100 mili no mundo. Embora não haja dados definitivos de prevalência no Brasil, estima-se que entre 13 e 18 mil pessoas tenham FPI no paísiii, mas, como a doença ainda é subdiagnosticada, é possível que o número seja ainda maior.
 
“Embora não tenha cura, estão disponíveis no Brasil desde 2016 tratamentos antifibróticos capazes de reduzir o número de crises e exacerbações. O medicamento pioneiro no país foi o nintedanibe, droga que desacelera a velocidade de progressão da doença em 50% e aumenta significativamente a sobrevida do paciente em tratamento, que é de apenas 2 a 3 anos quando não é feito o tratamento”, ressalta o Dr. Rubin.
 
É importante que a população tenha cada vez mais conhecimento sobre doenças raras e dê atenção especial aos idosos, alertando para os menores sinais de cansaço e falta de ar. Os sintomas, quando recorrentes, podem ser indícios de FPI e, nesse caso, o paciente deve procurar um pneumologista para fazer um acompanhamento. O suporte de cuidadores e familiares, que costumam ter um papel central na rotina de saúde dos idosos, é muito importante para ajudar os pacientes a terem autonomia e não deixarem que os sintomas interfiram na rotina.
 
Manter-se ativo e fazer exercícios, mesmo que de baixa intensidade, são medidas importantes para que o pulmão continue funcionando da melhor forma. “É comum que pacientes com doenças respiratórias evitem fazer exercícios, pois costumam sentir desconforto, porém a prática de atividades mediante avaliação médica é muito importante para a reabilitação pulmonar nesses casos”, afirma o Dr. Rubin.

Dia Mundial da Sepse–13 Setembro

 

Dia 13 de setembro é o Dia Mundial da Sepse

A doença meningocócica é uma doença súbita, potencialmente fatal, da qual, em média, uma pessoa pode morrer a cada oito minutos no mundo.1 Tipicamente, ela se manifesta como meningite bacteriana – uma infecção das membranas que recobrem o cérebro e a medula espinhal; ou sepse – uma infecção da corrente sanguínea, também chamada de meningoccemia2.

Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer. Tem alta mortalidade no país, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial está em torno de 30-40%. Segundo um levantamento feito pelo estudo mundial conhecido como Progress, a mortalidade da sepse no Brasil é maior que a de países como Índia e a Argentina.3

A meningite e a septicemia (sepse) são doenças graves e podem afetar qualquer pessoa de qualquer idade, mas bebês, crianças e jovens estão em maior risco. A meningite e a septicemia não são comuns, mas podem matar em horas.  Por isso, uma forma muito importante de prevenção é a vacinação. Pode-se contrair meningite e septicemia ao mesmo tempo.4

A sepse é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais conhecida como infecção generalizada.3

Na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta inflamatória numa tentativa de combater o agente da infecção. Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente.3

Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer. Esse quadro é conhecido como disfunção ou falência de múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no Brasil.3

De acordo com o grau de evolução, a síndrome pode ser classificada em três diferentes níveis: 6

1) Sepse – a resposta inflamatória provocada pela infecção está associada a pelo menos mais dois sinais. Por exemplo, febre, calafrios, falta de ar etc; 6

2) Sepse grave – quando há comprometimento funcional de um ou mais órgãos; 6

3) Choque séptico – queda drástica de pressão arterial que não responde à administração de líquidos por via intravenosa. 6

 
Sintomas6

Os sintomas variam de acordo com o grau de evolução do quadro clínico. Os mais comuns são: febre alta ou hipotermia, calafrios, diminuição na eliminação de urina, respiração acelerada dificuldade para respirar, ritmo cardíaco acelerado e alteração no nível de consciência.

Outros sinais possíveis da síndrome são o aumento na contagem dos leucócitos e a queda no número de plaquetas.

Diagnóstico6

O diagnóstico da sepse depende de avaliação clínica e laboratorial criteriosa para identificar e tratar a doença subjacente que deu origem ao processo infeccioso.

Com esse objetivo, são realizados exames de sangue, como a hemocultura, exames de urina e, se necessário, a cultura das secreções respiratórias. Exames de imagem, como radiografia, ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, podem ser úteis para esclarecer o diagnóstico.

 
Recomendações7

O risco de contrair infecções será menor se forem respeitados os seguintes princípios básicos:

* lavar as mãos com frequência com água e sabão;

*  manter o esquema de vacinação atualizado;

Referências:

1.       Naghavi M, et al. (2013). Global, regional, and national age-sex specific all-cause and cause-specific mortality for 240 causes of death, 1990-2013: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study. The Lancet, 385, pp.117-171.

2.       CASTIÑEIRAS, TMPP. Et al. Doença meningocócica. In: CENTRO DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA VIAJANTES. Disponível em: Acesso em: 07 ago. 2015.

3.       INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE. O que é sepse. Disponível em: <http://www.ilas.org.br/o-que-e-sepse.php&gt;. Acesso em: 08 ago. 2016.

