Série A Vida! –5-

 

Vida 5 - 2017

Dar nomes aos bois! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 11 abril 2017.

 

2017 – 04 – 11 Abril – Dar nomes aos bois – EDS OLIMPIO – Crônicas & Agudas – Jornal Opinião

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Dar nomes aos bois!

S

eria o cronista mais um carreteiro de letras que cangadas formam palavras, que se encarreram em frases? Talvez. Muito eu gostava de andar de carreta puxada por uma junta de bois na estrada que dava acesso ao campo dos Guimarães (Alcides, Lídio e o Orozimbo, de apelido Bebeca), no fundão da Boa Vista, zona rural de Viamão City. Sentado com os pés balançando e por vezes arrastando-os pela água que inundava ou cruzava a precária estrada ladeada pelo campo e noutros momentos pelas lavouras de arroz. Quase tudo para uma criança é motivo de festa e andar de carreta só tinha beleza e magia. Os bois sempre tinham nomes e tenho quase certeza de que cada um sabia e entendia as ordens (ou súplicas?) do carreteiro. Uma longa vara de algum tipo de madeira com um prego em sua ponta – a aguilhada – tinha seu cabo ou empunhadura lustrosa das mãos do homem e servia para guiá-los. A carreta andava numa marcha e num balanço em que o tempo quase parava. Talvez até parasse um pouco para desfrutar dessa maravilha sem a pressa que hoje nos ataca e acomete.

Crônicas & Agudas!

Ao rangido das imensas rodas cortando o solo arenoso ou barrento com a moldura da grama verde, eu escutava a voz do carreteiro: – Jaguuunço! Oooooo! Encarnado! Oooooo! A aguilhada cutucava alguma parte do corpo do animal ou batia ritmada nas aspas do bicho. A rédea devia servir para mais alguma coisa, mas os bois entendiam o sotaque do homem e seguiam a sua sina. Um dos bois era o ‘chefe’ e o outro o vice, também eleitos pelas suas aptidões. “Eles não conhecem a sua força, se soubessem não puxavam carreta”, dizia o seu Aldo Cabeleira, meu pai. Outras juntas de bois e outros nomes e outra harmonia naqueles imensos animais, dóceis quando cangados e ariscos ou perigosos quando soltos a campo. O Jeep Willys do seu Aldo gemia com tração nas quatro rodas e marcha reduzida engatada para vencer os atoleiros e eventualmente perdia a batalha contra o barro viscoso. Se era muito gostoso ver o jipe lutando com os atoleiros e com a água entrando pelas portas, era fantástico vê-lo “atolado até o gargalo”. Era aqui que a festa iniciava. Iriam pedir socorro para um dos três irmãos e logo estariam com uma junta de bois rebocando o jipe ou a carreta para nos levar ao acampamento para caçar e pescar. E os bois faziam aquilo que não havia tratores confiáveis à época para fazer.

Cr & Ag

Tinhoso, Ooooo”! – como escolhiam os nomes? Acho que o sujeito ali no campo, na natureza, onde o tempo também se arrasta no rangido da carreta e que nenhuma “graxa patente” faz andar mais rápido… Sabe-se lá como a imaginação e as associações e analogias penetram e varam a mente do homem, no entanto parece que o nome está exatamente adequado ao animal, ao seu gênio ou temperamento, ao seu tamanho e disposição, a sua liderança ou submissão. Uma orquestra em há um maestro e seus músicos da natureza, companheiros numa sinfonia em que a vida segue sua estrada e o tempo alheio as necessidades e vontades desdenha da pressa ou da preguiça.

Cr & Ag

É da natureza humana “dar nome aos bois”, para o bem e para o mal. O mundo assiste aquilo que começou com uma investigação num posto de gasolina resultar na maior operação de caça e punição aos criminosos encastelados na política brasileira e nas empresas. Ostentam pomposos nomes e obscuras alcunhas nas listas da roubalheira desenfreada. Apelidos traduzem a personalidade das criaturas que os possuem. Há dúvida? Teste com o desapego da ideologia que põe a canga e faz a submissão asquerosa e putrefata da criminalidade com lustro imperial. E a boiada é grande, muito, muito maior que as quase duas centenas de condenados pela justiça federal do Paraná e para a vergonha e o descrédito de outras justiças que tardam, retardam, prescrevem e absolvem. “Tinhoso, Oooooo”!