4.       MENINGITES RESEARCH FUNDATION. Meningite e Septicemia. Disponível em: <http://www.meningitis.org/assets/x/50246&gt;. Acesso em: 08 ago. 2016.

5.       INSTITUTO LATINO AMERICANO DE SEPSE. Relatório Nacional PROTOCOLOS GERENCIADOS DE SEPSE – Sepse grave e choque séptico – 2005 a 2015. Disponível em: <http://www.ilas.org.br/assets/arquivos/relatorio-nacional/relatorio-nacional.pdf&gt;. Acesso em:  08 ago. 2016.

6.       ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA. Consenso brasileiro de sepse. Revista Brasileira Terapia Intensiva, 16(2), 2004. 256 p. Disponível em: <http://www.amib.org.br/fileadmin/ConsensoSepse.pdf&gt;. Acesso em: 01 set. 2016

7.       CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA – CVE/SES-SP. O que você precisa saber

sobre meningite. 2013. Disponível em: <ftp://ftp.cve.saude.sp.gov.br/doc_tec/RESP/MENI_SOBRE.pdf>. Acesso em: 01 set.2016

 

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Insatisfação e Fúria! – Edson Olimpio Oliveira – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião de Viamão – 15 Agosto 2017.

 

Insatisfação e Fúria!

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ossa sociedade brasileira, vivo aqui e falo daqui, assume sentimentos e atitudes que vicejaram com a dualização crescente expressa em “nós e eles”. Ou se é a favor, devoto e partidário de configuração e vivência ativa ou é visto como contra, contrário, adversário, oponente e até maligno ao mundo dos julgadores. Ricos e pobres. Patrão e empregado. Polícia e cidadão. Polícia e cidadão e marginalizado. Politicamente correto ou inimigo das liberdades. Sentem e visualizam esse horizonte sombrio? Ou para o amigo leitor tanto faz como tanto fez desde que o seu pescoço esteja longe da corda? Experimente adjetivar-se ou simplesmente rotular-se de qualquer coisa, como “sou cristão”. Logo uma falange irá te inquirir “por que és contra as outras religiões” e “não permites a liberdade religiosa”. Da simples arguição ao vapor das narinas, logo em fumaça, serás alvo de alguns descalibrados.

Crônicas & Agudas

Outro exemplo: “isso é serviço para homem”! Aparecerão encamisadas do tipo “mexeu com uma e mexeu com todas” que logo enxergarão machismo e desfiarão exemplos desde o império romano dos abusos e da prepotência masculina com as mulheres. Seguirão movimentos de GLBT, que em passeata reivindicarão algum tipo de respeito a sua sexualidade e coisas do gênero, número e grau. Experimente falar em “favelado”, outro exemplo. Crueldade contra a sociedade da periferia ou das comunidades e contra direitos sociais “arduamente adquiridos”. “Direitos humanos” é a bandeira de qualquer tipo de protesto e vai legitimar qualquer agressão verbal ou física que infligirem ao suposto “agressor”. Um jornalista dizia que depois de escapar algo que julgaram “crime”: “quanto mais tentar explicar, tende a piorar”.

Cr & Ag

Loucura? Esquizofrenia social? Observem a quantidade de pessoas que deviam ser dotadas de inteligência e discernimento que aprovam e incentivam a ditadura de Maduro na Venezuela. Interessante que nenhum deles fala em mudar-se de mala e cuia para a Venezuela socialista, preferem Paris e Miami. Observem criaturas esperando que haja guerra total e não somente verbal na península coreana, que fatalmente incendiaria todo o oeste asiático e contaminaria grande parte do planeta. Vejam como as criaturas justificam os ataques terroristas na Europa e há quem gostaria de sair do Brasil para fazer terrorismo. Muitos sentem e experimentam o eterno conflito entre o Bem e o Mal, ou da indolência do Bem aguardando a agressividade do Mal.

Cr & Ag

Pessoas exigem que seus entendimentos e suas vontades sejam obedecidos por todos, como se a sua razão fosse absoluta e irretocável. Quantos usam da democracia para galgar o poder absoluto? Isso está no dia a dia de um singelo erro no trânsito, do troco na caixa do mercado, do informar seu sexo no cadastro da loja ou ao atrasar o horário na manicure. A sede de sangue viceja e a baba grossa e ácida escorre nos cantos da boca e o fel formiga na pele enquanto a adrenalina explode na circulação jogando o coração e os músculos para o mais mortal combate. Essas criaturas ensandecidas estão ao nosso lado e talvez algum de nós seja uma das feras ou das vítimas. As redes sociais enchem-se de mensagens falsamente espiritualizadas como se no dualismo fatal e fantástico o Amor e o Ódio ocupassem o mesmo coração no mesmo tum-tac. Nada mais são do que a cruel e insana realidade que tende a piorar desde que nossa consciência não capte, não entenda a situação e persista a fúria consentida e a insatisfação acumulada.

2017 – 08 – 15 Agosto – Fúria e Insatisfação – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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