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Série – A Vida! 16

 

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Voltar para contar! Edson Olimpio Oliveira. Crônicas & Agudas. Jornal Opinião. 04 Abril 2017.

 

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Voltar para contar!

E

stava trabalhando uma imagem de “Ghost, Do outro lado da Vida” em que Demi Moore trabalha a argila, girando-a e moldando-a com seus dedos e mãos e logo atrás dela, abraçando-a, Patrick Swaize. A trilha sonora envolve-os, como em raros momentos do cinema. Lembra? Se não assistiu, busque numa locadora ou no Netflix e deixe-se surpreender ou reafirmar o amor dentro de você. Dentro de cada um de nós. O filme é surpreendente e de uma beleza com sensualidade que transcende e eleva. É uma forma de captar, sentir, sensibilizar-se com o amor e o poder que dele emana. Um poder que rompe com as barreiras do tempo e principalmente da vida e da morte. Principalmente com a morte que a tantos assombra, que induz insegurança, que limita e está sempre à espreita numa enfermidade ou num assassino nas sombras. Apesar de que todo o ser vivo tem uma única e inarredável certeza depois do seu nascimento – um dia isso acaba, essa forma ou essa modalidade de vida termina com aquilo que se conveniou denominar de Morte!

Crônicas & Agudas

Estamos todos, de alguma forma, atrelados a dogmas, ensinamentos, repetições e tudo aquilo que se torna ou habita o “desconhecido”, traz e mobiliza marés de insegurança. Brutal insegurança, por vezes. Quantos repetem a frase – “quem foi não voltou para contar, então não dá para saber”? Muitos transitam por “sua fé” que repete o eco de uma casca dura e quase impenetrável. Outros intitulam-se religiosos ou espiritualizados, mas o temor persiste e o desapego da materialidade torna-se sofrido. “Até acredito em Deus, mas ninguém sabe o que tem do outro lado”, dizia-me um amigo. Aqui já há um “outro lado”. E para quem não crê no Criador? Mesmo assim o Criador continuará crendo nele e lhe permitindo e auxiliando a evoluir.

Cr & Ag

Outros apegam-se às crostas refratárias e espoliam a todos e a sua vida numa existência banhada em fluidos sombrios e corrosivos. Firmemente encastoados, brutalmente empedernidos na volúpia do poder para mais e sempre mais poder, no acúmulo de riquezas à custa do sofrimento de outros seres, glutões ou criaturas vorazes que devoram qualquer luz a sua volta. E tantos com seres sombrios como eles, mas que se sentem atraídos pela similaridade do lado negro. Em Ghost ou Espírito do Amor, o elo entre Molly e Sam mostra a sua intensidade e eternidade. Um casal pleno de amor, iniciando uma vida no novo apartamento. Um assassino contratado pelo seu melhor amigo para que ele não evoluísse a descoberta de falcatruas na empresa. Uma ex-presidiária Oda Mae (Whoopi Golberg) encontra uma profissão de “médium”, farsante e temerosa. Não, não contarei mais. Assista. E como num bom livro e num ótimo filme, assista outras vezes.

Cr & Ag

Uma voz interior, creio que uma Luz interior, nos mostra e indica caminhos. Muitas outras trazem as dúvidas, insatisfações, temores, avolumam egoísmos, cultivam ervas daninhas e até venenosas para si e para aquilo que deveria ser o jardim de sua existência. Não importa quanto tempo ficares ao lado de alguém, ninguém sabe o minuto seguinte, mas se ame, amando intensamente quem está ao seu lado, consigo, numa confluência, numa sinfonia audível ao espírito do amor e jamais cairá no fosso escuro do esquecimento. O ciclo do amor é contínuo e inexorável. Sempre os círculos se fecharão e novamente se abrirão para o renascer eterno. A escolha é tua. E minha. Cultiva-se e aduba-se aquilo que queremos.

É difícil? Muito. A jornada nessa Terra tem essa finalidade – evoluir pelo entendimento. Insistimos em tentar aprender e conscientizar com a Dor. É a mesma energia que se gasta em fazer o certo ou o errado? Dispende-se muito mais nos erros e principalmente na persistência abusiva do erro.

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